DFB transforma Fortaleza em palco para moda e música

Com shows gratuitos de Fernanda Abreu, Ana Cañas, Alice Caymmi, FBC e Os Garotin, festival amplia sua vocação cultural e ocupa a Praia de Iracema com diferentes expressões da arte contemporânea Muito além das passarelas, o DFB Festival 2026 reafirma sua vocação como um dos principais encontros entre moda, música e economia criativa do país. De 9 a 12 de junho, a Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, recebe uma programação gratuita que reúne artistas de diferentes gerações e sonoridades, transformando a Praia de Iracema em um grande palco de experiências culturais. A agenda nacional traz nomes como Fernanda Abreu, Ana Cañas, Alice Caymmi, FBC e o trio Os Garotin, além de DJs, bandas e projetos independentes que movimentam a cena artística cearense. A abertura do festival será marcada pela força interpretativa de Alice Caymmi e pelo espetáculo “Ana Cañas Canta Rita Lee”, tributo à artista que redefiniu os rumos do rock brasileiro. Nos dias seguintes, o público poderá acompanhar a mistura de soul, R&B e música urbana de Os Garotin, as narrativas afiadas do rapper mineiro FBC e, no encerramento, a celebração dos 30 anos do álbum Da Lata, conduzida por Fernanda Abreu. Ao integrar música, comportamento e produção autoral em um mesmo território, o DFB amplia sua atuação como espaço de convergência entre diferentes linguagens criativas. Programação musical – Praça Verde 9 de junho (terça-feira) DJ Renata Dib Alice Caymmi Ana Cañas canta Rita Lee DJ Nego Celo 10 de junho (quarta-feira) Projeto Voyage Super Banda Os Garotin DJ Davi Fiuza 11 de junho (quinta-feira) DJ Viúva Negra 4rtin FBC DJ Priscila Delgado 12 de junho (sexta-feira) DJ Maria Tavares Transacionais Daniel Peixoto Fernanda Abreu DJ Isa Capelo Quer ir? DFB Festival 2026 De 9 a 12 de junho, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e Cidade Dragão, Praia de Iracema, Fortaleza (CE) Instagram: @dfbfestival Imagens: Divulgação

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Duas mostras imperdíveis na Cerrado Cultural

Encontro de gerações inaugura temporada de mostras onde curadorias investigam a imagem, o tempo e a interioridade pelas obras de Claudio Tozzi e mais doze artistas de expressão. No último sábado, 23 de maio, cerca de 150 convidados estiveram na Cerrado Cultural, no Lago Sul, para a abertura simultânea das exposições “Uma continuidade como respiro”, de Claudio Tozzi, e da coletiva “Abismal… Abissal”. Entre artistas, curadores, colecionadores e convidados, o público percorreu os espaços da galeria e acompanhou um panorama que articula diferentes gerações e produções da arte contemporânea brasileira. No pavimento principal, sob curadoria do italiano Cristiano Raimondi, a exposição “Uma continuidade como respiro”, de Claudio Tozzi, propõe um percurso não cronológico por mais de 20 obras, entre pinturas e esculturas realizadas de 1963 até os dias atuais. Para aproximar Brasília da atmosfera do ateliê do artista em São Paulo, as paredes da galeria receberam o mesmo tom presente na casa de Tozzi. “Mais do que apresentar diferentes fases de maneira linear, meu interesse foi evidenciar como certas tensões formais, políticas e perceptivas atravessam toda a obra de Tozzi, transformando-se continuamente sem jamais perder o seu núcleo inicial”, afirma Raimondi, destacando o diálogo entre a histórica “Multidão” (1968) e a recente “Território” (2012). No outro espaço da galeria, a coletiva “Abismal… Abissal”, com curadoria de Tálisson Melo, apresentou obras de 12 jovens artistas em destaque na cena contemporânea: Manuela Costa e Silva, Raquel Nava, Abraão Veloso, Estevão Parreiras, Rebeca Miguel, Ana Hortides, Isabela Seifarth, Talles Lopes, Walter Pimentel, Genor Sales, Tor Teixeira e Raylton Parga. Partindo da ideia de abismo como experiência geográfica e subjetiva, a exposição articula questões ligadas ao interior do país, à memória e aos atravessamentos afetivos. “O título traz dois adjetivos que compartilham a mesma raiz, o abismo. Entendi que esse profundo do abismal e do abissal dialogava tanto com a expressão ‘Brasil profundo’, usada para falar do interior, quanto com a nossa subjetividade”, afirma o curador. Para Lúcio Albuquerque, sócio-diretor da Cerrado Cultural, o encontro entre as duas exposições sintetiza o compromisso do espaço, criado em 2022 com foco na valorização da produção artística do Centro-Oeste. “Temos uma exposição de um artista com mais de seis décadas de percurso, que já faz parte da história da arte contemporânea brasileira, e uma segunda mostra coletiva que reúne a produção de 12 artistas jovens, em sua maioria do Distrito Federal e de Goiás. Com isso, podemos oferecer um panorama mais amplo sobre a vasta produção de arte contemporânea brasileira”, afirmou durante a abertura. As exposições “Uma continuidade como respiro” e “Abismal… Abissal” seguem em cartaz na Cerrado Cultural, no Lago Sul, em Brasília, até 25 de julho. O espaço fica na QI 05, Chácara 10, com entrada gratuita e visitação de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 13h. Mais informações podem ser acompanhadas no Instagram da galeria, @cerrado.galeria. Confira quem prestigiou o evento pelas lentes desse fotógrafo/colunista: Serviço: Uma continuidade como respiro (Claudio Tozzi) e Abismal…Abissal (Coletiva com 12 artistas) Curadorias: Cristiano Raimondi e Tálisson Melo Período expositivo: 23 de maio a 25 de julho de 2026 Onde: Cerrado Cultural – SHIS QI 05, Chácara 10, Lago Sul, Brasília/DF Horários: Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 13h Entrada: Gratuita / Classificação livre Siga: @cerrado.galeria Fotos: Gilberto Evangelista

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Brasília em desenho esferográfico

Personalidades da política, da cultura e do design prestigiam inauguração do monumental painel de Jailson Belford no Arquivo Público do Distrito Federal. A arte, a memória e a identidade de Brasília se encontraram em uma noite especial, na última quinta-feira (21), que marcou a inauguração do monumental painel c, do artista Jailson Belfort, na fachada do Arquivo Público do Distrito Federal. O evento reuniu autoridades locais e nacionais, representantes do setor cultural, designers, artistas e convidados apaixonados pelas artes em uma celebração à história e ao patrimônio da capital federal. A iniciativa, realizada pela Adegraf, celebra os 40 anos do Arquivo Público do DF e os 66 anos de Brasília com uma obra de grandes proporções — 72 metros de largura por 8 metros de altura — que transformou a obra original do artista feita com canetas esferográficas, em um painel monumental. O painel apresenta uma linha do tempo visual com alguns dos principais monumentos da cidade, entre eles o Congresso Nacional, a Catedral Metropolitana, a Ponte JK e a Torre Digital, transformando a fachada do Arquivo Público em um verdadeiro marco artístico urbano. Além da inauguração do painel, os convidados também puderam conhecer a exposição “Brasília em Linhas do Tempo”, aberta ao público até o dia 21 de junho. A mostra reúne cerca de 30 obras de Jailson Belfort, além de croquis, fotografias, vídeos e materiais históricos que revelam os bastidores do processo criativo e reforçam a conexão entre arte e memória. A noite foi marcada pelo encontro entre cultura, design e patrimônio, reafirmando o papel de Brasília como Cidade Criativa do Design reconhecida pela UNESCO e fortalecendo o compromisso das instituições envolvidas com a valorização da arte e da história da capital. Confira quem passou por lá pelas lentes deste colunista/fotógrafo: Fotos: Gilberto Evangelista

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Oswaldo Montenegro revisita memórias com A Dança dos Signos

Espetáculo mistura música, teatro e poesia e chega a Brasília para celebrar os 70 anos de trajetória do artista com clássicos da carreira e nova experiência visual Há artistas que transformam o palco em espaço de encontro entre memória e emoção. É nesse território que Oswaldo Montenegro retorna com “A Dança dos Signos”, espetáculo que volta à cena em 2026, ano em que o artista celebra seus 70 anos de vida. A apresentação acontece no dia 30 de maio, no Ulysses Centro de Convenções, em uma montagem que atravessa gerações ao unir música, poesia e narrativa teatral. A partir dos signos do zodíaco, Montenegro conduz o público por reflexões sobre identidade, comportamento e convivência, costurando histórias pessoais a canções que marcaram sua trajetória. Com abertura ao som de “A Lista”, o espetáculo percorre sucessos como “Bandolins”, “Lua e Flor”, “Intuição” e o poema “Metade”, enquanto dialoga com referências de nomes como Elton John, Bob Dylan e Chico Buarque. Ao lado da flautista Madalena Salles, parceira histórica de palco, o artista constrói uma atmosfera intimista que, nesta nova turnê, ganha projeções em led e intervenções visuais. Com mais de cinquenta profissionais envolvidos, “A Dança dos Signos” reafirma a capacidade de Montenegro de transformar canção e palavra em experiência sensível e coletiva. Quer ir? Oswaldo Montenegro – “A Dança dos Signos” Dia 30 de maio, 21h30 no Ulysses Centro de Convenções Indicado para maiores de 12 anos. Ingressos na Bilheteria Digital Imagens: Dalua e Celso Moraes/Divulgação

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Quando o cinema sai da tela

SESI Lab promove oficina que é um verdadeiro convite à uma imersão no universo de Jair Molina Jr. Há algo de quase artesanal e, ao mesmo tempo, profundamente experimental nas obras do cineasta Jair Sanches Molina Jr. Ele não apenas filma – ele projeta imagens mapeadas sobre palcos, paredes, corpos, telas, experimenta em holografia, realiza ficção e documentários, dirige programas de televisão e podcasts em rádio, produz festivais de cinema ao ar livre, escreve artigos e livros, enquanto articula a criação de ciclovias e novos parques pelas cidades, confundindo as fronteiras entre o que é tela, o que é espaço, e o que é tempo presente. Entre os dias 19 e 22 de maio, das 14h30 às 17h, no SESI Lab, o realizador paulista conduz uma oficina sobre Audiovisual Expandido que promete menos ensinar uma técnica do que desmontar certezas sobre o qual a função do audiovisual na contemporaneidade. O que leva um diretor de curtas premiados, como “O Plantador de Quiabos”, a dedicar anos de pesquisa ao Cinema ao Vivo e ao Videomapping dentro de companhias de teatro? Molina traz na bagagem parcerias com o Teatro Oficina de Zé Celso, a Cia. Livre e o Teatro de Narradores. Ele é professor universitário, pesquisador do LabArteMídia e autor de dois livros que escancaram poéticas e técnicas em constante movimento. O primeiro foi traduzido para seis idiomas, inclusive em russo. O mais recente, “Cinema ao Vivo e Experiências Audiovisuais em Tempo Real” (2024), funciona como diários de bordo de suas experimentações. Durante a oficina, os participantes realizarão experimentos de projeção. É um convite para pensar o audiovisual como matéria espacial, tátil, em tempo real. Mas quem é, de fato, o artista por trás dessa metodologia inquieta? O que o levou a fundar o festival Cine-Cicletada e a dirigir a produtora Okra Filmes? Há um fio invisível ligando suas memórias de criação, suas referências teatrais e sua prática docente – e ele raramente é desfiado em entrevistas convencionais. No dia 23 de maio, a partir das 10h, Molina sobe ao palco do Auditório do SESI Lab para uma palestra aberta. Será a chance de vê-lo discorrer sobre os bastidores conceituais de sua trajetória múltipla. Mas o encontro mais revelador, talvez, aconteça antes, na iluminação entre um experimento de projeção e outro, ou numa conversa informal, quando o artista se permite lembrar por que, afinal, decidiu expandir o audiovisual para além de qualquer tela. Fica a pergunta no ar: o que ainda não foi dito sobre esse criador que transita com tanta liberdade entre a tela, o palco, a sala de aula e as páginas? Serviço: 4ª Residência Artística MEU LUGAR Local: SESI Lab Endereço: Setor Cultural Sul, Bloco A, Asa Sul Acessibilidade: Libras nas palestras e oficinas no SESI Lab Mais informações e inscrições: @nucleodepesquisadacena Fotos: Alex Litvin – Unsplash (capa) / Divulgação

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A Volta aos Anos 80 de volta ao Cine Drive-In

#PERAMBULANDO: O encontro de dois patrimônios afetivos na noite de Brasília Se você estava procurando o roteiro perfeito para este sábado, pode parar de procurar. A Coluna #PERAMBULANDO traz uma convocação daquelas impossíveis de recusar: a união da maior festa nostálgica da capital com o último herói dos cinemas a céu aberto. Estamos falando do encontro apoteótico entre os 30 anos d’A Volta Aos Anos 80 e o icônico Cine Drive-In. Uma noite que promete sacudir o Planalto Central neste dia 16 de maio, a partir das 19h, e você, claro, não vai querer ficar assistindo aos bastidores pelos stories dos outros. Mas afinal, qual é o segredo para uma festa seguir como sucesso absoluto, com pista cheia e qualidade irretocável por três décadas? A resposta está no DNA de seu realizador, Paulinho Madrugada. Ninguém lê Brasília como ele. Ninguém compreende tão bem a nossa arquitetura do afeto. O mistério do Paulinho não está em cenografias estonteantes ou pirotecnia vazia, mas na capacidade cirúrgica de conectar memórias. Ele usa os espaços mais queridos da cidade para nos devolver um pedaço da nossa própria história. E agora, o cenário é o Drive-In — um símbolo vivo da nossa cultura que resistiu ao tempo e ao avanço tecnológico para continuar sendo o nosso eterno ponto de encontro sob o céu estrelado. Conforto, fliperama e muito rock’n roll Esta já é a segunda vez que a festa ocupa o espaço (quem viveu a edição histórica de agosto do ano passado sabe bem do que estou falando!). Para esta noite, a estrutura foi pensada nos mínimos detalhes. “Para completar a fórmula, vai ter exposição de carros antigos, fliperama, raio laser, pista de dança de vidro, praça de alimentação e muito lugar para sentar. Ou seja, é festa para jovens de todas as idades e conforto para quem entrega tudo na pista de dança e precisa de uns minutos para descansar”, entrega Paulinho, com a propriedade de quem sabe agradar o seu público. Na cabine, quatro DJs se revezam com o melhor do pop e rock nacional e internacional da década, acompanhados por um VJ que vai comandar os visuais na mítica tela gigante de 312 metros quadrados — a maior que temos por aqui. E como a tradição manda, pode esperar por aquela atração surpresa que sempre traz um ícone da época para um puck nostálgico ao vivo. Se vai ser divertido? Bom, a chancela para o “sim” está nas credenciais: são mais de 60 edições desde 1995 — muito antes de o revival oitentista virar modinha ou o hype passar por aqui. O sucesso é tanto que a festa já carimbou o passaporte dez vezes nos Estados Unidos, levando o borogodó brasiliense para Miami, Houston, Las Vegas e Los Angeles. Então, o recado está dado. Prepare o mullet, a polaina, as ombreiras… ou simplesmente prepare o espírito para dançar e reviver o melhor da cidade. A noite de Brasília te espera no Drive-In. Nos vemos na pista! Serviço FESTA A VOLTA AOS ANOS 80 Local: Cine Drive-In Data e hora: 16 de maio às 19 horas Ingressos: Bilheteria Digital – https://www.bilheteriadigital.com/festa-a-volta-aos-anos-80-16-de-maio Siga: @avoltaaosanos80 Fotos: Divulgação

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A Cidade Abstrata de Luis Jungmann Girafa

A arquitetura brasiliense fica ainda mais provocativa através do olhar de Luis Jungmann Girafa em fotolivro recém-lançado.  O que é uma abstração? A pergunta – que poderia ser respondida tanto pela filosofia quanto pela psicologia, pelas artes visuais ou por tantas outras áreas do saber humano, mas quase sempre distante do concreto – encontra uma de suas possíveis e mais lúdicas definições em A Cidade Abstrata. O novo livro reúne 100 fotografias do artista multilinguagem Luis Jungmann Girafa. Com edição da Matéria Plástica Arte Atemporânea, a obra é fruto de seus mais de 70 anos de vida, dos quais mais de quatro décadas foram dedicadas às artes no Distrito Federal. “A Cidade Abstrata é uma série de fotos que dizem respeito a Brasília e que tem esse conteúdo que não é descritivo, é uma coisa mais provocativa, que são detalhes do urbanismo que nos centra. É um livro que eu busco capturar cenas que não necessariamente correspondam à realidade do que está sendo fotografado, mas que você tenha uma representação”, explica Luis Jungmann Girafa. O lançamento da obra ocorreu na segunda semana de maio, na livraria Platô (405 Sul). O público pôde adquirir a obra no local (R$ 80) e participar da sessão de autógrafos com o autor, que contou ainda com brindes, apresentação musical do Duo Teclados e Cordas – com Renato Vasconcelos e Paulo Andretta Vares – e uma exposição de diversos quadros de autoria de Girafa, que seguem disponíveis para venda. A Cidade Abstrata A publicação reúne uma seleção intuitiva do trabalho de Girafa, evidenciando o refinamento do olhar deste premiado fotógrafo, que atua também como arquiteto, cineasta e artista plástico. A obra sugere uma provocação sobre o espaço de viver e a arte, revelando não somente a geometria de Brasília e suas infinitas possibilidades, mas o interessante paradoxo de uma paisagem urbana que nasceu planejada, feita de materiais que remetem a tudo o que é sólido e perene. De fato, as imagens captadas por Girafa proporcionam novos ângulos e leituras acerca da capital: a institucionalidade brutalista contrasta com certa precariedade; frestas por onde pessoalidades vazam outros matizes. Transeuntes anônimos, trabalhadores e usuários do equipamento urbano completam e vivificam as cenas. Fruto de financiamento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o projeto prevê ainda a distribuição gratuita de 30% da tiragem. Nas páginas de A Cidade Abstrata, fica evidente que “a luz torna-se forma geométrica, a linha se transforma em traço de cor, a textura ganha proporção, e o volume se define como espaço dentro do enquadramento. Luiz Jungmann evidencia, em suas imagens, os variados da linguagem visual, deixando, ao mesmo tempo, uma brecha para o simbólico e o lírico, marcando o desejo de busca pela expressão sensível, em que os elementos visíveis não se limitam a formas composicionais, mas transmitem intensidades subjetivas”, afirma a curadora Cinara Barbosa. “Nesse ritmo, o livro apresenta imagens que quebram padrões, ora de um modo, ora de outro, trazendo movimento por meio de vestígios de plástico bolha, telas de sombreamento utilizadas na construção civil, sugerindo o passado da cidade planejada. Ao mesmo tempo, revela a Brasília que se transforma em uma escala cotidiana de presença viva, tecida pelas marcas de sua ocupação humana”, complementa a curadora. Responsável pela pergunta inicial deste texto, a poeta brasiliense Maria Lúcia Verdi – que assina o texto de abertura do livro – acredita que a intenção de Luis Jungmann Girafa é 100% provocativa na obra ao estampar “imagens que documentam a interminável possibilidade de abstração, contida na geometria de Brasília. Recortes exatos, detalhistas, olhar preciso sobre construções e desconstruções presentes na cidade – neles, a presença do cimento, da pedra, do ferro, do vidro, da madeira, do plástico, da argila. Os corpos do concreto em todas as gradações do cinza e em todas as cores. Mas existem reflexos, traços, riscos, fraturas encontráveis em distintas superfícies, que remetem literalmente à arte abstrata – o olhar vagando do chão ao teto, recolhendo-as”. Já o autor modestamente afirma ser um “fotógrafo sem estilo” que acredita que “a fotografia tem que ir para o papel. Seja no jornal, na revista, no porta-retratos, na parede ou nas páginas de um livro”. Como é o caso de A Cidade Abstrata, um trabalho que nasceu e se desenvolveu de forma muito intuitiva. “Eu não pretendo guiar o olhar de ninguém, prefiro que as pessoas gostem, de alguma forma, que se sintam atraídas pelas imagens e assim façam a sua própria viagem”, sentencia. Sobre o autor Luis Jungmann Girafa é uma figura múltipla e transdisciplinar, um autêntico “homem renascentista” do Planalto Central, cuja atuação transita de forma fluida por diversas linguagens. Arquiteto, artista plástico, fotógrafo, cineasta, poeta, cenografista, ilustrador e professor, Girafa tem sua trajetória profundamente entrelaçada com Brasília – cidade onde absorveu, desdobrou e reinventou a herança modernista. Graduado e mestre pela Universidade de Brasília (UnB), onde se consolidou como professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), ele utiliza a visão espacial e o rigor construtivo como alicerces de sua produção. Nas artes plásticas, destaca-se pela abstração geométrica e pela criação de “maquetes poéticas”. Na fotografia, premiada e reconhecida nacionalmente, foge do mero registro para investigar texturas e composições geométricas, fazendo a ponte entre a tradição dos pioneiros construtivistas e a arte visual contemporânea. Essa mesma percepção do espaço e da luz é transportada para o audiovisual, área em que atua com direção de arte e direção-geral (como no projeto Eu Não Sei), tendo sido consagrado no 54º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (2021) com dois troféus Candango de Melhor Filme e Melhor Montagem pelo longa-metragem Acaso. Em essência, Girafa une a precisão do arquiteto à subversão do artista: domina as regras do espaço e da gravidade para, por meio da arte, subvertê-las e criar novos mundos. Serviço: “A Cidade Abstrata”, de Luis Jungmann Girafa À venda na Livraria Platô – CLS 405, Bloco A, Loja 12, Asa Sul – Brasília/DF Valor do livro: R$ 80 (à venda no local ou diretamente com o autor –

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Remembear cultiva afetos e memórias das mães

Com direção criativa de Fabiani Christine, marca de personalizados aposta em fé e arte brasiliense para transformar presentes em heranças emocionais Num calendário cada vez mais atravessado por datas que pedem consumo rápido, a marca brasiliense Remembear prefere desacelerar — e sentir. Para o Dia das Mães 2026, a etiqueta apresenta “Jardim de Amor”, uma coleção que transforma o gesto de presentear em narrativa afetiva, com estética delicada e camadas simbólicas que orbitam entre fé, memória e pertencimento. A diretora criativa Fabiani Christine conduz a proposta como quem cultiva — literalmente — um jardim emocional. Orquídeas em branco e verde estruturam a identidade visual, enquanto ícones de devoção, como Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora de Guadalupe, Santa Terezinha e o Espírito Santo, surgem como amuletos visuais de proteção e maternidade. O floral se expande em hortênsias, girassóis, lavandas e tulipas, compondo um repertório que equilibra o clássico e o contemporâneo sem cair no óbvio. Há, ainda, um movimento importante de valorização da cena local. Artistas de Brasília, como Andrea Zakarewicz, Mariana Vidigal, Maite Barbosa, Jader Rodrigues e Rafaela Rodrigues, assinam peças exclusivas, reforçando o caráter autoral da coleção — que atravessa porcelanas e cristais pintados à mão, objetos em madeira, quadros e até confeitaria artesanal. A personalização, já assinatura da casa, ganha força: fotos, manuscritos e desenhos são incorporados às criações, deslocando o presente do campo do objeto para o território da memória. “Mais do que presentear, queremos criar memórias afetivas. Cada peça carrega uma história e nasce da intenção de transformar sentimentos em algo permanente”, afirma Fabiani. Veja mais no Instagram: @remembear.brasil Imagens: Divulgação/Cedidas ao Lackman & Co.

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Dia das Mães com afeto e Athos Bulcão no TGS

Taguatinga Shopping aposta em memória afetiva e design brasiliense em campanha de Dia das Mães Há campanhas que operam no automático — e há aquelas que tocam em algo mais silencioso, quase íntimo. A do Taguatinga Shopping, neste Dia das Mães, me parece caminhar nesse segundo lugar. Não pela mecânica, que é clara, mas pelo gesto de escolher Athos Bulcão como ponto de partida. Em Brasília, isso nunca é apenas uma referência estética; é memória incorporada ao cotidiano. Entre 30 de abril e 11 de maio, o presente deixa de ser apenas um objeto e passa a carregar uma camada de reconhecimento. A boleira colecionável, construída a partir dos grafismos de Athos, não é só um brinde — ela evoca a cidade dentro de casa. Há algo de muito preciso nessa transição: do azulejo público à mesa privada, do monumental ao afetivo. “A proposta deste ano foi trazer um item que tivesse reconhecimento imediato e conexão com a cidade. A escolha do Athos Bulcão fortalece esse vínculo e amplia o valor percebido do presente”, afirma a gerente de marketing do Taguatinga shopping, Mayce Tranquillini. Saiba mais… Entre 30 de abril e 11 de maio, a campanha organiza-se de forma direta: a cada R$ 600 em compras, o cliente garante uma boleira exclusiva inspirada na obra de Athos Bulcão; a cada R$ 400, recebe um cupom para os sorteios. Estão em jogo 50 vouchers de R$ 500 para o Madero, com sorteios nos dias 9 e 13 de maio, além de um Citroën Basalt 0km, que será sorteado em 17 de junho. Notas fiscais do Madero pontuam em dobro, assim como a doação de 1kg de alimento não perecível. Toda a participação acontece via aplicativo do shopping, com apoio presencial no Piso 3. O resgate do brinde é limitado a uma unidade por CPF. Todos os detalhes no www.taguatingashopping.com.br Imagens: Divulgação

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Onde o Cerrado encontra o Sol Nascente

A Coluna #PERAMBULANDO exalta “Passageiro”, exposição que rola do outro lado do mundo, unindo entulho colonial do DF ao zen budista japonês em uma experiência visual incrível. Se você ainda não está sabendo do rasante que a arte brasiliense está dando no Oriente, a hora é agora. O artista João Angelini está em solo japonês com a exposição “Passageiro”,  até o dia 9 de maio. Esqueça as definições tradicionais de “exposição”. O que Angelini apresenta no centro cultural @koganechoamc, em Yokohama, é o resultado vibrante de seis meses de imersão total no Japão. A convite da Embaixada do Brasil em Tóquio, o artista trocou a poeira de Planaltina pelo refinamento tecnológico e espiritual de Yokohama, e o resultado é uma investigação potente sobre o que significa ser, justamente, um passageiro: aquele que atravessa fronteiras, sistemas e memórias. Uma ponte entre o Cerrado e Kyoto  A mostra é um convite para #PERAMBULAR (nem que seja vitualmente: confira esse post babadeiro!) por 23 obras inéditas que misturam pintura, escultura, vídeo e até referências que todos nós amamos, como mangás e animes. O grande destaque — e que dá o tom da genialidade do João — é a obra A Linha do Desejo. Nela, ele faz o impossível: une fragmentos de entulho de uma casa colonial de 1830, lá de Planaltina, com padrões geométricos inspirados em templos budistas de Kyoto. É o encontro do nosso barro com o zen japonês; da nossa história de expansão com a contemplação oriental. “Os trabalhos partem de tensões e aproximações entre Brasil e Japão — econômicas, históricas e estéticas — mas também da escuta e da imersão no cotidiano”, revela Angelini. Para ele, tudo ali é transitório, como uma imagem em dissolução. Esta é a primeira individual internacional do artista, consolidando sua presença no circuito global. Radicado na periferia rural de Brasília e membro do incensado coletivo EmpreZa, Angelini leva a força da nossa produção local para um dos palcos mais exigentes do mundo. Sobre o Artista João Angelini vive e trabalha em Planaltina (DF). Sua prática transita entre a gravura, o vídeo e a performance, sendo representado pela Referência Galeria. É um mestre em investigar os “modos de fazer” e as conexões entre diferentes suportes. Arigatô & Sayonara! Passageiro, de João Angelini / Centro Cultural @koganechoamc, Yokohama, Japão / Até 9 de maio / Embaixada do Brasil em Tóquio, Instituto Guimarães Rosa e Conexão Cultura DF Fotos: Divulgação

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