PALCO: quando super criadores optam por amar a moda

Luiz Cláudio e Carlos Penna unem trajetórias de mais de uma década em uma nova marca autoral que transforma alfaiataria, matéria e identidade em experiência  Na moda, algumas parcerias nascem de uma estratégia. Outras, de uma afinidade construída lentamente, entre conversas, trabalhos compartilhados e uma vontade que insiste em permanecer. A PALCO, nova marca que conta, de um lado com estilista Luiz Cláudio Silva, fundador da elogiada Apartamento 03, e do mesmo lado, o designer Carlos Penna, criador de verdadeiras joias contemporâneas, que desafiam estilos, traduzem afinidade em todos os idiomas possíveis. É fruto de uma relação profissional iniciada há mais de dez anos e, ao mesmo tempo, representa a reinterpretação de recomeço para dois criadores que decidiram abrir espaço para aquilo que ainda não havia encontrado lugar em seus universos individuais. É papo de reinvenção, sabe como é? Mineiros, os dois se conheceram em São Paulo e começaram a trabalhar juntos em 2015, quando Carlos Penna passou a desenvolver acessórios para os desfiles da Apartamento 03. A parceria atravessou os anos e ganhou uma nova dimensão até desembocar na criação da PALCO — não como uma extensão das marcas que cada um já possui, mas como uma terceira identidade, construída a quatro mãos. O nome escolhido já anuncia a intenção. PALCO é lugar de presença, de personagem, de transformação. É onde alguém entra para assumir uma narrativa. E é justamente essa relação entre roupa e identidade que orienta a nova marca. Para Luiz Cláudio, a proposta passa pelo “desejo de recuperar o encantamento com a moda e experimentar com maior liberdade”, construindo roupas, personas e diferentes possibilidades de ser e vestir. Alfaiataria como ponto de partida A primeira coleção apresentada pela PALCO, recebeu o nome de Ato 1 e tem na alfaiataria seu eixo principal. Calças, blazers e trench coats aparecem em construções amplas, com modelagens retas e sem marcação de cintura. A linguagem masculina está no centro do projeto, mas a própria apresentação tratou de ampliar essa fronteira ao levar mulheres para a passarela, entre elas as atrizes Aline Wirley, Gabriela Loran e Bárbara Colen. O mais interessante, porém, está no diálogo entre a precisão da alfaiataria e a liberdade dos materiais. Cetim, crochê, couro e detalhes metálicos convivem com uma pesquisa têxtil que incorpora malhas de cobre e fibras provenientes de pneus. São experimentações que revelam a intenção da marca de funcionar também como um laboratório criativo — um território onde os dois estilistas possam testar aquilo que não necessariamente caberia em seus trabalhos individuais. A produção nasce em pequena escala, combinando peças experimentais feitas sob medida e uma linha de ready-to-wear para poucos e exclusivos clientes. A escolha reforça uma ideia cada vez mais necessária na moda contemporânea: menos volume, mais intenção. Moda que ocupa a cena A estreia da PALCO aconteceu em 30 de setembro, na União Fraterna, em São Paulo, em uma apresentação que fugiu deliberadamente do desfile convencional. Moda, teatro, corpo, movimento, trilha e espaço foram articulados para criar uma experiência cênica. A escolha não poderia ser mais coerente com o nome da marca. Mais do que apresentar uma coleção, Luiz Cláudio e Carlos Penna parecem querer apresentar uma possibilidade: a de voltar a enxergar a moda como território de descoberta. E talvez seja justamente essa a vocação mais interessante da PALCO. Não chegar com respostas prontas, mas abrir espaço para novas perguntas. Porque vestir, quando existe criação verdadeira, nunca é apenas colocar uma roupa sobre o corpo. Pode ser considerado como o entrar em cena de um espetáculo. Imagens: Zé Takahashi/Divulgação  

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Lord Élégant celebra beleza que transforma e permanece

Com “Rosmarinus” na capa, publicação aproxima natureza, moda e beleza em uma narrativa sobre renovação, identidade e permanência Há momentos em que a beleza deixa de ser apenas aparência e passa a contar histórias sobre memória, identidade e tempo. É nesse território que a Revista Lord Élégant apresenta sua 34ª edição, reafirmando o compromisso de olhar para a beleza para além das tendências e aproximá-la de temas como comportamento, cultura e cuidado. Na capa, o editorial “Rosmarinus – Beleza que se transforma e permanece” utiliza o alecrim, Rosmarinus officinalis, como ponto de partida para uma narrativa visual que une natureza, moda e beleza. A escolha dialoga com a trajetória da Lord Perfumaria, que chega aos 62 anos e celebra suas chamadas “Bodas de Alecrim”, símbolo de vitalidade, renovação e permanência. Fotografado em meio ao verde, na Fazenda Geminiflora, o ensaio reúne quatro modelos em uma composição que valoriza diferentes belezas e expressões. A natureza deixa de ser apenas cenário para se transformar em parte da linguagem visual da produção. O styling aposta em materiais, texturas, movimento e uma elegância menos ostensiva, trabalhando com referências orgânicas e evitando excessos. A beleza segue o mesmo caminho. Pele fresca e iluminada, maquiagem equilibrada e cabelos que preservam a individualidade dos modelos reforçam uma estética contemporânea, na qual sofisticação não significa excesso, mas coerência. Com direção criativa e styling de Fernando Lackman, fotografia de George Lucas – Hora por Hora e direção de beleza de Alê Laurindo, a produção reúne as marcas Artesania Brasília, Biruta, Brunna Lettieri Atelier, Louback Atelier, Ótica Nana Verre, Porão 40, Thais Fread, Foxton, Sacramound e Virginia Barros, na construção dos looks. Além da capa, a 34ª edição amplia seu olhar para temas como empreendedorismo, skincare, maquiagem, fragrâncias, cultura, turismo, saúde, bem-estar, esporte e cabelos. Rosmarinus, portanto, não é apenas um editorial de moda. É uma reflexão visual sobre aquilo que muda sem perder sua essência. E talvez esteja justamente aí sua maior beleza: transformar-se, permanecer e continuar fazendo sentido. Acesse a versão digital da revista pelo link. Imagens: George Lucas – Hora por Hora

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Bob Mackie, o homem que fez da roupa um espetáculo

Morre aos 87 anos o estilista que inventou o “naked dress”, vestiu as maiores divas da história e mostrou que figurino também podia ser alta moda, humor e personalidade.   Há estilistas que vestem celebridades. Há outros que ajudam a criar a celebridade que o mundo passa a enxergar. Bob Mackie, que morreu nesta segunda-feira, 14 de setembro, aos 87 anos, pertence à segunda categoria. Durante mais de seis décadas, o americano transformou lantejoulas, plumas, transparências, cristais, franjas e muito brilho em uma linguagem própria, responsável por alguns dos momentos mais memoráveis da cultura pop. Morreu em Palm Springs, na Califórnia, em decorrência de uma pneumonia. A causa foi confirmada pela equipe do estilista. Mas reduzir Bob Mackie ao “estilista de Cher” seria uma injustiça fashionista das grandes. Embora a parceria com a cantora tenha sido provavelmente a mais emblemática de sua carreira, Mackie foi muito mais: figurinista de televisão, cinema e teatro, desenhista, criador de figurinos para shows e um dos grandes responsáveis por levar o glamour da cultura de palco para o tapete vermelho. Ao longo da carreira, recebeu mais de 30 indicações ao Emmy e venceu nove vezes, além de ter sido indicado três vezes ao Oscar e conquistado um Tony. E aqui está uma das coisas que fazem sua história ser tão interessante para quem acompanha moda: Mackie não começou querendo ser um estilista de moda no sentido tradicional da palavra. Ele queria trabalhar com show business. Começou em Hollywood como desenhista e passou pelos estúdios Paramount, trabalhando com nomes como Jean Louis e Edith Head. Foi nesse período que desenhou o croqui do vestido que Marilyn Monroe usaria em 1962 para cantar “Happy Birthday, Mr. President” para John F. Kennedy. Ou seja, antes mesmo de assinar suas próprias criações, sua mão já estava envolvida em um dos vestidos mais famosos do século XX.   Mas talvez seu primeiro grande gesto de ruptura tenha vindo alguns anos depois. Em 1968, Mackie criou para Mitzi Gaynor o que ele próprio considerava seu primeiro “naked dress”, o vestido nu, construído com uma tela transparente em tom próximo ao da pele. A ideia vinha, em parte, de observar os figurinos translúcidos que Jean Louis fazia para Marlene Dietrich em Las Vegas. Mackie percebeu que era possível brincar com a ilusão de nudez e transformar o corpo em parte do desenho da roupa. Décadas depois, aquilo se tornaria uma das tendências mais recorrentes dos tapetes vermelhos. E então, Cher apareceu A parceria dos dois começou no fim dos anos 1960 e ganhou força no The Sonny & Cher Comedy Hour, programa de televisão que ajudou a transformar a cantora em um fenômeno também visual. Mackie percebeu rapidamente que Cher não precisava ser vestida como as outras estrelas. Seu corpo longilíneo, seus cabelos, sua atitude e sua falta de medo diante da roupa permitiam que ele criasse uma personagem fashion praticamente sem limites. O próprio Mackie dizia que ela poderia ser qualquer coisa. Foi aí que os dois fizeram história. Em 1974, Cher apareceu no Met Gala usando um dos vestidos mais provocativos já vistos naquele tapete: uma criação transparente, bordada e coberta de penas, praticamente uma ilusão de nudez. No ano seguinte, a imagem chegou à capa da Time e provocou tamanha repercussão que houve lugares nos Estados Unidos onde a revista foi retirada das bancas ou teve a capa coberta. Hoje, transparência em tapete vermelho pode parecer quase banal. Naquele momento, era uma pequena revolução. Cher não foi apenas sua musa. Foi também sua parceira de invenção. Mackie entendia que roupa de palco precisava fazer mais do que vestir: precisava aparecer de longe, sobreviver à luz, acompanhar o movimento, criar uma silhueta e, principalmente, contar quem era aquela mulher. Por isso suas criações para Cher misturavam sensualidade, teatralidade e uma dose generosa de fantasia. O resultado foi uma estética que hoje parece familiar, mas que ele ajudou a construir. O auge dessa liberdade talvez esteja no Oscar de 1986. Enquanto Hollywood esperava que as atrizes aparecessem em vestidos longos e comportados, Cher surgiu com calça preta, top de tela, aplicações de joias, botas e um enorme cocar de penas. Era praticamente uma declaração de guerra ao protocolo. A própria Cher brincou, na época, com a ideia de que não havia recebido o “manual” de como uma atriz séria deveria se vestir. Mackie, por sua vez, entendeu algo que a moda de tapete vermelho demoraria anos para assumir: a roupa também pode ser uma performance. Esse talvez seja o grande diferencial de Bob Mackie. Ele não separava moda e entretenimento. Para ele, o figurino não era um intervalo entre a pessoa e o personagem. O figurino era parte do personagem. E isso explica por que suas roupas funcionavam tão bem em televisão, no palco, em shows, no cinema e, posteriormente, no tapete vermelho. Mas havia também humor. E muito! Mackie foi o homem por trás de algumas das roupas mais engraçadas da televisão americana, especialmente no The Carol Burnett Show. Seu famoso vestido de cortina, criado para a paródia de Gone With the Wind, transformou uma gag de televisão em objeto de museu. Carol Burnett entrava em cena vestida como uma versão improvisada de Scarlett O’Hara, com a cortina, a haste e até a “cabeça” de tecido. É uma das provas mais perfeitas de que Mackie sabia fazer glamour, mas também sabia rir dele. A peça hoje faz parte do acervo do Smithsonian. Esse equilíbrio entre luxo, humor, sensualidade e espetáculo é justamente o que tornou Mackie tão singular. Ele podia fazer Cher parecer uma deusa, Carol Burnett parecer uma caricatura de uma estrela de cinema, Elton John parecer um personagem de desenho animado ou Tina Turner parecer a própria definição de força no palco. Seus figurinos eram exagerados porque precisavam ser. E, principalmente, eram feitos para pessoas que não queriam passar despercebidas. Por isso a influência de Mackie ultrapassou gerações. Tina Turner, Diana Ross, Elton John, Madonna, Whitney Houston, Dolly Parton, Bette Midler, Liza Minnelli e Britney Spears

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ID:Rio 2026, o auge da economia criativa

Em sua quinta edição, festival reúne desfiles, Fashion Fair, wellness, gastronomia, música e debates gratuitos em Niterói e Petrópolis Há encontros que acontecem para além da agenda. São aqueles em que a cidade vira cenário, a criatividade ganha corpo e a moda deixa de ser apenas roupa para assumir seu lugar como linguagem, identidade e movimento econômico. É nessa atmosfera que o ID:Rio Festival chega à sua quinta edição, entre os dias 18 e 21 de setembro, reunindo moda autoral, empreendedorismo, cultura e entretenimento em Niterói e Petrópolis. Na moda, a passarela reúne diferentes maneiras de pensar o vestir contemporâneo. Estão no lineup o upcycling de Almir França, o Ecossistema Criativo da Bolha Project, o design autoral de Denise Faertes, a moda esportiva da La Vie Sports, a produção do coletivo feminino OCA, voltada aos saberes ancestrais e à moda decolonial indígena, além da estreia da multimarcas Opinião, que apresenta uma curadoria de grifes cariocas. A programação ainda antecipa o próximo verão com um desfile de marcas da Rua dos Biquínis, de Cabo Frio. Em Niterói, a programação ocupa a Praia de Icaraí entre os dias 18 e 20 de setembro. A agenda reúne a Fashion Fair, ações de wellness da La Vie Sports, talks sobre empreendedorismo, seis momentos de moda e uma programação musical que passa por Xande de Pilares, Sávio, Baile do Zoli, Detonautas, Chico Chico e Lagum. Entre os destaques da passarela estão Almir França, Bolha Project, La Vie Sports, Opinião, Denise Faertes, Rua dos Biquínis Cabo Frio e OCA. Já Petrópolis recebe o ID:Rio no dia 21 de setembro, no Teatro Imperial, com uma programação voltada especialmente à capacitação de empreendedores do corredor produtivo da Rua Teresa, um dos principais polos de moda a céu aberto do estado, e da feira de Itaipava. A agenda de conhecimento conta com nomes como Eloísa Simão, fundadora do Fashion Rio e Fashion Business, Daniela Falcão, cofundadora da Nordestesse, e Michelle Souza, assessora de moda da Diretoria do Senai Cetiqt. Outro destaque é a Fashion Fair, que chega ampliada, com 60 participantes — o dobro da edição anterior — reunindo marcas de artesanato e moda autoral. É justamente aí que o festival ganha uma dimensão interessante: ao aproximar criação, mercado e público, transforma a moda independente em experiência, negócio e conversa. E porque moda não acontece isoladamente, o ID:Rio costura essa programação com shows, gastronomia, wellness e encontros sobre empreendedorismo. Entre as atrações musicais estão Xande de Pilares, Lagum, Detonautas, Chico Chico e Baile do Zoli. O evento é gratuito, sujeito à lotação, e tem como tema, nesta edição, “Todos nós empreendedores”. Tá no Rio? Quer ir? ID:Rio Festival 2026 18, 19 e 20 de setembro — Praia de Icaraí, Niterói 21 de setembro — Teatro Imperial, Petrópolis Entrada gratuita, sujeita à lotação Instagram: @idriofestival Imagens: Divulgação e Breno Galtier

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Yayoi Kusama, o fim do pontilhado

Da dor psíquica às bolinhas que conquistaram o mundo, artista japonesa transformou alucinações em linguagem artística, aproximou arte da moda e levou mais de 400 mil pessoas ao CCBB Brasília. Há artistas que fazem arte. Yayoi Kusama fez de si própria uma obra de arte. E talvez seja justamente por isso que sua morte, anunciada nesta quinta-feira, 27 de agosto, aos 97 anos, pese tanto sobre o mundo da cultura. A artista japonesa morreu em 14 de agosto, em um hospital de Tóquio, onde vivia por vontade própria havia décadas. Até os últimos dias, continuou pintando. Kusama passou a vida transformando aquilo que poderia ser visto apenas como sofrimento em uma das linguagens mais reconhecíveis da arte contemporânea. Desde a infância, convivia com alucinações visuais e descrevia experiências em que enxergava pontos, redes e padrões que pareciam se multiplicar indefinidamente. Em vez de esconder esse universo, ela o colocou na tela, na escultura, na performance e, mais tarde, em instalações imersivas que fizeram milhões de pessoas entrar literalmente dentro de sua mente. As famosas bolinhas, portanto, nunca foram apenas uma assinatura estética: eram também uma maneira de dar forma ao que ela via e sentia. E aqui está uma das dimensões mais importantes de seu legado. Kusama ajudou a retirar o sofrimento psíquico do lugar de silêncio e vergonha e colocá-lo no centro da conversa sobre criação, identidade e existência. Ela falava abertamente sobre suas alucinações e sobre a relação entre sua saúde mental e sua produção artística. Depois de retornar ao Japão, em 1973, passou a viver em uma instituição psiquiátrica em Tóquio, mantendo um ateliê próximo e uma rotina de produção que atravessou décadas. Sua arte não deve, evidentemente, ser reduzida à doença — Kusama foi uma artista extremamente sofisticada, consciente e radical —, mas é impossível compreender a potência de sua obra sem reconhecer como ela transformou uma experiência psíquica profundamente particular em uma linguagem universal. Foi assim que pontos viraram infinito. E o infinito virou espelho, luz, abóbora, sexo, corpo, natureza, obsessão e, sobretudo, experiência. Nas Infinity Mirror Rooms, o visitante deixa de ser apenas espectador e passa a fazer parte da obra, perdido entre reflexos e pontos luminosos. Em Inhotim, onde ganhou uma galeria permanente em 2023, estão duas dessas experiências imersivas, I’m Here, But Nothing e Aftermath of Obliteration of Eternity, além de Narcissus Garden, com centenas de esferas espelhadas sobre a água. E se hoje parece absolutamente natural ver arte contemporânea atravessar as fronteiras dos museus, da publicidade, da música e da moda, Kusama ajudou a pavimentar esse caminho. Ela entendeu antes de muita gente que uma linguagem artística potente poderia ocupar também o cotidiano. Um dos capítulos mais emblemáticos foi sua parceria com a Louis Vuitton, iniciada a partir do encontro com Marc Jacobs e transformada em coleções que levaram seus famosos polka dots para bolsas, roupas, sapatos e acessórios. A colaboração voltou a ganhar força em 2023, quando a maison retomou o universo visual da artista em uma nova coleção. Mas Brasília também tem uma história especial com essa mulher que parecia enxergar o mundo em outra frequência. Em 2014, a exposição “Obsessão Infinita”, apresentada no CCBB Brasília, levou mais de 400 mil visitantes às galerias — recorde de público do centro cultural na capital até então. Filas enormes se formaram diante de uma exposição que transformou pontos, espelhos, luzes e repetição em um fenômeno popular. Brasília, que tantas vezes se orgulha de sua monumentalidade arquitetônica, descobriu ali uma outra forma de ocupar o espaço: entrando no universo infinito de Kusama.   Talvez seja essa a imagem que fica. Uma mulher japonesa que saiu de Matsumoto, atravessou a vanguarda de Nova York nos anos 1960, enfrentou preconceitos, apagamentos e crises, voltou ao Japão e, sem abandonar suas obsessões, construiu uma das identidades mais poderosas da arte mundial. Uma artista que fez da repetição uma revolução e daquilo que poderia ser considerado um limite uma possibilidade de expansão. Yayoi Kusama nos ensinou que o infinito pode caber em uma bolinha. Que uma alucinação pode virar linguagem. Que a arte também pode ser abrigo. E que aquilo que nos assusta, quando encontra forma, talvez deixe de nos dominar. A artista partiu, mas seu universo não tem a menor intenção de acabar. E talvez seja exatamente por isso que suas bolinhas continuam nos olhando de volta.   P.s. Siga @yayoikusamamuseum Fotos: Reprodução/Instagram

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Meia-calça se alia a beleza e uniformiza pele

Com efeito “makeup”, nova meia-calça da marca italiana aproxima moda e beleza ao criar uma aparência mais uniforme e natural para as pernas A moda continua a buscar na beleza novas formas de reinventar clássicos. É nesse território de encontros que a italiana Calzedonia lançou a Invisible Makeup Effect Fio 15, uma meia-calça que leva para as pernas o conceito do efeito maquiagem. A proposta é simples, mas bastante contemporânea: criar uma aparência mais uniforme, suave e luminosa, preservando a transparência e a leveza características do fio 15. Com acabamento matte, a peça suaviza visualmente pequenas imperfeições e cria sobre a pele uma cobertura delicada, próxima à sensação de uma segunda pele. São seis tonalidades desenvolvidas para acompanhar diferentes tons de pele, reforçando a ideia de naturalidade que orienta a novidade. A escolha do fio 15 torna a meia especialmente interessante para os períodos de temperaturas mais amenas, quando as pernas voltam a ganhar protagonismo nas produções. Vestidos, saias e composições mais leves encontram na peça um acabamento discreto, que pode transitar do cotidiano às ocasiões especiais sem alterar a leitura do look. Outro detalhe está na região dos dedos, com costura ultrafina e discreta. O recurso permite que a meia seja usada também com calçados abertos, ampliando as possibilidades de styling e preservando a proposta de invisibilidade. Imagens: Divulgação

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Mês dos Pais: oito fragrâncias para presentear os diferentes estilos masculinos

Dos clássicos aos contemporâneos, a perfumaria transforma o presente em uma experiência de identidade, memória e afeto Presentear no Dia dos Pais vai muito além de escolher um objeto. Há presentes que permanecem na memória justamente porque despertam sensações, evocam lembranças e ajudam a construir identidade. Entre eles, poucos têm tanta força quanto um bom perfume. Afinal, fragrâncias acompanham histórias, marcam encontros e, muitas vezes, tornam-se parte da assinatura de quem as usa. Em um momento em que o autocuidado masculino ocupa um espaço cada vez mais importante no universo da moda e da beleza, a perfumaria reafirma seu protagonismo. As grandes marcas internacionais têm apostado em criações que dialogam com diferentes perfis de homens, dos mais discretos aos mais ousados, mostrando que escolher um perfume também é reconhecer personalidade, estilo de vida e comportamento. Mais do que acompanhar tendências, a perfumaria traduz identidade. Escolher uma fragrância para o Dia dos Pais é reconhecer quem essa pessoa é — ou como ela gosta de ser lembrada. Dos perfumes mais discretos aos mais intensos, cada um carrega uma forma diferente de contar histórias. E, quando o presente encontra a personalidade de quem o recebe, o aroma deixa de ser apenas uma fragrância para se transformar em memória. Para facilitar essa escolha, selecionamos oito fragrâncias disponíveis na Lord Perfumaria, reunidas de acordo com diferentes estilos de pais. Para o pai elegante e contemporâneo: Ralph Lauren Ralph’s Club New York Uma fragrância sofisticada, moderna e urbana. Ideal para homens que transitam com naturalidade entre compromissos profissionais e eventos sociais, valorizando elegância sem excessos. Carolina Herrera 212 Men Parfum Com assinatura refinada e versátil, é perfeito para pais que apreciam clássicos revisitados com um toque atual. Um perfume que funciona tanto durante o dia quanto à noite. Para o pai aventureiro e esportivo Ralph Lauren Polo 67 Extreme Inspirado na energia do esporte e na liberdade, entrega frescor aliado à intensidade. Combina com homens ativos que gostam de movimento e desafios. Davidoff Cool Water Man Eau de Toilette Um dos grandes clássicos da perfumaria masculina. Seu perfil aquático e refrescante continua atual e agrada quem busca leveza e versatilidade. Para o pai que gosta de marcar presença Rabanne 1 Million Night Elixir Intenso, envolvente e sedutor, é indicado para homens confiantes que gostam de perfumes de grande projeção e personalidade. Versace Eros Eau de Toilette Inspirado na mitologia grega, combina sensualidade e frescor em uma fragrância que se tornou um dos maiores sucessos da perfumaria masculina contemporânea. Para o pai clássico com personalidade Hugo Boss Bottled Striking Lavender A tradicional linha Boss Bottled ganha uma interpretação moderna com a presença da lavanda, oferecendo equilíbrio entre elegância, conforto e sofisticação. Joop! Homme Eau de Toilette Ícone da perfumaria internacional, mantém seu perfil intenso e inconfundível. Indicado para homens que não têm receio de expressar personalidade através do perfume. Serviço Todos os perfumes apresentados nesta seleção estão disponíveis no site da Lord Perfumaria, referência em perfumaria de luxo e beleza. E há ainda um incentivo extra para tornar o presente mais especial: utilizando o cupom LACKMAN, os filhos garantem 10% de desconto nas compras realizadas pelo site. Imagens: Divulgação

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Nova linha fitness impulsiona expansão do Grupo Deep

Nova coleção feminina aposta em conforto, liberdade de movimento e sofisticação, ampliando a atuação da marca no segmento esportivo O Grupo Deep consolida o sucesso da Deep Action, sua nova linha de moda fitness feminina, disponível no e-commerce e nas lojas físicas da marca. Desenvolvida para acompanhar a rotina da mulher moderna, a coleção reúne peças que aliam conforto, liberdade de movimento e sofisticação, unindo funcionalidade e design para a prática de atividades físicas e o dia a dia. Segundo a diretora criativa e CEO do Grupo Deep, Ana Paula Aguiar, a proposta da coleção é oferecer produtos que conciliem desempenho e elegância. “A linha Deep Action nasceu desse olhar: vestir mulheres que buscam conforto, liberdade e sofisticação em todos os momentos do dia. O sucesso da coleção mostra que entregamos uma linha pensada para o movimento, desenhada com a elegância que faz parte da essência da marca”, afirma. A coleção Deep Action pode ser acessada e adquirida na loja virtual do Grupo Deep através do endereço: www.estilodeep.com.br ou nas lojas físicas da marca, . Imagens: Luis Moraes/Divulgação

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Moda marca a abertura do Liquidecora 2026 no CasaPark

Desfiles integrados à Casa Decorada destacaram o trabalho de estilistas e marcas em uma noite que uniu moda, arquitetura e design A temporada do Liquidecora 2026 foi aberta na noite de quinta-feira (16), com a inauguração da Casa Decorada, novo projeto do CasaPark que reúne ambientes assinados por arquitetos e designers em uma proposta voltada ao morar contemporâneo. Entre os destaques da noite, a Casa Quadra apresentou o desfile Veraneio – O Caminho até o Verão. Em vez da passarela tradicional, as modelos percorreram os ambientes da Casa Decorada, transformando a arquitetura em cenário para as coleções. A estilista Letícia Gonzaga apresentou sua leitura contemporânea da camisaria, com fibras naturais e modelagens precisas. Já a Graciano’s celebrou seus 50 anos com uma coleção de alfaiataria em couro, reforçando a tradição da marca. A inauguração reuniu arquitetos, designers, artistas, influenciadores e convidados, consolidando a proposta do CasaPark de aproximar moda, design e arquitetura em uma experiência criativa e inspiradora. Fotos: César Rebouças/Divulgação

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DFB transforma Fortaleza em palco para moda e música

Com shows gratuitos de Fernanda Abreu, Ana Cañas, Alice Caymmi, FBC e Os Garotin, festival amplia sua vocação cultural e ocupa a Praia de Iracema com diferentes expressões da arte contemporânea Muito além das passarelas, o DFB Festival 2026 reafirma sua vocação como um dos principais encontros entre moda, música e economia criativa do país. De 9 a 12 de junho, a Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, recebe uma programação gratuita que reúne artistas de diferentes gerações e sonoridades, transformando a Praia de Iracema em um grande palco de experiências culturais. A agenda nacional traz nomes como Fernanda Abreu, Ana Cañas, Alice Caymmi, FBC e o trio Os Garotin, além de DJs, bandas e projetos independentes que movimentam a cena artística cearense. A abertura do festival será marcada pela força interpretativa de Alice Caymmi e pelo espetáculo “Ana Cañas Canta Rita Lee”, tributo à artista que redefiniu os rumos do rock brasileiro. Nos dias seguintes, o público poderá acompanhar a mistura de soul, R&B e música urbana de Os Garotin, as narrativas afiadas do rapper mineiro FBC e, no encerramento, a celebração dos 30 anos do álbum Da Lata, conduzida por Fernanda Abreu. Ao integrar música, comportamento e produção autoral em um mesmo território, o DFB amplia sua atuação como espaço de convergência entre diferentes linguagens criativas. Programação musical – Praça Verde 9 de junho (terça-feira) DJ Renata Dib Alice Caymmi Ana Cañas canta Rita Lee DJ Nego Celo 10 de junho (quarta-feira) Projeto Voyage Super Banda Os Garotin DJ Davi Fiuza 11 de junho (quinta-feira) DJ Viúva Negra 4rtin FBC DJ Priscila Delgado 12 de junho (sexta-feira) DJ Maria Tavares Transacionais Daniel Peixoto Fernanda Abreu DJ Isa Capelo Quer ir? DFB Festival 2026 De 9 a 12 de junho, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e Cidade Dragão, Praia de Iracema, Fortaleza (CE) Instagram: @dfbfestival Imagens: Divulgação

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