Moda marca a abertura do Liquidecora 2026 no CasaPark

Desfiles integrados à Casa Decorada destacaram o trabalho de estilistas e marcas em uma noite que uniu moda, arquitetura e design A temporada do Liquidecora 2026 foi aberta na noite de quinta-feira (16), com a inauguração da Casa Decorada, novo projeto do CasaPark que reúne ambientes assinados por arquitetos e designers em uma proposta voltada ao morar contemporâneo. Entre os destaques da noite, a Casa Quadra apresentou o desfile Veraneio – O Caminho até o Verão. Em vez da passarela tradicional, as modelos percorreram os ambientes da Casa Decorada, transformando a arquitetura em cenário para as coleções. A estilista Letícia Gonzaga apresentou sua leitura contemporânea da camisaria, com fibras naturais e modelagens precisas. Já a Graciano’s celebrou seus 50 anos com uma coleção de alfaiataria em couro, reforçando a tradição da marca. A inauguração reuniu arquitetos, designers, artistas, influenciadores e convidados, consolidando a proposta do CasaPark de aproximar moda, design e arquitetura em uma experiência criativa e inspiradora. Fotos: César Rebouças/Divulgação

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Gustavo Silvestre: trabalho autoral que desacelera o olhar

Na exposição Aracnalização, o estilista ressignifica técnicas ancestrais em instalações escultóricas que unem memória, sofisticação e resistência no espaço intimista da galeria de Carlos Penna Na exposição Aracnalização, o estilista Gustavo Silvestre transforma o crochê em arquitetura sensível. As obras ocupam a Galeria de Carlos Penna como organismos suspensos, entre sombras, tensões e delicadezas que parecem redesenhar o espaço ao redor. Há, nas peças, uma dimensão quase ritualística: fios que deixam de cumprir função decorativa para assumir estado escultórico, instaurando um silêncio raro em tempos marcados pela velocidade e pelo excesso visual da moda contemporânea. O artesanal, aqui, não surge como nostalgia, mas como discurso de permanência. Gustavo costura memória, tempo e matéria em instalações que evocam afetos domésticos — a lembrança das mãos, da casa, da herança têxtil — enquanto projeta o crochê para um território futurista, sofisticado e radicalmente contemporâneo. A trajetória de Gustavo Silvestre acompanha esse mesmo gesto de reposicionamento cultural. Reconhecido por transformar técnicas manuais em linguagem de moda autoral e arte contemporânea, o estilista construiu uma carreira marcada pela valorização do fazer coletivo, da sustentabilidade e da inteligência ancestral presente nos fios. Seu trabalho desafia a lógica descartável da indústria ao defender o tempo como elemento criativo e político. Em vez de acelerar processos, Gustavo desacelera o olhar: faz do ponto repetido uma forma de resistência estética e humana. Entre resíduos, tramas e narrativas marginalizadas, sua obra reafirma que tradição não pertence ao passado — ela pode ser ferramenta de invenção, luxo e futuro. A exposição segue até o final de maio de 2026 na Galaeria Carlos Penna (R. Mateus Grou, 610 – Pinheiros, São Paulo – SP) Confere a entrevista que Gustavo nos concedeu: O crochê, na sua exposição, ganha um novo fôlego como linguagem artística e apresentação apurada de obras de arte. O que te fez escolher essa técnica ancestral para essa narrativa contemporânea? O crochê sempre me interessou pela potência humana que existe nele. É uma técnica ancestral, construída ponto a ponto pelas mãos, pelo tempo e pela repetição, mas que ainda carrega uma capacidade infinita de transformação. O que me move é justamente deslocar essa linguagem do lugar onde ela foi historicamente colocada, muitas vezes doméstico ou decorativo, e apresentá-la como matéria de arte, de pesquisa e de construção contemporânea. Através do crochê, eu consigo falar sobre tempo, memória, resistência, coletividade e sobre sofisticação. Existe uma inteligência estrutural muito grande nessa técnica. Então, para mim, usar o crochê hoje é quase um gesto de reposicionamento cultural. A galeria do Carlos Penna é um espaço que dialoga com o público de forma intimista e até pessoal. Como você acredita que a Aracnalização se transmutou nesse espaço, ganhando uma dimensão quase cerimonial sobre o seu trabalho? A galeria do Carlos tem uma atmosfera muito particular, quase silenciosa, e isso permitiu que a exposição respirasse de uma maneira muito sensorial. A Aracnalização fala sobre tecer espaços, criar presenças, quase como organismos vivos ocupando a arquitetura. Quando essas obras entram na galeria, elas deixam de ser apenas objetos e passam a criar uma experiência de permanência e contemplação. Existe algo de ritual nesse encontro entre matéria, tempo e corpo. As peças pendem, se expandem, criam sombras, tensões e delicadezas. É quase como entrar dentro de uma teia. E isso conversa muito com o trabalho do Carlos, porque ele também entende a matéria de uma forma muito emocional e escultórica.   Existe uma dimensão de resistência no crochê, uma forma de reinventar o tempo e o espaço. Como você vê essa prática dialogando com o ritmo acelerado da moda e da vida urbana em que estamos inseridos hoje? Eu vejo o crochê quase como um contraponto ao excesso de velocidade que vivemos hoje. A lógica do artesanal exige presença. Não existe aceleração possível quando você trabalha com as mãos. Cada ponto carrega tempo, corpo e atenção. Na moda e na vida contemporânea, muitas vezes tudo acontece de forma muito descartável e imediata. O crochê me permite trazer uma outra reflexão sobre valor, permanência e processo. Não é sobre nostalgia. É sobre imaginar futuros mais humanos, onde o fazer manual possa coexistir com inovação, arte e tecnologia sem perder sua essência. Ao olhar para as peças, quais memórias ou afetos você deseja evocar no espectador, e que tipo de diálogo você gostaria de criar entre o seu pensamento criativo, o passado artesanal e o futuro da moda? Eu gosto da ideia de que as pessoas reconheçam algo familiar, mas ao mesmo tempo não consigam definir exatamente o que é. O crochê ativa memórias muito afetivas e coletivas: a casa, a avó, o cuidado, o tempo lento. Mas eu tento deslocar essas referências para um lugar inesperado, mais contemporâneo, mais escultórico e até futurista. Meu desejo é criar uma ponte entre ancestralidade e invenção. Mostrar que tradição não significa algo parado no passado. Pelo contrário: ela pode ser um território extremamente radical e inovador quando revisitamos essas técnicas com outro olhar. Por fim, se seu trabalho fosse uma narrativa, qual seria o ponto, desfecho ou o convite silencioso que você deixaria para quem visualiza ou deseja suas obras? Talvez o convite seja desacelerar o olhar. Entender que existe beleza no tempo das coisas, na construção manual, na delicadeza e também na imperfeição. Meu trabalho fala muito sobre transformação. Sobre como fios, resíduos, materiais esquecidos e até histórias marginalizadas podem ganhar novos significados através das mãos. Então, se existe um desfecho, talvez ele esteja justamente nessa possibilidade de reconectar as pessoas com algo mais humano, sensível e essencial. Imagens incríveis cedidas por Danilo Sorrino

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Pitágoras abre duas exposições em Goiânia

Artista consagrado abre mostras inéditas que exploram o azul, a fabulação e a força da pintura A capital goiana recebe duas mostras inéditas do artista Pitágoras, nome de referência na arte contemporânea brasileira. Na quinta (2), ele abre Fragmentos de um Diário Imaginado, no Centro Cultural da UFG, reunindo 83 obras que transitam entre fabulação, excesso cromático e o silêncio dos azuis. Já no sábado (4), é a vez de Out of the Blue, na Lud Potrich Art Gallery, onde o azul surge como campo de invenção e transcendência. Com curadoria de Paulo Duarte Feitoza, as exposições revelam a pintura como gesto vital e diário na trajetória do artista, que há mais de três décadas constrói uma obra marcada pela imaginação, disciplina e intensidade.   Autodidata, Pitágoras consolidou sua carreira fora da academia, sustentando sua produção em um mergulho contínuo no ateliê e em referências que atravessam da cultura popular à ficção científica. Suas obras já integram acervos de museus de arte moderna em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Santa Catarina e Bahia. Seja nos insetos e astronautas que povoam seu diário inventado ou na potência quase infinita do azul, o artista reafirma uma pintura que insiste em existir como ofício e como vida. Goiânia, nesta semana, se torna o espaço onde essa vitalidade transborda em duas exposições imperdíveis. Quer ver? Fragmentos de um Diário Imaginado – Centro Cultural UFG | Abertura 2/10, às 19h | Visitação até 19/11 Out of the Blue – Lud Potrich Art Gallery | Abertura 4/10, às 10h | Visitação até 19/11 Entrada gratuita. Imagens: Divulgação

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Tem galeria de Bsb no Portas para a Arte

Galeria José Maciel.Art estreia no Portas para a Arte com a exposição “Ecos da Memória” O projeto Portas para a Arte, promovido pela Fundação Bienal do Mercosul, chega à sua segunda edição com o objetivo de transformar Porto Alegre em uma grande galeria a céu aberto durante a 14ª Bienal do Mercosul, que acontece na capital gaúcha de 27 de março a 1º de junho. A novidade desta vez é que a organização do evento amplia sua representatividade ao convidar duas galerias de Santa Catarina e uma de Brasília para integrar a programação fora do Rio Grande do Sul. E a representante da capital federal não poderia ser outra senão a Galeria José Maciel.Art, que estreia no prestigiado evento com a exposição “Ecos da Memória”, a ser inaugurada no dia 3 de abril, na Chácara 71 da QI 05, no Lago Sul. Quem for #PERAMBULANDO por lá verá uma seleção de obras de José Maciel, artista e fundador da galeria, que explora de forma singular as memórias pessoais e coletivas, conectando passado e presente por meio da arte. Com curadoria de Cláudio Pereira e Danielle Athayde, a exposição apresenta obras inéditas criadas especialmente para o projeto, incluindo pinturas, desenhos e peças com seixos rolados, refletindo a profunda conexão do artista com sua trajetória e suas recordações. José Maciel, que além de artista plástico é advogado, celebrou sua participação no evento: “Como gaúcho, é uma grande honra integrar o Portas para a Arte – Fundação Bienal do Mercosul. A inclusão de Brasília na programação deste ano torna minha participação ainda mais especial“, confessou o artista. Sobre o artista Além de advogado, José Maciel construiu uma trajetória artística marcada por um vínculo profundo com a arte. Desde jovem, teve a oportunidade de conviver com grandes mestres, como Iberê Camargo, cuja influência moldou seu olhar artístico. Sua obra é reconhecida por uma expressividade singular, conectando o pessoal ao universal. Maciel já expôs em espaços renomados, como o Espaço Oscar Niemeyer, o CasaPark e o Instituto Pernambuco Porto, em Portugal. Em setembro de 2024, inaugurou seu atelier-galeria em Brasília, um espaço dedicado à sua criação, além de lançar seu site oficial (www.josemaciel.art), ampliando o acesso às suas obras e consolidando sua presença no mercado de arte. Portas Para a Arte em Brasília Ecos da Memória / Galeria JoséMaciel.Art/ SHIS QI 05, Chácara 71, Lago Sul / até 01 de junho 2025  – visitação com horário marcado / Whatsapp (61) 99265-7678 Foto: Divulgação

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Da botica ao império do bem-estar

30Exposição da Granado no SESI Lab entra na reta final, mas ainda dá tempo para você fazer descobertas dessa empresa que exala Brasil pelos poros   Se você ainda não visitou a exposição “Design e Indústria – A História da Tradicional Botica Granado“, essa é a sua chance! Em cartaz no SESI Lab, a mostra está em seus últimos dias, encerrando sua temporada em Brasília no dia 30 de março. Então aproveita essa dica da Coluna #PERAMBULANDO para revisitar a trajetória dessa icônica marca brasileira que é a Granado. Certeza que todo mundo vai se encantar com essa montagem belíssima, repleta de história e curiosidades. Com mais de 300 itens, a exposição – que já foi vista até então por mais de 30 mil pessoas na capital federal – convida o visitante a mergulhar na evolução da Granado, que há mais de 150 anos inova no setor de cosméticos e medicamentos. Rótulos, embalagens, propagandas antigas e produtos icônicos ajudam a contar como a botica cresceu e se tornou um símbolo de qualidade e pioneirismo, desde o famoso Polvilho Antisséptico, de 1903, até os luxuosos sabonetes glicerinados que conquistam gerações. A mostra também revela a influência da Granado no desenvolvimento da indústria farmacêutica nacional 4230e seu compromisso com a sustentabilidade, por meio do uso de extratos vegetais nativos, embalagens recicláveis e práticas livres de testes em animais. Além do conteúdo histórico e informativo, a montagem da exposição é um espetáculo à parte: interativa, bem cuidada e pensada para proporcionar uma experiência imersiva e nostálgica. Para os apaixonados por design, beleza e tradição, é um convite irresistível. Então corre, pois ainda dá tempo de explorar essa viagem no tempo de descobrir como a Granado ajudou a construir parte da identidade cultural do Brasil. A visitação é gratuita e acontece no SESI Lab, ao lado da Rodoviária do Plano Piloto. Spoiler: todo visitante pode levar para casa um brinde de recordação bem bacana, além de poder mandar de presente para pessoas queridas mundo afora. Quer saber qual é o mimo? Clique aqui e descubra já assistindo ao vídeo que este colunista fez em sua visita! Sinta a essência do Brasil! “Design e Indústria – A História da Tradicional Botica Granado” / SESI Lab, ao lado da rodoviária do Plano Piloto, Brasília-DF / Até 30 de março de 2025 – terça a sexta-feira – 9h às 18h; sábado, domingo e feriados – 10h às 19h / Siga @sesi.lab e @granado Fotos: Reprodução / Instagram  

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“Padrões Vibratórios”

A imersão sensível de Rogério Roseo se traduz em telas instigantes que já podem ser vistas gratuitamente no Espaço Oscar Niemeyer   Na noite da última quinta-feira (13), cerca de 200 convidados se reuniram no Espaço Oscar Niemeyer para prestigiar a abertura da exposição “Padrões Vibratórios”, primeira mostra individual do artista visual Rogério Roseo. O evento reuniu jornalistas, influenciadores, críticos de arte e amigos, que se encantaram com a potência das obras e com a sensibilidade do artista, consolidando sua estreia no circuito das artes plásticas da capital federal. A Coluna #PERAMBULANDO esteve por lá e te conta os highlights desse happening cultural.   Com curadoria de Rogério Carvalho, a exposição apresenta um conjunto de pinturas, desenhos, esculturas, vídeos e instalações que mergulham nas dinâmicas das relações humanas. Roseo reflete sobre os vínculos afetivos, os conflitos e as emoções que moldam nossa existência, criando um universo visual que convida o espectador à introspecção. “A arte é uma forma de se relacionar, seja com as próprias questões, seja com o outro. Criar é um processo de troca, de revelação”, afirma o artista.     Para o curador Rogério Carvalho, Roseo é uma das grandes promessas da arte contemporânea brasiliense. “Acompanho seu trabalho há quatro anos e vejo como sua pesquisa evoluiu de desenhos para pinturas e, agora, para uma linguagem ainda mais ampla. Suas obras são profundas, abordam a complexidade das relações humanas e nos convidam a um diálogo silencioso, porém intenso”, destaca. A abertura da exposição foi marcada por uma atmosfera sofisticada e acolhedora, com um coquetel assinado pelo JS Buffet e curadoria de mailing de Renata Foresti. Além disso, a pintura das paredes do espaço, em um tom de rosa claro, foi realizada com o apoio da Tintas Colibri, criando um ambiente que realça a experiência sensorial da mostra. “Padrões Vibratórios” segue aberta ao público até o dia 14 de abril, oferecendo uma oportunidade única para quem deseja vivenciar a arte como um espelho das conexões humanas. Confira abaixo alguns dos convidados que passaram por lá e foram clicados pelas lentes deste colunista/fotógrafo: Para os amantes de artes-plásticas“Padrões Vibratórios / Espaço Oscar Niemeyer – Praça dos Três Poderes Lote J – Brasília, DF / Até 14 de abril – Terça a sexta das 9h às 18h – Sábados, Domingos e Feriados – 9h às 17h / Gratuito / Livre Fotos: Gilberto Evangelista

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Bate-papo cultural na Referência Galeria

Encontro com curadores da mostra “Queria olhar de outro lugar” é uma grande oportunidade para quem quer entender um pouco mais sobre os meandros do mundo das artes Essa é para colocar na agenda! No próximo dia 30 de janeiro, quinta-feira, às 17h, a Referência Galeria de Arte realiza uma conversa com os curadores da mostra “Queria olhar de outro lugar”, Emerson Dionísio Oliveira e Pedro Ernesto. Entre os temas que serão abordados, os curadores falarão da proposta curatorial e sobre as relações entre o acervo da galeria e a história da arte brasileira. A entrada é gratuita e livre para todos os públicos, ou seja, é só chegar! O espaço fica na comercial da 202 Norte, Bloco B Loja 11, Subsolo. A mostra A mostra, segundo os curadores, é um convite a olhar de outro lugar, a imaginar outras condições humanas e outras possibilidades de futuro, para além de esquemas programados. Os curadores afirmam em seu texto sobre a mostra que as obras reunidas nesta exposição são lembretes desses futuros possíveis, resultado de um sonho que completa 30 anos em 2025. “Referência construída nas últimas três décadas na conjunção entre muito trabalho, farta resiliência, profissionalismo, amizades e boa arte”, dizem os curadores que convidados a mergulhar no acervo da galeria trazem para o público obras que se relacionam com o farto histórico de exposições individuais realizadas desde novembro de 1995. A exposição apresenta apenas uma pequena parcela dessa história. “Referência, como o futuro, é muito maior que os passos possíveis que separam cada obra e a vontade nela depositada. O interesse por deslocar lugares de modo a viabilizar novos olhares já estava presente na própria constituição da galeria”, afirmam. Vale destacar que a mostra coletiva conta com obras de Adriana Rocha, André Santangelo, Camila Soato, Carlos Vergara, Clarice Gonçalves, Claudio Tozzi, Daniel Perfeito, Diô Viana, Francisco Galeno, Gu da Cei, João Angelini, José Roberto Bassul, Josiane Dias, Karina Dias, Léo Tavares, Marcelo Camara, Márcio Borsoi, Patrícia Bagniewski, Rogério Ghomes, R. Godá, Rodrigo Zeferino, Rubem Valentim e Veridiana Leite Os curadores Emerson Dionisio Oliveira é historiador da arte. Doutor em História pela Universidade de Brasília (UnB), ex-diretor do Museu de Arte Contemporânea de Campinas -SP, atualmente é professor do Departamento de Artes Visuais na Universidade da UnB e editor da Revista “MODOS – História da arte”. É autor dos livros “Museus de Fora” (2011), “Instituições da Arte” (2012); “Histórias da Arte em Exposições” (2016); “Histórias da Arte em Coleções” (2016); “Histórias da Arte em Museus” (2019) e, o mais recente, “Musealização da Arte” (2023). Pedro Ernesto é professor adjunto do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB). É Doutor (2020) e Mestre (2016) em Artes, com ênfase em Teoria e História da Arte pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UnB (PPGAV-UnB).  Possui bacharelado em Desenho Industrial com habilitação em Programação Visual e Projeto de Produto pela UnB (2011). Atua no ensino e pesquisa em Teoria e História da Arte com ênfase em arte contemporânea, história da arte, curadoria, exposições, a partir de perspectiva interdisciplinar com políticas culturais, sociologia da arte, história da cultura e museologia. Atuou como professor no curso de Licenciatura em Artes Visuais da Universidade Estadual do Paraná (Unespar). Foi curador da exposição “Docente corpo” (2023), realizada em Castro (PR). Referência 30 anos   Em tempo, a Referência Galeria de Arte, fundada em 1995 por Onice Moraes e José Rosildete de Oliveira, é um marco na cena cultural de Brasília, destacando-se desde sua primeira exposição inédita de Amílcar de Castro. Ao longo de 30 anos, promoveu artistas renomados como Athos Bulcão, Carlos Vergara e Claudio Tozzi, além de talentos emergentes. Paulo Moraes, filho do casal, integrou a administração em 2004, fortalecendo a gestão estratégica. “Com foco na valorização de artistas do Centro-Oeste e regiões fora dos eixos dominantes da arte, a galeria busca ampliar a inclusão nas coleções privadas, refletindo a história e a diversidade cultural de seu tempo”, conforme destaca Onice Moraes. Bate-papo cult! Conversa com Emerson Dionísio Oliveira e Pedro Ernesto / Referência Galeria de Arte / 30/01 – 17h às 19h / Entrada franca / Livre para todos os públicos   “Queria olhar de outro lugar” / Até 28/02/2025 / segunda a sexta – 10h às 19h; sábado – 10h às 15h / Entrada franca / Livre para todos os públicos / Siga @referenciagaleria

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A arte indígena de Vinícius Vaz

Em sua primeira mostra individual, artista reune personalidades em noite de badalado coquetel no coração da capital federal   Na última quinta-feira (28), um coquetel, exclusivo para convidados, marcou a abertura da primeira exposição individual do artista plástico indígena Vinícius Vaz, na galeria Mercato + Antiguidade + Design, localizada no icônico complexo Conic, no coração de Brasília. Intitulada “A História que o Brasil Não Conta”, a mostra, com curadoria de Antonio Aversa, reúne 16 pinturas impactantes que dão voz a personagens e temas frequentemente ignorados pelos livros de história. A noite foi prestigiada por figuras ilustres como embaixadores e figuras do meio artístico e a atriz brasiliense Maria Paula Fidalgo. Quem também marcou presença foi a primeira deputada federal indígena, Célia Xakriabá (PSOL-MG), da mesma etnia do artista, os Xacriabás, que destacou a importância do trabalho de Vinícius na valorização da história e cultura indígena. Os cerca de 100 convidados tiveram a oportunidade de dialogar com o artista sobre as narrativas que inspiram suas obras. Um dos destaques da exposição é a poderosa “Guernica Tupiniquim”, que retrata o brutal assassinato do indígena Galdino, queimado enquanto dormia em um ponto de ônibus na 703 Sul, em Brasília — um episódio que ainda ecoa como símbolo da violência contra os povos originários. A História que o Brasil Não Conta estará aberta ao público até o dia 28 de fevereiro de 2025. As visitas podem ser agendadas pelo Instagram @espacomercato ou pelo telefone (61) 99914-8208. Confira quem prestigiou o evento pelos clicks de JP Rodrigues:

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Sonia Dias apresenta Da Terra que Somos

Noite de abertura da mostra reúne amantes das artes-plásticas no Museu Nacional da República Sonia Dias Souza Na última quinta-feira (21) aconteceu o vernissage da exposição “Da Terra que Somos”, da artista Sonia Dias Souza, reunindo convidados do eixo Brasília-São Paulo. A mostra que convida à uma reflexão sobre a transformação da natureza, a relação do homem com ela e o seu lugar no Universo está aberta para visitação gratuita até o dia 17 de fevereiro  de 2025. Artista apaixonada pela essência da vida, Sonia desenvolveu um olhar crítico alimentado por leituras cruzadas entre ciências como a Física, a Biologia, com destaque à Botânica, e mitos cosmogônicos extraídos da História das Religiões e de visões do sagrado. Ela acredita que ao abordar questões fundamentais como criação, ciclos de vida e regeneração, o espectador venha a fazer uma reflexão sobre a qualidade de sua relação com o todo. A arquitetura intrincada das peças de Sonia, aliada as suas materialidades enfáticas, abrange uma vasta gama de formas simbólicas e outras aparentadas com organismos biológicos. Suas obras, frequentemente puxadas para o marrom vivo, sangrado, e para o azul profundo, semelhante ao azul do artista francês Yves Klein, com o qual ele pretendia juntar-se ao infinito do céu, exploram ciclos, interseções, atentam para a complexidade de tudo que existe. Entre as obras expostas está “O sangue não tem cor”, composta por pequenas esferas de feltro, semelhantes a hemácias cujo ciclo de crescimento é interrompido ela alerta para a expansão vertiginosa por descontrolada do antropoceno, ao mesmo tempo em que conduz a questões centrais na discussão contemporânea sobre identidade, alteridade, raça e etnia. “Vórtice”, por sua vez, utiliza círculos de terra para formar o triângulo invertido, forma feminina arquetípica, um útero a simbolizar fecundidade e transformação. Já o quadro “Magna” reúne mais de uma centena de seios de argila negra – símbolos da nutrição e da criação, conectados a ovos vermelhos – expressão plena e proliferante do início da vida. Com curadoria e texto crítico de Agnaldo Farias, a exposição pretende, de fato, convocar a sociedade para discutir urgentemente sobre a sobrevivência da espécie humana e do planeta em um momento em que as crises climáticas se intensificam gerando medo e insegurança. Claro que você não vai perder a oportunidade de sair #PERAMBULANDO para conferir de pertinho essa poderosa mensagem no Museu Nacional da República. Não é mesmo? Aproveite para conferir quem prestigiou o evento pelas lentes de Breno Esaki:

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O Hiper-Realismo de Giovani Caramello

Mostra em cartaz na CAIXA Cultural reúne 13 peças de figuras humanas expressivas de um dos mais importantes artistas hiper-realistas do Brasil   Para você que gosta de sair #PERAMBULANDO pelo mundo das artes plásticas, você tem até 12 de janeiro de 2025 para conferir a exposição gratuita “Hiper-realismo no Brasil” de Giovani Caramello, na CAIXA Cultural Brasília, mostra já reuniu mais de 90.000 visitantes nos demais centros culturais da instituição em Curitiba, São Paulo, Recife e Fortaleza. Com maestria, o artista paulista captura a essência da vida, esculpindo em resina, silicone e terracota rostos que parecem respirar e corpos que carregam as marcas do tempo. A obra central “Nikutai” , por exemplo, conta com impressionantes 2,5 metros de altura, e “Segunda Chance“, que traz o busto de um idoso com marcas da idade esculpidas em silicone, são apenas alguns exemplos da riqueza de detalhes e da expressividade da obra de Caramello. Exclusivamente para a exposição em Brasília, foram incorporadas mais 03 obras: “Diálogo“, “Sozinho” e “Ascenção“, e a criação de um áudio-guia, desenvolvido pelo curador Icaro Ferraz Vidal Junior. “Esta exposição fortalece o movimento hiper-realista da arte contemporânea brasileira“, afirma o curador, que salienta o quanto a obra de Caramello desloca esse movimento do lugar de espetáculo, cujo fim está na questão de como foi feito, e agrega a ideia de que nós próprios somos construções. “Ele nos apresenta, com uma linguagem fascinante e sedutora do hiper-realismo, uma série de imagens e personagens que nos fazem pensar nessa fragilidade do humano e da impermanência da vida. É um paradoxo que essas figuras frágeis sejam criadas e produzidas por uma mão humana”, completa. Vale destacar ainda que Giovani Caramello é um artista autodidata, que iniciou sua carreira com modelagem 3D e, a partir daí, buscou a escultura como forma de aperfeiçoar a técnica, despertando, então, o interesse pelo realismo. O escultor Cícero D’Ávila foi seu professor de modelagem. Depois de trabalhar como escultor comercial, começou de fato sua obra autoral com o hiper-realismo. Hoje, Caramello é reconhecido internacionalmente pela expressividade em seus trabalhos. Para essa exposição, selecionou peças que foram executadas em diferentes momentos de sua carreira. “São várias técnicas utilizadas: cerâmica, resina, as de silicone, que são as mais hiper-realistas, e de bronze, que é a minha nova fase, com uma escultura mais sóbria e monocromática”, setencia Giovani. Confira neste link o Reel feito por este colunista na abertura da mostra. Que tal um choque de realidade? Exposição Hiper-realismo no Brasil – Giovani Caramello / CAIXA Cultural Brasília / SBS Quadra 4, Lotes 3/4, Brasília-DF /  Até 12 de janeiro de 2025 / terça a domingo  9h às 21h / 14 anos / Grátis / Siga @caixaculturalbrasilia Fotos: Reprodução Instagram do Artista

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