Brasília em desenho esferográfico

Personalidades da política, da cultura e do design prestigiam inauguração do monumental painel de Jailson Belford no Arquivo Público do Distrito Federal. A arte, a memória e a identidade de Brasília se encontraram em uma noite especial, na última quinta-feira (21), que marcou a inauguração do monumental painel c, do artista Jailson Belfort, na fachada do Arquivo Público do Distrito Federal. O evento reuniu autoridades locais e nacionais, representantes do setor cultural, designers, artistas e convidados apaixonados pelas artes em uma celebração à história e ao patrimônio da capital federal. A iniciativa, realizada pela Adegraf, celebra os 40 anos do Arquivo Público do DF e os 66 anos de Brasília com uma obra de grandes proporções — 72 metros de largura por 8 metros de altura — que transformou a obra original do artista feita com canetas esferográficas, em um painel monumental. O painel apresenta uma linha do tempo visual com alguns dos principais monumentos da cidade, entre eles o Congresso Nacional, a Catedral Metropolitana, a Ponte JK e a Torre Digital, transformando a fachada do Arquivo Público em um verdadeiro marco artístico urbano. Além da inauguração do painel, os convidados também puderam conhecer a exposição “Brasília em Linhas do Tempo”, aberta ao público até o dia 21 de junho. A mostra reúne cerca de 30 obras de Jailson Belfort, além de croquis, fotografias, vídeos e materiais históricos que revelam os bastidores do processo criativo e reforçam a conexão entre arte e memória. A noite foi marcada pelo encontro entre cultura, design e patrimônio, reafirmando o papel de Brasília como Cidade Criativa do Design reconhecida pela UNESCO e fortalecendo o compromisso das instituições envolvidas com a valorização da arte e da história da capital. Confira quem passou por lá pelas lentes deste colunista/fotógrafo: Fotos: Gilberto Evangelista

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Oswaldo Montenegro revisita memórias com A Dança dos Signos

Espetáculo mistura música, teatro e poesia e chega a Brasília para celebrar os 70 anos de trajetória do artista com clássicos da carreira e nova experiência visual Há artistas que transformam o palco em espaço de encontro entre memória e emoção. É nesse território que Oswaldo Montenegro retorna com “A Dança dos Signos”, espetáculo que volta à cena em 2026, ano em que o artista celebra seus 70 anos de vida. A apresentação acontece no dia 30 de maio, no Ulysses Centro de Convenções, em uma montagem que atravessa gerações ao unir música, poesia e narrativa teatral. A partir dos signos do zodíaco, Montenegro conduz o público por reflexões sobre identidade, comportamento e convivência, costurando histórias pessoais a canções que marcaram sua trajetória. Com abertura ao som de “A Lista”, o espetáculo percorre sucessos como “Bandolins”, “Lua e Flor”, “Intuição” e o poema “Metade”, enquanto dialoga com referências de nomes como Elton John, Bob Dylan e Chico Buarque. Ao lado da flautista Madalena Salles, parceira histórica de palco, o artista constrói uma atmosfera intimista que, nesta nova turnê, ganha projeções em led e intervenções visuais. Com mais de cinquenta profissionais envolvidos, “A Dança dos Signos” reafirma a capacidade de Montenegro de transformar canção e palavra em experiência sensível e coletiva. Quer ir? Oswaldo Montenegro – “A Dança dos Signos” Dia 30 de maio, 21h30 no Ulysses Centro de Convenções Indicado para maiores de 12 anos. Ingressos na Bilheteria Digital Imagens: Dalua e Celso Moraes/Divulgação

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Quando o cinema sai da tela

SESI Lab promove oficina que é um verdadeiro convite à uma imersão no universo de Jair Molina Jr. Há algo de quase artesanal e, ao mesmo tempo, profundamente experimental nas obras do cineasta Jair Sanches Molina Jr. Ele não apenas filma – ele projeta imagens mapeadas sobre palcos, paredes, corpos, telas, experimenta em holografia, realiza ficção e documentários, dirige programas de televisão e podcasts em rádio, produz festivais de cinema ao ar livre, escreve artigos e livros, enquanto articula a criação de ciclovias e novos parques pelas cidades, confundindo as fronteiras entre o que é tela, o que é espaço, e o que é tempo presente. Entre os dias 19 e 22 de maio, das 14h30 às 17h, no SESI Lab, o realizador paulista conduz uma oficina sobre Audiovisual Expandido que promete menos ensinar uma técnica do que desmontar certezas sobre o qual a função do audiovisual na contemporaneidade. O que leva um diretor de curtas premiados, como “O Plantador de Quiabos”, a dedicar anos de pesquisa ao Cinema ao Vivo e ao Videomapping dentro de companhias de teatro? Molina traz na bagagem parcerias com o Teatro Oficina de Zé Celso, a Cia. Livre e o Teatro de Narradores. Ele é professor universitário, pesquisador do LabArteMídia e autor de dois livros que escancaram poéticas e técnicas em constante movimento. O primeiro foi traduzido para seis idiomas, inclusive em russo. O mais recente, “Cinema ao Vivo e Experiências Audiovisuais em Tempo Real” (2024), funciona como diários de bordo de suas experimentações. Durante a oficina, os participantes realizarão experimentos de projeção. É um convite para pensar o audiovisual como matéria espacial, tátil, em tempo real. Mas quem é, de fato, o artista por trás dessa metodologia inquieta? O que o levou a fundar o festival Cine-Cicletada e a dirigir a produtora Okra Filmes? Há um fio invisível ligando suas memórias de criação, suas referências teatrais e sua prática docente – e ele raramente é desfiado em entrevistas convencionais. No dia 23 de maio, a partir das 10h, Molina sobe ao palco do Auditório do SESI Lab para uma palestra aberta. Será a chance de vê-lo discorrer sobre os bastidores conceituais de sua trajetória múltipla. Mas o encontro mais revelador, talvez, aconteça antes, na iluminação entre um experimento de projeção e outro, ou numa conversa informal, quando o artista se permite lembrar por que, afinal, decidiu expandir o audiovisual para além de qualquer tela. Fica a pergunta no ar: o que ainda não foi dito sobre esse criador que transita com tanta liberdade entre a tela, o palco, a sala de aula e as páginas? Serviço: 4ª Residência Artística MEU LUGAR Local: SESI Lab Endereço: Setor Cultural Sul, Bloco A, Asa Sul Acessibilidade: Libras nas palestras e oficinas no SESI Lab Mais informações e inscrições: @nucleodepesquisadacena Fotos: Alex Litvin – Unsplash (capa) / Divulgação

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A Volta aos Anos 80 de volta ao Cine Drive-In

#PERAMBULANDO: O encontro de dois patrimônios afetivos na noite de Brasília Se você estava procurando o roteiro perfeito para este sábado, pode parar de procurar. A Coluna #PERAMBULANDO traz uma convocação daquelas impossíveis de recusar: a união da maior festa nostálgica da capital com o último herói dos cinemas a céu aberto. Estamos falando do encontro apoteótico entre os 30 anos d’A Volta Aos Anos 80 e o icônico Cine Drive-In. Uma noite que promete sacudir o Planalto Central neste dia 16 de maio, a partir das 19h, e você, claro, não vai querer ficar assistindo aos bastidores pelos stories dos outros. Mas afinal, qual é o segredo para uma festa seguir como sucesso absoluto, com pista cheia e qualidade irretocável por três décadas? A resposta está no DNA de seu realizador, Paulinho Madrugada. Ninguém lê Brasília como ele. Ninguém compreende tão bem a nossa arquitetura do afeto. O mistério do Paulinho não está em cenografias estonteantes ou pirotecnia vazia, mas na capacidade cirúrgica de conectar memórias. Ele usa os espaços mais queridos da cidade para nos devolver um pedaço da nossa própria história. E agora, o cenário é o Drive-In — um símbolo vivo da nossa cultura que resistiu ao tempo e ao avanço tecnológico para continuar sendo o nosso eterno ponto de encontro sob o céu estrelado. Conforto, fliperama e muito rock’n roll Esta já é a segunda vez que a festa ocupa o espaço (quem viveu a edição histórica de agosto do ano passado sabe bem do que estou falando!). Para esta noite, a estrutura foi pensada nos mínimos detalhes. “Para completar a fórmula, vai ter exposição de carros antigos, fliperama, raio laser, pista de dança de vidro, praça de alimentação e muito lugar para sentar. Ou seja, é festa para jovens de todas as idades e conforto para quem entrega tudo na pista de dança e precisa de uns minutos para descansar”, entrega Paulinho, com a propriedade de quem sabe agradar o seu público. Na cabine, quatro DJs se revezam com o melhor do pop e rock nacional e internacional da década, acompanhados por um VJ que vai comandar os visuais na mítica tela gigante de 312 metros quadrados — a maior que temos por aqui. E como a tradição manda, pode esperar por aquela atração surpresa que sempre traz um ícone da época para um puck nostálgico ao vivo. Se vai ser divertido? Bom, a chancela para o “sim” está nas credenciais: são mais de 60 edições desde 1995 — muito antes de o revival oitentista virar modinha ou o hype passar por aqui. O sucesso é tanto que a festa já carimbou o passaporte dez vezes nos Estados Unidos, levando o borogodó brasiliense para Miami, Houston, Las Vegas e Los Angeles. Então, o recado está dado. Prepare o mullet, a polaina, as ombreiras… ou simplesmente prepare o espírito para dançar e reviver o melhor da cidade. A noite de Brasília te espera no Drive-In. Nos vemos na pista! Serviço FESTA A VOLTA AOS ANOS 80 Local: Cine Drive-In Data e hora: 16 de maio às 19 horas Ingressos: Bilheteria Digital – https://www.bilheteriadigital.com/festa-a-volta-aos-anos-80-16-de-maio Siga: @avoltaaosanos80 Fotos: Divulgação

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A Cidade Abstrata de Luis Jungmann Girafa

A arquitetura brasiliense fica ainda mais provocativa através do olhar de Luis Jungmann Girafa em fotolivro recém-lançado.  O que é uma abstração? A pergunta – que poderia ser respondida tanto pela filosofia quanto pela psicologia, pelas artes visuais ou por tantas outras áreas do saber humano, mas quase sempre distante do concreto – encontra uma de suas possíveis e mais lúdicas definições em A Cidade Abstrata. O novo livro reúne 100 fotografias do artista multilinguagem Luis Jungmann Girafa. Com edição da Matéria Plástica Arte Atemporânea, a obra é fruto de seus mais de 70 anos de vida, dos quais mais de quatro décadas foram dedicadas às artes no Distrito Federal. “A Cidade Abstrata é uma série de fotos que dizem respeito a Brasília e que tem esse conteúdo que não é descritivo, é uma coisa mais provocativa, que são detalhes do urbanismo que nos centra. É um livro que eu busco capturar cenas que não necessariamente correspondam à realidade do que está sendo fotografado, mas que você tenha uma representação”, explica Luis Jungmann Girafa. O lançamento da obra ocorreu na segunda semana de maio, na livraria Platô (405 Sul). O público pôde adquirir a obra no local (R$ 80) e participar da sessão de autógrafos com o autor, que contou ainda com brindes, apresentação musical do Duo Teclados e Cordas – com Renato Vasconcelos e Paulo Andretta Vares – e uma exposição de diversos quadros de autoria de Girafa, que seguem disponíveis para venda. A Cidade Abstrata A publicação reúne uma seleção intuitiva do trabalho de Girafa, evidenciando o refinamento do olhar deste premiado fotógrafo, que atua também como arquiteto, cineasta e artista plástico. A obra sugere uma provocação sobre o espaço de viver e a arte, revelando não somente a geometria de Brasília e suas infinitas possibilidades, mas o interessante paradoxo de uma paisagem urbana que nasceu planejada, feita de materiais que remetem a tudo o que é sólido e perene. De fato, as imagens captadas por Girafa proporcionam novos ângulos e leituras acerca da capital: a institucionalidade brutalista contrasta com certa precariedade; frestas por onde pessoalidades vazam outros matizes. Transeuntes anônimos, trabalhadores e usuários do equipamento urbano completam e vivificam as cenas. Fruto de financiamento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o projeto prevê ainda a distribuição gratuita de 30% da tiragem. Nas páginas de A Cidade Abstrata, fica evidente que “a luz torna-se forma geométrica, a linha se transforma em traço de cor, a textura ganha proporção, e o volume se define como espaço dentro do enquadramento. Luiz Jungmann evidencia, em suas imagens, os variados da linguagem visual, deixando, ao mesmo tempo, uma brecha para o simbólico e o lírico, marcando o desejo de busca pela expressão sensível, em que os elementos visíveis não se limitam a formas composicionais, mas transmitem intensidades subjetivas”, afirma a curadora Cinara Barbosa. “Nesse ritmo, o livro apresenta imagens que quebram padrões, ora de um modo, ora de outro, trazendo movimento por meio de vestígios de plástico bolha, telas de sombreamento utilizadas na construção civil, sugerindo o passado da cidade planejada. Ao mesmo tempo, revela a Brasília que se transforma em uma escala cotidiana de presença viva, tecida pelas marcas de sua ocupação humana”, complementa a curadora. Responsável pela pergunta inicial deste texto, a poeta brasiliense Maria Lúcia Verdi – que assina o texto de abertura do livro – acredita que a intenção de Luis Jungmann Girafa é 100% provocativa na obra ao estampar “imagens que documentam a interminável possibilidade de abstração, contida na geometria de Brasília. Recortes exatos, detalhistas, olhar preciso sobre construções e desconstruções presentes na cidade – neles, a presença do cimento, da pedra, do ferro, do vidro, da madeira, do plástico, da argila. Os corpos do concreto em todas as gradações do cinza e em todas as cores. Mas existem reflexos, traços, riscos, fraturas encontráveis em distintas superfícies, que remetem literalmente à arte abstrata – o olhar vagando do chão ao teto, recolhendo-as”. Já o autor modestamente afirma ser um “fotógrafo sem estilo” que acredita que “a fotografia tem que ir para o papel. Seja no jornal, na revista, no porta-retratos, na parede ou nas páginas de um livro”. Como é o caso de A Cidade Abstrata, um trabalho que nasceu e se desenvolveu de forma muito intuitiva. “Eu não pretendo guiar o olhar de ninguém, prefiro que as pessoas gostem, de alguma forma, que se sintam atraídas pelas imagens e assim façam a sua própria viagem”, sentencia. Sobre o autor Luis Jungmann Girafa é uma figura múltipla e transdisciplinar, um autêntico “homem renascentista” do Planalto Central, cuja atuação transita de forma fluida por diversas linguagens. Arquiteto, artista plástico, fotógrafo, cineasta, poeta, cenografista, ilustrador e professor, Girafa tem sua trajetória profundamente entrelaçada com Brasília – cidade onde absorveu, desdobrou e reinventou a herança modernista. Graduado e mestre pela Universidade de Brasília (UnB), onde se consolidou como professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), ele utiliza a visão espacial e o rigor construtivo como alicerces de sua produção. Nas artes plásticas, destaca-se pela abstração geométrica e pela criação de “maquetes poéticas”. Na fotografia, premiada e reconhecida nacionalmente, foge do mero registro para investigar texturas e composições geométricas, fazendo a ponte entre a tradição dos pioneiros construtivistas e a arte visual contemporânea. Essa mesma percepção do espaço e da luz é transportada para o audiovisual, área em que atua com direção de arte e direção-geral (como no projeto Eu Não Sei), tendo sido consagrado no 54º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (2021) com dois troféus Candango de Melhor Filme e Melhor Montagem pelo longa-metragem Acaso. Em essência, Girafa une a precisão do arquiteto à subversão do artista: domina as regras do espaço e da gravidade para, por meio da arte, subvertê-las e criar novos mundos. Serviço: “A Cidade Abstrata”, de Luis Jungmann Girafa À venda na Livraria Platô – CLS 405, Bloco A, Loja 12, Asa Sul – Brasília/DF Valor do livro: R$ 80 (à venda no local ou diretamente com o autor –

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Remembear cultiva afetos e memórias das mães

Com direção criativa de Fabiani Christine, marca de personalizados aposta em fé e arte brasiliense para transformar presentes em heranças emocionais Num calendário cada vez mais atravessado por datas que pedem consumo rápido, a marca brasiliense Remembear prefere desacelerar — e sentir. Para o Dia das Mães 2026, a etiqueta apresenta “Jardim de Amor”, uma coleção que transforma o gesto de presentear em narrativa afetiva, com estética delicada e camadas simbólicas que orbitam entre fé, memória e pertencimento. A diretora criativa Fabiani Christine conduz a proposta como quem cultiva — literalmente — um jardim emocional. Orquídeas em branco e verde estruturam a identidade visual, enquanto ícones de devoção, como Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora de Guadalupe, Santa Terezinha e o Espírito Santo, surgem como amuletos visuais de proteção e maternidade. O floral se expande em hortênsias, girassóis, lavandas e tulipas, compondo um repertório que equilibra o clássico e o contemporâneo sem cair no óbvio. Há, ainda, um movimento importante de valorização da cena local. Artistas de Brasília, como Andrea Zakarewicz, Mariana Vidigal, Maite Barbosa, Jader Rodrigues e Rafaela Rodrigues, assinam peças exclusivas, reforçando o caráter autoral da coleção — que atravessa porcelanas e cristais pintados à mão, objetos em madeira, quadros e até confeitaria artesanal. A personalização, já assinatura da casa, ganha força: fotos, manuscritos e desenhos são incorporados às criações, deslocando o presente do campo do objeto para o território da memória. “Mais do que presentear, queremos criar memórias afetivas. Cada peça carrega uma história e nasce da intenção de transformar sentimentos em algo permanente”, afirma Fabiani. Veja mais no Instagram: @remembear.brasil Imagens: Divulgação/Cedidas ao Lackman & Co.

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Dia das Mães com afeto e Athos Bulcão no TGS

Taguatinga Shopping aposta em memória afetiva e design brasiliense em campanha de Dia das Mães Há campanhas que operam no automático — e há aquelas que tocam em algo mais silencioso, quase íntimo. A do Taguatinga Shopping, neste Dia das Mães, me parece caminhar nesse segundo lugar. Não pela mecânica, que é clara, mas pelo gesto de escolher Athos Bulcão como ponto de partida. Em Brasília, isso nunca é apenas uma referência estética; é memória incorporada ao cotidiano. Entre 30 de abril e 11 de maio, o presente deixa de ser apenas um objeto e passa a carregar uma camada de reconhecimento. A boleira colecionável, construída a partir dos grafismos de Athos, não é só um brinde — ela evoca a cidade dentro de casa. Há algo de muito preciso nessa transição: do azulejo público à mesa privada, do monumental ao afetivo. “A proposta deste ano foi trazer um item que tivesse reconhecimento imediato e conexão com a cidade. A escolha do Athos Bulcão fortalece esse vínculo e amplia o valor percebido do presente”, afirma a gerente de marketing do Taguatinga shopping, Mayce Tranquillini. Saiba mais… Entre 30 de abril e 11 de maio, a campanha organiza-se de forma direta: a cada R$ 600 em compras, o cliente garante uma boleira exclusiva inspirada na obra de Athos Bulcão; a cada R$ 400, recebe um cupom para os sorteios. Estão em jogo 50 vouchers de R$ 500 para o Madero, com sorteios nos dias 9 e 13 de maio, além de um Citroën Basalt 0km, que será sorteado em 17 de junho. Notas fiscais do Madero pontuam em dobro, assim como a doação de 1kg de alimento não perecível. Toda a participação acontece via aplicativo do shopping, com apoio presencial no Piso 3. O resgate do brinde é limitado a uma unidade por CPF. Todos os detalhes no www.taguatingashopping.com.br Imagens: Divulgação

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Onde o Cerrado encontra o Sol Nascente

A Coluna #PERAMBULANDO exalta “Passageiro”, exposição que rola do outro lado do mundo, unindo entulho colonial do DF ao zen budista japonês em uma experiência visual incrível. Se você ainda não está sabendo do rasante que a arte brasiliense está dando no Oriente, a hora é agora. O artista João Angelini está em solo japonês com a exposição “Passageiro”,  até o dia 9 de maio. Esqueça as definições tradicionais de “exposição”. O que Angelini apresenta no centro cultural @koganechoamc, em Yokohama, é o resultado vibrante de seis meses de imersão total no Japão. A convite da Embaixada do Brasil em Tóquio, o artista trocou a poeira de Planaltina pelo refinamento tecnológico e espiritual de Yokohama, e o resultado é uma investigação potente sobre o que significa ser, justamente, um passageiro: aquele que atravessa fronteiras, sistemas e memórias. Uma ponte entre o Cerrado e Kyoto  A mostra é um convite para #PERAMBULAR (nem que seja vitualmente: confira esse post babadeiro!) por 23 obras inéditas que misturam pintura, escultura, vídeo e até referências que todos nós amamos, como mangás e animes. O grande destaque — e que dá o tom da genialidade do João — é a obra A Linha do Desejo. Nela, ele faz o impossível: une fragmentos de entulho de uma casa colonial de 1830, lá de Planaltina, com padrões geométricos inspirados em templos budistas de Kyoto. É o encontro do nosso barro com o zen japonês; da nossa história de expansão com a contemplação oriental. “Os trabalhos partem de tensões e aproximações entre Brasil e Japão — econômicas, históricas e estéticas — mas também da escuta e da imersão no cotidiano”, revela Angelini. Para ele, tudo ali é transitório, como uma imagem em dissolução. Esta é a primeira individual internacional do artista, consolidando sua presença no circuito global. Radicado na periferia rural de Brasília e membro do incensado coletivo EmpreZa, Angelini leva a força da nossa produção local para um dos palcos mais exigentes do mundo. Sobre o Artista João Angelini vive e trabalha em Planaltina (DF). Sua prática transita entre a gravura, o vídeo e a performance, sendo representado pela Referência Galeria. É um mestre em investigar os “modos de fazer” e as conexões entre diferentes suportes. Arigatô & Sayonara! Passageiro, de João Angelini / Centro Cultural @koganechoamc, Yokohama, Japão / Até 9 de maio / Embaixada do Brasil em Tóquio, Instituto Guimarães Rosa e Conexão Cultura DF Fotos: Divulgação

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“Rave é uma arte”

A notícia que abalou o mundo da música: após duas décadas, a Rainha do Pop decide revisitar a pista de dança mais famosa do mundo e anuncia a sequência do icônico álbum de 2005. E tem mais novidade chegando neste sábado…   Hoje eu aproveito este espaço que a Coluna #PERAMBULANDO me proporciona para dividir com vocês uma das minhas grandes paixões: Madonna. Sim, este jornalista é um dos milhões de fãs dessa mulher incrível que, no começo da semana, parou a internet ao anunciar o lançamento de mais um álbum de estúdio, o aguardadíssimo Confessions II. E como se já não fosse o suficiente para o caração de um fã alucinado, há pouco mais de três horas, neste sábado 18 de abril de 2026 (dia do meu aniversário) ela me presenteia com o lançamento da primeira música em suas plataformas digitais: I Feel So Free… Obrigado pelo present Madge! O fato de que essas novidades deixam muita gente contando os dias é completamente compreensível: afinal, após mais de quatro décadas de carreira, ela continua encantando e, acima de tudo, ditando o ritmo do jogo. Isso porque, desta vez, a eterna “Material Girl” decidiu olhar para o próprio legado para projetar o futuro. Confessions II chega como a continuação direta do aclamado disco de 2005, que nos presenteou com o hino Hung Up. Em comunicado oficial divulgado pela Billboard, Madonna foi enfática sobre a filosofia por trás desse novo trabalho: “Eu queria voltar ao lugar onde a liberdade é a única regra. Para mim, a rave é uma arte; é um espaço sagrado de expressão onde o corpo e o espírito se fundem na batida“. Essa declaração explica muito sobre a sonoridade que podemos esperar: um mergulho profundo na cultura clubber, mas com a maturidade e a visão artística que só ela possui. Aos 67 anos, Madonna prova que a idade é apenas um detalhe diante de uma mente que não para de criar. O burburinho global – que dominou desde as manchetes do G1 até os portais da BBC, sem falar nas publicações especializadas – confirma que o mundo ainda precisa da dose de ousadia que só a Rainha do Pop sabe aplicar. Ela não está apenas lançando músicas novas; ela está reivindicando seu trono na pista de dança, reafirmando que a celebração e a arte de se perder na música são essenciais. Eu, particularmente, já estou com a minha playlist de aquecimento pronta, revisitando os clássicos enquanto aguardo esse novo capítulo que promete redefinir, mais uma vez, o que entendemos por música pop de qualidade. E do outro lado da tele, quem por aí também está com o nível de curiosidade nas alturas por conta de Confessions II? Fotos: Reprodução

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O reencontro de Brasília, Débora Falabella e Prima Facie

Assistido por mais de 150 mil espectadores, em pouco mais dois anos desde a sua estreia, espetáculo sobre advogada de abusadores conquistou as principais premiações do teatro. Em cena, Débora Falabella vive a bem-sucedida advogada Tessa, que tem acusados de violência sexual entre seus clientes. Vinda de uma família pobre, ela batalhou e venceu no complexo mundo da advocacia. Ao mesmo tempo em que experimenta o sucesso, Tessa precisa encarar uma crise que a obriga a rever uma série de valores e princípios, além de refletir sobre o sistema judicial, a condição feminina e as relações conturbadas entre diversas esferas de poder. Prima Facie cumpre temporada nos dias 30 de abril e 1ª de maio no Teatro Planalto, do Centro Convenções Ulysses, com sessões quinta, às 20h, e sexta, às 15h30 e às 20h. Mas corra e garanta seu lugar pelo Sympla, pois os últimos ingressos da sessão extra estão quase acabando, e os das demais já não restam mais. O fato é que a montagem, que estreou em abril de 2024 no Rio de Janeiro, é um verdadeiro fenômeno de público. Com curtas temporadas de sessões lotadas em Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, além dos oito meses em cartaz em São Paulo e dos quatro no Rio de Janeiro, a peça alcançou um público superior a 150 mil espectadores. Em agosto de 2024 em Brasília, o espetáculo recebeu a ministra Cármen Lúcia, do STF, Ayres Britto, ex-ministro do STF, e a ex-subprocuradora Geral da República, Raquel Dodge, para uma bate-papo após a sessão. Durante a temporada no Rio de Janeiro, foram debatidos temas como a representatividade feminina no judiciário e a legislação de violência sexual, com a presença de advogadas de esferas distintas. Desde a sua estreia em Londres, em 2022, Prima Facie seguiu uma trajetória meteórica. Escrito por Suzie Miller, o texto ganhou dezenas de montagens ao redor do mundo, conquistou a Broadway e o West End inglês, e inspirou debates e esforços para mudar algumas leis britânicas. Devido ao êxito, a autora foi convidada para debater sobre o abuso contra mulheres na ONU. Premiações Débora Falabella venceu os Prêmios Shell, APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), APTR (Associação de Produtores de Teatro) e Bibi Ferreira de Melhor Atriz. Já a obra recebeu o Prêmio Arcanjo de Melhor Solo e outros quatro troféus da APTR, sendo: Direção (Yara de Novaes), Cenografia (André Cortez), Iluminação (Wagner Antonio) e Figurino (Fabio Namatame).  Ficha técnica Atuação: Débora Falabella | Texto: Suzie Miler | Direção: Yara de Novaes | Tradução: Alexandre Tenório | Cenário: André Cortez | Figurino: Fabio Namatame | Iluminação: Wagner Antonio | Trilha Sonora: Morris | Consultoria jurídica: Maria Luiza Gomes e Mateus Monteiro | Direção de Produção: Catarina Milani | Assistentes de Direção: Ivy Souza e Renan Ferreira | Idealização: Edson Fieschi e Luciano Borges | Realização: Borges & Fieschi Produções e Antes do Nome | Assessoria de imprensa em Brasília: Território Comunicação | Produção em Brasília: DECA Produções. Corre que está acabando! Prima Facie / Teatro Planalto do Centro de Convenções Ulysses – Setor de Divulgações Culturais (SDC), Lote 5, Eixo Monumental / 30 de abril e 1º de maio – quinta, às 20h, e sexta, às 15h30 e às 20h / Ingressos pelo Sympla a partir de R$ 80 / 100 minutos / 14 anos / Siga @primafaciebrasil Com informações da Assessoria de Imprensa – Fotos: Annelize Tozetto

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