Marco Nanini em Traidor na CAIXA Cultural

Escrito e dirigido por Gerald Thomas, especialmente para o ator, a obra transita entre a tragédia e o humor, o otimismo e o pessimismo Há 19 anos, estreava ‘Um Circo de Rins e Fígados’, montagem que reuniu pela primeira vez os talentos de Marco Nanini e Gerald Thomas. O trabalho rendeu uma bem-sucedida trajetória, com direito aos principais prêmios da época e diversas temporadas. Quase duas décadas depois, o encontro desses dois ícones do teatro brasileiro resultou em mais um espetáculo: ‘TRAIDOR’, que estreou em São Paulo com uma temporada de lotação máxima, feito que se repetiu em toda a turnê. Após todo esse imenso sucesso, TRAIDOR vem a Brasília para temporada de 10 sessões no Teatro da CAIXA Cultural, entre 3 e 13 de abril. Produzido por Fernando Libonati, o trabalho foi criado ao longo de 2023, a partir de uma intensa troca de mensagens entre o trio Nanini, Gerald e Libonati. Entre as estreias de ‘Um Circo de Rins e Fígados’ e ‘TRAIDOR’, o mundo sofreu transformações irreversíveis, como o trauma pós-pandêmico, a incontornável revolução digital, com o virtual substituindo o mundo real, e a ruptura democrática sofrida em diversas escalas mundo afora. O texto da atual peça foi criado sob influência deste caldeirão contemporâneo, no estilo que consagrou Gerald Thomas. E o ponto de partida foi justamente o espetáculo anterior, que é retomado em algumas cenas, ainda que todo o mote agora seja outro. Desta vez, Nanini está isolado em uma ilha, é acusado de algo que ele não cometeu e dialoga com a própria consciência, com seus fantasmas e suas reflexões sobre o passado, o presente e o futuro, materializadas no elenco formado por Hugo Lobo, Ricardo Oliveira, Romulo Weber e Wallace Lau. É como se toda a ação se passasse dentro de sua cabeça: ‘Se houvesse um cruzamento entre Kafka e Shakespeare, então esse seria ‘TRAIDOR’, uma espécie de híbrido entre o Joseph K, de ‘O Processo’, e Próspero, de ‘A Tempestade’, cuja mente renascentista olha para o futuro da civilização, perdoa seus detratores e os absolve’, resume o diretor. A montagem traz a concepção visual do próprio Gerald Thomas, com figurinos de Antonio Guedes, iluminação de Wagner Pinto e a cenografia de Fernando Passetti. ‘TRAIDOR’ marca ainda a volta de Nanini ao teatro, depois da pandemia e um período em que emendou trabalhos no audiovisual. Reconhecido pela meticulosa construção de cada personagem e o apreço pelos ensaios, Nanini reconhece que o teatro segue sendo um oxigênio vital e indispensável, o que é reiterado por Gerald: “Nanini é o ator mais intenso que conheço. Digo isso como diretor, mas também como autor. Como eu dirijo em pé, a um metro de distância dele, ouço cada respiração. Chego no hotel e continuo ouvindo a sua voz. Volto a ler o texto, faço a revisão e a voz. A voz do Nanini. Lá está, a voz. Cada respiração dele. Que prazer é, mesmo que só de 18 em 18 anos, escrever pra ele e dirigi-lo, ter Marco Nanini pela frente é tudo”, celebra o diretor. Vamos ao teatro? Traidor com Marco Nanini / CAIXA Cultural Brasília – SBS Quadra 4 Lotes 3/4 / 3 a 13 de abril de 2025 – quintas e sextas – 20h, sábados – 17h e 20h, domingos – 19h / Sessões de sexta-feira, 4 e 11/4 – tradução em Libras / R$ 15 (meia para clientes CAIXA e casos previstos em lei) / Compre no site da CAIXA Cultural ou na Bilheteria https://bilheteriacultural.com.br/ / 55 minutos / 16 anos / Siga @caixaculturalbrasilia Fotos: Divulgação

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Quer saber onde vai ser a CASACOR 2025?

Apresentação do masterplan da edição de 33 anos da mostra no Museu Nacional da República revela novo local, novidades com happening festivo   A CASACOR Brasília completa 33 anos em 2025 com novidades e em novo local. Depois de três edições na Arena BRB do Estádio Mané Garrincha, este ano a Casa do Candango será o novo palco da mostra com realização prevista para o período de 13 de agosto a 12 de outubro. Serão 47 ambientes inspirados no tema “Semear Sonhos”. A apresentação do masterplan aconteceu nesta quarta-feira, 26, com brunch para diversos convidados no Museu Nacional da República. As empresárias à frente da CASACOR Brasília, Eliane Martins, Moema Leão e Sheila Podestá revelaram o universo proposto por “Semear Sonhos“. O tema desta edição fundamenta-se em três eixos: sonhos coletivos, ecossistemas em cooperação e confluência de saberes. O primeiro eixo é um convite à reflexão sobre a capacidade de sonhar coletivamente e criar um futuro sustentável, que guie as ações humanas com harmonia e colaboração com a natureza. O segundo pilar destaca a integração entre o urbano e o natural, promovendo cidades como ecossistemas vivos que desafiam a separação entre o ambiente construído e a natureza. A proposta é criar cidades que funcionem como florestas. Já o terceiro eixo enfatiza a colaboração entre diversas disciplinas e culturas. A transdisciplinaridade é apresentada como essencial para desenvolver soluções inovadoras e sustentáveis que conectem áreas como arquitetura, engenharia, biologia e ciências sociais. “A escolha da Casa do Candango, uma construção histórica, se conecta diretamente ao tema de 2025.  Após três edições na Arena BRB Mané Garrincha, essa mudança representa um reencontro com a natureza e um ambiente mais aberto, ampliando a experiência dos visitantes e profissionais”, destacou Eliane Martins. “O local, que carrega a memória dos trabalhadores que ergueram Brasília, terá um de seus prédios revitalizado pelo evento, garantindo um novo uso para o espaço após a mostra”, completou Moema Leão. Já para Sheila de Podestá, “a CASACOR Brasília reafirma com a edição na Casa do Candango, o seu compromisso com a valorização da cultura, da memória e do desenvolvimento sustentável”. Para a presidente da Casa do Candango, Margarida Kalil, a realização da mostra deste ano no espaço é a concretização de um desejo antigo, a revitalização de um prédio histórico que foi relevante à cidade. “Um sonho que se concretizou. Não poderíamos estar mais felizes de voltar a receber nessa construção um espaço para desenvolvimento de projetos e oficinas à comunidade”. Lucas Caramés e Victor Grimaldi, respectivamente presidente e vice-presidente da Associação de Designers de Produto do Distrito Federal (ADEPRO) observaram a importância da CASACOR Brasília para o mercado do design brasiliense. “É um vitrine para para as criações brasilienses que já ganhou importância internacional, tal a criatividade e qualidade do produto”, destacaram que também estará entregando um prêmio ao profissional que melhor usar produtos brasilienses em seu projeto. Este jornalista esteve presente ao lançamento e, claro, fez um Reels bem modernex e exclusivo para você que acompanha a Coluna #PERAMBULANDO. Clique aqui e assista já! De quebra, veja mais alguns cliques do fotógrafo César Rebouças do alguns dos vários presentes ao evento: Fotos: César Rebouças / Capa: Gilberto Evangelista

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Encontro da arte com o design

Hoje, a Coluna #PERAMBULANDO destaca uma experiência interessante, que pode servir de exemplo de relacionamento para empresários em geral. O Casapark Prime tem, como parte de seu projeto, a realização de visitas culturais a diferentes espaços de cultura, design, arquitetura e bem-estar. Na última quinta-feira (20), cerca de 60 arquitetos e designers de interiores, membros do programa de relacionamento do Casapark, visitaram a exposição “A História que o Brasil Não Conta”, do artista plástico Vinícios Vaz, em cartaz na Mercato Galeria. Pertencente à etnia Pataxó, Vaz produziu pinturas em grandes e médios formatos que celebram personagens e narrativas pouco exploradas na história oficial do Brasil, tudo isso a partir de uma referência à arte sacra. Durante o evento, Carol Valença, gerente de marketing do Casapark, ressaltou a qualidade do galerista Antonio Aversa, que abriu as portas da Mercato para o grupo. Aversa, que também é colecionador de arte e mobiliário, destacou o quanto é interessante e natural receber esse público na galeria, especialmente por estar situada em um local tão icônico e querido pelos brasilienses: o Edifício Eldorado, no Setor de Diversões Sul. “Esse tipo de visita é muito importante para a galeria, porque nos permite mostrar um pouco da cultura local e do trabalho dos artistas contemporâneos que representamos, enriquecendo culturalmente todos os profissionais envolvidos”, avaliou Antonio. Ele apresentou a exposição em cartaz e também o acervo da galeria, que reúne obras de arte produzidas no Brasil desde os anos 1950 até os dias atuais. Entre os artistas representados estão Rubem Valentim, Pitágoras Lopes, Fernando Luchesi, Júlio Cesar Lopes, Chico da Silva e Cícero Dias. Aproveite e confira alguns registros da visita pelos cliques de César Rebouças:

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Da botica ao império do bem-estar

30Exposição da Granado no SESI Lab entra na reta final, mas ainda dá tempo para você fazer descobertas dessa empresa que exala Brasil pelos poros   Se você ainda não visitou a exposição “Design e Indústria – A História da Tradicional Botica Granado“, essa é a sua chance! Em cartaz no SESI Lab, a mostra está em seus últimos dias, encerrando sua temporada em Brasília no dia 30 de março. Então aproveita essa dica da Coluna #PERAMBULANDO para revisitar a trajetória dessa icônica marca brasileira que é a Granado. Certeza que todo mundo vai se encantar com essa montagem belíssima, repleta de história e curiosidades. Com mais de 300 itens, a exposição – que já foi vista até então por mais de 30 mil pessoas na capital federal – convida o visitante a mergulhar na evolução da Granado, que há mais de 150 anos inova no setor de cosméticos e medicamentos. Rótulos, embalagens, propagandas antigas e produtos icônicos ajudam a contar como a botica cresceu e se tornou um símbolo de qualidade e pioneirismo, desde o famoso Polvilho Antisséptico, de 1903, até os luxuosos sabonetes glicerinados que conquistam gerações. A mostra também revela a influência da Granado no desenvolvimento da indústria farmacêutica nacional 4230e seu compromisso com a sustentabilidade, por meio do uso de extratos vegetais nativos, embalagens recicláveis e práticas livres de testes em animais. Além do conteúdo histórico e informativo, a montagem da exposição é um espetáculo à parte: interativa, bem cuidada e pensada para proporcionar uma experiência imersiva e nostálgica. Para os apaixonados por design, beleza e tradição, é um convite irresistível. Então corre, pois ainda dá tempo de explorar essa viagem no tempo de descobrir como a Granado ajudou a construir parte da identidade cultural do Brasil. A visitação é gratuita e acontece no SESI Lab, ao lado da Rodoviária do Plano Piloto. Spoiler: todo visitante pode levar para casa um brinde de recordação bem bacana, além de poder mandar de presente para pessoas queridas mundo afora. Quer saber qual é o mimo? Clique aqui e descubra já assistindo ao vídeo que este colunista fez em sua visita! Sinta a essência do Brasil! “Design e Indústria – A História da Tradicional Botica Granado” / SESI Lab, ao lado da rodoviária do Plano Piloto, Brasília-DF / Até 30 de março de 2025 – terça a sexta-feira – 9h às 18h; sábado, domingo e feriados – 10h às 19h / Siga @sesi.lab e @granado Fotos: Reprodução / Instagram  

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A força do teatro negro feminino

Em cartaz neste final de semana, duas produções teatrais, protagonizadas por mulheres, destacam a importância da memória ancestral, enquanto promovem a inclusão e a diversidade no cenário artístico   Em Brasília, o teatro negro floresce como um espaço celebração da cultura afro-brasileira. Duas produções recentes, Baraúna Boi Valente e Joana, exemplificam essa expressão artística, que não apenas conta histórias, mas também resgata memórias, desafia estereótipos e fortalece a identidade de um povo. Ambas as obras, idealizadas e protagonizadas por mulheres, destacam a força feminina e a importância da preservação de tradições. Baraúna Boi Valente (foto de capa), idealizado e interpretado pela atriz Aline Marcimiano, sob a direção de Hugo Rodrigues, é uma narrativa épica que mergulha nas raízes da cultura popular brasileira. A história de Baraúna, uma força ancestral feminina, é um chamado à celebração da vida, da cultura e da resistência. A personagem atravessa o tempo e o espaço, testemunha as dores da escravidão, lidera rebeliões e celebra a autonomia feminina. A obra, dividida em sete atos, é uma jornada mítica que resgata saberes ancestrais e vinga a violência contra mulheres negras. Com uma linguagem poética e imagética, Baraúna Boi Valente convida o público a refletir sobre a importância de preservar as tradições e honrar as memórias que nos constituem. As sessões de estreia são dia 21 de março, no Complexo Cultural da Samambaia, às 20h, e 22, sábado, no Salão da Administração do Riacho Fundo I, também às 20h. Já Joana, do Grupo Embaraça, revive a emblemática figura de Joana d’Arc em um contexto contemporâneo, onde a intolerância e o esquecimento são as fogueiras a serem enfrentadas. Com direção de Fernanda Jacob e atuação de Tuanny Araujo, a peça usa a força das palavras e da imaginação como escudo contra a opressão. A personagem, interpretada por Tuanny, desafia as convenções sociais e mesmo em um cenário de ruínas, acredita na construção de um mundo novo através da força dos livros. A obra, que estreou em novembro do ano passado, retorna desta vez no palco do SESC Estação 504 Sul nos dias 21, 22 e 23 de março. Ambas as produções são exemplos do poder transformador do teatro negro, que não apenas entretém, mas também educa, inspira e empodera. A idealização e atuação feminina em Baraúna Boi Valente e Joana destacam o papel central das mulheres negras na preservação e renovação da cultura afro-brasileira. Aline Marcimiano e Tuanny Araujo, cada uma à sua maneira, encarnam personagens que desafiam o status quo e reafirmam a importância da memória coletiva e da resistência cultural. Além das peças, o Seminário de Dramaturgia e Teatro Negro, promovido pelo Grupo Embaraça, reforça o compromisso com a formação e o incentivo à produção teatral negra. Com a participação de figuras renomadas como Cristiane Sobral e Meimei Bastos, o seminário busca impulsionar novas criações cênicas e fortalecer a presença de artistas negros no cenário cultural brasileiro. Em um momento em que a luta por representatividade e igualdade ganha cada vez mais força, o teatro negro em Brasília se consolida como um espaço de resistência e celebração. Através de obras como Baraúna Boi Valente e Joana, e iniciativas como o Seminário de Dramaturgia, a cultura afro-brasileira é não apenas preservada, mas também reinventada, garantindo que suas raízes continuem a florescer e inspirar as gerações futuras. Serviços: Espetáculo Baraúna Boi Valente Onde e Quando: Complexo Cultural da Samambaia: 21 de março, às 20h / Salão da Administração do Riacho Fundo 1: 22 de março, às 20h Quanto: Entrada franca, mediante retirada de ingresso em https://linktr.ee/raizesdoencanto Classificação indicativa: não recomendado para menores de 10 anos Observações: As sessões terão acessibilidade física, intérprete de Libras e audiodescrição. Este projeto é realizado com fomento da Lei Paulo Gustavo do Distrito Federal Mais informações: https://www.instagram.com/raizesdoencanto/ Espetáculo Joana Onde: SESC Estação 504 Sul Quando: sexta e sábado, 21 e 22/3, às 20h, e domingo, 23, às 19h Quanto: R$ 20 (meia-entrada), no Sympla Classificação indicativa: não recomendado para menores de 14 anos Observações: Duração de 1h10 / Temporada realizada com fomento do edital Funarte Retomada Mais informações: https://www.instagram.com/grupoembaraca/   Seminário: Dramaturgia e Teatro Negro Onde: SESC Estação 504 Sul Quando: terça-feira, 25/3, das 19h às 21h Quanto: entrada gratuita Classificação indicativa: não recomendado para menores de 14 anos Observações: seminário realizado com fomento da Lei Paulo Gustavo do Distrito Federal   Fotos: Divulgação

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“Padrões Vibratórios”

A imersão sensível de Rogério Roseo se traduz em telas instigantes que já podem ser vistas gratuitamente no Espaço Oscar Niemeyer   Na noite da última quinta-feira (13), cerca de 200 convidados se reuniram no Espaço Oscar Niemeyer para prestigiar a abertura da exposição “Padrões Vibratórios”, primeira mostra individual do artista visual Rogério Roseo. O evento reuniu jornalistas, influenciadores, críticos de arte e amigos, que se encantaram com a potência das obras e com a sensibilidade do artista, consolidando sua estreia no circuito das artes plásticas da capital federal. A Coluna #PERAMBULANDO esteve por lá e te conta os highlights desse happening cultural.   Com curadoria de Rogério Carvalho, a exposição apresenta um conjunto de pinturas, desenhos, esculturas, vídeos e instalações que mergulham nas dinâmicas das relações humanas. Roseo reflete sobre os vínculos afetivos, os conflitos e as emoções que moldam nossa existência, criando um universo visual que convida o espectador à introspecção. “A arte é uma forma de se relacionar, seja com as próprias questões, seja com o outro. Criar é um processo de troca, de revelação”, afirma o artista.     Para o curador Rogério Carvalho, Roseo é uma das grandes promessas da arte contemporânea brasiliense. “Acompanho seu trabalho há quatro anos e vejo como sua pesquisa evoluiu de desenhos para pinturas e, agora, para uma linguagem ainda mais ampla. Suas obras são profundas, abordam a complexidade das relações humanas e nos convidam a um diálogo silencioso, porém intenso”, destaca. A abertura da exposição foi marcada por uma atmosfera sofisticada e acolhedora, com um coquetel assinado pelo JS Buffet e curadoria de mailing de Renata Foresti. Além disso, a pintura das paredes do espaço, em um tom de rosa claro, foi realizada com o apoio da Tintas Colibri, criando um ambiente que realça a experiência sensorial da mostra. “Padrões Vibratórios” segue aberta ao público até o dia 14 de abril, oferecendo uma oportunidade única para quem deseja vivenciar a arte como um espelho das conexões humanas. Confira abaixo alguns dos convidados que passaram por lá e foram clicados pelas lentes deste colunista/fotógrafo: Para os amantes de artes-plásticas“Padrões Vibratórios / Espaço Oscar Niemeyer – Praça dos Três Poderes Lote J – Brasília, DF / Até 14 de abril – Terça a sexta das 9h às 18h – Sábados, Domingos e Feriados – 9h às 17h / Gratuito / Livre Fotos: Gilberto Evangelista

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Helena Sofia: revolução intimista da MPB com “BRAVA!”

Novo álbum teve processo criativo em residência artística realizada em Palermo, na Sicília, em 2018, onde as ruas da cidade e os encontros casuais com pessoas se transformaram em melodias e letras A música sempre foi uma força que desafiou as certezas de Helena Sofia. Quando a artista paranaense chegou a um ponto de reflexão sobre sua carreira, quase decidindo deixá-la de lado, foi a própria música que a trouxe de volta ao palco. “BRAVA!”, seu novo álbum, não só é uma afirmação de sua trajetória, mas também um recomeço profundo e transformador. O processo criativo do álbum remonta a uma residência artística em Palermo, na Sicília, em 2018, onde as ruas da cidade e os encontros casuais com pessoas se transformaram em melodias e letras. “Pierre e Danielle, por exemplo, conta a história de duas pessoas que conheci durante a viagem. Siciliano, que abre o disco, foi inspirado por um simples momento de saborear o sumo de um limão”, revela Helena. A visão de que as experiências cotidianas se tornam universais por meio da arte transparece no som do álbum. Ao lado da diretora musical Erica Silva, Helena se lançou na busca pelo conceito de antropofagismo, de Mário de Andrade, misturando referências da cultura brasileira com elementos da música eletrônica e até do reggaeton. “BRAVA!” é um álbum maduro, mas sem perder a ousadia. Em comparação com seus trabalhos anteriores, como Desejo Canibal (2014) e Tormenta (2016), este novo projeto reflete uma artista mais leve, que busca maior liberdade dentro da MPB que ela mesma denominou como “Música Perturbada Brasileira”. A vontade de ser autêntica e verdadeira com suas raízes musicais persiste, mas agora, de maneira mais fluida, com menos exigência, em um processo mais introspectivo, mas ao mesmo tempo mais expansivo. “Às vezes, a melodia me diz qual palavra eu preciso buscar. É muito intuitivo” A trajetória de Helena Sofia como artista sempre foi independente, desde a criação de seu primeiro álbum até agora. A dificuldade em levantar fundos e a constante luta para alcançar o público são algumas das maiores pedras no caminho de um artista independente. “Mesmo com estúdio próprio, gravar não é barato. E a etapa mais desafiadora é a divulgação. Sem dinheiro, a gente não vai muito longe. É um trabalho de formiguinha”, afirma. No entanto, ela vê nessa independência a possibilidade de criar livremente, sem se prender às expectativas de gravadoras ou de tendências mercadológicas. Esse ethos de liberdade e autenticidade se reflete também em seu processo criativo. Para Helena, o segredo está na conexão imediata entre letra e melodia. “Às vezes, a melodia me diz qual palavra eu preciso buscar. É muito intuitivo”, diz ela, explicando como sua escrita musical flui com a mesma naturalidade das conversas mais sinceras. Entre as faixas mais pessoais do álbum, Brava se destaca. Escrita no dia da morte de sua avó, essa canção carrega um peso emocional profundo, refletindo a despedida com uma expressão italiana que a avó costumava usar, celebrando a bravura de quem partiu. “Brava” se tornou não só uma maneira de se despedir, mas também um dos maiores pontos de conexão com o público, sendo uma das faixas que mais toca seus ouvintes. O clipe de Siciliano, gravado em uma pedreira abandonada, também se destaca como uma experiência única de empoderamento feminino. “O matriarcado pode ser a solução para todos os problemas”, Helena brinca, lembrando das dificuldades enfrentadas pela equipe durante as gravações, que foram feitas sob condições adversas. Mas o mais importante foi o fato de que o clipe foi produzido exclusivamente por mulheres, desde a produção até a segurança, um feito significativo em um mundo artístico muitas vezes dominado por outras dinâmicas. Nas redes sociais, onde Helena se conecta diretamente com seus fãs, a artista se utiliza do Instagram e do WhatsApp para criar uma comunidade mais próxima e pessoal. “Tento usar o TikTok, mas acho que minha idade não permite, hahaha”, ela ri, demonstrando sua abordagem descontraída e real com seu público. Para ela, as redes sociais são essenciais para superar as barreiras impostas pela indústria, e o contato direto com os fãs tem sido fundamental no sucesso do seu trabalho. Além de sua referência a ícones da MPB, como Gilberto Gil, Milton Nascimento e Rita Lee, Helena também se inspira na ousadia de artistas como Madonna e nas vanguardas da música brasileira. Nomes como Itamar Assumpção e Arrigo Barnabé são pilares para sua música, e, quem sabe, um dia, Helena possa ver a sua carreira desafiada por uma colaboração com esses ícones. “Eu iria me divertir muito com a Fernanda Takai e o John Ulhoa, do Pato Fu, temos uma energia caótica parecida”, confessa. “Espero que as pessoas não passem ilesas. Que a música ressoe, faça elas sentir, lembrar, ou pensar sobre algo que ainda querem fazer.” À medida que BRAVA! continua a ser descoberto, Helena Sofia está de olho no futuro. O próximo passo? “Quero continuar divulgando BRAVA!, gravar mais clipes desse álbum e talvez regravar algumas músicas de Desejo Canibal em uma versão mais intimista e acústica”, planeja, com a mesma energia que a manteve viva como artista ao longo dos anos. A jornada de Helena Sofia, iniciada ainda na infância com o piano e os corais, não é só uma busca pelo som perfeito, mas por uma conexão real com a alma do ouvinte. Em suas palavras, “Espero que as pessoas não passem ilesas. Que a música ressoe, faça elas sentir, lembrar, ou pensar sobre algo que ainda querem fazer.” E, sem dúvida, Helena segue buscando, a cada canção, um lugar onde o público e ela possam se reconhecer. Veja mais sobre a cantora clicando aqui no @helenasofiaoficial Fotos: Ana Paula Málaga e Divulgação

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Tenha “Fé no Flow”

Murilo Gun está em Brasília neste fim de semana em espetáculo que mistura palestra, humor e música Com uma abordagem que mescla comédia, autoconhecimento e música ao vivo, o humorista e palestrante Murilo Gun apresenta seu novo espetáculo, “Fé no Flow”, ao público de Brasília, neste final de semana. Serão três apresentações na Sala Martins Pena, do Teatro Nacional Claudio Santoro – duas no sábado (15): a primeira às 18h30 (sessão extra) e outra às 21h. E uma sessão no domingo (16), às 20h30. Os ingressos estão entre R$ 90 e R$ 220 e você pode comprar clicando aqui! Sob a direção de Márcio Ballas, a montagem oferece uma experiência imersiva que vai além do stand-up tradicional e convida o público a explorar a relação entre ordem e caos e reflexão sobre a busca por uma vida mais alinhada e fluida, fazendo um convite para a criatividade e o autoconhecimento. “Fé no Flow é fruto de um experimento pessoal que desenvolvo, mesmo sem saber, há mais de 20 anos. Mas que, nos últimos anos, venho fazendo de forma intencional e buscando entender como podemos viver em harmonia com o fluxo da vida, abraçando tanto a ordem quanto o caos”, comenta Murilo Gun. Sobre Murilo Gun Foi um dos pioneiros da internet no Brasil, vencendo dois prêmios iBest (1997 e 1998). Em 1999, aos 16 anos, captou investimentos, fundou a start-up BIT e criou o “Peça Comida” (um “iFood” via pager e fax). Foi empresário de tecnologia do Porto Digital por 10 anos… Até que decidiu se reinventar! Foi um dos pioneiros da comédia stand-up no Brasil, com turnê nacional, lançou show no Netflix e apresentou programas no SBT, Multishow e Comedy Central… Até que decidiu se reinventar! Em 2014, morou durante três meses em um centro de pesquisas da NASA, no Vale do Silício, estudando futurismo na Singularity University. E na volta fundou a KEEP LEARNING SCHOOL – uma escola de cursos online de criatividade que teve 20 mil alunos pelo período de cinco anos… Até que decidiu se reinventar! Durante a pandemia, abriu todos os seus cursos gratuitamente chegando em 500 mil alunos, e entrou num período sabático de autoconhecimento e altoconhecimento. Nos últimos anos, vem se dedicando à palestras corporativas e retiros de liderança, conectando o mundo dos negócios com o universo sútil. Até que decidiu misturar toda a sua história de empresário, comediante, palestrante e aprendiz do sútil… e voltou ao teatro com a palestra espetáculo “Fé no Flow”.   Quem vai? “Fé no Flow” / Sala Martins Pena do Teatro Nacional de Brasília / 15 e 16 de março – sábado 18h30 e 21h, domingo  20h30 / R$ 90 a 220 na Bilheteria Digital / 12 anos / Siga @murilogun Fotos: Divulgação / Instagram

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Janelas abertas à cultura

Instituto Janelas da Arte promove cinco cursos gratuitos de capacitação na área de projetos culturais. Inscrições gratuitas estão abertas até o dia 21/03 Com a perspectiva de contribuir para qualificação de profissionais da cultura e economia criativa de pessoas residentes nas diversas regiões administrativas do DF, o Instituto Janelas da Arte, Cidadania e Sustentabilidade promove o projeto “Janelas Abertas”,  oferecendo cinco cursos gratuitos voltados para desenvolvimento de projetos:  Captação de Recursos, Elaboração de Projetos, Ferramentas de Comunicação para Projetos Culturais, Prestação de Contas e Roteirização de Podcast. O projeto surge em um momento muito importante para os mercados de cultura e economia criativa no Brasil, que estão crescendo e se transformando com o apoio das políticas públicas, das novas tecnologias e dos novos modelos de negócios. O projeto “Janelas Abertas” quer ajudar a formar profissionais qualificados para atuar nesse setor, oferecendo uma oportunidade para pessoas de diferentes regiões de Brasília. A prioridade de vagas será para pessoas de regiões mais carentes e de grupos em situação de vulnerabilidade, como pessoas negras, indígenas, mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e com deficiência. “O objetivo é preparar os participantes para atuar de forma sustentável na cultura, seja no setor público ou privado, ajudando-os a criar, promover e financiar seus próprios projetos culturais e que os cursos ofertados sejam o motor propulsor de fortalecimento e implementação de empreendimentos criativos”, comenta Lorena Oliveira, Diretora do projeto. As atividades ocorrerão no Espaço Cultural Renato Russo, um importante centro cultural de Brasília, que completou 50 anos, formando artistas e produtores culturais ao longo das últimas gerações. A escolha do espaço visa fortalecer ainda mais esse legado e ampliar o impacto da formação oferecida. Em tempo, vale destacar que o projeto “Janelas Abertas” conta realização do Ministério da Cultura e Instituto Janelas da Arte, e apoios do Beco da Coruja Produções, Espaço Cultural Renato Russo e Secretaria de Cultura do DF. Confira os cursos disponíveis: Captação de Recursos com Carol Lacombe, Mauka Cultura Neste curso, você vai aprender as estratégias para encontrar e garantir recursos para seus projetos culturais, explorando diferentes fontes de financiamento. Elaboração de Projetos com Rafael Reis, Instituto No Setor Este curso ensina como criar projetos culturais, do planejamento à execução, com dicas práticas para transformá-los em realidade. Ferramentas de Comunicação para Projetos Culturais com Jaqueline Dias, Tato Comunicação e Instituto Janelas da Arte Aqui você vai aprender como usar ferramentas de comunicação para divulgar seu projeto cultural e alcançar seu público de forma eficaz. Prestação de Contas com Ana Celina, Omorode Gestão de Projetos Um curso para quem quer aprender a organizar e apresentar as finanças de projetos culturais de maneira clara e profissional. Roteirização de Podcast com Pedro Vitor, Armário Cast Aprenda a criar roteiros para podcasts e a transformar suas ideias em conteúdos interessantes e bem estruturados. As inscrições são gratuitas e limitas e podem ser realizadas pelo link na bio do instagram @institutojanelasdaarte. Dúvidas e mais informações podem ser obtidas pelo email cursos@institutojanelas.com.br. Foto de Debashis RC Biswas na Unsplash

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