Antes do confete cair…

Vem ver essa curadoria de festas, blocos e encontros feita especialmente para você viver o pré-Carnaval de Brasília do jeito que só a cidade sabe fazer. Falta uma semaninha para o Carnaval bater à porta e, até lá, Brasília entrega um esquenta de respeito — daqueles que não deixam folião nenhum parado em casa. Entre tradição, rua ocupada, música boa e muito brilho fora do padrão, a Coluna #PERAMBULANDO fez a lição de casa e separou alguns agitos certeiros para você já entrar no clima, testar o look e aquecer o passinho. Se liga nessa seleção pensada para viver a cidade antes do confete oficial tomar conta de tudo. Ah! E vale lembrar, desde já, que os todos são gratuitos. Para participar, acesse os perfis destacados na matéria e se joga na folia! Capela Imperial: 50 anos de samba, memória e resistência Poucas coisas são tão bonitas quanto ver uma escola de samba celebrar sua própria história ao lado da comunidade. A Capela Imperial chega aos 50 anos reafirmando sua importância para o carnaval do DF com uma festa gratuita, reunindo gerações, sambas-enredo marcantes e uma bateria que dispensa apresentações. A celebração, com entrada gratuita e muito samba, acontece no sábado (07), em frente à sede da agremiação (Setor J Norte, CNJ 01, em frente ao campo sintético), a partir das 15h. Para o cinquentenário da Capela Imperial, o elenco que se apresenta conta com Samba do Camelo, Karika com K, Sandrinho Amor Maior, Milsinho e a bateria Chapa Quente. A comemoração promovida pela agremiação faz parte do projeto Distrito Criativo, uma parceria do Distrito Drag com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF). Isso é mais do que comemorar: é viver o samba, contar história cantando e reforçar que tradição também se constrói no asfalto brasiliense. Se você gosta de Carnaval com raiz, esse é o tipo de encontro que emociona e contagia. Para mais informações, siga o perfil @grescapelaimperial. Bloquinho Xeque Mate: brasilidade, pista quente e pôr do sol animado O Parque da Cidade vira palco de um Carnaval solar, democrático e cheio de identidade com o Bloquinho Xeque Mate. Inspirado na vibração da Pedra do Sal, o evento transforma o Festival Em Casa em um grande quintal coletivo, onde a música dita o ritmo do dia inteiro — do começo da tarde até o céu ficar dourado. DJs, atrações ao vivo, clima de bloco e aquela mistura deliciosa de gente, dança e encontros fazem desse agito um esquenta perfeito para quem gosta de Carnaval com groove, diversidade sonora e zero frescura. No comando do som, nomes que sabem levantar multidões: Trisal Batidão, Jess Ullun, Luisa Porfirio e Fabio Ferreira, além de uma atração surpresa ao vivo, prometendo manter a pista em constante ebulição. O evento contará com bar e opções de alimentação à venda, garantindo conforto durante toda a programação, que rola no sábado (07) e vai das 14h às 22h, lá no Estacionamento 10 do Parque da Cidade. Então, já fic sabendo que o glitter tá liberado, fica por sua conta o corpo solto e o astral lá em cima. Para saber mais, basta seguir o perfil @festivalemcasa. Cafuçu do Cerrado: o exagero como linguagem oficial da alegria Ele voltou — e voltou como tem que ser: exagerado, debochado, afetivo e absolutamente libertador. O Cafuçu do Cerrado retorna às ruas celebrando 13 anos como um dos blocos mais autênticos do Carnaval brasiliense, no domingo, 8 de fevereiro, das 15h às 22h, no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte), com entrada franca. Aqui, elegância é ser cafona, charme é exagerar e fantasia boa é aquela que faz rir. Inspirado nos carnavais do Nordeste, o bloco mistura orquestra de frevo, banda ao vivo, batucada, DJs e uma multidão vestida de oncinha, lamê, cetim e muito orgulho de ser fora do padrão. Entre os destaques da programação estão a Academia da Berlinda (PE), referência da música pernambucana contemporânea, o Batalá Brasília, com a força de seus tambores femininos e ancestrais, além da Orquestra Cafuçu e DJs convidados, em uma trilha sonora que passeia pelo brega nordestino e outros ritmos populares. O Cafuçu do Cerrado integra a programação do DF Folia 2026, uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e do Governo do DF, realizada por meio de chamamento público com investimento total de R$ 10 milhões, em parceria com a Associação Artise de Arte, Cultura e Acessibilidade. É Carnaval como estado de espírito — e um dos mais aguardados do pré. Quer saber mais? Então siga o perfil @cafucudocerrado. Faz Amor Urgente: ocupar o centro, dançar junto e celebrar coletivamente No coração da cidade, o Samba Urgente reafirma que Carnaval também é encontro, afeto e ocupação do espaço público. O bloco Faz Amor Urgente transforma o centro de Brasília em uma grande roda de música, reunindo samba, choro, frevo, axé, funk e outros ritmos que dialogam com a diversidade da cidade. Criado de forma orgânica, entre amigos, o coletivo cresceu e hoje é símbolo de um Carnaval acolhedor, bem organizado e com energia de festa feita por quem ama a rua. Ideal para quem gosta de Carnaval com propósito, boa música e clima de comunidade. Então não esqueça, é nesse domingo (08), das 14h às 22h, no SBS Quadra 02, atrás do Bloco A do Edifício Sede I do Banco do Brasil, na Asa Sul. Com programação gratuita e aberta ao público, o evento tem capacidade máxima para 5.100 pessoas.Para mais informações, siga o perfil @sambaurgente. Agora a pergunta que não quer calar: já decidiu por onde vai começar esse pré-Carnaval? Dá tempo de ir em mais de um, testar fantasias, encontrar amigos e descobrir novos amores de bloco. Só não esquece do básico: protetor solar, camisinha na pochete, hidratação constante, respeito acima de tudo — não é não — e, se for beber, não dirija. O resto… tá liberado! Fotos: Divulgação

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Livro: Bloco das Montadas conta sua história

Apresentação da publicação é no dia 3 de fevereiro no Museu Nacional da República, às 19h. O coletivo Distrito Drag lança, nesta terça-feira (o3), o livro “De Salto e Leque – Memórias Carnavalescas do Bloco das Montadas”, publicação que registra a história de uma das agremiações que têm feito história no carnaval de Brasília. A publicação é apresentada ao público no auditório 2 do Museu Nacional da República, às 19h. Com um resgate da história do bloco, o livro conta a trajetória do projeto surgido em 2018 até sua edição de 2024, que reuniu 100 mil pessoas na área externa do Museu Nacional da República. Por meio de um vasto acervo fotográfico, é possível compreender toda a força do trabalho coletivo em nome da liberdade de existir e de se expressar que tornou o Bloco das Montadas um espaço querido pelo público de Brasília em sua maior festa de rua. A publicação do livro é realizada com fomento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF). A necessidade de um registro em formato de livro surgiu ao longo dos anos de crescimento da atração e pela relevância adquirida no setor cultural do DF. É o que afirma o produtor cultural  Emerson Lima, que interpreta a drag Kelly Queen. “De salto e leque a gente toma conta das ruas levando alegria, música e diversão e o público. Desde a primeira edição, o bloco só cresce e a gente fica muito feliz com o fato de ele ter ficado conhecido como o bloco do respeito, do amor”. “De Salto e Leque”, além de um livro, é um ato de celebração, de acordo com uma das fundadoras do projeto, a produtora cultural Ruth Venceremos. “O livro registra o desejo coletivo de ocupar o carnaval com orgulho, brilho e crítica, sob o protagonismo de artistas LGBTQIA+ no coração da capital do país. Porque o carnaval é, e sempre será, território de liberdade”, acredita. Pensado para celebrar Brasília, com suas diversas culturas e geografias, o Bloco das Montadas se tornou referência por fazer do carnaval uma experiência de afirmação de identidade e política “sem abrir mão do deboche, da festa e da beleza”, completa a produtora cultural. Da criação de um espaço diverso até se tornar uma das maiores atrações do carnaval de Brasília, o bloco vive de quebrar paradigmas e mostrar a força e o impacto da cultura produzida na capital. “Desde a primeira edição superamos todas as expectativas, mostrando que os foliões realmente abraçaram este bloco da diversidade”, avalia a drag queen Raykka Rica, interpretada pelo produtor cultural Gherald George, que integra a equipe fundadora do Bloco das Montadas. Reconhecimento Em 2019, 2020, 2023 e 2024, a atração foi eleita, por voto popular, como o melhor bloco pelo CB Folia, realizado pelo Correio Braziliense. Para a edição deste ano, o desafio é manter a qualidade que o faz ser um dos blocos mais queridos pelo público de Brasília. Tradicionalmente, a atração de domingo no carnaval de Brasília. Neste ano, a estrutura que abriga a agremiação recebe o público no dia 15 de fevereiro, na área externa do Museu Nacional da República. As atrações sobem ao palco a partir das 13 horas, com música, dança e performances pensadas e preparadas para terem a cara do carnaval brasileiro. Registro cinematográfico Além do livro, o bloco carnavalesco tem um registro cinematográfico, o curta-metragem “Glitter Carnavalesco”, com roteiro e direção da cineasta Marla Galdino. A obra foi lançada em 2023 na programação do 56º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, um dos mais importantes eventos audiovisuais do país. Vamos? “De Salto e Leque – Memórias Carnavalescas do Bloco das Montadas” / Museu Nacional da República (Setor Cultural Sul, Lote 2) / 3 de fevereiro, às 19h Foto: Divulgação

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Curta “Em Transe”, de graça no Cine Brasília

Curta-metragem estreia em Brasília após trajetória por festivais internacionais Depois de cruzar fronteiras e conquistar espaço em festivais fora do país, o curta-metragem brasiliense “Em Transe” finalmente chega à sua casa: Brasília. A produção estreia no Cine Brasília no dia 4 de fevereiro (quarta-feira), às 20h, em sessão gratuita que marca a primeira exibição do filme na capital. Com 24 minutos de duração, o curta percorreu um circuito internacional que incluiu exibições na Índia, Romênia (Bucareste), Argentina e Estados Unidos (Miami) — uma trajetória que evidencia a força das narrativas produzidas no Distrito Federal e sua capacidade de diálogo com diferentes culturas e públicos. Dirigido por Ilana Lara, formada em Audiovisual pela Universidade de Brasília (UnB), o filme também já tem nova parada confirmada: em maio, integra a programação do festival Red Movie Awards, na França. Ilana começou sua caminhada nos festivais em 2017, com o curta universitário “Vida Pregressa”, exibido no Museu Nacional durante o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Agora, estreia pela primeira vez na tela do Cine Brasília com uma obra que mistura pulsação e delicadeza. Entre adrenalina e ausência Em “Em Transe”, acompanhamos Sofia e Alice, duas jovens movidas pela música, pela rebeldia e pelo desejo de fuga. Em busca de dinheiro para realizar uma viagem à Disney, Sofia carrega também um sonho íntimo: conhecer o pai, que vive nos Estados Unidos. A aventura, embalada por ritmo e urgência, revela camadas emocionais marcadas pela ausência paterna — um filme de ação com respiros dramáticos e sensibilidade genuína. Cinema feito por mulheres, em família A produção é assinada por Carolina Macêdo, artista e produtora audiovisual atuante na cena cultural brasiliense. O projeto também carrega uma dimensão afetiva: Carolina e Ilana são irmãs, e juntas celebram não apenas a estreia de um trabalho conjunto, mas também o fortalecimento de um cinema de protagonismo feminino, construído a partir de vínculos, coragem e presença. “O filme circulou por diferentes países e culturas, mas apresentar esse trabalho em casa, finalmente na tela do Cine Brasília, é a melhor forma de celebrar a trajetória de ‘Em Transe’”, afirma Ilana Lara. Após a sessão, o público poderá participar de um bate-papo com a diretora, equipe técnica e elenco principal. Quer ir? Estreia do curta-metragem “Em Transe” 4 de fevereiro de 2026 (quarta-feira), 20h Cine Brasília (EQS 106/107) Entrada gratuita Classificação indicativa: recomendado para maiores de 10 anos 📲 Instagram: @curta_emtranse

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Brasília se confirmando na passarela ballroom

Mostra de Cultura Ballroom reúne 11 casas de voguing, performances e debate sobre memória e identidade neste fim de semana A quarta edição da Mostra de Cultura Ballroom é atração deste fim de semana em Brasília, no Espaço Cultural Renato Russo, às 19h. O evento reúne 11 casas de voguing, que se apresentam em seis categorias para celebrar o movimento do Distrito Federal no Ball All Black Ball. A entrada é gratuita. Além das apresentações no sábado, na sexta (30), às 19h30, é realizada a roda de conversa “Memória, Identidade e Mudança Social”, com a artista Puma Camillê, baiana reconhecida por sua relevante contribuição à cultura ballroom brasileira. O debate também é promovido no espaço cultural. O baile, no sábado (31), tem seis categorias: OTA runway, begginers performance, old way, face OTA, soft & cunt versus dramatics e house leaders performance. Na tradição dos bailes, artistas representam as casas e performam em categorias que privilegiam elementos como dança, desfile e dublagem, e recebem notas dos jurados da bancada. Com apresentação de Simone Demoqueen e participação da DJ Úrsula Zion Rattura, 11 casas de voguing se apresentam neste sábado: Casa de Laffond, Casa de Abloh (foto de capa), Casa de Ratturas, Casa de Onija, House Of HandsUp, Casa dy Luxúria, House Of Cabal, Casa de Arapô, House Of Mamba Negra, COB TV e Chanter’s. O evento tem a missão de promover mais visibilidade para as casas de voguing do Distrito Federal e oferecer um ambiente para que artistas performáticos possam ampliar seu público. O projeto integra o Distrito Criativo, uma parceria do Distrito Drag com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF). História do ballroom Nascida como uma cultura de resistência nos anos 1970, na cidade de Nova Iorque, a cultura ballroom surgiu com os bailes, realizados em guetos, como resposta à marginalização da população LGBTQIA+. Nas décadas seguintes, a cultura dos bailes se espalhou por vários países e se tornou fundamental na identidade cultural, tendo como protagonistas pessoas trans periféricas, negras e de origem latina. Em sua constituição, os bailes eram palcos para apresentações e disputas performáticas das casas, grupos de pessoas que viviam juntas em habitações coletivas e constituíam ambientes de acolhimento, fundamentais para a sobrevivência de pessoas LGBTQIA+, colocadas à margem da sociedade. Os ballrooms se tornaram ambientes em que integrantes podiam celebrar suas existências e se expressar artisticamente de maneira livre. Bora ali dar close? Mostra de Cultura Ballroom / Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul) / Roda de conversa – 30 de janeiro – 19h30 / Baile voguing – 31 de janeiro – 19h / Entrada gratuita / Mais informações @distritodrag Fotos: Divulgação

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MeMefolia: um pré-Carnaval imperdível!

Não tem samba no pé, tampouco marchinha, mas tem muito humor e alimento para a alma na segunda fase da exposição mais viral em cartaz no CCBB Brasília. Como assim você ainda não foi na exposição Meme: no Br@sil da memeficação, que está rolando lá no CCBB Brasília? Em cartaz até 1º de março, a mostra entra agora, a partir deste sábado, 31, em uma nova fase — ainda mais viva, participativa e bem-humorada — com a chegada da MeMefolia, uma programação especial que amplia o diálogo da exposição com o público por meio de conversas, oficinas e encontros gratuitos. A MeMefolia transforma a experiência da mostra em um verdadeiro espaço de troca: humor como linguagem, pensamento crítico como provocação e o meme como espelho do Brasil contemporâneo. Entre férias escolares e o clima pré-carnavalesco, o CCBB reafirma seu papel como lugar de convivência cultural, reunindo crianças, jovens e adultos em atividades que misturam reflexão e prática, riso e política, memória coletiva e cultura digital. Passam por essa programação nomes centrais do humor e da comunicação no país, como Marcelo Tas (foto abaixo), referência histórica do humor crítico na TV e na educação; Malfeitona, artista que fez do traço “malfeito” um gesto criativo potente nas redes; Viktor Chagas, pesquisador pioneiro nos estudos sobre memes, democracia e cultura digital; além de Pamella Anderson e Raquel Real, entre outros convidados. Em paralelo, oficinas convidam o público a criar memes, emojis, imagens improvisadas e até acionar memórias afetivas, reforçando o caráter lúdico, educativo e intergeracional da proposta. Tudo isso acontece dentro do universo já potente da exposição Meme: no Br@sil da memeficação, que ocupa as galerias 3 e 5 e o Pavilhão de Vidro do CCBB Brasília, reunindo mais de 800 obras de cerca de 200 artistas e produtores de conteúdo digital. Com curadoria de Clarissa Diniz e Ismael Monticelli, e colaboração do perfil @newmemeseum, a mostra investiga os memes como linguagem estética, ferramenta crítica, expressão de afetos coletivos e forma legítima de produção cultural. Organizada em cinco núcleos temáticos — Ao pé da letra, A hora dos amadores, Da versão à inversão, O eu proliferado e Combater ficção com ficção —, além de prólogo e epílogo interativos, a exposição aposta em uma cenografia imersiva e múltiplas linguagens: vídeos, esculturas, roupas, quadrinhos, pinturas, neons, instalações sonoras e experiências sensoriais que atravessam as ruas, as redes e o imaginário brasileiro. Mais do que celebrar o meme, a mostra propõe algo raro: pensar criticamente a memificação, o humor e a comédia como forças que moldam nossa forma de comunicar, de narrar o país e de lidar com a política, a ética e o cotidiano. Um território onde rir também é um ato de reflexão. Claro que este colunista já foi lá conferir. Para você que curte vídeo, clique aqui e veja o que fiz por lá com a vibe total da expo, até na trilha sonora. Com visitação gratuita, de terça a domingo, das 9h às 21h, a exposição e a MeMefolia convidam o público a olhar para os memes não apenas como entretenimento, mas como linguagem viva, coletiva e profundamente brasileira. Confira a programação completa abaixo: Bate-papos e oficinas Tatuagem de chiclete Oficina ministrada por | Malfeitona (foto abaixo) Quando | 31/01, às 15h Classificação indicativa | 14 anos + Duração | 2 horas Onde | Galeria 4 Vagas | 20 participantes Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília Inspirada nas tatuagens de chiclete que marcaram a infância e a adolescência de muita gente, esta oficina propõe uma volta divertida a esse universo. Os participantes vão criar desenhos simples, coloridos e bem-humorados para transformar em tatuagens temporárias. A ideia é brincar com o corpo como suporte, resgatar a memória afetiva dos adesivos de chiclete e explorar, de forma leve e criativa, como a arte pode nascer do improviso e da imaginação cotidiana. Vocês não estão prontos para essa conversa Bate-papo com | Malfeitona, Pamella Anderson e Viktor Chagas Quando | 31/01, às 17h30 Classificação indicativa | Livre para todos os públicos Duração | 1h30 Onde | Galeria 4 Vagas | 90 participantes Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília Em um bate-papo sobre a linguagem e a estética dos memes, Viktor Chagas, coordenador do #MUSEUdeMEMES, se reúne com as artistas plásticas Helen Fernandes (Malfeitona) e Pamella Anderson, cujas obras integram o acervo da exposição MEME: no Br@sil da memeficação. A conversa, em tom descontraído, pretende recuperar um pouco das trajetórias das convidadas e refletir sobre seu processo criativo, explorando as articulações entre o humor, a crítica social, e a experimentação artística e visual tão presentes em suas obras. O tensionamento entre as fronteiras da arte e do cotidiano é central na expressão artística de Fernandes e Anderson, e herda da cultura digital o estilo provocativo, ambivalente e exagerado.   Monte o seu meme Oficina ministrada por | Pamella Anderson Quando | 01/02, às 15h Classificação indicativa | Livre – menores de 12 anos acompanhados de responsável Duração | 1 hora e 30 minutos Onde | Galeria 4 Vagas | 20 participantes Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília Nesta oficina, o público é convidado a criar memes com papel, lápis de cera, canetinhas e colagens, etc. Crianças, jovens e adultos experimentam processos rápidos de criação, nos quais a ideia nasce do acaso e da resposta imediata ao que está à mão. Ao transportar a lógica dos memes do ambiente digital para o espaço físico, a atividade explora o humor e a potência expressiva do improviso, aproximando a prática artística da dinâmica espontânea e coletiva das redes sociais. Humor na era do coach Bate-papo com | Raquel Real, Clarissa Diniz e Ismael Monticelli Quando | 07/02, às 16h Classificação indicativa | Livre para todos os públicos Duração | 1 hora e 30 minutos Onde | Galeria 4 Vagas | 90 participantes Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília O encontro discute como memes e conteúdos humorísticos expõem as contradições do discurso da produtividade, da autoajuda e da meritocracia que circulam nas

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Quando Brasília vira diálogo

Exposição no MAB reúne obras históricas e contemporâneas em uma visita guiada que celebra arte, memória e liberdade. Na última terça-feira, 28, o Museu de Arte de Brasília (MAB) realizou uma visita guiada exclusiva para convidados à exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília”, com mediação do curador Cláudio Pereira. A atividade proporcionou um percurso aprofundado pela mostra, que reúne obras do acervo do MAB e da Coleção Brasília – Acervo Izolete e Domício Pereira, articulando arte, memória e história na construção do imaginário da capital federal.     Durante a visita, os convidados puderam conhecer os principais eixos curatoriais da exposição, que propõe uma reflexão sensível e crítica sobre a noção de liberdade em suas dimensões estética, política, poética e histórica. O percurso parte do álbum “Brasília 1960 – O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo”, de Mário Fontenelle, e estabelece diálogos com obras de artistas fundamentais para a consolidação visual da Nova Capital, como Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Athos Bulcão, Marianne Peretti, entre outros, além de produções contemporâneas. Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Cláudio Abrantes, a visita guiada reforça o papel do museu como espaço de preservação e difusão da memória da cidade. “O MAB é um espaço de celebração da arte contemporânea que conta a história da capital federal. Uma visita como essa, guiada pelo curador Cláudio Pereira, é um privilégio. Com conhecimento e sabedoria, ele nos apresenta a trajetória dessa cidade modernista, tombada como patrimônio histórico mundial”, afirmou. Já o subsecretário de Patrimônio Cultural, Felipe Ramón, destacou o momento de renovação institucional vivido pelo museu. “Essa visita marca a renovação pela qual o Museu de Arte de Brasília está passando, por meio de obras que representam a relação de Brasília com as artes visuais e o design”, ressaltou. Para o curador Cláudio Pereira, a visita representa um marco em sua trajetória no museu. “Esse momento é muito importante para o MAB, especialmente com as duas exposições que tive o privilégio de curar: ‘Diálogos da Modernidade’ e agora ‘Diálogos da Liberdade’. Contamos ainda com a doação da obra ‘Museu Imaginado’ (acima), do artista Carlos Bracher, que retrata a fachada do Museu de Arte de Brasília”, destacou. A exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília” permanece em cartaz até o dia 26 de fevereiro, reafirmando o compromisso do MAB com a preservação da memória artística, o estímulo ao pensamento crítico e a promoção de diálogos entre diferentes gerações e linguagens artísticas. Aproveita e já siga o @museudeartedebrasilia, e não deixe de conferir alguns cliques de quem participou dessa visita guiada, pelas lentes desse colunista/fotógrafo: Fotos: Gilberto Evangelista

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“À Beira do Sol” em cartaz no CCBB

Atração integra a Ocupação Os Buriti – 30 anos e fica em cartaz até domingo (25). A Cia. Os Buriti está em cartaz de 22 a 25 de janeiro (quinta a domingo) com o espetáculo “À Beira do Sol” (classificação livre), no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília). A peça integra a Ocupação Os Buriti – 30 anos, que celebra três décadas do grupo. O espetáculo fica em cartaz na quinta e sexta (22 e 23), às 19h; e no sábado e domingo (24 e 25), com sessões às 16h. A sessão do dia 23 tem interpretação em Libras. Os ingressos estão disponíveis no site do CCBB Brasília e na bilheteria do CCBB. “À Beira do Sol” é um solo interpretado por Naira Carneiro, que também assina a direção e a dramaturgia juntamente com Duda Rios (Cia Barca dos Corações Partidos). A montagem propõe uma imersão poética no universo da loucura e do inconsciente. A criação se inspira nos artistas Arthur Bispo do Rosário e Profeta Gentileza, e também nos relatos da psiquiatra Nise da Silveira. A peça é apresentada em sessão extra em 22 de janeiro (quinta), às 19h. Os ingressos já estão disponíveis na bilheteria física do CCBB e no site. A obra acompanha a trajetória de Arian, que ouve vozes dizendo que o Astro Rei vai se pôr para nunca mais voltar. Ela, então, passa a vigiar o Sol para impedir que o mundo fique para sempre na escuridão. O espetáculo recebeu 19 indicações a prêmios nacionais, como a de melhor espetáculo infantil pelo Prêmio APTR (Associação de Produtores de Teatro) e a de melhor atriz no Prêmio CBTIJ. Ocupação Além de “À Beira do Sol”, a Ocupação Os Buriti – 30 anos apresenta ainda os espetáculos “Cantos de Encontro” (classificação livre). “Depois do Silêncio” (foto acima – classificação 12 anos), que fica em cartaz nos fins de semana de 30 de janeiro a 1º de fevereiro e de 6 a 8 de fevereiro, com sessões sempre às 19h. As entradas podem ser adquiridas na bilheteria física do CCBB e no site. Com direção artística e coreografia de Eliana Carneiro, a atração se baseia em fatos reais da vida da menina Helen Keller (1880-1968), que perde a visão e a audição com poucos anos de idade e passa a viver em um mundo totalmente apartado até a chegada da professora Anne Sullivan. A partir desse encontro, Anne inicia a árdua tarefa de ensinar libras tátil e possibilitar que Helen aprenda a se comunicar com o mundo exterior. A montagem tem no elenco Camila Guerra e Naira Carneiro, que interpretam Anne Sullivan e Helen Keller, e Renata Rezende, atriz surda, que apresenta ao público um contexto atual e autobiográfico, criando um contundente diálogo paralelo entre as personagens de 1890 e os dias de hoje. A peça é bilíngue, encenada em português e em Libras pelas próprias atrizes, o que a torna acessível para pessoas surdas. Já “Cantos de Encontro” tem sessões nos dias 31 de janeiro, 1º, 7 e 8 de fevereiro, sempre às 16h, com venda de ingressos na bilheteria física do CCBB e no site do CCBB. Voltado para crianças de todas as idades, o espetáculo apresenta canções autorais, histórias, dança e manipulação de bonecos. Em cena, quatro intérpretes apresentam diferentes ritmos da música popular brasileira, em uma montagem que já encantou públicos no Brasil e no exterior, com passagens por 40 cidades brasileiras e seis países europeus. Três décadas Criada em 1995 por Eliana Carneiro, a Cia Os Buriti – Teatro de Dança se dedica à criação de espetáculos para todas as idades, unindo diferentes linguagens artísticas. A companhia é formada pela diretora e atriz Eliana, seus filhos Naira Carneiro e Guian Carneiro, pelas atrizes Camila Guerra e Renata Rezende e pelos músicos Jorge Brasil, André Togni, Daniel Pitanga, Marília Carvalho, Diogo Vanelli e Carlos Frazão. Ao longo de sua trajetória, o grupo criou 16 espetáculos autorais, gravou três álbuns musicais, lançou três livros infantis, produziu dois curtas-metragens e 14 videoclipes. Desde 2020, realiza ações artísticas e educacionais contínuas no Espaço Cultural Casa Buriti. A companhia já se apresentou em diversas cidades brasileiras e em países como Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, França, Áustria, Grécia, Índia, México, Paraguai e Romênia, participando de importantes festivais e encontros de teatro, dança e música. Parceria O Centro Cultural Banco do Brasil e a Cia. Os Buriti mantêm uma parceria sólida desde 2006, com a montagem do espetáculo “Cordas e Contos“. Em 2016, essa união foi reafirmada com o espetáculo “Kalo – Filhos do Vento“. Em seguida, a companhia foi convidada a conceber e realizar a instalação e a performance de abertura do Museu Permanente do CCBB. Foi no palco do Centro Cultural que os últimos espetáculos da companhia, “À Beira do Sol” e “Depois do Silêncio“, tiveram suas estreias. Sobre o CCBB Brasília O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis. Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizadas exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances. Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas. Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade. Partiu Teatro? “À Beira do Sol” / 16 a 25 de janeiro – sextas às 19h; sábados e domingos às 16h / Sessão extra em 22 de

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 “O Reinado do Riso” na CAIXA CULTURAL

Mostra explora o humor presente nas manifestações das culturas populares. De 19 de janeiro a 29 de março de 2026, a exposição “O Reinado do Riso” apresenta, na CAIXA Cultural Brasília, diversas obras que revelam a presença do riso e da comicidade nas festas e brincadeiras populares brasileiras. Com entrada gratuita, a mostra é resultado do Acordo de Cooperação Técnica entre a CAIXA e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para viabilizar exposições, palestras, eventos educativos e ações inclusivas. ​A exposição reúne textos, uma incrível coleção de fantasias, mamulengos, fantoches, esculturas em madeira, pinturas e fotografias para mostrar como o riso e a brincadeira ajudam a manter vivas múltiplas tradições populares, como Carnaval, Folia de Reis, Bumba meu Boi, circo, teatro de bonecos, literatura de cordel, entre outras. Além disso, a mostra evidencia como a comicidade pode ser uma forma de denúncia, resistência e crítica.​ O Reinado do Riso tem curadoria do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), unidade especial do Iphan, e foi realizada em 2012, no Museu de Folclore Edison Carneiro do CNFCP, no Rio de Janeiro. Nesta remontagem com nova expografia, após passar por Brasília, a mostra seguirá itinerante até fevereiro de 2028, passando pelas unidades da CAIXA Cultural de Recife, Fortaleza, Salvador, Belém, São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. Quem vai? O Reinado do Riso / CAIXA Cultural Brasília – Setor Bancário Sul, Quadra 4, Lotes 3/4 – Brasília (DF) / De 20 de janeiro a 29 de março – terça a domingo – 9h às 21h / Entrada gratuita / Livre / Mais Informações @caixaculturalbrasilia – site oficial  Fotos: Divulgação

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“O Mercador de Veneza” está de volta!

Dan Stulbach e sua trupe retornam com o espetáculo a CAIXA Cultural para segunda semana de apresentações. Os ingressos começam a ser vendidos no sábado (10). A Coluna #PERAMBULANDO vem para te lembrar, se você não aproveitou a primeira chance, não perca agora a oportunidade! De 15 a 18 de janeiro, a CAIXA Cultural Brasília recebe novamente o espetáculo “O Mercador de Veneza“. A nova montagem de um dos textos mais emblemáticos do dramaturgo William Shakespeare é protagonizada por Dan Stulbach e tem direção de Daniela Stirbulov. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) ou R$ 15 (meia-entrada) e podem ser adquiridos a partir de 10 de janeiro, às 9h, na bilheteria do teatro, e às 13h, no site Bilheteria Cultural. Com patrocínio da CAIXA e do Governo Federal, o espetáculo teve a primeira semana de apresentações entre 18 e 21 de dezembro de 2025. Esta adaptação transporta a história original, escrita no século XVI, para os anos 1990 e ressalta temas como intolerância, racismo, antissemitismo, além de contradições do capitalismo emergente. Na trama, o personagem Shylock, interpretado por Stulbach, é um agiota judeu que empresta dinheiro ao mercador Antônio, com a garantia de uma libra de carne como pagamento em caso de inadimplência. O desenrolar da dívida culmina em um julgamento dramático, que expõe os limites entre justiça e preconceito. Ao final da sessão de quinta-feira (15), o público poderá participar de um bate-papo conduzido pelos atores do elenco. A apresentação de sábado (17), às 17h, conta com acessibilidade em Libras. “Dirigir O Mercador de Veneza foi um desafio e um privilégio. Shakespeare exige mergulho, estudo, escuta, correr riscos. O texto é um ‘vespeiro’, traz temas como poder, dinheiro, preconceito, humanidade. Minha busca foi tornar essa profundidade narrativa acessível para o público de hoje, criando um espetáculo compreensível e esteticamente contemporâneo. E, acima de tudo, provocar e gerar reflexão, o cerne de Shakespeare”, afirma a diretora Daniela Stirbulov. A peça conta com a atuação de 12 atores, entre eles Dan Stulbach, que comenta sobre seu papel: “Eu queria um texto que todo mundo entendesse, aquele espírito do Shakespeare que tem aspecto popular, acessível para todos, sem perder a força da história”, diz o ator. Se liga no serviço completo: O Mercador de Veneza Local: CAIXA Cultural Brasília – Setor Bancário Sul, Quadra 4, Lotes 3/4 – Brasília (DF). Data: de 15 a 18 de janeiro de 2026. Horários: quinta e sexta, às 20h30; sábado, às 17h e 20h; domingo, às 16h e 19h. Na sessão de quinta-feira (15), ao final do espetáculo, haverá um bate-papo com os artistas. A sessão de sábado (17), às 17h, terá acessibilidade comunicacional (Libras). Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada, conforme legislação vigente, e clientes CAIXA). Vendas: a partir de 10 de janeiro, às 9h, na bilheteria do teatro. Os remanescentes, caso haja, a partir das 13h, pelo site Bilheteria Cultural. Horário da bilheteria: de terça a sexta, e aos domingos, das 13h às 21h; aos sábados, das 9h às 21h. Estacionamento: disponível gratuitamente de terça a sexta, a partir das 18h, e aos finais de semana e feriados, durante todo o dia. Classificação Indicativa: 12 anos. Duração: aproximadamente 100 minutos. Capacidade: 406 lugares (8 cadeirantes). Produção Local: Maré Cheia Produções; Milca Luna. Mais informações sobre toda a programação no perfil do Instagram ou no site da CAIXA Cultural Brasília.   Fotos – Divulgação: Ronaldo Gutierrez e Edgar Machado

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Diálogos da Liberdade em fotográfias históricas

Exposição conta, através de fotos históricas, objetos e obras de arte, a história do início da capital federal.   A exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília”, apresenta um recorte com obras do Museu de Arte de Brasília (MAB) e da Coleção Brasília / Acervo Izolete e Domício Pereira, reunindo trabalhos de artistas fundadores do imaginário visual da Nova Capital do Brasil. A mostra, em cartaz no MAB até 26 de fevereiro de 2016, propõe um percurso sensível e crítico no qual a noção de liberdade se manifesta em múltiplas dimensões – estética, política, poética e histórica – estabelecendo diálogos entre diferentes tempos, linguagens e concepções artísticas. O eixo curatorial é estabelecido pelo álbum “Brasília 1960 – O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo”, que reúne registros históricos da construção de Brasília, bem como dos festejos e das cerimônias de sua inauguração, em 21 de abril de 1960. De autoria de Mário Fontenelle, fotógrafo oficial de Juscelino Kubitschek, o conjunto é composto por 24 imagens em preto e branco, realizadas entre 1958 e 1960, que documentam de forma singular o processo de edificação da Nova Capital e o imaginário de modernidade que a constituiu. Nesta perspectiva de contextualizar a presença pioneira das artes visuais na capital, destacam-se obras de Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Roberto Burle Marx, Athos Bulcão,  Marianne Peretti, Alfredo Ceschiatti, Bruno Giorgi, Zeno Zani, Ake Borglund e, em diálogo com produções mais recentes, de Honório Peçanha, Ziraldo, Danilo Barbosa e Carlos Bracher. Cada um, ao seu modo, contribui para a consolidação do imaginário artístico da Nova Capital, articulando arte, arquitetura e paisagem, e reafirmando a liberdade criadora como fundamento de pensamento, expressão e diálogo. Além desse núcleo de artes visuais, a mostra contempla objetos de época e curiosidades históricas, como a maquete de lançamento da Romi-Isetta, itens do serviço do Palácio da Alvorada e a primeira fotografia de satélite do Plano Piloto. No segmento documental, duas relíquias assumem especial destaque: a carta-depoimento de Juscelino Kubitschek, datada de 1961, ao final de seu governo, e a homenagem da Igreja Católica a Dom Bosco, padroeiro de Brasília, que reúne resquícios de suas vestes. Neste contexto, registra-se  representação do artista mineiro Carlos Bracher, com a obra “Museu Imaginado”, doada ao Museu de Arte de Brasília pelo próprio artista e pelo curador Cláudio Pereira. A obra ocupa lugar de destaque ao tensionar os limites entre instituição, memória e imaginação, ampliando a reflexão sobre o papel do museu, das coleções e da criação artística contemporânea. Contribuindo para potencializar a percepção do conjunto e os diálogos entre diferentes conteúdos e linguagens, apresenta-se a gravação da carta-depoimento de JK, o minidocumentário dedicado ao álbum Brasília 1960 – O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo, bem como sua versão colorizada por meio de processos de inteligência artificial, ampliando assim, as possibilidades de leitura e fruição. A proposta curatorial, ao evidenciar territórios de convivência entre diferentes gerações e poéticas, visa tecer associações livres entre formas, cores, gestos e narrativas. Ao estimular leituras cruzadas, o conjunto convida o público a refletir sobre a construção da identidade cultural brasileira e sobre a importância do diálogo como fundamento da produção artística, matrix simbólica para a construção de sociedade livre e democrática. “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília” reafirma, assim, o compromisso do acervo, formado pelo casal Izolete e Domício Pereira (*), pioneiro da NOVACAP,  com a preservação da memória artística e com a promoção de debates contemporâneos, configurando-se como um espaço de escuta e interlocução, no qual a arte se apresenta como instrumento de pensamento, sensibilidade e diálogo permanente com o tempo presente e as futuras gerações.    (*) – O casal, proveniente da Região Nordeste do Brasil, de família de fazendeiros, políticos, militares e educadores, chega à Nova Capital em 1959, cerca de um ano antes da sua inauguração. Ele, natural de São Luís – MA, foi funcionário da Novacap, assumindo posteriormente o cargo de fiscal de tributos do antigo IAPAS – Instituto de Administração Financeira de Previdência Social. Ela, natural de Recife – PE, foi funcionária do Ministério da Fazenda onde assessorou vários ministros. Paralelamente, como Pedagoga e Arte-Educadora desenvolveu um dos mais importantes projetos sociais da nova Capital, que atendeu a milhares de crianças e suas famílias. Por essa obra, foi destacada como referência pela Unicef.  Entusiastas do projeto da Nova Capital do Brasil, ambos manifestavam, à época, a intenção desse significativo acervo da Coleção permanecesse em Brasília.   Fotos que contam histórias Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília / Museu de Arte de Brasília (MAB) / Até 26 de fevereiro de 2026 – das 10h às 19h, de segunda à domingo, exceto terca-feira / Siga @museudeartedebrasilia Fotos: Divulgação

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