Brasília ganhará novo monumento

A capital federal se prepara para receber A Queda de Atlas, monumento interativo de sete toneladas que desafia a gravidade. Muito em breve, a capital do país vai ganhar um novo ponto de contemplação urbana que promete dar um verdadeiro nó no cérebro de quem vive ou visita a cidade. Imagine um imponente “origami” feito de aço corten e concreto, pesando quase sete toneladas, mas que, desafiando a lógica, parece flutuar no ar. Batizada de A Queda de Atlas, a monumental instalação é a nova aposta do arquiteto e artista visual Anderson Schneider. Em plena reta final de construção, a obra, que será instalada na frente do SESI Lab, criará uma impressionante ilusão óptica já que a estrutura maciça não repousará sobre pilares. Em vez disso, ela irá pairar, pendurada de baixo para cima por finos cabos de aço galvanizado. A sensação de quem a observar será a de que a gravidade foi invertida, e os cabos servem apenas como âncoras segurando a peça no chão para impedi-la de decolar rumo ao céu. Mas o assombro visual (que promete render imagens incríveis) é apenas a porta de entrada da experiência sensorial e contemplativa que, por meio da engenharia, arquitetura e escultura, convidará o público a uma reflexão sobre a exaustão e a cobrança por performance na vida contemporânea. A obra esconde uma surpresa e que será revelada em breve, mas já podemos adiantar o spoiler: a peça será interativa, perfeita para quem curte momentos de devaneio e leveza em meio à rigidez do concreto. Viabilizada por meio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC/DF) e com o patrocínio da Pinheiro Ferragens para sua complexa execução física, a instalação que ornamentará os jardins do SESI Lab está prevista para estar entre nós ainda neste mês de agosto. Para a imprensa especializada, cidadãos e visitantes que buscam novos ângulos e intervenções inusitadas na capital: preparem as lentes. O aço vai levitar…   Serviço: “A Queda de Atlas”, de Anderson Schneider Quando: Final de agosto de 2026 Onde: SESI Lab (Setor Cultural Sul, Brasília – DF) Mais informações: Em breve… mas já pode ver os spoiler em @aquedadeatlas   Fotos: Divulgação / Anderson Schneider

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Os Miseráveis de volta à cena… e de graça

Musical inspirado no clássico de Victor Hugo percorre o DF com uma história de miséria, desigualdade, poder e redenção que continua perigosamente atual. Há histórias que envelhecem. E há aquelas que parecem ter sido escritas ontem. É o caso de “Os Miseráveis – O Musical”, clássico de Victor Hugo que atravessa quase dois séculos sem perder a capacidade de provocar, emocionar e, principalmente, cutucar feridas que continuam abertas. A boa notícia que Coluna #PERAMBULANDO traz é que o espetáculo chega a Brasília e ainda por cima com entrada gratuita. Produzida pela Cia. de Cantores Líricos, a montagem baseada no romance publicado originalmente em 1862 ganha os palcos do Gama, Ceilândia e Águas Claras a partir deste mês. E não espere apenas uma história de época: por trás dos figurinos e cenários inspirados no século 19 estão temas bastante familiares ao século 21 – desigualdade social, pobreza, abuso de poder, intolerância e a eterna busca por justiça e redenção. No centro da trama está Jean Valjean, interpretado por Vittor Borges, condenado a 19 anos de prisão depois de roubar um pão. Ao recuperar a liberdade, ele tenta reconstruir a própria vida e encontrar uma segunda chance. No seu encalço está Javert, o implacável inspetor vivido por Tiago Scafuto e Féllix, que transforma a perseguição a Valjean em uma verdadeira obsessão. Ao redor dos dois orbitam personagens que se tornaram ícones da literatura e do teatro: Fantine, interpretada por Renata Dourado; Marius, vivido por Tiago Boca; Cosette, por Julia Basile; e Eponine, personagem de Bruna Hernandes. A história ainda traz os Thénardier, interpretados por Paulo Santos e Ana Barreto, além do jovem Gavroche, vivido por Joaquim Frazão. A proposta da montagem é justamente fazer esse clássico respirar novamente. “Apesar da história se passar no século 19, a produção é extremamente atual. Tanto pela temática quanto pelos personagens”, destaca Renata Dourado, diretora geral e produtora do espetáculo. E ela promete uma experiência que vai além da narrativa: cenários, figurinos de época e efeitos especiais entram em cena para transportar o público para o universo criado por Victor Hugo. O romance original retrata a França do século 19 a partir da vida de seus personagens mais pobres, revelando uma sociedade marcada pela desigualdade e pela exclusão. Valjean, Fantine, Cosette, Marius, Eponine, Gavroche e Javert se encontram em uma trama que mistura pobreza, amor, revolta, injustiça e esperança. É justamente essa combinação que fez de “Os Miseráveis” uma obra tão resistente ao tempo — e que agora ganha uma nova leitura nos palcos brasilienses. Com direção musical de Rafael de Abreu, também fundador da Cia. de Cantores Líricos, e direção cênica de Vittor Borges, o espetáculo aposta em um elenco formado por artistas da cena lírica e teatral brasiliense. Uma oportunidade para reencontrar um dos grandes clássicos da literatura mundial em uma montagem que promete emoção, música e aquela boa dose de reflexão que continua sendo necessária. E o melhor: é só escolher o palco mais conveniente e ir. Mais informações, acesse @ciadecantoresliricos. Ficha técnica: Direção musical: Rafael de Abreu Direção cênica: Vittor Borges Direção geral e produção: Renata Dourado Elenco: Jean Valjean: Vittor Borges Javert: Tiago Scafuto e Féllix Fantine: Renata Dourado Eponine: Bruna Hernandes Marius: Tiago Boca Cosette: Julia Basile Enjolras: João Roberto Combeferre: Marcelo Victor Sr. Thenardier: Paulo Santos Sra. Thenardier: Ana Barreto Gavroche: Joaquim Frazão Cossete criança: Beatriz Rocha e Lia Cordeiro Madela Serviço: Os Miseráveis – O Musical Data: 15 de agosto Horário: às 17h e às 19h30 Local: Teatro Paulo Gracindo, do Sesc Gama – as 19h Data: 22 e 23 de agosto Sempre às 19h Local: Teatro Newton Rossi, do SESC Ceilândia Data: 30 de agosto Horário: 17h e 19:30h Local: Teatro da Caesb, em Águas Claras Gratuito Não recomendado para menores de 14 anos Mais informações: @ciadecantoresliricos Fotos: Divulgação

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Modernex: o Museu Nacional de Piercing

Embaixada do Reino dos Países Baixos doa obra de Janet Vollebregt ao acervo do Museu Nacional da República.   Brasília ganhou oficialmente um novo marco artístico na tarde desta terça-feira (4). Em cerimônia realizada no Museu Nacional da República, a Embaixada do Reino dos Países Baixos oficializou a doação da escultura Big Piercing de Janet Vollebregt ao acervo permanente da instituição, em uma ação que integra as comemorações pelos 200 anos das relações diplomáticas entre Brasil e Reino dos Países Baixos. A solenidade reuniu o embaixador do Reino dos Países Baixos no Brasil, Aldrik Gierveld, representantes do Governo do Distrito Federal, autoridades, integrantes do corpo diplomático, artistas e convidados. Os convidados foram brindados com espumante, drinks e um buffet, além de uma trilha sonora da DJ Leriss, para celebrar a ocasião. Criada pela artista e arquiteta neerlandesa Janet Vollebregt, Big Piercing estabelece um diálogo direto com a arquitetura do Museu Nacional da República. Em seu discurso, Janet emocionou o público ao afirmar que realizar uma intervenção em um edifício projetado por Oscar Niemeyer representava um momento muito especial em sua trajetória. Segundo ela, Niemeyer é uma das grandes inspirações de sua geração de arquitetos, tornando a instalação da obra um encontro simbólico entre diferentes visões da arquitetura. A artista também explicou o conceito que orienta seu trabalho. Para Janet, os edifícios podem ser compreendidos como corpos vivos, capazes de receber adornos, assim como as pessoas. Nesse sentido, Big Piercing funciona como um grande adorno para a cúpula do museu, mas seu significado vai além da dimensão estética. Inspirada na tradição ancestral das joias e dos talismãs, a obra também representa um amuleto de proteção, bem-estar e boas energias para o edifício e para todos que o frequentam. Exibida pela primeira vez em Brasília durante a mostra Esférica / Nurturing Spheres, realizada em 2022, a escultura retorna agora em caráter definitivo, consolidando um legado da cooperação cultural entre Brasil e Reino dos Países Baixos. A doação reafirma o compromisso da Embaixada com o intercâmbio artístico entre os dois países e deixa para a capital federal um presente permanente que une arte contemporânea, arquitetura e diplomacia em um dos mais importantes monumentos culturais brasileiros. Confira quem prestigiou o evento com cliques de Gilberto Evangelista:

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“Dance back in Time”

O projeto “Dance back in Time” encerrou suas atividades no último dia 05 de agosto no Salão Comunitário do Condomínio Privê em Ceilândia Norte. O grupo Vibe Urbana trouxe para a pista de dança toda a nostalgia dos passinhos que fizeram sucesso nos anos 90 e 2000. E os alunos que participaram das oficinas resgataram o passado com muito orgulho. “Quando iniciamos nossas oficinas focamos no público 40 e 50+, que fazem parte de um grupo que curtia sair e dançar nos bailes. Resgatamos a essência do passinho e além disso o projeto também pode ser considerado como uma atividade que agrega, mantém a comunidade unida e dá oportunidade de interação entre a galera mais velha e os jovens”, ressalta Lu Alves criadora do projeto O projeto “Dance back in Time”, que foi realizado graças a recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal FAC-DF, se revelou uma grande oportunidade para jovens e adultos se conectarem através dos fundamentos da cultura Hip Hop. Para o encerramento foram escalados os DJs Ocimar e Paulão que comandaram as pick ups com os clássicos e flashbacks que embalaram as pistas e são conhecidos de todos. Para completar o evento, o grafiteiro Elom fez uma pintura para a revitalização do espaço. Foto: Divulgação

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Férias criativas na Cerrado Cultural

Programação reúne oficinas de máscaras e aquarela para crianças e suas famílias. A Cerrado Cultural realiza sua primeira programação de férias com duas oficinas gratuitas voltadas para crianças e suas famílias. Ao longo do mês de julho, o público é convidado a vivenciar atividades que estimulam a imaginação, a experimentação e a criação compartilhada. No dia 14 de julho, das 14h30 às 16h, o artista Raylton Parga conduz uma Oficina de Máscaras, um encontro dedicado à construção livre e lúdica de máscaras. A atividade convida crianças e seus responsáveis a explorar formas e personagens, transformando materiais simples em elementos de expressão e brincadeira. No dia 21 de julho, das 14h30 às 16h, a artista e arte-educadora Débora Passos ministra uma Oficina de Aquarela Botânica. Utilizando tinta produzida a partir da buganvília, arbusto presente no jardim da Cerrado Cultural, a atividade propõe uma experiência de criação em família a partir da observação da natureza e da experimentação com a aquarela. Antes da oficina, o público conhecerá as obras em aquarela dos artistas Dalton Paula e Genor Sales, que servem como ponto de partida para a atividade, aproximando a experiência da visita do processo criativo desenvolvido em seguida. Também como parte da programação, no dia 25 de julho, a Cerrado realiza uma Visita Guiada à exposição “Uma continuidade como respiro“, de Cláudio Tozzi, e à coletiva “Abissal Abismal“, com curadoria de Tálisson MeloA atividade conduz o público por um percurso comentado pelas duas mostras, apresentando as obras e seus processos curatoriais. A visita marca o encerramento do ciclo expositivo e convida o público a uma última aproximação com o conjunto em exibição. Vale ressaltar que as oficinas têm vagas limitadas e as inscrições devem ser feitas por meio do formulário disponível na bio do Instagram da Cerrado Cultural (@cerrado.galeria). Já a visita guiada, não tem limitação de participantes e não exige inscrição prévia. Saiba mais Cerrado Cultural: Com sedes em Brasília e Goiânia, a Cerrado Galeria atua na descentralização do mercado de arte e na valorização da produção do Centro-Oeste. Inaugurada em 2023, desenvolve um programa voltado à diversidade de linguagens, gerações e territórios, reunindo artistas consagrados e novos nomes da produção contemporânea em diálogo com diferentes contextos da arte brasileira. Seus espaços, instalados em edifícios singulares nas duas cidades, abrigam exposições, intervenções site-specific e ações educativas. Raylton Parga, 1995, Taguatinga (DF), onde vive e trabalha. Formado em licenciatura e bacharelado em Artes Visuais pela Universidade de Brasília (UnB), desenvolve uma produção vinculada à abstração geométrica, investigando rigidez, precariedade e irregularidade do traço a partir do desenho e da linha como estruturas centrais. Em sua trajetória, conta com 6 exposições individuais e 15 exposições coletivas, incluindo OBRAXEROX, no Museu de Arte de Brasília (2023), e o 44º Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional, Contemporâneo (SARP). Seus trabalhos integram coleções públicas e privadas do Distrito Federal, Goiás e São Paulo. Débora Passos, 1988, nascida em Teresina (PI), vive e trabalha em Brasília (DF). É bacharel em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília (UnB), onde se formou em 2012. Pesquisa desenho e fotografia e atua como arte-educadora em exposições desde 2009. Em sua pesquisa poética atual, investiga o corpo, a memória, a ancestralidade e os diálogos entre corpos femininos e vegetais, desenvolvidos nas séries Seio e Ginófitas, por meio do bordado livre, desenho e aquarela. Participou de exposições coletivas em Brasília (Museu Nacional, Caixa Cultural, Pé Vermelho, DeCurators etc.), além do MAC Niterói (RJ) e do CCSP (SP). Programação de Férias – Educativo Cerrado Cultural Oficina de Máscaras Data: 14 de julho de 2026 (terça-feira) Horário: 14h30 às 16h Com: Raylton Parga Público e vagas: 15 crianças a partir de 5 anos, acompanhadas por um adulto responsável (até 30 pessoas por oficina) Inscrições: via formulário disponível na bio do Instagram da Cerrado Cultural (@cerrado.galeria) Oficina de Aquarela Botânica Data: 21 de julho de 2026 (terça-feira) Horário: 14h30 às 16h Com: Débora Passos Público e vagas: 15 crianças a partir de 5 anos, acompanhadas por um adulto responsável (até 30 pessoas por oficina) Inscrições: via formulário disponível na bio do Instagram da Cerrado Cultural (@cerrado.galeria) Visita Guiada Data: 25 de julho de 2026 (terça-feira) Horário: 10h30 Sem restrição de Público Inscrições: via formulário disponível na bio do Instagram da Cerrado Cultural (@cerrado.galeria) Local: Cerrado Cultural Endereço: SHIS QI 05, Chácara 10, Lago Sul, Brasília – DF Participação: Gratuita Fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1aMdrRoVoirZw6EJC1U4BpOrV23USf5j4?usp=sharing Imagens: Divulgação

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O bom e velho rock na pauta do dia

A capital recebe o 1º Seminário Mercosul do Rock, encontro inédito que reúne artistas, pesquisadores e gestores para discutir patrimônio, resistência e o futuro do gênero na América Latina.   Muito além de guitarras, riffs e grandes clássicos, o rock também é memória, identidade, resistência e uma das mais importantes manifestações culturais da América Latina. É com esse olhar que Brasília recebe, entre os dias 10 e 12 de julho, o 1º Seminário Mercosul do Rock: Patrimônio, Resistência e Arte na América Latina. O encontro acontece no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul) e propõe três dias de debates, oficinas, painéis e shows para pensar o papel do gênero na sociedade e seus próximos passos. A iniciativa é do coletivo e Ponto de Cultura Setorial Cultura Rock, movimento de atuação nacional voltado ao fortalecimento do gênero por meio de políticas públicas, valorização patrimonial e incentivo à cadeia produtiva. O grupo reúne projetos como a 1ª Conferência Livre Nacional do Rock, o Inventário Participativo do Rock, o Mapa do Rock Brasil e a websérie Setorial Rock Shots. A realização é da AACUC (Associação de Arte e Cultura de Ceilândia), com recursos públicos destinados ao fortalecimento da cultura. Mais do que promover discussões, o seminário quer responder a uma questão central: como transformar o rock em um patrimônio cultural reconhecido, fomentado e integrado ao desenvolvimento da América Latina? Para isso, reunirá pesquisadores, artistas, gestores e produtores na construção de propostas concretas para o setor. O evento acontece em um momento importante para o reconhecimento institucional do gênero. No Distrito Federal, o rock já é Patrimônio Cultural Imaterial desde 2016 e, em 2024, passou a ter também o Dia do Rock Brasiliense, celebrado em 27 de março. Paralelamente, tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 4.354/2024, de autoria da deputada federal Erika Kokay, elaborado a partir de iniciativa técnica do Setorial Cultura Rock, que busca reconhecer oficialmente o rock como manifestação da cultura nacional. “Já passou da hora de pensarmos o Rock para além da música. Ao longo de sua história nas Américas, o Rock consolidou-se como uma expressão de identidade, liberdade e resistência, conectando diferentes povos, culturas e gerações. Trata-se de uma cultura viva, transversal e transformadora, capaz de fortalecer identidades, inspirar comportamentos, impulsionar a economia criativa e contribuir para o desenvolvimento econômico, humano e social“, afirma João Mancha, diretor-presidente do Setorial Cultura Rock e coordenador-geral do seminário. A programação está estruturada em três grandes eixos: o rock como manifestação de resistência durante as ditaduras militares latino-americanas; a contemporaneidade do gênero, com foco em diversidade, inclusão e economia criativa; e a integração cultural entre Brasil e os demais países do Mercosul. Além dos debates, o público poderá participar de oficinas presenciais sobre gestão de redes sociais, comunicação e imprensa para bandas e festivais, boas práticas de palco e economia criativa. As atividades serão realizadas em formato híbrido, com transmissão online, ampliando o alcance para participantes de toda a América Latina. As tardes terão apresentações de DJs e performances artísticas na Sala Multiuso. Já as noites serão dedicadas aos shows no Galpão Hugo Rodas, com apresentações das bandas Mitsein, Amazing, Podrera, Evil Corpse, Faces dos Caos e Detrito Federal. A programação completa e as inscrições gratuitas para palestras e oficinas estão disponíveis on line, clica aí! Fotos: Divulgação e Giancarlo Duarte / Unsplash (capa)  

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Feira boa é o que não falta

Design sustentável, moda autoral, gastronomia, forró e economia criativa movimentam o fim de semana em duas feiras que merecem entrar no seu roteiro #PERAMBULANDO. Se você ainda não decidiu o que fazer neste fim de semana, aqui vão duas boas desculpas para sair #PERAMBULANDO por Brasília. Tem feira para quem gosta de garimpar peças autorais, apoiar pequenos empreendedores, aprender coisas novas e, claro, comer bem e ouvir música. A primeira dica é a Feira PAV 4 – Feira de Design Sustentável, que acontece sábado e domingo, no Clube dos Previdenciários. O evento reúne mais de 30 expositores com produções autorais nas áreas de moda, arte, cerâmica, fotografia, joalheria, brechós e cosméticos independentes, tudo com um olhar voltado para a sustentabilidade e a economia criativa. Além da feira, a programação inclui oficinas gratuitas de upcycling, colagem, reciclagem de roupas, biomateriais, palestras e rodas de conversa sobre empreendedorismo, criatividade e consumo consciente. Para conferir a programação completa, basta acessar o perfil @Pav.4_ateliegaleria. Já na sexta-feira, o destino é o Setor Comercial Sul. A Feira no Setor transforma o Corredor Central da Quadra 4 em um grande ponto de encontro entre arte, moda, gastronomia e produção independente do Distrito Federal. Vale passear entre os estandes de artesanato, decoração, roupas, acessórios e delícias gastronômicas antes de aproveitar uma programação musical totalmente dedicada ao forró, com apresentações do Forró Legal, Forró Cobogó e As Fulô do Cerrado. Quer saber tudo o que vai rolar? A programação completa está no perfil @feiranosetor. No fim das contas, independentemente da escolha, uma coisa é certa: o fim de semana promete ser daqueles em que consumir de pequenos produtores também é uma forma de viver a cidade.

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Galeno, o mistério do simples

Exposição individual celebra a obra de Francisco Galeno na Caixa Cultural Brasília. Está em cartaz na CAIXA Cultura Brasília, a exposição “Galeno, o mistério do simples“. A mostra, idealizada pela Referência Galeria de Arte, nasceu ainda com a participação ativa do artista, que acompanhou o desenvolvimento do projeto e escolheu pessoalmente o amigo e renomado curador Paulo Herkenhoff para assinar a curadoria. O resultado é uma exposição que transcende o caráter retrospectivo e se transforma em uma grande celebração de sua trajetória, de sua sensibilidade e da profunda conexão que construiu com o Brasil, suas memórias e sua cultura popular. No último dia 16 de junho, familiares, amigos, artistas, colecionadores, representantes da cena cultural e admiradores da obra de Francisco Galeno se reuniram para homenagear um dos maiores nomes da arte contemporânea brasileira, pouco mais de um ano após sua partida. Com mais de 120 obras e objetos, a exposição apresenta um amplo panorama da produção de Galeno, reunindo pinturas, esculturas, gravuras, documentos, fotografias, objetos pessoais e obras emblemáticas que atravessam diferentes momentos de sua carreira. O público também pode conhecer aspectos íntimos da vida do artista, suas referências afetivas, sua relação com Brazlândia, com o Piauí e com o Botafogo, time que acompanhou apaixonadamente ao longo da vida. Durante a abertura, a presença da família deu um tom ainda mais especial ao encontro, que começou com uma apresentação do filho Diego Galeno ao violão. Entre abraços, lembranças e reencontros, amigos e admiradores celebraram o legado de um artista que transformou a simplicidade em poesia visual e construiu uma obra reconhecida pela autenticidade, pela alegria das cores e pela capacidade de dialogar com diferentes gerações. A exposição permanece aberta ao público até o dia 4 de outubro e ocupa todos os espaços expositivos da Caixa Cultural Brasília. Considerada a maior mostra já realizada sobre Francisco Galeno, a iniciativa reafirma a relevância de sua produção para a arte brasileira contemporânea e mantém viva a memória de um criador que fez da imaginação, da cultura popular e das experiências cotidianas matéria-prima para uma obra singular. Após a temporada na capital federal, Galeno, o mistério do simples seguirá em itinerância para a Caixa Cultural São Paulo e, posteriormente, para a Caixa Cultural Rio de Janeiro, ampliando o alcance de uma homenagem à altura da importância de Francisco Galeno para a arte brasileira.

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DFB transforma Fortaleza em palco para moda e música

Com shows gratuitos de Fernanda Abreu, Ana Cañas, Alice Caymmi, FBC e Os Garotin, festival amplia sua vocação cultural e ocupa a Praia de Iracema com diferentes expressões da arte contemporânea Muito além das passarelas, o DFB Festival 2026 reafirma sua vocação como um dos principais encontros entre moda, música e economia criativa do país. De 9 a 12 de junho, a Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, recebe uma programação gratuita que reúne artistas de diferentes gerações e sonoridades, transformando a Praia de Iracema em um grande palco de experiências culturais. A agenda nacional traz nomes como Fernanda Abreu, Ana Cañas, Alice Caymmi, FBC e o trio Os Garotin, além de DJs, bandas e projetos independentes que movimentam a cena artística cearense. A abertura do festival será marcada pela força interpretativa de Alice Caymmi e pelo espetáculo “Ana Cañas Canta Rita Lee”, tributo à artista que redefiniu os rumos do rock brasileiro. Nos dias seguintes, o público poderá acompanhar a mistura de soul, R&B e música urbana de Os Garotin, as narrativas afiadas do rapper mineiro FBC e, no encerramento, a celebração dos 30 anos do álbum Da Lata, conduzida por Fernanda Abreu. Ao integrar música, comportamento e produção autoral em um mesmo território, o DFB amplia sua atuação como espaço de convergência entre diferentes linguagens criativas. Programação musical – Praça Verde 9 de junho (terça-feira) DJ Renata Dib Alice Caymmi Ana Cañas canta Rita Lee DJ Nego Celo 10 de junho (quarta-feira) Projeto Voyage Super Banda Os Garotin DJ Davi Fiuza 11 de junho (quinta-feira) DJ Viúva Negra 4rtin FBC DJ Priscila Delgado 12 de junho (sexta-feira) DJ Maria Tavares Transacionais Daniel Peixoto Fernanda Abreu DJ Isa Capelo Quer ir? DFB Festival 2026 De 9 a 12 de junho, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e Cidade Dragão, Praia de Iracema, Fortaleza (CE) Instagram: @dfbfestival Imagens: Divulgação

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Duas mostras imperdíveis na Cerrado Cultural

Encontro de gerações inaugura temporada de mostras onde curadorias investigam a imagem, o tempo e a interioridade pelas obras de Claudio Tozzi e mais doze artistas de expressão. No último sábado, 23 de maio, cerca de 150 convidados estiveram na Cerrado Cultural, no Lago Sul, para a abertura simultânea das exposições “Uma continuidade como respiro”, de Claudio Tozzi, e da coletiva “Abismal… Abissal”. Entre artistas, curadores, colecionadores e convidados, o público percorreu os espaços da galeria e acompanhou um panorama que articula diferentes gerações e produções da arte contemporânea brasileira. No pavimento principal, sob curadoria do italiano Cristiano Raimondi, a exposição “Uma continuidade como respiro”, de Claudio Tozzi, propõe um percurso não cronológico por mais de 20 obras, entre pinturas e esculturas realizadas de 1963 até os dias atuais. Para aproximar Brasília da atmosfera do ateliê do artista em São Paulo, as paredes da galeria receberam o mesmo tom presente na casa de Tozzi. “Mais do que apresentar diferentes fases de maneira linear, meu interesse foi evidenciar como certas tensões formais, políticas e perceptivas atravessam toda a obra de Tozzi, transformando-se continuamente sem jamais perder o seu núcleo inicial”, afirma Raimondi, destacando o diálogo entre a histórica “Multidão” (1968) e a recente “Território” (2012). No outro espaço da galeria, a coletiva “Abismal… Abissal”, com curadoria de Tálisson Melo, apresentou obras de 12 jovens artistas em destaque na cena contemporânea: Manuela Costa e Silva, Raquel Nava, Abraão Veloso, Estevão Parreiras, Rebeca Miguel, Ana Hortides, Isabela Seifarth, Talles Lopes, Walter Pimentel, Genor Sales, Tor Teixeira e Raylton Parga. Partindo da ideia de abismo como experiência geográfica e subjetiva, a exposição articula questões ligadas ao interior do país, à memória e aos atravessamentos afetivos. “O título traz dois adjetivos que compartilham a mesma raiz, o abismo. Entendi que esse profundo do abismal e do abissal dialogava tanto com a expressão ‘Brasil profundo’, usada para falar do interior, quanto com a nossa subjetividade”, afirma o curador. Para Lúcio Albuquerque, sócio-diretor da Cerrado Cultural, o encontro entre as duas exposições sintetiza o compromisso do espaço, criado em 2022 com foco na valorização da produção artística do Centro-Oeste. “Temos uma exposição de um artista com mais de seis décadas de percurso, que já faz parte da história da arte contemporânea brasileira, e uma segunda mostra coletiva que reúne a produção de 12 artistas jovens, em sua maioria do Distrito Federal e de Goiás. Com isso, podemos oferecer um panorama mais amplo sobre a vasta produção de arte contemporânea brasileira”, afirmou durante a abertura. As exposições “Uma continuidade como respiro” e “Abismal… Abissal” seguem em cartaz na Cerrado Cultural, no Lago Sul, em Brasília, até 25 de julho. O espaço fica na QI 05, Chácara 10, com entrada gratuita e visitação de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 13h. Mais informações podem ser acompanhadas no Instagram da galeria, @cerrado.galeria. Confira quem prestigiou o evento pelas lentes desse fotógrafo/colunista: Serviço: Uma continuidade como respiro (Claudio Tozzi) e Abismal…Abissal (Coletiva com 12 artistas) Curadorias: Cristiano Raimondi e Tálisson Melo Período expositivo: 23 de maio a 25 de julho de 2026 Onde: Cerrado Cultural – SHIS QI 05, Chácara 10, Lago Sul, Brasília/DF Horários: Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 13h Entrada: Gratuita / Classificação livre Siga: @cerrado.galeria Fotos: Gilberto Evangelista

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