Pitágoras abre duas exposições em Goiânia

Artista consagrado abre mostras inéditas que exploram o azul, a fabulação e a força da pintura A capital goiana recebe duas mostras inéditas do artista Pitágoras, nome de referência na arte contemporânea brasileira. Na quinta (2), ele abre Fragmentos de um Diário Imaginado, no Centro Cultural da UFG, reunindo 83 obras que transitam entre fabulação, excesso cromático e o silêncio dos azuis. Já no sábado (4), é a vez de Out of the Blue, na Lud Potrich Art Gallery, onde o azul surge como campo de invenção e transcendência. Com curadoria de Paulo Duarte Feitoza, as exposições revelam a pintura como gesto vital e diário na trajetória do artista, que há mais de três décadas constrói uma obra marcada pela imaginação, disciplina e intensidade.   Autodidata, Pitágoras consolidou sua carreira fora da academia, sustentando sua produção em um mergulho contínuo no ateliê e em referências que atravessam da cultura popular à ficção científica. Suas obras já integram acervos de museus de arte moderna em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Santa Catarina e Bahia. Seja nos insetos e astronautas que povoam seu diário inventado ou na potência quase infinita do azul, o artista reafirma uma pintura que insiste em existir como ofício e como vida. Goiânia, nesta semana, se torna o espaço onde essa vitalidade transborda em duas exposições imperdíveis. Quer ver? Fragmentos de um Diário Imaginado – Centro Cultural UFG | Abertura 2/10, às 19h | Visitação até 19/11 Out of the Blue – Lud Potrich Art Gallery | Abertura 4/10, às 10h | Visitação até 19/11 Entrada gratuita. Imagens: Divulgação

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Tem galeria de Bsb no Portas para a Arte

Galeria José Maciel.Art estreia no Portas para a Arte com a exposição “Ecos da Memória” O projeto Portas para a Arte, promovido pela Fundação Bienal do Mercosul, chega à sua segunda edição com o objetivo de transformar Porto Alegre em uma grande galeria a céu aberto durante a 14ª Bienal do Mercosul, que acontece na capital gaúcha de 27 de março a 1º de junho. A novidade desta vez é que a organização do evento amplia sua representatividade ao convidar duas galerias de Santa Catarina e uma de Brasília para integrar a programação fora do Rio Grande do Sul. E a representante da capital federal não poderia ser outra senão a Galeria José Maciel.Art, que estreia no prestigiado evento com a exposição “Ecos da Memória”, a ser inaugurada no dia 3 de abril, na Chácara 71 da QI 05, no Lago Sul. Quem for #PERAMBULANDO por lá verá uma seleção de obras de José Maciel, artista e fundador da galeria, que explora de forma singular as memórias pessoais e coletivas, conectando passado e presente por meio da arte. Com curadoria de Cláudio Pereira e Danielle Athayde, a exposição apresenta obras inéditas criadas especialmente para o projeto, incluindo pinturas, desenhos e peças com seixos rolados, refletindo a profunda conexão do artista com sua trajetória e suas recordações. José Maciel, que além de artista plástico é advogado, celebrou sua participação no evento: “Como gaúcho, é uma grande honra integrar o Portas para a Arte – Fundação Bienal do Mercosul. A inclusão de Brasília na programação deste ano torna minha participação ainda mais especial“, confessou o artista. Sobre o artista Além de advogado, José Maciel construiu uma trajetória artística marcada por um vínculo profundo com a arte. Desde jovem, teve a oportunidade de conviver com grandes mestres, como Iberê Camargo, cuja influência moldou seu olhar artístico. Sua obra é reconhecida por uma expressividade singular, conectando o pessoal ao universal. Maciel já expôs em espaços renomados, como o Espaço Oscar Niemeyer, o CasaPark e o Instituto Pernambuco Porto, em Portugal. Em setembro de 2024, inaugurou seu atelier-galeria em Brasília, um espaço dedicado à sua criação, além de lançar seu site oficial (www.josemaciel.art), ampliando o acesso às suas obras e consolidando sua presença no mercado de arte. Portas Para a Arte em Brasília Ecos da Memória / Galeria JoséMaciel.Art/ SHIS QI 05, Chácara 71, Lago Sul / até 01 de junho 2025  – visitação com horário marcado / Whatsapp (61) 99265-7678 Foto: Divulgação

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Encontro da arte com o design

Hoje, a Coluna #PERAMBULANDO destaca uma experiência interessante, que pode servir de exemplo de relacionamento para empresários em geral. O Casapark Prime tem, como parte de seu projeto, a realização de visitas culturais a diferentes espaços de cultura, design, arquitetura e bem-estar. Na última quinta-feira (20), cerca de 60 arquitetos e designers de interiores, membros do programa de relacionamento do Casapark, visitaram a exposição “A História que o Brasil Não Conta”, do artista plástico Vinícios Vaz, em cartaz na Mercato Galeria. Pertencente à etnia Pataxó, Vaz produziu pinturas em grandes e médios formatos que celebram personagens e narrativas pouco exploradas na história oficial do Brasil, tudo isso a partir de uma referência à arte sacra. Durante o evento, Carol Valença, gerente de marketing do Casapark, ressaltou a qualidade do galerista Antonio Aversa, que abriu as portas da Mercato para o grupo. Aversa, que também é colecionador de arte e mobiliário, destacou o quanto é interessante e natural receber esse público na galeria, especialmente por estar situada em um local tão icônico e querido pelos brasilienses: o Edifício Eldorado, no Setor de Diversões Sul. “Esse tipo de visita é muito importante para a galeria, porque nos permite mostrar um pouco da cultura local e do trabalho dos artistas contemporâneos que representamos, enriquecendo culturalmente todos os profissionais envolvidos”, avaliou Antonio. Ele apresentou a exposição em cartaz e também o acervo da galeria, que reúne obras de arte produzidas no Brasil desde os anos 1950 até os dias atuais. Entre os artistas representados estão Rubem Valentim, Pitágoras Lopes, Fernando Luchesi, Júlio Cesar Lopes, Chico da Silva e Cícero Dias. Aproveite e confira alguns registros da visita pelos cliques de César Rebouças:

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Bate-papo cultural na Referência Galeria

Encontro com curadores da mostra “Queria olhar de outro lugar” é uma grande oportunidade para quem quer entender um pouco mais sobre os meandros do mundo das artes Essa é para colocar na agenda! No próximo dia 30 de janeiro, quinta-feira, às 17h, a Referência Galeria de Arte realiza uma conversa com os curadores da mostra “Queria olhar de outro lugar”, Emerson Dionísio Oliveira e Pedro Ernesto. Entre os temas que serão abordados, os curadores falarão da proposta curatorial e sobre as relações entre o acervo da galeria e a história da arte brasileira. A entrada é gratuita e livre para todos os públicos, ou seja, é só chegar! O espaço fica na comercial da 202 Norte, Bloco B Loja 11, Subsolo. A mostra A mostra, segundo os curadores, é um convite a olhar de outro lugar, a imaginar outras condições humanas e outras possibilidades de futuro, para além de esquemas programados. Os curadores afirmam em seu texto sobre a mostra que as obras reunidas nesta exposição são lembretes desses futuros possíveis, resultado de um sonho que completa 30 anos em 2025. “Referência construída nas últimas três décadas na conjunção entre muito trabalho, farta resiliência, profissionalismo, amizades e boa arte”, dizem os curadores que convidados a mergulhar no acervo da galeria trazem para o público obras que se relacionam com o farto histórico de exposições individuais realizadas desde novembro de 1995. A exposição apresenta apenas uma pequena parcela dessa história. “Referência, como o futuro, é muito maior que os passos possíveis que separam cada obra e a vontade nela depositada. O interesse por deslocar lugares de modo a viabilizar novos olhares já estava presente na própria constituição da galeria”, afirmam. Vale destacar que a mostra coletiva conta com obras de Adriana Rocha, André Santangelo, Camila Soato, Carlos Vergara, Clarice Gonçalves, Claudio Tozzi, Daniel Perfeito, Diô Viana, Francisco Galeno, Gu da Cei, João Angelini, José Roberto Bassul, Josiane Dias, Karina Dias, Léo Tavares, Marcelo Camara, Márcio Borsoi, Patrícia Bagniewski, Rogério Ghomes, R. Godá, Rodrigo Zeferino, Rubem Valentim e Veridiana Leite Os curadores Emerson Dionisio Oliveira é historiador da arte. Doutor em História pela Universidade de Brasília (UnB), ex-diretor do Museu de Arte Contemporânea de Campinas -SP, atualmente é professor do Departamento de Artes Visuais na Universidade da UnB e editor da Revista “MODOS – História da arte”. É autor dos livros “Museus de Fora” (2011), “Instituições da Arte” (2012); “Histórias da Arte em Exposições” (2016); “Histórias da Arte em Coleções” (2016); “Histórias da Arte em Museus” (2019) e, o mais recente, “Musealização da Arte” (2023). Pedro Ernesto é professor adjunto do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB). É Doutor (2020) e Mestre (2016) em Artes, com ênfase em Teoria e História da Arte pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UnB (PPGAV-UnB).  Possui bacharelado em Desenho Industrial com habilitação em Programação Visual e Projeto de Produto pela UnB (2011). Atua no ensino e pesquisa em Teoria e História da Arte com ênfase em arte contemporânea, história da arte, curadoria, exposições, a partir de perspectiva interdisciplinar com políticas culturais, sociologia da arte, história da cultura e museologia. Atuou como professor no curso de Licenciatura em Artes Visuais da Universidade Estadual do Paraná (Unespar). Foi curador da exposição “Docente corpo” (2023), realizada em Castro (PR). Referência 30 anos   Em tempo, a Referência Galeria de Arte, fundada em 1995 por Onice Moraes e José Rosildete de Oliveira, é um marco na cena cultural de Brasília, destacando-se desde sua primeira exposição inédita de Amílcar de Castro. Ao longo de 30 anos, promoveu artistas renomados como Athos Bulcão, Carlos Vergara e Claudio Tozzi, além de talentos emergentes. Paulo Moraes, filho do casal, integrou a administração em 2004, fortalecendo a gestão estratégica. “Com foco na valorização de artistas do Centro-Oeste e regiões fora dos eixos dominantes da arte, a galeria busca ampliar a inclusão nas coleções privadas, refletindo a história e a diversidade cultural de seu tempo”, conforme destaca Onice Moraes. Bate-papo cult! Conversa com Emerson Dionísio Oliveira e Pedro Ernesto / Referência Galeria de Arte / 30/01 – 17h às 19h / Entrada franca / Livre para todos os públicos   “Queria olhar de outro lugar” / Até 28/02/2025 / segunda a sexta – 10h às 19h; sábado – 10h às 15h / Entrada franca / Livre para todos os públicos / Siga @referenciagaleria

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A arte indígena de Vinícius Vaz

Em sua primeira mostra individual, artista reune personalidades em noite de badalado coquetel no coração da capital federal   Na última quinta-feira (28), um coquetel, exclusivo para convidados, marcou a abertura da primeira exposição individual do artista plástico indígena Vinícius Vaz, na galeria Mercato + Antiguidade + Design, localizada no icônico complexo Conic, no coração de Brasília. Intitulada “A História que o Brasil Não Conta”, a mostra, com curadoria de Antonio Aversa, reúne 16 pinturas impactantes que dão voz a personagens e temas frequentemente ignorados pelos livros de história. A noite foi prestigiada por figuras ilustres como embaixadores e figuras do meio artístico e a atriz brasiliense Maria Paula Fidalgo. Quem também marcou presença foi a primeira deputada federal indígena, Célia Xakriabá (PSOL-MG), da mesma etnia do artista, os Xacriabás, que destacou a importância do trabalho de Vinícius na valorização da história e cultura indígena. Os cerca de 100 convidados tiveram a oportunidade de dialogar com o artista sobre as narrativas que inspiram suas obras. Um dos destaques da exposição é a poderosa “Guernica Tupiniquim”, que retrata o brutal assassinato do indígena Galdino, queimado enquanto dormia em um ponto de ônibus na 703 Sul, em Brasília — um episódio que ainda ecoa como símbolo da violência contra os povos originários. A História que o Brasil Não Conta estará aberta ao público até o dia 28 de fevereiro de 2025. As visitas podem ser agendadas pelo Instagram @espacomercato ou pelo telefone (61) 99914-8208. Confira quem prestigiou o evento pelos clicks de JP Rodrigues:

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O Sonhador nas Alturas

A arte de Daniel TOYS ganha as paredes da galeria do Mezanino na Torre de TV “Tudo Começa no Sonho” é o nome da nova exposição de Daniel Toys (@toysdaniel), que está em cartaz até 28 de setembro na galeria do restaurante Mezanino, localizado em um dos cartões-postais mais bacanas da cidade, a Torre de TV. Com cerca de 40 obras, entre pinturas e instalações, o artista urbano apresenta suas mais recentes criações, que trazem, entre outros elementos, as árvores do Cerrado, as pipas que flutuam no céu da capital federal e os trabalhadores. Com curadoria do artista e empresário Bruno Barbosa, a ideia é inspirar e motivar o público a acreditar em seus sonhos, despertar seus propósitos e vislumbrar seus desejos na arte urbana. Repletas de cores, figuras abstratas e formas geométricas, as pinturas e instalações da exposição mesclam o graffiti e o muralismo, que marcam o trabalho de TOYS, e as referências, como já foi dito, das suas mais recentes experimentações, onde utiliza a cidade como suporte para sua arte. Dessa forma, ele transmite uma mensagem positiva e motivacional, enfatizando a importância dos sonhos como força motriz para alcançar conquistas. Inspirado pela frase “sempre fui sonhador, isso é o que me mantém vivo”, do rapper Mano Brown, TOYS reflete sobre como os sonhos são o primeiro passo para a realização de um propósito de vida. Com um toque lúdico, a exposição resgata memórias da infância e um universo onde não há regras ou limitações, desafiando a rigidez da realidade cotidiana. “Assim, Tudo Começa no Sonho é um convite para que o público mergulhe em um mundo de possibilidades, onde a arte serve como um lembrete de que os sonhos são essenciais para manter viva a esperança e a determinação”, sentencia o artista. De Brasília para o mundo, TOYS, nascido em 1991, cria personagens desde a infância e começou a desenhar em muros aos 13 anos, no Guará. Formado em Publicidade e Propaganda, ganhou destaque ao criar o personagem “toyzin”, que passou a chamar atenção nas ruas de Brasília. Hoje, com mais de 30 exposições pelo mundo, o trabalho do artista transita entre diferentes materiais, objetos e linguagens artísticas, da publicidade à ilustração digital. Consolidado como um dos principais muralistas do DF, seus trabalhos já percorreram diferentes cantos do Brasil e países da Europa e da América Latina, como Argentina, Chile, Peru, França, Alemanha, Áustria, Portugal, Reino Unido e Espanha. A nova mostra se soma ao rol das demais que já passaram pela Galeria do Mezanino, como as de Gabriel Wickbold, Rafael Sanches, Sérgio Coimbra, Douglas Viana, entre outros nomes emergentes da cena cultural brasiliense e nacional, como “Mão Reflexiva”, da Nós Galeria (SP). Inclusive, ir #PERAMBULANDO por lá é uma ótima desculpa para aproveitar e se esbaldar nas delícias do menu do Mezanino (@meza.nino), que une gastronomia criativa a drinks MARAVILHOSOS criados por Nitay Pontes (@artistapalatavel), que, inclusive, elaborou uma receita exclusiva em homenagem a “Tudo Começa no Sonho”, disponível somente nos sete primeiros dias da mostra. Este colunista provou… que delícia, assim como este Reel que eu fiz de todos os detalhes por lá! Mas, voltando ao tema, se já não tiver mais a bebida quando você for, relaxa, tudo o que esse mixologista faz tem o poder de te levar às nuvens, garantindo sonhos cheios de energia boa como a exposição do TOYS. Não perca! Bora? “Tudo Começa no Sonho – TOYS” / Mezanino da Torre de TV – Eixo Monumental / Até 28 de setembro / R$ 15 (taxa de couvert artístico) / Segunda a sábado – 11h30 às 20h / Livre Fotos: @ribeiroricardo

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Além das baladas: CONIC ganha galeria de arte

A galeria Mercato, Antiguidades, Arte e Design abre suas portas no Edifício Eldorado com espaço multiuso e exposição da artista plástica Lelli de Orleans e Bragança   Conic, polêmico por natureza, sempre foi uma miscelânea de expressões no coração da cidade, endereço certo das antigas New Aquarius e Espaço Galeria, atuais Birosca e Chicão. É nesse patchwork urbano que se encontram as baladas, lojinhas e a galera mais alternativa do Distrito Federal. No entanto, este é assunto para outra oportunidade. Agora, o foco da coluna #PERAMBULANDO é que, há cerca de dez dias, a galeria Mercato Antiguidades, Arte e Design chegou para deixar ainda mais interessante esse insólito mosaico cultural. De mudança do Gilberto Salomão, a galeria de Antonio Aversa, em sociedade com Roberto Corrieri, está instalada na sobreloja do Edifício Eldorado, um local privilegiado entre os 13 prédios do mesmo conglomerado projetado por Lúcio Costa, inaugurado em 1961. O Conic foi concebido para ser muito mais que o reduto das baladas underground, mas um verdadeiro centro cosmopolita, recheado de cafés, restaurantes, galerias, teatros e estabelecimentos comerciais, no Setor de Diversões Sul. Com projeto arquitetônico assinado pelo paulista Gabriel Fernandes, a Mercato impressiona já na entrada com sua escada modernista em espiral de concreto, que dará acesso aos visitantes (que também podem utilizar o elevador na portaria do edifício). Entre outros destaques, a galeria está localizada em frente à Praça Zumbi, com o Sesi Lab do outro lado e uma bela vista para a Esplanada dos Ministérios, motivos para querer curtir a varanda por horas. Lá dentro, há pinturas do século XIX, obras de artistas contemporâneos locais e nacionais, além de um mix de mobiliário das décadas de 60 e 70 de designers renomados como Sérgio Rodrigues, Jorge Zalszupin, Tunico Lages, entre outros. Fruto do garimpo curatorial de Aversa, o ambiente tem uma vibe que mistura chic com descolado, sendo um point para arquitetos, decoradores, colecionadores e amantes das artes em geral. “Eu nasci e cresci nessa cidade, acompanhando meu pai, o artista plástico Paulino Aversa. Vi ele registrar em suas pinturas os monumentos e o modo de vida do brasiliense”, conta Antonio. “Então, ter uma galeria em um lugar tão emblemático como o Conic é muito especial, além de ser uma forma de ajudar a revitalizar prédios históricos localizados no centro da cidade. Um movimento que vem acontecendo em todas as grandes metrópoles e que em Brasília não é diferente”, completa. Début com toque de realeza Além de tudo o que foi dito, a Mercato também é uma galeria, ou seja, tem um espaço dedicado para exposições, que já estreia em grande estilo com uma mostra de vinte quadros da artista plástica Lelli Orléans e Bragança, descendente da Princesa Isabel e dos reis da Baviera. Lelli, nascida no Paraná e criada em Vassouras, estudou comunicação visual no Rio de Janeiro e aperfeiçoou suas técnicas no instituto Van der Kelen, na Bélgica, especializando-se em “trompe l’oeil“. Após anos pintando na Europa, Lelli voltou ao Brasil e passou a retratar as florestas brasileiras, tema central da exposição gratuita na Mercato. Suas obras, que misturam elementos figurativos e abstratos, são ricas em detalhes escondidos e transmite uma sensação de paz e tranquilidade. As pinturas traduz paisagens tropicais exuberantes com diversos tons de verde, pássaros e borboletas, destacando a beleza natural dos trópicos com um estilo impressionista. “Quando estou pintando, minha meta é criar um oásis de paz e tranquilidade. Minhas paisagens não revelam tudo à primeira vista, o olhar do observador precisa percorrer e explorar o quadro para encontrar os detalhes escondidos”, explica Lelli. De fato, as telas de Lelli mostram uma natureza intocada, onde pássaros exóticos e borboletas são frequentes e a presença humana é mínima. Com pinceladas delicadas, a artista cria cenários de florestas misteriosas e clareiras mágicas, que parecem transportar o observador para mundos naturais distantes ou microcosmos habitados por insetos coloridos. Para quem quiser ir #PERAMBULANDO por lá, a exposição de Lelli permanecerá na galeria Mercato por tempo indeterminado. Veja como está tudo lindo por lá assistindo este Reel. E outra dica bacana é que ela está participando dos circuitos de visitações do Brasília Design Week, um evento que acontece todo o mês de junho, tema de uma próxima coluna por aqui, muito em breve. Esse foi apenas um spoiler!   Partiu CONIC das artes? Galeria Mercato  Antiguidades, Arte e Design / Mezanino do Edifício Eldorado – Conic / Segunda a sábado, das 12h às 18h / Serviço: Exposição Lelli de Orléans e Bragança tempo indeterminado / Siga @espacomercato       

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Toys e Omik ocupam a galeria do Hidden

A  dupla mais conhecida do grafite brasiliense chega com seus traços multicoloridos, trazendo uma coletânea de trabalhos que vão encher de good vibes a nossa galeria.   Hidden e grafite têm tudo a ver, afinal, ambos têm as ruas, os espaços públicos (sobretudo aqueles que estão abandonados ou esquecidos) como fonte de inspiração. Não é por menos que o casamento do evento com a dupla formada por Daniel Toys e Mikael Omik é tão duradouro. Eles estiveram desde o começo, na primeira ocupação, aquela da passarela subterrânea do Pier 21, no ano de 2017. De lá para cá, o total é de quatro participações com esta de 2024 na Casa Manchete. Então, se liga, pois os artistas já penduraram suas obras nas paredes da galeria nessa quinta-feira (20), e você pode ir #PERAMBULANDO até lá para conferir o grafite made in Brasília  até 21 de julho. “Estou trazendo diversas obras, entre originais e prints com baixa tiragem, onde se destacam o formato geométrico ganhando composições fragmentadas, repletas de estampas, uma linha de trabalho que acabou sendo bastante popularizada pela junção de nossas assinaturas”, explica Omik. “Mas vale deixar bem claro que as obras desta exposição foram pintadas separadamente, sendo cada tela de um único artista, sua visão de mundo e momento de cada um de nós”, completa. A escolha por uma miscelânea de trabalhos também foi feita por Toys, que prevê uma mostra plural, justamente por este motivo. “É uma parcela aleatória do meu trabalho, mas tem muita coisa que eu ando pesquisando ultimamente, onde trago uma questão motivacional, de sonhos, mensagens das ruas e as brincadeiras com lixos que vou encontrando por aí”, avisa o artista que afirma estar em um momento de ressignificação de sua arte. “O Toyzinho está saindo um pouco de cena para dar espaço a novos símbolos e temas recorrentes como a escada, a casinha, a porta, entre outros”, conta Daniel. E para os entusiastas do trabalho dessa dupla, fica a dica: as obras expostas, além de admiradas, poderão ser adquiridas dos artistas. Animados, eles comemoram a participação em mais uma edição da ocupação urbana mais cool da cidade. “A gente tem um carinho enorme com o Hidden que tem tudo a ver com nosso trabalho, que é de se apropriar da rua, de espaços abandonados ou esquecidos, ressignificando esses lugares, assim como a gente faz com nosso trabalho”, avalia Toys. “A arte é vida e está em todos os lugares, seja através das músicas, memórias, do cinema, obras de arte e mensagens. Então, é importante que isso seja valorizado, não só como uma expressão ou movimento, mas de maneira íntegra como todos os outros trabalhos que demandam tempo e dedicação para obter melhorias e profissionalização. Então, um viva para o Hidden”, comemora Omik.   Tssssss… bora?  Omik & Toys no Hidden – Casa Manchete SIG / até 21 de julho – quinta-feira a sábado, 18h30 / Couvert artístico R$ 50 / Entrada por ordem de chegada, sujeito à lotação / Siga @hiddenbrasilia   Fotos: Reprodução/Instagram dos Artistas

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Walter Firmo palestra na galeria Olho de Águia

3ª edição do projeto Imagem Sem Fronteiras tem programação com grandes fotógrafos do Brasil e exterior   Atenção amantes da fotografia, nesta quinta-feira (27) acontece a primeira palestra do “Imagens Sem Fronteiras”, que contará com a presença de um dos maiores fotojornalistas brasileiros, Walter Firmo que estará dividindo histórias e um pouco da sua experiência, que já soma mais de seis décadas de carreira, recheada por retratos poderosos e suas imagens emblemáticas sobre a cultura afro-brasileira. Idealizado por Ivaldo Cavalcante, fundador do espaço Galeria Olho de Águia em Taguatinga, o projeto tem como principal objetivo contribuir para a disseminação da cultura fotográfica e incentivar a formação de profissionais e estudantes de Fotografia, Cinema e Jornalismo. As palestras serão realizadas, mensalmente, entre agosto e novembro, com entrada franca. Uma exposição, com 10 fotos de cada convidado, será montada na galeria e ficará aberta à visitação durante 30 dias. “Queremos dar uma oportunidade única para quem deseja conhecer o trabalho desses craques da fotografia em um bate-papo presencial e aberto ao público. E melhor ainda é poder levar esse projeto para além do Plano Piloto”, explica Ivaldo. E fiquem ligados na programação do local, além de Firmo, já estão confirmadas as presenças do brasileiro André Liohn, dos norte-americanos James Naschthey e Lynsey Adario e do sérvio Goran Tomasevic. Em comum esses quatro fotógrafos têm seus trabalhos reconhecidos por atuarem em zonas de guerra. Serviço: Palestra Walter Firmo no projeto “Imagem Sem Fronteiras” Onde: Espaço Cultural Galeria Olho de Águia, CNF 01, Edifício Praiamar, loja 12, Praça da CNF, Taguatinga Norte Quando: Dia 27 de julho, às 19 horas Quanto: Entrada franca Mais informações: @imagemsemfronteiras Crédito fotográfico: Walter Firmo/Divulgação

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