MeMefolia: um pré-Carnaval imperdível!

Não tem samba no pé, tampouco marchinha, mas tem muito humor e alimento para a alma na segunda fase da exposição mais viral em cartaz no CCBB Brasília. Como assim você ainda não foi na exposição Meme: no Br@sil da memeficação, que está rolando lá no CCBB Brasília? Em cartaz até 1º de março, a mostra entra agora, a partir deste sábado, 31, em uma nova fase — ainda mais viva, participativa e bem-humorada — com a chegada da MeMefolia, uma programação especial que amplia o diálogo da exposição com o público por meio de conversas, oficinas e encontros gratuitos. A MeMefolia transforma a experiência da mostra em um verdadeiro espaço de troca: humor como linguagem, pensamento crítico como provocação e o meme como espelho do Brasil contemporâneo. Entre férias escolares e o clima pré-carnavalesco, o CCBB reafirma seu papel como lugar de convivência cultural, reunindo crianças, jovens e adultos em atividades que misturam reflexão e prática, riso e política, memória coletiva e cultura digital. Passam por essa programação nomes centrais do humor e da comunicação no país, como Marcelo Tas (foto abaixo), referência histórica do humor crítico na TV e na educação; Malfeitona, artista que fez do traço “malfeito” um gesto criativo potente nas redes; Viktor Chagas, pesquisador pioneiro nos estudos sobre memes, democracia e cultura digital; além de Pamella Anderson e Raquel Real, entre outros convidados. Em paralelo, oficinas convidam o público a criar memes, emojis, imagens improvisadas e até acionar memórias afetivas, reforçando o caráter lúdico, educativo e intergeracional da proposta. Tudo isso acontece dentro do universo já potente da exposição Meme: no Br@sil da memeficação, que ocupa as galerias 3 e 5 e o Pavilhão de Vidro do CCBB Brasília, reunindo mais de 800 obras de cerca de 200 artistas e produtores de conteúdo digital. Com curadoria de Clarissa Diniz e Ismael Monticelli, e colaboração do perfil @newmemeseum, a mostra investiga os memes como linguagem estética, ferramenta crítica, expressão de afetos coletivos e forma legítima de produção cultural. Organizada em cinco núcleos temáticos — Ao pé da letra, A hora dos amadores, Da versão à inversão, O eu proliferado e Combater ficção com ficção —, além de prólogo e epílogo interativos, a exposição aposta em uma cenografia imersiva e múltiplas linguagens: vídeos, esculturas, roupas, quadrinhos, pinturas, neons, instalações sonoras e experiências sensoriais que atravessam as ruas, as redes e o imaginário brasileiro. Mais do que celebrar o meme, a mostra propõe algo raro: pensar criticamente a memificação, o humor e a comédia como forças que moldam nossa forma de comunicar, de narrar o país e de lidar com a política, a ética e o cotidiano. Um território onde rir também é um ato de reflexão. Claro que este colunista já foi lá conferir. Para você que curte vídeo, clique aqui e veja o que fiz por lá com a vibe total da expo, até na trilha sonora. Com visitação gratuita, de terça a domingo, das 9h às 21h, a exposição e a MeMefolia convidam o público a olhar para os memes não apenas como entretenimento, mas como linguagem viva, coletiva e profundamente brasileira. Confira a programação completa abaixo: Bate-papos e oficinas Tatuagem de chiclete Oficina ministrada por | Malfeitona (foto abaixo) Quando | 31/01, às 15h Classificação indicativa | 14 anos + Duração | 2 horas Onde | Galeria 4 Vagas | 20 participantes Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília Inspirada nas tatuagens de chiclete que marcaram a infância e a adolescência de muita gente, esta oficina propõe uma volta divertida a esse universo. Os participantes vão criar desenhos simples, coloridos e bem-humorados para transformar em tatuagens temporárias. A ideia é brincar com o corpo como suporte, resgatar a memória afetiva dos adesivos de chiclete e explorar, de forma leve e criativa, como a arte pode nascer do improviso e da imaginação cotidiana. Vocês não estão prontos para essa conversa Bate-papo com | Malfeitona, Pamella Anderson e Viktor Chagas Quando | 31/01, às 17h30 Classificação indicativa | Livre para todos os públicos Duração | 1h30 Onde | Galeria 4 Vagas | 90 participantes Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília Em um bate-papo sobre a linguagem e a estética dos memes, Viktor Chagas, coordenador do #MUSEUdeMEMES, se reúne com as artistas plásticas Helen Fernandes (Malfeitona) e Pamella Anderson, cujas obras integram o acervo da exposição MEME: no Br@sil da memeficação. A conversa, em tom descontraído, pretende recuperar um pouco das trajetórias das convidadas e refletir sobre seu processo criativo, explorando as articulações entre o humor, a crítica social, e a experimentação artística e visual tão presentes em suas obras. O tensionamento entre as fronteiras da arte e do cotidiano é central na expressão artística de Fernandes e Anderson, e herda da cultura digital o estilo provocativo, ambivalente e exagerado.   Monte o seu meme Oficina ministrada por | Pamella Anderson Quando | 01/02, às 15h Classificação indicativa | Livre – menores de 12 anos acompanhados de responsável Duração | 1 hora e 30 minutos Onde | Galeria 4 Vagas | 20 participantes Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília Nesta oficina, o público é convidado a criar memes com papel, lápis de cera, canetinhas e colagens, etc. Crianças, jovens e adultos experimentam processos rápidos de criação, nos quais a ideia nasce do acaso e da resposta imediata ao que está à mão. Ao transportar a lógica dos memes do ambiente digital para o espaço físico, a atividade explora o humor e a potência expressiva do improviso, aproximando a prática artística da dinâmica espontânea e coletiva das redes sociais. Humor na era do coach Bate-papo com | Raquel Real, Clarissa Diniz e Ismael Monticelli Quando | 07/02, às 16h Classificação indicativa | Livre para todos os públicos Duração | 1 hora e 30 minutos Onde | Galeria 4 Vagas | 90 participantes Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília O encontro discute como memes e conteúdos humorísticos expõem as contradições do discurso da produtividade, da autoajuda e da meritocracia que circulam nas

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Quando Brasília vira diálogo

Exposição no MAB reúne obras históricas e contemporâneas em uma visita guiada que celebra arte, memória e liberdade. Na última terça-feira, 28, o Museu de Arte de Brasília (MAB) realizou uma visita guiada exclusiva para convidados à exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília”, com mediação do curador Cláudio Pereira. A atividade proporcionou um percurso aprofundado pela mostra, que reúne obras do acervo do MAB e da Coleção Brasília – Acervo Izolete e Domício Pereira, articulando arte, memória e história na construção do imaginário da capital federal.     Durante a visita, os convidados puderam conhecer os principais eixos curatoriais da exposição, que propõe uma reflexão sensível e crítica sobre a noção de liberdade em suas dimensões estética, política, poética e histórica. O percurso parte do álbum “Brasília 1960 – O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo”, de Mário Fontenelle, e estabelece diálogos com obras de artistas fundamentais para a consolidação visual da Nova Capital, como Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Athos Bulcão, Marianne Peretti, entre outros, além de produções contemporâneas. Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Cláudio Abrantes, a visita guiada reforça o papel do museu como espaço de preservação e difusão da memória da cidade. “O MAB é um espaço de celebração da arte contemporânea que conta a história da capital federal. Uma visita como essa, guiada pelo curador Cláudio Pereira, é um privilégio. Com conhecimento e sabedoria, ele nos apresenta a trajetória dessa cidade modernista, tombada como patrimônio histórico mundial”, afirmou. Já o subsecretário de Patrimônio Cultural, Felipe Ramón, destacou o momento de renovação institucional vivido pelo museu. “Essa visita marca a renovação pela qual o Museu de Arte de Brasília está passando, por meio de obras que representam a relação de Brasília com as artes visuais e o design”, ressaltou. Para o curador Cláudio Pereira, a visita representa um marco em sua trajetória no museu. “Esse momento é muito importante para o MAB, especialmente com as duas exposições que tive o privilégio de curar: ‘Diálogos da Modernidade’ e agora ‘Diálogos da Liberdade’. Contamos ainda com a doação da obra ‘Museu Imaginado’ (acima), do artista Carlos Bracher, que retrata a fachada do Museu de Arte de Brasília”, destacou. A exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília” permanece em cartaz até o dia 26 de fevereiro, reafirmando o compromisso do MAB com a preservação da memória artística, o estímulo ao pensamento crítico e a promoção de diálogos entre diferentes gerações e linguagens artísticas. Aproveita e já siga o @museudeartedebrasilia, e não deixe de conferir alguns cliques de quem participou dessa visita guiada, pelas lentes desse colunista/fotógrafo: Fotos: Gilberto Evangelista

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“À Beira do Sol” em cartaz no CCBB

Atração integra a Ocupação Os Buriti – 30 anos e fica em cartaz até domingo (25). A Cia. Os Buriti está em cartaz de 22 a 25 de janeiro (quinta a domingo) com o espetáculo “À Beira do Sol” (classificação livre), no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília). A peça integra a Ocupação Os Buriti – 30 anos, que celebra três décadas do grupo. O espetáculo fica em cartaz na quinta e sexta (22 e 23), às 19h; e no sábado e domingo (24 e 25), com sessões às 16h. A sessão do dia 23 tem interpretação em Libras. Os ingressos estão disponíveis no site do CCBB Brasília e na bilheteria do CCBB. “À Beira do Sol” é um solo interpretado por Naira Carneiro, que também assina a direção e a dramaturgia juntamente com Duda Rios (Cia Barca dos Corações Partidos). A montagem propõe uma imersão poética no universo da loucura e do inconsciente. A criação se inspira nos artistas Arthur Bispo do Rosário e Profeta Gentileza, e também nos relatos da psiquiatra Nise da Silveira. A peça é apresentada em sessão extra em 22 de janeiro (quinta), às 19h. Os ingressos já estão disponíveis na bilheteria física do CCBB e no site. A obra acompanha a trajetória de Arian, que ouve vozes dizendo que o Astro Rei vai se pôr para nunca mais voltar. Ela, então, passa a vigiar o Sol para impedir que o mundo fique para sempre na escuridão. O espetáculo recebeu 19 indicações a prêmios nacionais, como a de melhor espetáculo infantil pelo Prêmio APTR (Associação de Produtores de Teatro) e a de melhor atriz no Prêmio CBTIJ. Ocupação Além de “À Beira do Sol”, a Ocupação Os Buriti – 30 anos apresenta ainda os espetáculos “Cantos de Encontro” (classificação livre). “Depois do Silêncio” (foto acima – classificação 12 anos), que fica em cartaz nos fins de semana de 30 de janeiro a 1º de fevereiro e de 6 a 8 de fevereiro, com sessões sempre às 19h. As entradas podem ser adquiridas na bilheteria física do CCBB e no site. Com direção artística e coreografia de Eliana Carneiro, a atração se baseia em fatos reais da vida da menina Helen Keller (1880-1968), que perde a visão e a audição com poucos anos de idade e passa a viver em um mundo totalmente apartado até a chegada da professora Anne Sullivan. A partir desse encontro, Anne inicia a árdua tarefa de ensinar libras tátil e possibilitar que Helen aprenda a se comunicar com o mundo exterior. A montagem tem no elenco Camila Guerra e Naira Carneiro, que interpretam Anne Sullivan e Helen Keller, e Renata Rezende, atriz surda, que apresenta ao público um contexto atual e autobiográfico, criando um contundente diálogo paralelo entre as personagens de 1890 e os dias de hoje. A peça é bilíngue, encenada em português e em Libras pelas próprias atrizes, o que a torna acessível para pessoas surdas. Já “Cantos de Encontro” tem sessões nos dias 31 de janeiro, 1º, 7 e 8 de fevereiro, sempre às 16h, com venda de ingressos na bilheteria física do CCBB e no site do CCBB. Voltado para crianças de todas as idades, o espetáculo apresenta canções autorais, histórias, dança e manipulação de bonecos. Em cena, quatro intérpretes apresentam diferentes ritmos da música popular brasileira, em uma montagem que já encantou públicos no Brasil e no exterior, com passagens por 40 cidades brasileiras e seis países europeus. Três décadas Criada em 1995 por Eliana Carneiro, a Cia Os Buriti – Teatro de Dança se dedica à criação de espetáculos para todas as idades, unindo diferentes linguagens artísticas. A companhia é formada pela diretora e atriz Eliana, seus filhos Naira Carneiro e Guian Carneiro, pelas atrizes Camila Guerra e Renata Rezende e pelos músicos Jorge Brasil, André Togni, Daniel Pitanga, Marília Carvalho, Diogo Vanelli e Carlos Frazão. Ao longo de sua trajetória, o grupo criou 16 espetáculos autorais, gravou três álbuns musicais, lançou três livros infantis, produziu dois curtas-metragens e 14 videoclipes. Desde 2020, realiza ações artísticas e educacionais contínuas no Espaço Cultural Casa Buriti. A companhia já se apresentou em diversas cidades brasileiras e em países como Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, França, Áustria, Grécia, Índia, México, Paraguai e Romênia, participando de importantes festivais e encontros de teatro, dança e música. Parceria O Centro Cultural Banco do Brasil e a Cia. Os Buriti mantêm uma parceria sólida desde 2006, com a montagem do espetáculo “Cordas e Contos“. Em 2016, essa união foi reafirmada com o espetáculo “Kalo – Filhos do Vento“. Em seguida, a companhia foi convidada a conceber e realizar a instalação e a performance de abertura do Museu Permanente do CCBB. Foi no palco do Centro Cultural que os últimos espetáculos da companhia, “À Beira do Sol” e “Depois do Silêncio“, tiveram suas estreias. Sobre o CCBB Brasília O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis. Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizadas exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances. Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas. Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade. Partiu Teatro? “À Beira do Sol” / 16 a 25 de janeiro – sextas às 19h; sábados e domingos às 16h / Sessão extra em 22 de

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 “O Reinado do Riso” na CAIXA CULTURAL

Mostra explora o humor presente nas manifestações das culturas populares. De 19 de janeiro a 29 de março de 2026, a exposição “O Reinado do Riso” apresenta, na CAIXA Cultural Brasília, diversas obras que revelam a presença do riso e da comicidade nas festas e brincadeiras populares brasileiras. Com entrada gratuita, a mostra é resultado do Acordo de Cooperação Técnica entre a CAIXA e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para viabilizar exposições, palestras, eventos educativos e ações inclusivas. ​A exposição reúne textos, uma incrível coleção de fantasias, mamulengos, fantoches, esculturas em madeira, pinturas e fotografias para mostrar como o riso e a brincadeira ajudam a manter vivas múltiplas tradições populares, como Carnaval, Folia de Reis, Bumba meu Boi, circo, teatro de bonecos, literatura de cordel, entre outras. Além disso, a mostra evidencia como a comicidade pode ser uma forma de denúncia, resistência e crítica.​ O Reinado do Riso tem curadoria do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), unidade especial do Iphan, e foi realizada em 2012, no Museu de Folclore Edison Carneiro do CNFCP, no Rio de Janeiro. Nesta remontagem com nova expografia, após passar por Brasília, a mostra seguirá itinerante até fevereiro de 2028, passando pelas unidades da CAIXA Cultural de Recife, Fortaleza, Salvador, Belém, São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. Quem vai? O Reinado do Riso / CAIXA Cultural Brasília – Setor Bancário Sul, Quadra 4, Lotes 3/4 – Brasília (DF) / De 20 de janeiro a 29 de março – terça a domingo – 9h às 21h / Entrada gratuita / Livre / Mais Informações @caixaculturalbrasilia – site oficial  Fotos: Divulgação

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“O Mercador de Veneza” está de volta!

Dan Stulbach e sua trupe retornam com o espetáculo a CAIXA Cultural para segunda semana de apresentações. Os ingressos começam a ser vendidos no sábado (10). A Coluna #PERAMBULANDO vem para te lembrar, se você não aproveitou a primeira chance, não perca agora a oportunidade! De 15 a 18 de janeiro, a CAIXA Cultural Brasília recebe novamente o espetáculo “O Mercador de Veneza“. A nova montagem de um dos textos mais emblemáticos do dramaturgo William Shakespeare é protagonizada por Dan Stulbach e tem direção de Daniela Stirbulov. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) ou R$ 15 (meia-entrada) e podem ser adquiridos a partir de 10 de janeiro, às 9h, na bilheteria do teatro, e às 13h, no site Bilheteria Cultural. Com patrocínio da CAIXA e do Governo Federal, o espetáculo teve a primeira semana de apresentações entre 18 e 21 de dezembro de 2025. Esta adaptação transporta a história original, escrita no século XVI, para os anos 1990 e ressalta temas como intolerância, racismo, antissemitismo, além de contradições do capitalismo emergente. Na trama, o personagem Shylock, interpretado por Stulbach, é um agiota judeu que empresta dinheiro ao mercador Antônio, com a garantia de uma libra de carne como pagamento em caso de inadimplência. O desenrolar da dívida culmina em um julgamento dramático, que expõe os limites entre justiça e preconceito. Ao final da sessão de quinta-feira (15), o público poderá participar de um bate-papo conduzido pelos atores do elenco. A apresentação de sábado (17), às 17h, conta com acessibilidade em Libras. “Dirigir O Mercador de Veneza foi um desafio e um privilégio. Shakespeare exige mergulho, estudo, escuta, correr riscos. O texto é um ‘vespeiro’, traz temas como poder, dinheiro, preconceito, humanidade. Minha busca foi tornar essa profundidade narrativa acessível para o público de hoje, criando um espetáculo compreensível e esteticamente contemporâneo. E, acima de tudo, provocar e gerar reflexão, o cerne de Shakespeare”, afirma a diretora Daniela Stirbulov. A peça conta com a atuação de 12 atores, entre eles Dan Stulbach, que comenta sobre seu papel: “Eu queria um texto que todo mundo entendesse, aquele espírito do Shakespeare que tem aspecto popular, acessível para todos, sem perder a força da história”, diz o ator. Se liga no serviço completo: O Mercador de Veneza Local: CAIXA Cultural Brasília – Setor Bancário Sul, Quadra 4, Lotes 3/4 – Brasília (DF). Data: de 15 a 18 de janeiro de 2026. Horários: quinta e sexta, às 20h30; sábado, às 17h e 20h; domingo, às 16h e 19h. Na sessão de quinta-feira (15), ao final do espetáculo, haverá um bate-papo com os artistas. A sessão de sábado (17), às 17h, terá acessibilidade comunicacional (Libras). Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada, conforme legislação vigente, e clientes CAIXA). Vendas: a partir de 10 de janeiro, às 9h, na bilheteria do teatro. Os remanescentes, caso haja, a partir das 13h, pelo site Bilheteria Cultural. Horário da bilheteria: de terça a sexta, e aos domingos, das 13h às 21h; aos sábados, das 9h às 21h. Estacionamento: disponível gratuitamente de terça a sexta, a partir das 18h, e aos finais de semana e feriados, durante todo o dia. Classificação Indicativa: 12 anos. Duração: aproximadamente 100 minutos. Capacidade: 406 lugares (8 cadeirantes). Produção Local: Maré Cheia Produções; Milca Luna. Mais informações sobre toda a programação no perfil do Instagram ou no site da CAIXA Cultural Brasília.   Fotos – Divulgação: Ronaldo Gutierrez e Edgar Machado

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Diálogos da Liberdade em fotográfias históricas

Exposição conta, através de fotos históricas, objetos e obras de arte, a história do início da capital federal.   A exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília”, apresenta um recorte com obras do Museu de Arte de Brasília (MAB) e da Coleção Brasília / Acervo Izolete e Domício Pereira, reunindo trabalhos de artistas fundadores do imaginário visual da Nova Capital do Brasil. A mostra, em cartaz no MAB até 26 de fevereiro de 2016, propõe um percurso sensível e crítico no qual a noção de liberdade se manifesta em múltiplas dimensões – estética, política, poética e histórica – estabelecendo diálogos entre diferentes tempos, linguagens e concepções artísticas. O eixo curatorial é estabelecido pelo álbum “Brasília 1960 – O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo”, que reúne registros históricos da construção de Brasília, bem como dos festejos e das cerimônias de sua inauguração, em 21 de abril de 1960. De autoria de Mário Fontenelle, fotógrafo oficial de Juscelino Kubitschek, o conjunto é composto por 24 imagens em preto e branco, realizadas entre 1958 e 1960, que documentam de forma singular o processo de edificação da Nova Capital e o imaginário de modernidade que a constituiu. Nesta perspectiva de contextualizar a presença pioneira das artes visuais na capital, destacam-se obras de Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Roberto Burle Marx, Athos Bulcão,  Marianne Peretti, Alfredo Ceschiatti, Bruno Giorgi, Zeno Zani, Ake Borglund e, em diálogo com produções mais recentes, de Honório Peçanha, Ziraldo, Danilo Barbosa e Carlos Bracher. Cada um, ao seu modo, contribui para a consolidação do imaginário artístico da Nova Capital, articulando arte, arquitetura e paisagem, e reafirmando a liberdade criadora como fundamento de pensamento, expressão e diálogo. Além desse núcleo de artes visuais, a mostra contempla objetos de época e curiosidades históricas, como a maquete de lançamento da Romi-Isetta, itens do serviço do Palácio da Alvorada e a primeira fotografia de satélite do Plano Piloto. No segmento documental, duas relíquias assumem especial destaque: a carta-depoimento de Juscelino Kubitschek, datada de 1961, ao final de seu governo, e a homenagem da Igreja Católica a Dom Bosco, padroeiro de Brasília, que reúne resquícios de suas vestes. Neste contexto, registra-se  representação do artista mineiro Carlos Bracher, com a obra “Museu Imaginado”, doada ao Museu de Arte de Brasília pelo próprio artista e pelo curador Cláudio Pereira. A obra ocupa lugar de destaque ao tensionar os limites entre instituição, memória e imaginação, ampliando a reflexão sobre o papel do museu, das coleções e da criação artística contemporânea. Contribuindo para potencializar a percepção do conjunto e os diálogos entre diferentes conteúdos e linguagens, apresenta-se a gravação da carta-depoimento de JK, o minidocumentário dedicado ao álbum Brasília 1960 – O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo, bem como sua versão colorizada por meio de processos de inteligência artificial, ampliando assim, as possibilidades de leitura e fruição. A proposta curatorial, ao evidenciar territórios de convivência entre diferentes gerações e poéticas, visa tecer associações livres entre formas, cores, gestos e narrativas. Ao estimular leituras cruzadas, o conjunto convida o público a refletir sobre a construção da identidade cultural brasileira e sobre a importância do diálogo como fundamento da produção artística, matrix simbólica para a construção de sociedade livre e democrática. “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília” reafirma, assim, o compromisso do acervo, formado pelo casal Izolete e Domício Pereira (*), pioneiro da NOVACAP,  com a preservação da memória artística e com a promoção de debates contemporâneos, configurando-se como um espaço de escuta e interlocução, no qual a arte se apresenta como instrumento de pensamento, sensibilidade e diálogo permanente com o tempo presente e as futuras gerações.    (*) – O casal, proveniente da Região Nordeste do Brasil, de família de fazendeiros, políticos, militares e educadores, chega à Nova Capital em 1959, cerca de um ano antes da sua inauguração. Ele, natural de São Luís – MA, foi funcionário da Novacap, assumindo posteriormente o cargo de fiscal de tributos do antigo IAPAS – Instituto de Administração Financeira de Previdência Social. Ela, natural de Recife – PE, foi funcionária do Ministério da Fazenda onde assessorou vários ministros. Paralelamente, como Pedagoga e Arte-Educadora desenvolveu um dos mais importantes projetos sociais da nova Capital, que atendeu a milhares de crianças e suas famílias. Por essa obra, foi destacada como referência pela Unicef.  Entusiastas do projeto da Nova Capital do Brasil, ambos manifestavam, à época, a intenção desse significativo acervo da Coleção permanecesse em Brasília.   Fotos que contam histórias Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília / Museu de Arte de Brasília (MAB) / Até 26 de fevereiro de 2026 – das 10h às 19h, de segunda à domingo, exceto terca-feira / Siga @museudeartedebrasilia Fotos: Divulgação

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Pérola em forma de livro by Pedro Lacerda

Na Galeria Risofloras, no coração da Ceilândia, acontece o ato final do lançamento do foto-livro-obra do fotógrafo que traduziu seus cliques em tese de pós-graduação e livro conceito.   “Babado forte” é uma locução interjetiva que expressa um tipo de surpresa ou ainda uma coisa extraordinária que você viu, viveu ou soube e, geralmente, quer muito contar para alguém. E nada descreve melhor como foi a Festa Pérola, que aconteceu na última sexta-feira (19), na Galeria Risofloras, na Ceilândia. O evento fez parte da programação de lançamento do foto-livro-obra homônimo de Pedro Lacerda. Com a discotecagem do próprio autor e dos DJs Gabi Buzzi, Conceitinho e Gu da Cei, esse foi o terceiro e último evento de lançamento do livro, que investiga os processos de produção artística tendo a fotografia como campo de pesquisa. A turnê de lançamento teve início na n’A Pilastra Escola Galeria (Guará II) e seguiu para o Pé Vermelho – Espaço Contemporâneo (Planaltina). Durante a festa, a distribuição da publicação foi gratuita e superlimitada aos presentes.  A Galeria Risofloras fica no Setor M EQNM 18/20 – Ceilândia. O projeto “Pérola” é realizado com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF). Pérola parte da atuação do autor como fotógrafo da cena noturna LGBTQIA+ de Brasília para refletir sobre procedimentos e metodologias de criação artística. Em diálogo com teóricos, artistas e relatos pessoais, o texto constrói uma trama de experiências que culminam em obras desenvolvidas em fotografia, vídeo e instalação. A publicação deriva da dissertação “pérola – poéticas em processos fotográficos”, desenvolvida por Lacerda no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB), na linha de pesquisa Poéticas Transversais (2017–2019), sob orientação do Prof. Dr. Vicente Martinez Barrios, com bolsa CAPES. Sobre a Festa Pérola Pérola é uma festa retrofuturista de música pop, produzida por Daniel Spot, Gabriella Buzzi e Pedro Lacerda. O retrofuturismo é uma tendência que materializa influências de representações do futuro produzidas antes de 1990, caracterizando-se pela mistura de estilos retrô com tecnologia futurística. Pode ser compreendido tanto como “o futuro visto a partir do passado” quanto como “o passado visto a partir do futuro”. A jornada musical tem início com synthpop e eletropop, estilos clássicos ligados ao retrofuturismo, e se estende por summer eletrohits e dance music nostálgica, composta por clássicos das pistas do início ao final dos anos 2000. Criada em 2019, a festa conta com sete edições realizadas em diferentes espaços da cidade, como o Espaço Galleria, Infinu, Mimo Bar e o Mezanino da Torre de TV, entre outros. Dito tudo isso, eu recomendo fortemente que você siga os perfis mencionados aqui, sobretudo o da Gabi Buzzi e do Conceitinho que, na minha humilde opinião de notívago inveterado das décadas de 1980 a 2010, são donos de setlist e presença de palco incríveis. Inclusive, para quem estiver curioso como foi o evento (já que não trago fotos do mesmo por aqui), clique neste link! Arrisco a dizer que vai rolar o mix de sensações tipo “poxa, queria ter ido também”, “típica festa que devia ter explodido de gente” e “vou ficar ligado no @perola.haus” para não perder a próxima edição”.   Sobre o artista Pedro Lacerda (1992) é artista visual, fotógrafo e pesquisador. Doutorando em Artes Visuais – Processos e Procedimentos Artísticos pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da UNESP, é mestre em Arte Contemporânea pela UnB (2019). Possui graduações em Artes Visuais pela UnB (2016) e Comunicação Social pelo UniCEUB (2014). Há mais de dez anos participa de exposições, grupos de pesquisas e cursos livres nas áreas de artes visuais e fotografia, entre eles Fotografia Avançada na escola MADPhoto em Madrid/ES (2015). Entre 2018 e 2019 foi professor convidado no Espaço f/508 de Cultura em Brasília, recebeu menção honrosa pela participação na Bienal das Artes do SESC-DF e realizou sua primeira exposição individual. Em 2021 foi professor do Laboratório de Fotografia no espaço de arte A Pilastra (DF) e entre 2022 e 2024 foi artista representado pela Galeria Index (DF). Desde 2014 trabalha como fotógrafo e produtor na cena noturna de eventos LGBTQIA+ pelo coletivo de fotografia Shake it. Em sua pesquisa prático-teórica explora questões relacionadas à fotografia e ao campo da imagem, desenvolvendo trabalhos que discutem assuntos como identidade, tempo e espaço. Produz em fotografia, vídeo e instalação, articulando ideias em torno de espaço expositivo, suportes e mídias. De Brasília, vive e trabalha em São Paulo. Babado forte! Pérola, poéticas em processos fotográficos – Foto-livro-obra de Pedro Lacerda / Unidades limitadas podem ser comprada com @pdrlcrd Fotos: Divulgação

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Hoje é dia de Feira No Setor

Programação intensa marca edição especial do evento que tem como destaque a criação cultural feminina no Distrito Federal. Com uma edição guiada pelo tema “Universalidade Artística Feminina”, a Feira No Setor acontece nesta sexta-feira (19), na Quadra 1 do Setor Comercial Sul (SCS). O evento destaca mulheres que atuam na música, na cultura popular e nas práticas artísticas do quadradinho e tem sua abertura marcada para as 10h. Em seguida, a programação segue com discotecagem da DJ J4k3 e, ao longo do dia, apresentações de DJ Fraktal, Fulô do Cerrado, Coco de Quebrada, Sambadeiras de Roda e Kika Ribeiro, que encerrará a programação. De acordo com a organização da Feira No Setor, a escolha do tema dialoga com debates que ganham maior centralidade no país, especialmente no fortalecimento de políticas e ações de enfrentamento à violência contra a mulher. Valorizar produções culturais lideradas por mulheres, ampliar sua circulação e reconhecer seus espaços de atuação são movimentos que contribuem para tornar esse debate público mais amplo e presente no cotidiano das cidades. Para Tamara Gonçalves, Diretora de Projetos do Instituto No Setor, esta edição reafirma o papel da feira como um agente de mobilização no território: “A Feira No Setor sempre entendeu a cidade como um espaço vivo, que precisa ser ocupado para fazer sentido. Voltar com uma edição dedicada à criação feminina é reconhecer quem transforma esse cotidiano e mantém a cultura em movimento. Nosso objetivo é destacar que as mulheres ocupam um lugar central na cultura do DF e atuam diretamente na construção desse cenário.” Criada em 2018, a Feira No Setor surgiu no Setor Comercial Sul (SCS) com o objetivo de ativar o centro de Brasília por meio de iniciativas culturais e circulação de pessoas. Em 2021, passou a realizar suas edições na Galeria dos Estados, ampliando sua visibilidade e frequência. Agora, retorna ao SCS, na Quadra 1, reafirmando o território como espaço de encontro, cultura e uso coletivo do espaço urbano. Desde então, tornou-se referência na ocupação qualificada do centro da cidade e no fortalecimento do comércio ligado à cultura no DF. Se liga na programação completa para não perder nada: 10h – Abertura e fala institucional (MEMP) – DJ J4k3 12h – DJ Fraktal 14h – Fulô do Cerrado (foto acima) 15h30 – DJ Fraktal 17h30 – Coco de Quebrada 19h – Sambadeiras de Roda 20h30 – Kika Ribeiro 22h – Encerramento Festejando o “girl power” local! Feira No Setor – Edição “Universalidade Artística Feminina” / Em frente ao Bar Espelunca – SCS, Qd 1, Brasília, DF / 19 de dezembro, das 10h às 22h / Grátis – é só chegar / Siga @feiranosetor   Fotos: Divulgação

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Sabores e Saberes: Comida de Terreiro

Fundação Palmares Lança o I Prêmio para celebrar a gastronomia de terreiro com participação de 45 terreiros e comunidades de matriz africana de todo o Brasil. A Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial, realiza no dia 17 de dezembro, na Casa Niemeyer, no ParkWay, em Brasília, o I Prêmio “Sabores e Saberes: Comida de Terreiro”. Um evento inédito que tem como objetivo dar visibilidade e fortalecer a gastronomia de terreiro, promovendo o reconhecimento das práticas culinárias afro-brasileiras e suas profundas raízes culturais e espirituais. O evento celebra a riqueza da culinária afro-brasileira, com a participação de 45 terreiros de comunidades tradicionais de matriz africana oriundas de todas as regiões do Brasil. As entidades foram selecionadas por meio de um edital público executado pela Fundação Palmares, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial (MIR) e além do prêmio de 13 mil reais para cada uma, as comunidades, também, receberam kits de cozinha industrial contendo nove itens, tais como: freezer, fogão, bancada de inox, processador, exaustor, e forno micro-ondas, entre outros. Equipamentos que facilitarão o trabalho das lideranças religiosas das comunidades na confecção dos alimentos. “Esses kits são uma ferramenta valiosa para a continuidade do trabalho dessas comunidades, permitindo que a culinária de terreiro seja praticada de maneira mais eficiente e moderna, sem perder suas raízes culturais”, afirma Cida Santos, coordenadora de projetos da Fundação Palmares. Além do reconhecimento, o prêmio promove, ainda, a geração de empregos e renda, fortalecendo a economia criativa e valorizando a gastronomia afro-brasileira. “O prêmio não é apenas uma celebração culinária, mas também uma maneira de documentar e divulgar as histórias e receitas dessas comunidades, dando visibilidade nacional e internacional a essa rica tradição”, complementa Cida. A gastronomia de terreiro, mais do que uma prática culinária, é um elemento cultural e de resistência religiosa. “Cada prato tem um significado profundo e uma conexão com os orixás, sendo considerada uma refeição tanto para o corpo quanto para a alma”, explica João Jorge Rodrigues, Presidente da Fundação Cultural Palmares, que faz questão de destacar que o prêmio reflete o compromisso da Fundação com a preservação e a valorização do patrimônio cultural afro-brasileiro. Para Fernanda Thomaz, diretora do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro da Fundação Cultural Palmares, esse prêmio reflete a importância que a Fundação tem com as políticas públicas voltadas para as comunidades de terreiro. “Ele reforça o quanto a Fundação está olhando para projetos futuros, abrindo um diálogo com as comunidades de terreiro e matriz africana, e colocando essa gastronomia no patamar que ela merece. Uma culinária, que representa uma herança e a resistência da cultura afro-brasileira”, explica Fernanda. A gastronomia de terreiro como patrimônio cultural O I Prêmio “Sabores e Saberes: Comida de Terreiro” se fundamenta em três eixos principais: a defesa do patrimônio cultural, a economia e a segurança alimentar. A culinária afro-brasileira é um dos maiores legados da cultura afro-brasileira e, com este prêmio, busca-se fortalecer ainda mais esse movimento, colocando-o em evidência. A diretora de Políticas Públicas para os Povos de Matriz Africana e Povos de Terreiro do Ministério da Igualdade Racial (MIR), Luzineide Miranda Borges, destaca a importância do prêmio como um ato de reconhecimento. “Como mulher oriunda desses territórios, vejo esse prêmio como uma forma de reconhecer a riqueza cultural, o trabalho cotidiano e a importância histórica dos povos de terreiro. Esses povos são responsáveis por preservar saberes ancestrais africanos no Brasil e, por meio dessa culinária, mantêm vivas práticas de cultivo, preparo e partilha de alimentos, que atravessam gerações e sustentam modos de vida diversos”, afirma Luzineide. Isabel Cristina Ribeiro Rosa, representante da Associação de Cultura e Tradições de Matriz Africana Ojinjé Ilê Alaketu Ijobá Bayó Àsé Nanã, de Navegantes (Santa Catarina), uma das entidades premiadas, se emociona ao falar desse reconhecimento e o quanto ele é importante. “Gosto de descrever a cozinha como o “coração da casa”, que alimenta toda uma comunidade e esse prêmio é a valorização da tradição ancestral dos povos de terreiro e de uma culinária que alimenta o sagrado e o profano”, diz Mãe Cristina, como é carinhosamente chamada em sua comunidade. O evento do dia 17 é aberto ao público e contará com a presença de convidados especiais, que poderão saborear as delícias preparadas por lideranças de terreiros vindos de todo o país, e também conhecer mais sobre a importância cultural e espiritual desta  gastronomia tão rica de sabores e significados. Sobre a Fundação Cultural Palmares A Fundação Cultural Palmares é uma fundação pública vinculada ao Ministério da Cultura, criada pela Lei nº 7.668, de 22 de agosto de 1988. É a primeira instituição da administração pública federal voltada especificamente à promoção, preservação e difusão da cultura afro-brasileira. Sua atuação abrange a proteção do patrimônio cultural de matriz africana, a certificação de comunidades quilombolas, o fomento a iniciativas culturais negras em todo o Brasil e a manutenção de acervos e centros de referência dedicados à memória e à história da população negra. Entidades Selecionadas Região Norte: Ile Ase Ayedun Casa de Culto Tradicional Yoruba – Manaus (AM) / Associação dos Filhos e Amigos do Ile Iya Omi Ase Ofa Kare (AFAIA) – Belém (PA) / Instituto Cultural Nagô Afro-Brasileiro (ICNAB) – Belém (PA) / Federação Espírita e Umbandista dos Cultos Afro-Brasileiros do Estado do Pará – Belém (PA) Região Nordeste: Ilé Axé Odé Layó – Assu (RN) / Associação dos Umbandistas de Bacabal – Bacabal (MA) / Associação Religiosa Centro Espírita Rainha do Mar – Parnamirim (RN) / Associação de Terreiros da Bahia – Salvador (BA) / Sociedade Beneficente Socioeducativa Recreativa e Religiosa Oba L’Okê – Lauro de Freitas (BA) / Terreiro Caboclo Quebra Barreiras e Cabocla Jurema – Juazeiro do Norte (CE) / Sociedade Ilê Asipa – Salvador (BA) / Associação dos Remanescentes dos Quilombolas da Comunidade de Barra II – Morro do Chapéu (BA) / Associação Cultural e Religiosa Yeyê Ipondá – Lauro de Freitas (BA) / Instituto Socioambiental Jucaral – São Luís (MA) Região Centro-Oeste: Centro Sócio Cultural de

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Renata Jambeiro se junta aos bons em show solidário

Com músicos de renome, a noite promete ser um marco de emoção e solidariedade, celebrando a vida e obra de Clara Nunes No próximo dia 22 de dezembro, o Clube do Choro de Brasília será palco de uma noite de celebração e solidariedade. A cantora Renata Jambeiro traz o show “Mestiça – Celebrando Clara Nunes”, no âmbito da 16ª edição do Jambeiro Solidário. Além de Renata Jambeiro, o evento contará com a participação de artistas como Marcelo Café, Paula Vidal, Nilson Lima, Dhi Ribeiro, Batukenjé, Layla Jorge, André 14 Voltas, Rapha Gomes, Pedro Vasconcellos, Daniel Rodrigues, Amanda Costa, Rodrigo D’Bessem e Dedé Batera, entre outros. O Jambeiro Solidário, idealizado por Renata desde 2010, tem como propósito promover o desenvolvimento e a valorização de comunidades vulneráveis por meio da arte e da educação. Desde 2021, o projeto é realizado pelo Instituto Caminhos Abertos e pela Ritmiza Produções, com o apoio de diversas parcerias alinhadas aos seus valores. O evento também arrecadará donativos para entidades carentes do Distrito Federal, com parcerias com a Creche Clara Nunes e o Instituto Clara Nunes, em Caetanópolis-MG. Quer ir? Renata Jambeiro em Mestiça- Celebrando Clara Nunes + Jambeiro Solidária Dia 22 de dezembro, 20h, no Clube do Choro de Brasília (Eixo Monumental, próximo ao Planetário e Centro de Convenções). Ingressos nesse link da Bilheteria Digital Classificação Indicativa: maiores de 16 anos. Imagens: Divulgação

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