Polêmico e necessário: Antonio Obá, o livro

Vocês já repararam como, muitas vezes, nós desconhecemos brasilienses que são aclamados mundialmente pelo seu trabalho? Arrisco a dizer que Antonio Obá pode ser um desses nomes. Talvez, PERAMBULANDO por aí, você possa ter cruzado com o artista nascido na Ceilândia, que ainda vive e trabalha em Brasília. Mas pode ser que mesmo assim o grande público ainda não saiba o quanto o moço tá bombando mundo afora pelas suas obras que são polêmicas, questionadoras e incômodas por jogar no ventilador e espalhar por todos os cantos o não reconhecimento da raça negra na formação da sociedade brasileira, sempre relegada a um lugar de desprezo. Esse resgate de dignidade atribuiu grande valor ao seu trabalho, que há um tempo já atingiu a cifra acima de um milhão de reais (por obra). Sua arte já foi exposta ou fazem parte de coleções de relevo em Amsterdam, Paris, New York, México, Rio de Janeiro, São Paulo entre outros hot spots. O sucesso é tamanho, que François Pinault, (empreendedor bilionário francês, fundador da empresa de investimentos Artémis e do grupo de luxo Kering – que detém marcas como Saint Laurent, Alexander McQueen e Gucci) tem uma obra de Obá em seu acervo. É indiscutível o quão longe chegou e ainda poderá chegar esse filho de uma dona de casa e de um entregador de gás, até mesmo porque, Obá completa 40 anos de idade em 2023, onde 20 deles foi trilhando seu caminho nas artes plásticas e outros tantos ensinando educação artística e processos criativos como professor no Centro Educacional 15 de Ceilândia, e no Centro de Desenvolvimento de Potencial Criativo (CRIAR), para crianças e adultos em Taguatinga. Hoje, faz parte da elite da arte contemporânea brasileira representada pela Mendes Wood DM, galeria de São Paulo com filiais em New York e Bruxelas. Leigo ou fã, o melhor dessa notícia chega agora para você: nesta semana teve lançamento do livro Antonio Obá (Editora Cobogó), na Livraria da Travessa, localizada no Casapark.  Com textos das curadoras Diana Campbell e Diane Lima, a edição reúne pinturas, objetos e performances criadas pelo artista que investiga as contradições na construção do Brasil, refletindo sobre a ideia de uma identidade nacional a partir do tensionamentoda memória racial, histórica e política do país. Perturbando arquétipos e padrões impostos pela sociedade, suas obras tiram o corpo negro de um lugar de vergonha e exploração para, em suas próprias palavras, “recuperar, reconfigurar e narrar imagens que podem resgatar a dignidade de um corpo que foi historicamente negado, marginalizado, comercializado, distorcido e apagado.” Este colunista esteve presente ao lançamento, ao lado de inúmeros convidados. Era tanta gente reunida no local na última terça-feira (25), que só a fila de autógrafos durava cerca de duas horas. O que posso ressaltar ainda é que o livro é nota mil, e você pode conferir um pouco dessa noite neste vídeo. Para quem se interessar em adquirir a obra, deixo ainda três opções de compra: os sites da Editora Cobogó; da Livraria Travessa; e do Shopping Casapark. Pesquisou, achou e arrematou essa belíssima obra de arte. Por fim, uma última dica para quem estiver PERAMBULANDO por São Paulo até o dia 18 de fevereiro por São Paulo, Antonio Obá está em cartaz com a exposição Revoada na Pina Contemporãnea, a nova galeria da Pinacoteca de São Paulo. Imagens: Divulgação

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Zezé Motta: “Não tenho arrependimento, tudo é aprendizado”

Mulher, negra e potente. Assim é a atriz e cantora que estreia terceira de programa que enaltece mulheres negras A multiartista Zezé Motta estreou a terceira temporada do “Especial Mulher Negra 2023” no canal E! Entertainment. O programa foi exibido para homenagear  o Dia da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha. Gravado no Santa Teresa Hotel RJ – MGallery, a atração contou com performance da Iza, cantando “Meu Talismã”. O especial também trouxe personalidades  da arte e do ativismo negro, como Elisa Lucinda, Taís Araújo, Dandara Mariana, Clara Moneke, Luedji Luna, Liniker a Ministra da Cultura Margareth Menezes, jornalista e apresentadora Maju Coutinho e Sônia Guimarães, primeira mulher negra brasileira doutora em Física e a primeira a lecionar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em depoimentos.  Desde sua primeira edição em 2020, o “Especial Mulher Negra” tem ganhado notoriedade e o apoio de grandes nomes do cenário artístico e ativista, e a presença marcante de Zezé Motta nesta terceira temporada reforça a importância da representatividade e da valorização da cultura negra. Zezé nos deu a honra de uma pequena entrevista. Confira: Você inspira mulheres diariamente com suas ações e palavras. Essa mulher empoderada sempre teve espaço dentro das suas expectativas de vida? Acredito que sempre teve espaço, porém foi uma construção. Tudo que passei nesses quase 80 anos de vida e 55 de carreira, me tornaram a mulher que sou hoje, cada dificuldade e vitória, costumo dizer que não tenho arrependimentos, tudo é aprendizado. Cantar e atuar estão muito lado a lado. Alguma dessas duas funções, que você assumiu com maestria, é mais fácil? Eu amo cantar e atuar, faço ambos até hoje, é uma união que dá certo para mim, acredito que tudo que fazemos com amor flui para nós, não posso escolher um só (risos). O que a Zezé Motta cantora tem a dizer a quem quer ter uma carreira e trajetória de sucesso como a que Zezé Motta mulher conquistou?! Seja firme em suas decisões, acredite no seu potencial e em seus valores e acho que o mais importante, não leve nada para o lado pessoal. Fotos: Miguel Sá/Divulgação/Reprodução Web

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No MAB: Salvador Aversa – Obras de um colecionador

Em justa homenagem, neto remonta história do avô através de coleção recheada de ícones da arte brasileira A família Aversa é ligada pela paixão às artes plásticas. Paulino é pai, artista prolífico de Brasília que você já deve ter ouvido falar. Afinal, foi ele quem pintou aquelas Kombis que a gente vê “jogadas” no gramado atrás da UnB, quando passamos pelo setor de clubes norte.  Salvador foi o avô, colecionador inveterado, que adquiriu obras de grandes nomes como Rubem Valentim, Ismael Nery, Carlos Scliar, Di Cavalcanti, Inimá de Paula, Alberto Guignard, Tarsila do Amaral, entre outros. Antônio é o neto, jovem marchand e galerista, que trilha seu próprio caminho, demonstrando sinais de que honrará muito bem o sobrenome. Prova disso é a curadoria que acaba de fazer para a exposição “Salvador Aversa – Obras de um Colecionador”, que inaugura nessa quinta-feira (27), no Museu de Arte de Brasília – MAB, que reúne cerca de 60 obras que fazem ou já fizeram parte do acervo da família. Em forma de homenagem, a mostra revela que as escolhas do avô “passavam mais por um critério emocional do que pela valorização das obras. Ele comprava o que tocava seu coração”, afirmar o neto. “Acredito que o gosto dele pela pintura começou com os artistas mineiros que tão bem retratavam as paisagens de Minas Gerais, quando ele ainda era estudante”, completa. Em tempo, a exibição nos convida a percorrer o caminho das artes plásticas brasileira do século XX, sob o olhar de alguém que conviveu com artistas como Athos Bulcão e Burle Marx, dos quais se tornou amigo durante a construção da nova capital. O paulista Salvador, engenheiro civil formado em Minas Gerais, veio parar no Planalto Central respondendo um chamado do próprio Juscelino Kubistchek, em 1958. Aqui, Aversa foi presidente da Novacap em 1970, e foi quando conheceu Oscar Seraphico, grande galerista da época, que seu interesse pelo mundo das artes aumentou, passando a adquirir pinturas e peças incríveis e que agora ganham as paredes do MAB, nessa exposição que tem visitação gratuita, em cartaz durante os próximos 30 dias. Não perca! Serviço: “Salvador Aversa- Obras de um Colecionador” Onde: MAB- Museu de Arte de Brasília Quando: De 27 de julho a 27 de agosto, quarta a segunda-feira, das 10h às 19h Quanto: Entrada franca Classificação: livre Crédito fotográfico: Edgard César/Divulgação

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Walter Firmo palestra na galeria Olho de Águia

3ª edição do projeto Imagem Sem Fronteiras tem programação com grandes fotógrafos do Brasil e exterior   Atenção amantes da fotografia, nesta quinta-feira (27) acontece a primeira palestra do “Imagens Sem Fronteiras”, que contará com a presença de um dos maiores fotojornalistas brasileiros, Walter Firmo que estará dividindo histórias e um pouco da sua experiência, que já soma mais de seis décadas de carreira, recheada por retratos poderosos e suas imagens emblemáticas sobre a cultura afro-brasileira. Idealizado por Ivaldo Cavalcante, fundador do espaço Galeria Olho de Águia em Taguatinga, o projeto tem como principal objetivo contribuir para a disseminação da cultura fotográfica e incentivar a formação de profissionais e estudantes de Fotografia, Cinema e Jornalismo. As palestras serão realizadas, mensalmente, entre agosto e novembro, com entrada franca. Uma exposição, com 10 fotos de cada convidado, será montada na galeria e ficará aberta à visitação durante 30 dias. “Queremos dar uma oportunidade única para quem deseja conhecer o trabalho desses craques da fotografia em um bate-papo presencial e aberto ao público. E melhor ainda é poder levar esse projeto para além do Plano Piloto”, explica Ivaldo. E fiquem ligados na programação do local, além de Firmo, já estão confirmadas as presenças do brasileiro André Liohn, dos norte-americanos James Naschthey e Lynsey Adario e do sérvio Goran Tomasevic. Em comum esses quatro fotógrafos têm seus trabalhos reconhecidos por atuarem em zonas de guerra. Serviço: Palestra Walter Firmo no projeto “Imagem Sem Fronteiras” Onde: Espaço Cultural Galeria Olho de Águia, CNF 01, Edifício Praiamar, loja 12, Praça da CNF, Taguatinga Norte Quando: Dia 27 de julho, às 19 horas Quanto: Entrada franca Mais informações: @imagemsemfronteiras Crédito fotográfico: Walter Firmo/Divulgação

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Oppenheimer, filme para quem não gosta de conversinha no cinema

Mistura de drama com suspense dá o tom da nova obra do aclamado diretor Christopher Nolan que traz a vida do pai da bomba atômica Qual tipo de filme mais mexe com você? Para este colunista, com certeza, aqueles que mostram o lado mais escuro do ser humano. E aqui não estou falando de ficção científica, fantasia ou aventura com super-heróis e personagens de outros mundos. Estou falando do lado negro que cada um tem dentro de si e que, em determinados momentos da nossa história, se revela de modo minimamente vergonhoso, em episódios que questionamos o porquê daquilo tudo. E neste caso, estou me referindo à segunda grande guerra mundial. Taí um tema que me chama a atenção ao mesmo tempo que me emociona, onde o cinema encontra ali, uma fonte inesgotável de histórias para contar. Oppenheimer, que entra nesta quinta-feira (20) em cartaz nos cinemas brasileiros, é daqueles filmes para quem tem estômago forte. E já adianto que nenhuma morte aparece na tela. A firmeza que me refiro é relembrar um momento histórico inevitável, que mudou o mundo para sempre, com consequências catastróficas até hoje: a fabricação (e o lançamento) da bomba nuclear. Entregue a Chirstopher Nolan, criativo diretor que mistura elementos da arte cinematográfica ao formato blockbuster como ninguém, o filme traça o percurso de vida de J. Robert Oppenheimer, renomado físico que dirigiu o Projeto Manhattan e, por isso, considerado o pai do mortífero artefato. Reunindo alguns dos principais cientistas mundiais em um “acampamento” em Los Alamos (Novo México/EUA), a iniciativa envolveu algo em torno de 13 mil trabalhadores, a um custo de dois bilhões de dólares naquela época (1939 a 1945) deixando como questão (ética, vamos assim dizer), se de fato teria sido necessário lançar Little Boy e Fat Man sobre Hiroshima e Nagasaki, nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, matando um número próximo a 300 mil japoneses (vítimas do impacto e da radiação provocada nas duas cidades). Memória histórica resgatada, Oppenheimer é de fato um filme fantástico e, por mais perturbador que seja, na minha humilde opinião, deve ser visto sim pelo grande público. Mas, atenção, somente a galera que não fica de conversinha na sala de cinema (hábito que deveria ser repensado por quem o mantém), uma vez que a película é repleta de referências de todos os tipos; e porque a direção quase transforma esse drama em um filme de suspense, tamanha é a tensão criada pela sequência dos acontecimentos. Aliado a isso, a grandiosa interpretação do elenco, recheado por grandes estrelas e que tem Cillian Murphy no papel principal. Eu mesmo sou superfã do trabalho que ele faz encarnando o cruel Tommy Shelby em Peaky Blinders da Netflix. Entre outros destaques do grandioso elenco estão Emily Blunt como Katherine, como a esposa de Oppie; Matt Damon, na pele do General Leslie Groves Jr.; e Robert Downey Jr. (foto acima), que interpreta Lewis Strauss, membro da Comissão de Energia Atômica dos Estados Unidos. Ah! O filme é baseado no livro vencedor do Prêmio Pulitzer, “Prometeu Americano: O Triunfo e a Tragédia de J. Robert Oppenheimer”, de Kai Bird e Martin J. Sherwin (1927-2021). Com orçamento na casa dos US$ 100 milhões, Oppenheimer foi filmado em IMAX 65mm e 65mm em grande formato combinados, incluindo, pela primeira vez, seções de cinematografia analógica em preto e branco em IMAX. Um grande problema que a obra deve enfrentar, é que ela divide as luzes da ribalta de sua estreia com Barbie (Warner Bros.). Por isso mesmo, o filme da Universal Pictures vai depender muito do boca a boca para conseguir uma boa performance nas bilheterias, assim como outros filmes de Christopher Nolan (foto acima) já conseguiram. Tenet, Dunkirk, Interstellar, A Origem, e a trilogia O Cavaleiro das Trevas somam mais de US$ 5 bilhões em todo o mundo. Acredito que no quesito Oscar, Oppenheimer possa se dar melhor nessa briga, uma vez que o aclamado diretor já levou para casa 11 estatuetas, além de 36 indicações, incluindo duas de Melhor Filme. Se depender de mim, a indicação já está feita. Até mesmo porque, tem fotografia e trilha sonora fantásticas, mas acima de tudo, faz a gente voltar para casa pensando e muito sobre a vida e nossa participação na história que fica. E você, vai indicar também? Crédito: Universal/Divulgação

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Cor de rosa, mas está muito mais para “roxo soco na cara”!

Não espere sair com os pensamentos livres, leves e soltos, dando saltinhos do cinema, Barbie só parece estar de brincadeira no seu primeiro filme   Eu relutei muito, do ponto de vista pessoal, se iria assistir ao filme da Barbie que estreia nesta quinta-feira (20) em todo o país porque, naturalmente, sou avesso a tudo que chega dando um chute na porta com estardalhaço, fazendo o maior sucesso por onde passa, provocando aquele efeito manada, onde todo mundo não fala de outra coisa, a não ser tal assunto. Só para vocês terem ideia do tanto de birra que tenho disso, até hoje não li nada do Paulo Coelho, o autor brasileiro de maior sucesso de vendas que temos. Aqueles com mais idade lembram muito bem da febre que foi O Alquimista. Enfim, diferenças de contexto à parte, o fato de ser um profissional da comunicação totalmente inserido nesse mundo de marketing (digital), me convenceu de que virar as costas para este fenômeno, seria um pecado. E quer saber… ainda bem que fui conferir a película na cabine de imprensa (pois as sessões de pré e estreia, “Deusolivre”, muito cheias!). Mas, mesmo assim, a sala estava lotada de coleguinhas que, assim como eu , se divertiram para valer com as aventuras da boneca na imaginária Barbielândia versus Mundo Real, em um roteiro redondo, recheado por piadas inteligentes igual aos bons filmes de heróis que misturam aventura, ficção e pitadas de comédia na medida certa. É tanta coisa boa na direção de Greta Gerwig (que assina o roteiro com Noah Baumbach), que me sinto perdido ao tentar fazer uma lista de motivos para “convencer” você leitor a assistir esse que, antes de mais nada, não é um filme para criança. Fato! A garotada poderá se encantar, mas não vai entender metade desse manifesto feminista que esfrega na nossa cara a condição feminina no mundo patriarcal. Porém, está longe de ser panfletário, podem acreditar. Mas vai ter muito marmanjo voltando para casa com uma pulga atrás da orelha, um incômodo real e verdadeiro sobre como eles lidam com as mulheres no cotidiano. Sem querer trazer qualquer detalhe maior para evitar qualquer tipo de spoiler (uma vez que a Internet já está possuída tem um milhão de vídeos, entre eles o trailer oficial de Barbie), foi muito legal ver que os detalhes fazem uma enorme diferença no filme e que vão te cativar já nos primeiros minutos, como os trejeitos de se movimentar como uma boneca, por exemplo. Digo isso também porque a cena inicial, mesmo que metafórica, dá a dimensão exata da revolução que foi o lançamento dessa boneca pela Mattel no ano de 1959. Inclusive, a empresa de brinquedos americana meio que faz um mea-culpa sobre a imagem perfeccionista de que seu produto de maior sucesso possa ter causado em meninas de diversas gerações ao longo de suas vidas, e agora parece querer se reinventar com os inúmeros questionamentos de status quo que traz ao longo de duas horas de projeção. Até piadinhas de “si própria” rolam na tela e você vai rolar de tanto rir. Sim, serei mais um a afirmar que a escolha de Margot Robin para viver a personagem principal foi simplesmente ideal. Sim, ela é linda, sim ela é perfeita e sim, ela é uma das melhores atrizes da atualidade. Eu torci bastante para que ela ganhasse o Oscar quando foi indicada por “Eu, Tonya“, em 2018, mas como sempre, Hollywood e seus mistérios. Anyway… voltando ao elenco, ele é recheado de talentos, entre eles Ryan Gosling (“La La Land – Cantando Estações”) como um dos inúmeros Ken, Will Ferrell (“O Âncora: A Lenda de Ron Burgundy”) Helen Mirren (“A Rainha”), Emma Mackey e Connor Swindells (ambos de “Sex Education”), Michael Cera (“Juno”) e até a cantora Dua Lipa. Eu poderia continuar escrevendo por horas nessa produção da Mattel, Heyday Films, LuckyChap Entertainment distribuída mundialmente pela Warner Bros. Pictures sobre essa sessentona que considero quase como uma “amiga”. Afinal, cinquentão que sou, tive tantas amigas que tiveram a Barbie como boneca preferida que, em alguns momentos da minha infância, eu posso ter sentido vontade de propor aquela proposta: “Troca pelo meu Falcon só um pouquinho, vai?”. Mas finalizando essa coluna, quero dizer ainda que o figurino é mesmo fantástico! E se você for assistir a esse filme, saiba que será diversão na certa, independente do seu forte teor feminista. Mas é um feminismo que seduz, que faz rir, e faz chorar (sim, várias vezes meus olhos encheram de lágrimas, mas sou desses, que até comercial de margarina me provoca lágrimas). O fato é que, como eu disse no título, é um “soco na cara” de realidade travestida de fantasia. E ainda bem que roxo combina com a enorme paleta de tons do cor de rosa. Boa diversão!   Imagens: Warner Bros. Pictures e Mattel / Divulgação

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Que tal uma visita pela “Toda sombra é um pouco de luz”?

Olha aquela dica esperta que todo mundo gosta! Na próxima quinta-feira, dia 20 de julho, exatamente às 18h, o artista visual José Roberto Bassul estará conduzindo uma visita guiada pela mostra “Toda sombra é um pouco de luz”, que está em cartaz na Referência Galeria. O legal é que como a expo vai somente até o próximo sábado (22), essa se torna uma oportunidade para conhecer as obras e seu autor ao mesmo tempo. Produzida entre 2020 e 2023, a exposição tem curadoria de Eder Chiodetto e reúne as séries “Urbe” e “O sol só vem depois”, em que Bassul dá continuidade à sua pesquisa fotográfica sobre a cidade, a presença humana e seus dilemas, como a ocupação dos espaços urbanos, a sociedade do consumo e o abandono e o desencanto. Vale lembrar que, para quem não puder ir à visita guiada de “Toda sombra é um pouco de luz”, o horário de funcionamento da Referência (que fica no Bloco B da 202 Norte) é de segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábado, das 10h às 15h. E o melhor, a entrada é gratuita e livre para todos os públicos. Aproveita e anota aí os contatos para mais informações: (61) 98162-3111 e @referenciagaleria.   Foto: Divulgação

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Memória: um convite para conhecer a história de BSB

Programa Educativo abre sua agenda para visitas orientadas gratuitas para alunos do DF no Museu Vivo da Memória Candanga   Olha só que bacana essa ideia que bota a garotada PERAMBULANDO + Aprendendo ao mesmo tempo que desvenda as histórias que o Museu Vivo da Memória Candanga abriga com tanto carinho e dedicação. É que o Programa Educativo Memória Candanga já está com sua agenda para visitas mediadas abertas. Como as férias de meio de ano vão acabar em breve, os gestores de escolas públicas e privadas do Distrito Federal já podem ir se adiantando para garantir uma vaga.   A ação é realizada pelo Núcleo de Arte do Centro-Oeste (NACO) tem como objetivo estimular a sensibilização, a formação de público, a produção, bem como a difusão da história da construção da “nova capital”, resgatando sua memória e de seu contexto cultural, por meio de atividades pedagógicas inclusivas que envolvam a mediação do conjunto arquitetônico e acervo, exposições, oficinas e ações. “Memória Candanga é um projeto lindo. Nenhum museu local tem um espaço com um Programa Educativo como este e com uma equipe tão competente. Valeu a pena o esforço para emplacar a ação no Fundo de Apoio à Cultura do DF”. Celebra Eliane Falcão, gerente do Museu Vivo da Memória Candanga, lugar que preserva e valoriza a história e a cultura dos trabalhadores que construíram Brasília, a capital do Brasil, os famosos “candangos”.   Vale destacar ainda que o museu se localiza nas antigas instalações do Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira, o primeiro hospital do Distrito Federal, que atendia os operários vindos de várias partes do país para cá.   Já o projeto Memória Candanga acontece graças a recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e apoio do Museu Vivo da Memória Candanga – (MVMC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (SECEC/DF) e Governo do Distrito Federal (GDF). Já as solicitações de agendamentos, elas podem ser efetuadas clicando neste link. Serviço: Programa Educativo Memória Candanga Onde: Museu Vivo da Memória Candanga, Lote D – Setor Juscelino Kubitschek, Núcleo Bandeirante Quando: de segunda-feira a sábado, das 9h às 17h Agendamentos: clique aqui Mais informações: (61) 98102-6117 / @naco.arte   Fotos: Tatiana Terra / Divulgação

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Bob Zoom e seu tobogã desembarcam nas férias do Conjunto Nacional

Gratuita, atração estará disponível de até o final do mês na Praça Central do shopping A atração do Bob Zoom, com a formiguinha azul mais divertida e curiosa dos clipes musicais infantis foi pensada para divertir a criançada no mês das férias escolares. A participação é gratuita e irá funcionar com ingressos disponibilizados no aplicativo do Conjunto Nacional. Cada turma terá a capacidade máxima de 20 crianças e o circuito terá duração de 20 minutos. O personagem Bob Zoom utiliza a criatividade para entreter e ensinar as crianças por meio de histórias que despertam a curiosidade e a imaginação. A cenografia que compõe a atração é repleta de elementos do universo do personagem e sua turma: Zig e Zag, Alex, Eva e Lola, como por exemplo, o boneco Bob Zoom em 3D, a folha giratória, a piscina de espumas, jogo da memória e a mesinha de atividades. O ambiente ainda evidencia um belo pórtico e cogumelos instagramáveis. Com presença entre as maiores animações infantis do Brasil, Bob Zoom já conta com mais de 3,8 bilhões de visualizações no YouTube e 1 milhão de fãs no Facebook. Quer ir? Tobogã do Bob Zoom no Conjunto Nacional, de 7 a 31 de julho de 2023, na Praça Central do Conjunto Nacional. Segunda a sexta: das 13h às 22h; Sábado: das 9h às 22h; Domingo: das 14h às 20h. Ingressos: disponíveis gratuitamente no aplicativo do Conjunto Nacional. Turmas com capacidade máxima de 20 crianças e circuito com duração de 20 minutos. *Verificar classificação indicativa e regras de uso de cada brinquedo. Fotos: Divulgação

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Circo, balé e artes plásticas: confira três dicas culturais imperdíveis

Em meio à cena cultural fervilhante da capital federal, elegemos sugestões para tirar você de casa neste fim de semana   Quero começar este texto fazendo um alerta: isso não é uma agenda cultural, muito pelo contrário, são dicas selecionadas que este colunista aposta como diversão garantida para você sair PERAMBULANDO sozinho, a dois ou em bando mesmo com a família e amigos pelo mundo das artes em cartaz na nossa querida capital, neste fim de semana. E a primeira delas é o espetáculo Mundo Jurássico, que o Circo Internacional da China está trazendo para Brasília, no próximo sábado (08), lá no Centro de Convenções Ulysses, em duas sessões: a primeira às 15h, e a segunda às 18h. Os ingressos estão à venda nas Óticas Diniz e no site Furando a Fila. Já os preços começam a partir de R$ 70 e vão até R$ 1 mil. O espetáculo está encantando a todos por onde vem passando. Com 45 habilidosos acrobatas, dançarinos e contorcionistas em cena, a apresentação está dividida em cinco atos, onde adrenalina e beleza se misturam em movimentos, figurinos, maquiagens e cenário de outro mundo; unindo modernidade e tradição em meio a um enredo mágico. Mais informações pelo whatsapp (61) 98142-1990. Imperdível!   Não sei se vocês estão se lembrando, mas em maio saiu aqui no site uma matéria sobre a apresentação do Ballet de ST. Petersburg, que chega à capital federal encenando O Lago dos Cisnes, um clássico universal. Pois bem, esse dia chegou, é nessa sexta-feira (07), a partir das 21h, no Centro de Convenções Ulysses. Fica o lembrete de que ainda tem ingressos disponíveis no site Bilheteria Digital. Esta é uma oportunidade única para os amantes dessa expressão artística, uma vez que 30 bailarinos de uma das melhores companhias de dança do mundo, com 280 anos de estrada, estarão executando técnicas e movimentos impecáveis, recheados de emoção e elegância. A história é um clássico criado no século XIX, onde os temas eternos do amor e do encantamento, do bem e do mal, são protagonistas. Mais informações pelo (61) 98141-1990 e a classificação Indicativa é para maiores de 12 anos.   E para quem ainda não visitou a exposição gratuita Nhe´ ẽ Se, lá na Caixa Cultural Brasília, corre que ainda dá tempo, pois ela está encerrando sua temporada local gratuita no próximo domingo (9). Reunindo o trabalho de 12 artistas indígenas originários de diferentes territórios brasileiros (Aislan Pankararu; Ajú Paraguassu; Arissana Pataxó; Déba Tacana; Edgar Kanaykõ Xakriaba; Glicéria Tupinambá; Lilly Baniwa; Merremii Karão Jaguaribaras; Paulo Desana; Tamikuã Txihi; Úyra Sodoma; e Xadalu Tupã Jekupé), a mostra propõe um mergulho no universo indígena, a partir da narrativa particular de cada um dos participantes. Por meio de pinturas, fotografias, instalações, vídeos e textos, a exibição, que tem curadoria de duas mulheres indígenas – Sandra Benites e Sallisa Rosa, provoca e convida o olhar do público a diálogos com diferentes etnias, territórios, expressões culturais e inquietações. A visitação é entre 9h e 21h, aberta para o público de todas as idades. Bom passeio a todes que forem PERAMBULAR pelo mundo das artes!   Fotos: Divulgação

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