Kleber Montanheiro: “A roupa é um veículo de comunicação pessoal”

Carmen, a Grande Pequena Notável é imperdível! Espetáculo que conta a trajetória de Carmen Miranda tem curta temporada e já entra na sua segunda semana de exibição Este texto começa de um modo diferente, com uma pergunta que não quer calar: Querides Leitores, já assistiram “Carmen, a Grande Pequena Notável”? Ok, vocês podem estar com vontade de retrucar dizendo: “Mas como assim, se a peça só entrou em cartaz há uma semana?”. Pois é meu povo, o questionamento se faz necessário, porque já tem um tempinho (se é que vocês já não se ligaram) que as temporadas no CCBB Brasília são de apenas três semanas. Dito isso, não percam tempo, pois este colunista garante que, depois de Molière e Jorge Pra Sempre Verão, esta é mais uma das fantásticas produções que ninguém pode deixar de assistir. Com apresentações de quinta-feira até domingo (veja horários no serviço abaixo), o musical em linguagem de Teatro de Revista segue até o próximo dia 11 de junho, trazendo um resumo da carreira dessa grande estrela brasileira. Na estrada desde 2018, quando estreou em São Paulo, a produção dirigida por Kleber Montanheiro, já foi vista por milhares de pessoas. Em cena, no papel de Carmen Miranda, a premiada atriz Amanda Acosta divide o palco com Daniela Cury, Gustavo Rezende, Gabriella Britto, Jonathas Joba, Júlia Sanchez e Roma Oliveira, além dos músicos Maurício Maas, Betinho Sodré, Monique Salustiano e Fernando Patau. Inspirado no livro homônimo de Heloisa Seixas e Julia Romeu (vencedor do Prêmio FNLIJ de Melhor Livro de Não-Ficção em 2015), o espetáculo ganhador do APCA de melhor direção artística de 2022 dura cerca de 1h30. Ele se propõem a preservar e homenagear a memória dessa portuguesa naturalizada brasileira, conhecida por todos como a “pequena notável”, e se tornou um ícone musical graças à sua voz, seu gingado e balangandãs, tanto no nosso país, quanto nos Estados Unidos, entre os anos de 1930 e 1950. Eu poderia ainda escrever linhas e linhas com inúmeras razões para todo mundo ir PERAMBULANDO o quanto antes até o teatro do CCBB, mas, vou me ater somente ao fato de que, segundo um passarinho me contou, as roupas que a protagonista usa em cena foram inspiradas em desenhos originais, fruto de um trabalho de pesquisa hercúleo de Montanheiro (que também é figurinista nessa produção) e que, inclusive, já ganhou o Prêmio São Paulo de Melhor Figurino por “Carmen, a Grande Pequena Notável”. Diante disso, fizemos cinco perguntinhas para ele sobre o assunto, cujas respostas estão nesta entrevista exclusiva concedida para Lackman&CO: Além de diretor, você também é o figurinista de “Carmen, a Grande Pequena Notável” (e sei que também atua como artista visual, cenógrafo e iluminador). Por que nesta produção você também quis se jogar no figurino? Normalmente quando dirijo um espetáculo, crio a concepção visual. Muitas vezes acabo chamando um outro profissional para dialogar com essa concepção. Nesse caso do musical Carmen, a direção foi muito inspirada pela ideia das letras da cenografia e da composição de cores do figurino, do preto e branco para o colorido. Por isso acabei assinando as três criações: direção, cenários e figurinos. A direção dependia muito da dinâmica criada pelas letras do nome Carmen presentes no cenário e pela a evolução dos figurinos, onde as pequenas frutas que são bordadas nas roupas pretas e brancas vão evoluindo e aumentando até chegarem na cabeça de frutas da cena no Cassino da Urca. A partir daí os figurinos de todo o espetáculo ficam coloridos. Essa é uma ideia conceitual muito forte e que nasceu junto com a direção. O que foi mais difícil, o trabalho de pesquisa ou conseguir os tecidos, aviamentos, detalhes para fazer o figurino de Carmen? Eu acho que foi a escolha do material mesmo, pois eu necessitava de tecidos específicos e bordados que se assemelhassem ao desenho de todo guarda-roupa que foi criado. A pesquisa não foi difícil, temos muito material sobre a Carmen em livros, vídeos, etc. Acho que o grande desafio foi criar um conceito que fosse único para esse espetáculo, e não somente reproduções dos figurinos originais. A roupa é um “veículo de comunicação pessoal”, vamos assim dizer. Desse modo, o que você acha que a Carmen queria dizer ao mundo pela maneira como ela se vestia para subir ao palco? Eu vejo muito as ideias que a Carmen trouxe para o seu visual como uma explosão da nossa brasilidade. Além de buscar um estilo único, que se destacasse na época através de um certo exagero, ela ditou moda. Trouxe o sapato plataforma como uma identidade e ao mesmo tempo criou uma linguagem tropical, que acabou influenciando muitos artistas que vieram depois. Apesar de muitos dos figurinos que Carmen usou serem mais próximos ao conceito de fantasias, você considera que ela rompeu padrões? Com certeza! Eu não acredito muito na ideia de fantasias, acredito mais no conceito de amplitude, como uma lente de aumento. Acho que Carmen foi muito visionária nesse sentido. No momento onde a moda era muito comportada, Carmen abusou das cores, das caudas que se arrastavam pelo chão, dos plissados e franzidos. Além de se utilizar também de estampas, grandes e coloridas. Um abuso para a época. O sapato plataforma dela foi uma encomenda ao sapateiro que lhe disse algo do tipo, “mas isso não está na moda”, no que ela respondeu “eu nunca segui a moda”, mas deste modo ela não estaria então lançando moda? Qual a herança (ou ensinamento) fashion Carmen nos deixou? A criação do sapato plataforma segue essa mesma ideia de amplitude. Carmen era baixa de estatura, pensou no sapato para ficar mais alta. Dessa forma ela rompe padrões a partir das suas necessidades e claro, acaba lançando moda. Isso se dá com a identificação de outras mulheres, que se sentem libertas, acreditando em si mesmas, querendo mostrar ao mundo a sua voz. A moda nasce sempre desse rompimento de padrões. A partir de pessoas que não se identificam, que enxergam como óbvio e resolvem se mostrar de uma

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Vera Holtz traz monólogo “Ficções” para o CCBB Brasília

Adaptação teatral de “Sapiens”, best seller do filósofo israelense Yuval Noah Harari conta com atuação de  Vera Holtz, vencedora do Prêmio Shell/2023 na categoria melhor atriz Com mais de 23 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, o livro Sapiens – uma breve história da humanidade, do professor e filósofo Yuval Noah Harari, foi o ponto de partida para o espetáculo Ficções, idealizado pelo produtor Felipe Heráclito Lima e escrito e encenado por Rodrigo Portella. O monólogo que foi sucesso de crítica e público nos CCBB RJ, SP e BH, marca o retorno de Vera Holtz aos palcos, e chega ao CCBB Brasília para uma temporada de 15/06/23 até 09/07/23. Publicado em 2014, o livro de Harari afirma que o grande diferencial do homem em relação às outras espécies é sua capacidade de inventar, de criar ficções, de imaginar coisas coletivamente e, com isso, tornar possível a cooperação de milhões de pessoas – o que envolve praticamente tudo ao nosso redor: o conceito de nação, leis, religiões, sistemas políticos, empresas etc. Mas também o fato de que, apesar de sermos mais poderosos que nossos ancestrais, não somos mais felizes que esses. Partindo dessa premissa, o livro indaga: estamos usando nossa característica mais singular para construir ficções que nos proporcionem, coletivamente, uma vida melhor? “É um livro que permite uma centena de reflexões a partir do momento em que nos pensamos como espécie e que, obviamente, dialoga com todo mundo. Acho que esse é o principal mérito da obra dele.”, analisa Felipe H. Lima, que comprou os direitos para adaptar o livro para o teatro em 2019. Quer ir? Ficções com Vera Holtz em temporada de 15 de junho a 09 de julho de 2023, de quinta a sábado, às 20h / domingo às 18h, no Teatro do Centro Cultural do Banco do Brasil (SCES Trecho 02) Ingressos: R$ 30 (inteira), e R$ 15 (a meia para estudantes, professores, profissionais da saúde, pessoa com deficiência (e acompanhante, quando indispensável para locomoção), adultos maiores de 60 anos e clientes BB), à venda em www.bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB Brasília Classificação indicativa: recomendado para maiores de 12 anos. Informações: (61) 3108-7600 E-mail: ccbbdf@bb.com.br Site/ bb.com.br/cultura Fotos: Ale Catan/Divulgação  

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Museu da República recebe “ÁguaPé” em seu espelho d’água

Artistas transformam o espelho d’água do Museu da República em uma instalação vibrante e interativa No coração da cidade, o Museu da República se tornou o palco de uma intervenção artística inovadora, intitulada “ÁguaPé”, cujo objetivo é surpreender e encantar os visitantes com uma experiência única. O espelho d’água localizado em frente ao museu foi transformado em uma instalação vibrante, repleta de cores e interatividade. Ao passar pelo Complexo Cultural da República João Herculino, composto pelo Museu Nacional da República (MuN) e a Biblioteca Nacional, os visitantes notarão que o local ganhou vida em meio às estruturas de concreto projetadas por Oscar Niemeyer. Desta vez, a exposição está do lado de fora do MuN: um jardim flutuante. Mais de 10 mil mudas de aguapé foram colhidas no Lago Paranoá e trazidas para embelezar os espelhos d’água do museu. Este projeto artístico foi concebido e executado principalmente por mulheres como parte da 21ª Semana Nacional dos Museus. Gisel Carriconde Azevedo e Isabela Couto são as artistas responsáveis, com curadoria de Sissa Aneleh.  A exposição estará aberta para visitação diariamente até 16 de julho. A diretora do MuN, Sara Seilert, ressaltou a importância da intervenção. “É muito interessante colocar plantas em um ambiente completamente de concreto. As artistas trouxeram um toque de natureza para perto da obra de Oscar Niemeyer. É uma obra de arte vegetal”, defendeu. Uma das intenções dessa intervenção é chamar a atenção para a preservação dos ambientes naturais e a urgência da discussão sobre o clima. A proposta da intervenção é despertar o olhar atento para a relação entre arte e natureza, sensibilizando o público sobre a importância da preservação ambiental e do uso consciente dos recursos naturais. Ao unir a estética visual com a conscientização ambiental, “ÁguaPé” se destaca como uma intervenção artística de impacto, que transforma o espaço urbano em uma obra de arte viva. Além de outros parceiros, as artistas contaram com o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal para viabilizar o transporte das mudas. Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília e Isabela Couto

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Festival Dulcina aberto para espetáculos de todo Brasil

3ª edição está com inscrições abertas para montagens teatrais até dia 31 de maio Depois do sucesso da última edição no ano passado, o Festival Dulcina retorna em 2023 prometendo movimentar a cena teatral de Brasília, com espetáculos locais e nacionais, no mês de novembro. Os números de 2022 comprovam a procura do público pelas montagens de qualidade que vieram de diferentes partes do país. Em uma programação de onze dias, um público de 8700 pessoas foi impactado pelo festival, sendo 3.500 espectadores presentes nas 19 apresentações teatrais, 200 pessoas participantes das atividades formativas e 5.000 visitantes que foram conferir a exposição em homenagem a grande dama do teatro brasileiro Dulcina de Moraes e que dá nome ao projeto. A expectativa para 2023 é ainda maior e o edital para inscrições dos espetáculos vindos de todo o território nacional ficarão abertas até 31 de maio pelo site festivaldulcina.com.br. Todos as peças selecionadas recebem cachê pelas apresentações. O projeto que conta com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do DF – espera ultrapassar o número de 204 inscrições da última edição. Ao todo serão selecionados 14 espetáculos, sendo seis locais, produzidos no DF e entorno e oito nacionais de diferentes regiões do país. As peças selecionadas para o Festival Dulcina serão apresentadas entre os dias 10 e 20 de novembro, com entrada franca, no Espaço Cultural Renato Russo, Teatro SESC Newton Rossi, em Ceilândia, Teatro SESC Paulo Gracindo, em Taguatinga e Espaço Semente no Gama. Quer participar? FESTIVAL DULCINA Inscrições abertas e gratuitas até 31 de maio pelo site festivaldulcina.com.br. Fotos: Gustavo Moreno/Divulgação

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Corpo & Morada, vem aí a CASACOR Brasília vinte, vinte e três

Depois de uma das mais belas edições brasilienses ano passado, mostra quer repetir sucesso em sua nova edição Em 2022, Brasília foi surpreendida por uma das mais belas edições da CASACOR, que “invadiu” a Arena BRB do Estádio Nacional Mané Garrincha, em pleno Eixo Monumental. E cá entre nós, o local que pode ter parecido uma má escolha para alguns, se revelou uma verdadeira sacada de mestre, principalmente, por conta do talento, da criatividade e da expertise dos 88 arquitetos e decoradores que entregaram 52 ambientes incríveis. Agora, a 31ª edição da maior mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo do país chega com o tema Corpo & Morada, motivando o trio de franqueadas formado por Moema Leão, Sheila Podestá e Eliane Martins a se desafiar a repetir a façanha de surpreender o público, mais uma vez, ajustando as arestas e eliminando todos os atritos do ano passado. “A gente está trazendo a entrada aqui para o térreo mesmo, o que vai dar para a área de hospitalidade uma vista maravilhosa (do estádio), e depois a gente sobe para as colunatas, no piso superior, onde estarão os restaurantes, café e vários ambientes maravilhosos. Então eu acho que tem tudo para ser mais um sucesso, com certeza”, conta com empolgação Eliane Martins. O evento de lançamento que aconteceu no próprio estádio na última terça-feira, 16, reuniu um grande número de profissionais e empresas interessados em participar da CASACOR vinte, vinte e três que irá contar com um total de 44 ambientes, distribuídos por seis mil metros quadrados. O burburinho que dominava o local revelava curiosidade misturada a pitadas de ansiedade. “Esse é sempre um momento especial, porque você começa a idealizar aquilo que quer construir. E eu, particularmente, tenho vários amigos que participam juntos. Então acho que tem essa conexão, a magia, o encontro, é sempre muito bom”, confidencia o arquiteto Gero Tavares. Ansiosos estamos todos, profissionais da imprensa e amantes de arquitetura e design para que setembro chegue e traga a nova CASACOR Brasília. Anota na agenda! 31ª CASACOR Brasília Arena BRB Mané Garrincha – Piso 2. Acesso pelo portão J/7 De 1º de setembro a 5 de novembro de 2023 / Special Sale: 4 e 5 de novembro (datas sujeitas a alterações). Visitação: de terça a sexta-feira, das 15h às 22h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 22h. Mais informações: @casacor_brasília Fotos: César Rebouças/Divulgação

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Criolo, Emicida, Zé Ramalho e Lenine no Funn Festival

Nesse final de semana, line-up também inclui Djonga e o duo Tasha & Tracie. No primeiro fim de semana festival reuniu 20 mil pessoas Milhares de pessoas já mataram a saudade do Funn Festival, o maior festival de inverno do Brasil, que estreou a 4ª edição em grande estilo no último fim de semana, com shows de artistas como Thiaguinho, Liniker e Luedji Luna. Só nos três primeiros dias, o festival reuniu mais de 20 mil pessoas. Até 18 de junho, a expectativa é receber 250 mil pessoas ao longo do evento, que neste ano ocupa a Praça das Fontes, no Estacionamento 9, do Parque da Cidade, trazendo ao quadradinho alguns dos maiores artistas da música nacional. Em relação às atrações musicais, neste fim de semana, os destaques serão os cantores Zé Ramalho e Lenine, que se apresentam na sexta-feira (19), e Emicida, Criolo, Djonga, Tasha & Tracie e Chicco Aquino, no lineup do sábado (20). Programação Funn Festival 19/05 (sexta-feira) – Zé Ramalho + Lenine 20/05 (sábado) – Djonga + Emicida + Criolo + Tasha & Tracie + Chicco Aquino 26/05 (sexta-feira) – Os Paralamas do Sucesso + Barão Vermelho + Ira! 27/05 (sábado) – Israel & Rodolffo + João Bosco & Vinícius + César Menotti & Fabiano 02/06 (sexta-feira) – Elba Ramalho + Geraldo Azevedo + Dorgival Dantas 03/06 (sábado) – Turma do Pagode + Guilherme & Benuto + Locos 07/06 (quarta-feira | Véspera de feriado) – Bruno & Marrone – Revive Bruno & Marrone Cantando Os Sucessos da Carreira 08/06 (quinta-feira | Feriado) – Chefin + Biel do Furduncinho + Tz da Coronel + Kevin O Chris + Mc Maneirinho 09/06 (sexta-feira) – Maneva + 3030 + Poesia Acústica + BK’ apresenta Icarus 10/06 (sábado) – Fica Comigo + Atitude 67 + Buchecha + Dj Zullu 11/06 (domingo | Comemoração Dia dos Namorados) – Anavitória + Manu Gavassi + Bryan Behr 16/06 (sexta-feira) – Roupa Nova + Blitz 17/06 (sábado) – Belo + Pixote + Péricles Quer ir? Funn Festival Brasília 2023 até 18 de junho, no Estacionamento 9 do Parque da Cidade – Brasília Ingressos e atrações: Plataforma Ingresse/ Site do Festival (LINK) Instagram: @funnfestival Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos. Fotos: Divulgação

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Exposição Sanagê Pele e Osso desembarca na capital da Bahia

Mostra no Museu de Arte da Bahia convida à uma imersão na diáspora africana e na questão racial brasileira O artista plástico Sanagê Cardoso desembarca em Salvador com sua exposição “Sanagê Pele e Osso”, que ficará exposta no MAB – Museu de Arte da Bahia, de 11 de maio a 22 de junho. A mostra, que conta com a curadoria de Carlos Silva, é um convite ao público a uma imersão estética e sensorial na questão racial e suas consequências na sociedade contemporânea brasileira, e é resultado de mais de quatro anos de pesquisas de materiais e texturas. A exposição, que já passou pelo Museu da República em Brasília, MAB – Museu de Arte de Blumenau, Centro Cultural Correio, MAMAM – Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães, em Recife e Espaço Cultural Correio em Niterói, é formada por híbridos que transitam entre pintura, escultura e relevo, e convoca o público a uma imersão na diáspora africana e na questão racial brasileira. Inicialmente, a linguagem é direta, pois cada uma das telas e o objeto escultórico se referem a alguns dos países africanos de onde saíram e por onde passaram homens, mulheres e crianças capturados e vendidos como escravos para trabalhar em fazendas e minas no Brasil. Sanagê pesquisa a espuma expandida, material muito utilizado na construção civil para assentar portais e batentes. Usado de forma bruta, cria volumes e texturas. “Num primeiro momento, há o encantamento com a matéria e suas possibilidades. Este é um dado fundamental para a construção da sua obra, pois é sobre a espuma expandida que se projeta seu exercício de produção contemporânea em arte”, afirma o curador Carlos Silva. Ao optar pela cor branca, que contém e reflete todas as cores, Sanagê conduz o visitante para uma experiência de espaço infinito. “O branco é a presença diáfana que simboliza uma ausência de limites. Porém, além de uma escolha estética, a cor também é política. Assim como as telas que contêm relevos e texturas que não representam os relevos ou acidentes geográficos dos países africanos, a cor também não se refere a uma realidade. É uma provocação para a reflexão sobre passado, presente e futuro”, afirma o artista. A diretora do Museu de Arte da Bahia, Ana Liberato, afirma que “A exposição promove uma imersão na diáspora africana provocando importantes questionamentos acerca da desigualdade social que marca o país desde os tempos coloniais. Nada melhor que utilizar a arte para lançar protestos e provocar reflexões”. Conheça mais em… www.sanage.com.br @artistasanage Fotos: Divulgação

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Montagem sobre trajetória de Jorge Lafond estreia no CCBB Brasília

Espetáculo “JORGE pra sempre VERÃO” conta história de ator-ícone da representatividade negra e LGBTQIAPN+  Está em cartaz no Teatro do CCBB Brasília a montagem “JORGE pra sempre VERÃO”, dirigida por Rodrigo França e com texto de Aline Mohamad, prima de Jorge Laffond. A história, encenada por Alexandre Mitre, Aretha Sadick e Noemia Oliveira, apresenta uma ficção desenvolvida a partir da biografia do artista. “Um dia, ao voltar de uma festa onde me vi atraída por uma travesti, escrevi uma carta que nunca seria entregue ao destinatário. Nela, um pedido de desculpas, uma redenção, uma luz nos diversos vínculos que eu tenho com meu primo Jorge Laffond. Muito emocionada, a enviei para alguns amigos e, ao acordar, li as respostas: você tem uma linda peça nas mãos. E assim percebi que a única forma de eu encontrar com meu primo seria através da arte”, relembra Aline.  Jorge Laffond nasceu em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e se tornou uma figura emblemática da representatividade negra e LGBTQIAP+. A peça não fala apenas sobre a obra do artista, mas também sobre sua trajetória de vida, permeada de partes verídicas e ficcionais.  A produção teatral procura realizar um teatro de cura, trazendo pontos de respiro com base no humor de Laffond. Apesar de registros sobre a realidade nada fácil vivida por ele, a peça apresenta Jorge em toda sua potente força autônoma, apesar da opressão social a quem ele foi, ao mesmo tempo, uma pessoa exótica e diversão para a família tradicional brasileira. Após temporadas de sucesso no Rio de Janeiro e em São Paulo, e passagens por festivais como o Velha Joana, em Primavera do Leste (MS), “JORGE pra sempre VERÃO” cumpre temporada de 03 a 21 de maio em Brasília. A montagem é uma oportunidade única para conhecer a trajetória desse grande artista brasileiro. Quer ir?  Jorge Pra Sempre Lafond – Temporada Brasília, até 21 de maio, de quarta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h. No Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília. Ingresso: R$ 30 (inteira), e R$ 15 (a meia para estudantes, professores, profissionais da saúde, pessoa com deficiência (e acompanhante, quando indispensável para locomoção), adultos maiores de 60 anos e clientes BB). Informações: ccbb.com.br/brasilia Fotos: Reprodução

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Ballet de St. Petersburg vem a Brasília com O Lago Dos Cisnes

Com 30 bailarinos em cena, renomada companhia russa de ballet se apresenta no Auditório Master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães em 7 de julho Depois de passar por mais de 10 países na América Latina, a tour 2023 do Ballet de ST. Petersburg chega ao Brasil para apresentações em apenas quatro capitais e Brasília não poderia ficar de fora. Na Capital Federal, o renomado espetáculo “O Lago dos Cisnes”, tem única apresentação confirmada em 7 de julho no palco do Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Os ingressos já estão à venda no site Bilheteria Digital. Com todo o requinte e sofisticação da dança clássica, a companhia russa é sucesso de público e de crítica por onde passa, mostrando aos espectadores um verdadeiro show em que 30 bailarinos, altamente treinados, combinam técnicas impecáveis com emoção e elegância em cada apresentação. Há mais de 280 anos fazendo história, a companhia de ballet St.Petersburg foi berço de alguns dos bailarinos mais famosos e emblemáticos da história como Alexander Volchkov, Julia Makhalina, Maria Alash e representa o melhor do lirismo e da tradição no mundo do ballet. A companhia também é conhecida por seu compromisso com as raízes do balé clássico, mantendo viva a tradição e a beleza da arte. O Lago dos Cisnes O Lago dos Cisnes, criado no século XIX, é o trabalho mais conhecido e reinterpretado de todo o repertório do balé clássico no mundo. Nele, os temas eternos do amor e do encantamento, do bem e do mal, são protagonistas. Durante os atos, é contada a história do príncipe Siegfried, que, acompanhado por seus amigos, vai procurar o propósito da distração antes de escolher a consorte. Eles chegam a um lago e o príncipe se apaixona pela princesa (Odette), amaldiçoada pelo feiticeiro maligno (Von Rothbart) a viver como um cisne parte de sua existência. Enganado pelo feiticeiro, o príncipe é seduzido por Odile, filha de Von Rothbart. Após um confronto com o feiticeiro, a entrega de amor de Siegfried quebra o feitiço que transformou a princesa em um cisne, mas é tarde demais. Com a música de Tchaikovski, O Lago dos Cisnes é uma das obras mais ouvidas do repertório universal. Quer ir? Ballet Clássico de ST. Petersburg, dia 7 de julho (sexta-feira), às 21h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães Ingressos na Bilheteria Digital. Informações: (61) 98141-1990 / (61) 3554-4005 Classificação Indicativa: recomendado para maiores de 12 anos. Fotos: Divulgação

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Flávia Reis: “Estou experimentando todas as minhas formas de atuação”

Atriz com ampla formação, Flávia Reis está em cartaz no teatro ao lado de Ricardo Cubba, na TV aberta na novela Travessia e no streaming em reality show que desafia humoristas a não cometer a gafe de rir de si e dos outros Rolando o feed do Instagram ou passeando pela for you do Tiktok, certamente você já viu uma cena icônica de “Vai Que Cola” em que o saudoso Paulo Gustavo, está em cena com Marcos Majella e Flávia Reis. Na cena, a personagem muambeira de Flávia se enrola com um certo “quáquáquá!” e gargalhadas tomam conta de todos os expectadores. Um mix de emoção, ao lembrar de PG, e de aclamação ao elenco que fazem a cena bate em qualquer ser humano que tenha capacidade de reconhecer talentos verdadeiros quando os vê. Flávia Guimarães Reis, é uma carioca, nascida em 1975, década mais hippie da história, mas que não faz dela apenas uma descendente da década mais livre e colorida de todas. Flávia é talento puro. Passeia com uma facilidade gigante pelas mais variadas escolas da atuação. É formada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), e tem em sua trajetória comédias, séries, humorísticos, assinatura de roteiros e direção de espetáculos. Versatilidade podia ser seu último nome, mas Flávia é modesta e acredita que tudo depende de parcerias que fazem o sucesso chegar e ficar por onde passam seus encontros. Atualmente faz parte do elenco estrelado de “Travessia” (Rede Globo), e em seu currículo, há passagem pela Escola Nacional de Circo e cursos com referências da comédia internacional como Léo Bassi (Espanha) e Nani Colombaioni (Itália). O espetáculo “Neurótica!”, em faz diversos personagens a ensinou a trabalhar o cotidiano feminino de forma direta e cheia de cacos da versatilidade da mulher. A vencedora do “LOL – Brasil, se Rir Já Era”, da Prime Vídeo, Flávia também faz parte do elenco da série “Sem Filtro”, da Netflix, vivendo a Val, mãe das protagonistas Mel Maia e Ademara. Dá uma olhada na entrevista exclusiva que ela nos concedeu sobre carreira, arte e o espetáculo “Deixa que eu conto”, em cartaz no Teatro da UNIP, nos dias 6 e 7 de maio, no qual divide cena com o também super ator Ricardo Cubba e que conta com direção de Fernando Caruso. Sua formação com um enorme portfólio de grandes nomes até internacionais te deu uma porção de possibilidades em atuação em dramas, comédia e até circo, mas foi no humor do cotidiano que você conquistou um público fã. Foi um acaso ou já era um sonho seu desde sempre? Foi por acaso. Acredito que as redes sociais deram vazão ao meu olhar bem-humorado e cômico para o drama do cotidiano. Eu gosto de falar sobre temas que poderiam nos afligir, pequenas coisas que nos tiram sério, e que podemos encarar com leveza se rirmos delas. Gosto de transformar temas corriqueiros que irritam a todos em questões banais. A identificação do público com esses temas é imediata. O “Neurótica!” foi um ponto de partida muito intenso e já era uma reunião de suas experimentações de personagens. Você acredita em aposentadoria de personagens? Aquelas mulheres do Neurótica! evoluíram ou revivem o momento em que foram criadas lá atrás? Aquelas mulheres que criei para Neurótica não são datadas. São arquetípicas e seguem na peça porque tocam em questões que são do homem e da mulher contemporânea. Eu faço pequenos ajustes no texto sempre, mas é muito pouco. A peça tem 10 anos e continua encantando o público. Daqui a 40 anos eu poderei talvez avaliar, se ficou datada. Mas talvez eu não consiga mais fazer as 10 personagens com a mesma desenvoltura (risos). Nesse momento, fazendo Travessia, e atuando sob a ótica de assuntos relevantes para a sociedade como o caso de abuso da filha de sua personagem Marineide, você consegue vislumbrar a melhoria do olhar do público sobre a arte da atuação? Eu no momento faço vídeos de humor para a internet, faço séries e filmes para o streaming, estou em turnê com meu show de humor no teatro e faço novela tocando em um tema bastante relevante para a sociedade, através do drama de uma família. É um momento muito especial para mim pois estou experimentando minhas possibilidades de atuação em todos esses veículos. E o público olha para mim e comenta: “caramba, você é uma artista mesmo”. Eu estou muito feliz por estar “juntando os pontos” para quem ainda não reconhecia a força de um trabalho artístico e o tanto de dedicação e profissionalismo que ele exige. Sim, a pessoa engraçada dos vídeos da internet faz chorar na novela pois estuda e se dedica a essa profissão. Você foi consagrada vencedora do LOL Brasil, um reality de humor sobre não rir do próprio humor. Lidar com essas dualidades faz parte da carreira, assim como estar em cena ao lado do Ricardo Cubba com um humorístico nos palcos, enquanto vive um drama pesado na fase final de Travessia. A Flávia, mulher brasileira, politizada, vive bem dentro deste corpo que empresta tanta emoção às personagens? Essa dualidade mexe com a Flávia de hoje? Eu estou num momento pleno de realização. Não tem felicidade maior para uma atriz do que ser desafiada no seu campo de criação. Eu empresto minha voz e meu corpo às minhas personagens, falo sobre o que penso através do meu humor – ácido e irônico – nas redes sociais, e construo personagens para dar voz ao texto de outros roteiristas em filmes e na novela. Eu me formei como palhaça trabalhando durante 10 anos em hospitais, onde o que eu tinha de mais importante a fazer era estar disponível e permeável para as pessoas que eu encontrasse nas enfermarias. Transitar com afeto por onde os afetos me levassem. E é o que eu disponibilizo agora no meu trabalho. Estou muito feliz em poder mostrar tudo isso ao público. O “Deixa que eu conto” é a celebração de uma grande ideia de vocês sobre misturar stand-up

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