Saúde, arquitetura e qualidade de vida

Casapark Prime realiza o bate-papo que coloca o bem-estar como uma premissa da arquitetura e da decoração. Em março, o Casapark Prime, programa de relacionamento do Casapark, retoma os encontros com especialistas de diferentes áreas do conhecimento voltados para arquitetos e designers de interiores. No dia 18 de março, às 18h30, no Espaço Casa, acontece o Casapark Prime Talk “Quando a casa ajuda a dormir”. Realizado em parceria com o a Atlas Colchões, o evento reúne profissionais da saúde, arquitetura e bem-estar para discutir como o ambiente doméstico pode influenciar a qualidade do sono e contribuir para uma vida mais saudável. Participam do encontro Aliciane Mota, Carolina Colaço, Cristiane Coelho, Danuska Tokarski, Giovanna Leal, Ruan Braga e Sérgio Leite. Voltado principalmente para arquitetos e designers de interiores, o evento também é aberto ao público interessado no tema, mediante inscrição prévia e sujeito à disponibilidade de vagas. A entrada é gratuita e o espaço tem capacidade para 200 pessoas. As inscrições são feitas pelo Sympla. Para acompanhar a programação completa, acesse @casaparkprime e @casapark.   A conversa reúne profissionais de diferentes áreas que pesquisam e atuam diretamente com o tema. Participam a otorrinolaringologista Dra. Aliciane Mota, especialista em medicina do sono; a neurologista e médica do sono Carolina Colaço, professora de Neurologia da Universidade Católica de Brasília; a psicóloga Danuska Tokarski, certificada em Psicologia do Sono pela Academia Brasileira do Sono; e o fisioterapeuta Sérgio Leite, doutor em Ciências Médicas pela UnB. Também participam da conversa a empresária Cristiane Coelho, CEO da Atlas Colchões, com mais de 30 anos de experiência no desenvolvimento de soluções voltadas ao descanso e ao bem-estar, e os arquitetos Giovanna Leal, do escritório GL Arquitetos, e Ruan Braga, à frente do Studio Ruan Braga, que trarão a perspectiva da arquitetura e do design de interiores na construção de ambientes que favoreçam o descanso. A arquitetura e a ciência do sono têm se mostrado aliadas fundamentais na promoção do bem-estar e da qualidade de vida. O modo como os ambientes domésticos são concebidos — considerando aspectos como iluminação, ventilação, escolha de materiais e organização dos espaços — pode influenciar diretamente a qualidade do descanso e a recuperação do corpo e da mente. Ao integrar princípios da arquitetura com o conhecimento científico sobre o sono, é possível projetar casas que favoreçam rotinas mais saudáveis e contribuam para noites verdadeiramente reparadoras O talk “Quando a casa ajuda a dormir” acontece durante a Semana do Sono, promovida pela Associação Brasileira do Sono (ABS). O evento tem como objetivo levar à população informações qualificadas, novidades e as pesquisas mais recentes sobre a saúde do sono. Com o lema “Durma bem: viva melhor”, a Semana do Sono é realizada em diversos estados do Brasil. Sobre os participantes Aliciane Mota – Médica formada pela UFC, com especialização em Otorrinolaringologia pela USP–Bauru. Possui título de especialista em Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial pela ABORL e formação em Medicina do Sono pela ABORL e pelo Instituto do Sono para adultos, crianças e adolescentes. É membra titular da ABORL, da IAPO (Interamerican Association of Pediatric Otorhinolaryngology) e da Sociedade Brasileira do Sono. Carolina Colaço – Neurologista formada pela UFPR, médica do sono pela USP de São Paulo, membra titular da Academia Brasileira do Sono e professora de Neurologia da Universidade Católica de Brasília. Cristiane Coelho – Empresária e CEO da Atlas Colchões, com mais de 30 anos de experiência no segmento. Lidera a pesquisa e o desenvolvimento de colchões e acessórios da marca, unindo tecnologia, inovação e princípios da medicina do sono para promover mais saúde e bem-estar. Danuska Tokarski – Psicóloga pela Universidade de Brasília (UnB), certificada em Psicologia do Sono pela Academia Brasileira do Sono (ABS) e pela Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP). É membro da Sociedade Brasileira do Sono, secretária da ABS-DF nos biênios 2022/23 e 2024/25, e possui formação em EMDR pelo IABAPT. Giovanna Leal – Arquiteta à frente do escritório GL Arquitetos, onde desenvolve projetos residenciais de alto padrão com abordagem autoral, unindo sofisticação, funcionalidade e a experiência do morar. Atua também como mentora de arquitetos, compartilhando processos e estratégias de gestão para escritórios de arquitetura. Ruan Braga – Arquiteto com mais de 20 anos de trajetória dedicada à arquitetura de alto padrão e fundador do Studio Ruan Braga. O escritório reúne um portfólio de projetos residenciais e comerciais marcados pelo equilíbrio entre estética e funcionalidade, com foco na escuta dos hábitos e da dinâmica de quem vive os espaços. Sergio Leite é fisioterapeuta formado pela UFRN, especialista em Fisioterapia Respiratória pela UnB, mestre em Ciências da Saúde pela UnB e doutor em Ciências Médicas pela mesma instituição. É também diretor da empresa Complemento SleepCare. Vamos falar de bem-estar? Casapark Prime Talks – “Quando a casa ajuda a dormir” / Com Aliciane Mota, Carolina Colaço, Cristiane Coelho, Danuska Tokarski, Giovanna Leal, Ruan Braga Sérgio Leite / Espaço Casa – Mezanino da Livraria da Travessa , Piso Superior, Casapark / Dia 18 de março – 18h30 / Ingressos no Sympla / Inscrição Gratuita / Siga: @casaparkprime e @casapark Fotos: Divulgação

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Hoje é dia de circo bebê!

Sob a lona, Brasília reencontra a magia do circo com a superprodução do Real Circo   Quem passa pelo estacionamento da Arena BRB Nilson Nelson já percebe que algo especial tomou conta do lugar. As lonas imponentes erguidas ali anunciam a chegada do Real Circo, que desembarcou em Brasília no último dia 6 de março com uma superprodução que mistura tradição circense, tecnologia de ponta e números capazes de arrancar suspiros — e alguns gritos de emoção — da plateia. Confesso: fui #PERAMBULANDO até lá para conferir de perto. E saí com aquela sensação rara de quem reviveu a magia do circo — aquela mesma que atravessa gerações e ainda consegue nos surpreender como crianças diante do picadeiro.   Reconhecido como a “Realeza Circense”, o Real Circo apresenta um espetáculo que vai muito além do modelo tradicional. Logo nos primeiros minutos, fica claro que o público está diante de uma experiência pensada para impactar: cenografia tecnológica, trilha sonora executada por banda ao vivo e um ritmo de apresentação que alterna humor, suspense e pura adrenalina. Entre os momentos mais aguardados está o impressionante Globo da Morte, conduzido por um piloto premiado internacionalmente que realiza uma façanha considerada única no mundo: o looping em pé e sem as mãos dentro da esfera metálica. Ao lado dele, a globista Raquel Brandão entra em cena com precisão e coragem, reafirmando o protagonismo feminino em um dos números mais radicais do circo contemporâneo. Como se não bastasse, o espetáculo ainda reserva um dos pontos altos da noite: as apresentações de freestyle motocross, com saltos que ultrapassam os 20 metros de altura e transformam a arena em um verdadeiro espetáculo aéreo. Outro diferencial da temporada em Brasília é a presença da banda ao vivo, que acompanha cada número em tempo real, conduzindo as emoções da plateia e ampliando a experiência sensorial de quem está ali. A estrutura também impressiona. São mais de 900 toneladas de equipamentos, quatro lonas importadas do México e um gigantesco painel de LED com mais de 120 metros quadrados, que substitui a tradicional cortina vermelha e permite criar diferentes ambientações ao longo do espetáculo. O resultado aproxima o picadeiro das grandes produções teatrais internacionais. Por trás de toda essa grandiosidade está a Família Brandão, responsável pelo Real Circo e guardiã de uma tradição que atravessa seis gerações dedicadas à arte circense. Há mais de duas décadas a companhia percorre o Brasil reinventando o picadeiro sem abandonar sua essência: humor, fantasia, emoção e aquele encontro afetivo entre artistas e público. E quem conduz essa ponte com maestria é o Palhaço Reizinho, figura central do espetáculo. Entre uma gargalhada e outra, ele cria uma cumplicidade imediata com a plateia, lembrando que o circo continua sendo, antes de tudo, um espaço de alegria compartilhada. Mais do que um espetáculo, o Real Circo oferece uma experiência completa — da recepção à grandiosidade da estrutura — transformando cada sessão em uma memória afetiva que atravessa gerações. Depois de assistir, fica fácil entender por que tanta gente sai dali sorrindo. Se depender da reação do público que encontrei por lá, o Real Circo tem tudo para conquistar Brasília. Então fica a dica: vale a pena #PERAMBULAR até o estacionamento da Arena BRB Nilson Nelson e se deixar levar por essa aventura sob a lona. Afinal, a temporada segue em cartaz na capital por tempo indeterminado, e algumas mágicas merecem ser vividas de perto. Para rir e se emocionar! Real Circo – Temporada Brasília / Estacionamento da Arena BRB Nilson Nelson / Todos os dias, exceto as quartas, às 20h; Sábados, domingos e feriados: 16h, 18h30 e 20h30 / Ingressos a partir de R$ 35 (meia-entrada) – Compre aqui ou na bilheteria física / Livre Fotos: Divulgação

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Não perca: Arranha-Céu Festival de Circo!

Entre os dias 5 e 8 de março, festival apresenta espetáculos solos e sessão de cinema circense no Espaço Renato Russo. O Espaço Cultural Renato Russo vai virar um grande picadeiro entre os dias 5 e 8 de março. A quarta edição do Arranha-Céu – Festival de Circo Atual apresenta ao respeitável público quatro espetáculos solos circenses, além de uma sessão de cinema com filmes desse universo mágico, oficinas e bate-papos. O mote “Solos e Picadeiros” traduz parte da complexidade da arte circense e a proposta do festival em 2026. A curadoria desta edição traz um olhar atento aos espetáculos solos como expressões potentes do circo, destacando a força do corpo como linguagem, criação e encontro. Aproveitando esta edição em formato mais intimista, o festival convida o público a se aproximar dessa dimensão mais próxima dos artistas, criando um espaço de troca mais sensível e direta com a plateia. As idealizadoras Beatrice Martins, Julia Henning e Maíra Moraes lembram que, na edição passada, o festival provocou o público sobre o lugar do circo. “Hoje, afirmamos que o lugar do circo é, antes de tudo, no corpo do artista e do público. É onde tudo começa e por onde o mundo se constrói”, assinalam as idealizadoras. “Esta edição do festival traz espetáculos solos, em que um único artista em cena reverbera o picadeiro inteiro em si e, mais perto da plateia, transforma o espetáculo numa troca ainda mais íntima e pulsante. A proposta é colocar uma lupa sobre a técnica do artista e a sua presença em cena”, completa Beatrice. Informações sobre retirada de ingressos para os espetáculos e para a sessão de cinema podem ser conferidas no site do coletivo Instrumento de Ver e no perfil do festival no Instagram. Espetáculos As apresentações serão no Teatro Galpão Hugo Rodas, no Espaço Renato Russo. Às 20h da quinta-feira (5/3) e da sexta-feira (6/6), a atriz e circense carioca Natasha Jascalevich convoca o público para participar de uma receita, revelando segredos fantásticos de sua comida ao longo do preparo. “Faminta” oferece uma experiência sensorial completa, onde a gula e a luxúria impulsionam a jornada da personagem em busca do prazer, misturando vivências pessoais com lendas afrodisíacas. O espetáculo é uma homenagem à potência feminina e ao seu poder de criação, expressos por meio de múltiplas linguagens: teatro, dança, música e um pouco de contorção. Natasha explora essas habilidades em cena, conferindo ao texto contornos ainda mais oníricos. Ainda na sexta-feira, às 19h, vestida de picadeiro e lona de circo, a baiana Lívia Mattos realiza um mini-circoncerto ambulante, com sua inseparável sanfona. Engolidora de notas e cuspidora de acordes,  “A Sanfonástica Mulher-Lona” equilibra-se no fio da vida e no respiro do fole. Lívia conta que a Mulher-Lona surgiu como uma metáfora da sua pesquisa teórica e documental sobre a música no circo no Brasil. “A Sanfonástica tem esse caráter acústico para que as pessoas cheguem perto, para que seja no tête-à-tête, como um difusor de uma amálgama de múltiplas linguagens, nessa autonomia que vira o circo de uma mulher só”, explica Lívia. No sábado (7/3), às 17h, a brasiliense radicada na Noruega Luiza Adjuto experimenta no corpo diferentes estereótipos, a partir de uma pesquisa que investiga a lira acrobática, a dança e a interação com os objetos. Transitando entre a ameaça, o risco da transformação e da mobilidade, “Dita-Cuja” leva para a cena a monstruosidade e a beleza da mulher como pistas para outras possibilidades de estar no mundo. O espetáculo traz a vivência da imigração e coloca questões sobre as marcas do que chamamos de feminino, em uma construção artística poética que se conecta com diferentes públicos. No mesmo dia, às 20h, o artista carioca radicado em São Paulo, Emerson Noise, apresenta o espetáculo “Sobretudo”. Transformando a solidão em cena e a ausência em poesia, o malabarista solitário convida o público a mergulhar na fragilidade da memória e a reconhecer a força da imaginação diante daquilo que se desfez. O domingo (8/3) conta com uma segunda apresentação de “Sobretudo”, às 15h, e Dita-Cuja, às 18h. Cine-Circo O Cine Circo será exibido às 19h, na Sala Marco Antônio Guimarães. Passam na tela os filmes Entrenós, de Poema Muhlenberg (Cia Nós No Bambu/DF), Tricks of the Month, de Emerson Noise (Cia Lar Doce Lar/SP), Cobra Coral, de Jovani Almeida (Coletivo Um Café da Manhã/SP), Macacada, de Maïra de Oliveira Aggio  (Bahia/França) e O Peixe, de Natasha Jascalevich (RJ). O Arranha-Céu — Festival de Circo Atual é uma idealização do Coletivo Brasiliense Instrumento de Ver, com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). Serviço: Arranha-Céu — Festival de Circo Atual  Quando: 5 a 8 de março;  Colóquio Pilotis: 4 de março Onde: Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul, e Cia Miragem, na Vila Telebrasília Ingressos a partir de R$ 30 pelo Sympla Com informações da Assessoria de Imprensa | Fotos: Divulgação

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Um Chamado Ancestral

Vernissage no CCBB Brasília celebra a força estética e política da diáspora africana em uma exposição que conecta arte, história e identidade nas Américas.   Na noite da última terça-feira (3), o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília abriu suas portas para uma celebração que foi muito além de uma simples vernissage. A inauguração da exposição “Ancestral: Afro-Américas” , que tem direção artística de Marcello Dantas, curadoria de Ana Beatriz Almeida e Renato Araújo da Silva, reuniu artistas, curadores, jornalistas e convidados em um encontro que misturou arte, música, memória e uma boa dose de emoção – daqueles eventos que lembram que a arte também é um ritual de pertencimento. A Coluna #PERAMBULANDO marcou presença no evento que, logo na chegada, já revelava que algo de muito especial pairava no ar. Graças a uma visita guiada promovida por Ana Beatriz Almeida, foi possível entender o peso simbólico da mostra para o diálogo cultural e para a valorização das heranças africanas nas Américas. Ela destacou os caminhos conceituais que estruturam a exposição: uma jornada estética que atravessa história, identidade e memória Mas como toda boa noite de arte pede também trilha sonora, o público foi brindado com um pocket show da cantora Virginia Rodrigues, acompanhada pelo músico brasiliense Alberto Salgado. A apresentação, intensa e elegante, funcionou como uma espécie de prólogo musical para a exposição: um mergulho sensível nas matrizes afro-diaspóricas que inspiram toda a mostra. Depois disso, cerca de 280 convidados seguiram para um coquetel com sabores da gastronomia afro-brasileira — um detalhe delicioso que parecia prolongar, no paladar, a narrativa cultural apresentada nas galerias. Entre os momentos mais tocantes da noite esteve a presença de familiares do artista Willy Bezerra de Mello, conhecido como OluMello, cuja obra integra a exposição. Sua viúva, Lydia Garcia, escolheu celebrar ali mesmo seu aniversário de 88 anos, transformando a ocasião em uma homenagem dupla: à vida e à arte. Carioca, OluMello chegou a Brasília ainda em 1958 para integrar a equipe de Oscar Niemeyer no planejamento arquitetônico da nova capital, um elo curioso entre a história da cidade e a exposição que agora ocupa suas paredes. E falando em paredes, prepare-se: “Ancestral: Afro-Américas” é daquelas mostras que pedem tempo, olhar atento e mente aberta. Reunindo cerca de 130 obras de artistas negros do Brasil e dos Estados Unidos, a exposição propõe um mergulho na potência estética, política e simbólica da ancestralidade africana nas Américas — um diálogo transatlântico que atravessa séculos e continua produzindo arte de tirar o fôlego. Entre os nomes presentes estão verdadeiros pesos pesados da arte moderna e contemporânea, como Abdias Nascimento, Simone Leigh, Sonia Gomes, Leonard Drew, Mestre Didi, Melvin Edwards, Lorna Simpson, Kara Walker, Arthur Bispo do Rosário, Carrie Mae Weems, Mônica Ventura e Julie Mehretu. Cada um deles, à sua maneira, ajuda a construir esse grande mosaico de histórias, resistências e reinvenções. A exposição está organizada em três núcleos temáticos — Corpo, Sonho e Espaço, que funcionam quase como capítulos de um mesmo livro visual. No núcleo Corpo, as obras questionam a forma como pessoas negras foram representadas ao longo da história da arte, reafirmando o corpo como território de identidade, resistência e afirmação. Já em Sonho, a atmosfera se torna mais contemplativa: ali, os artistas exploram memória, espiritualidade e herança cultural, expandindo os limites da abstração. Por fim, em Espaço, surgem reflexões sobre território, comunidade e pertencimento, misturando paisagens naturais, urbanas e simbólicas em narrativas que atravessam fronteiras. A narrativa curatorial também parte de uma metáfora instigante proposta por Marcello Dantas: a história imaginária de dois primos africanos separados no século XVIII, um levado para Salvador e outro para Charleston, nos Estados Unidos. Dois destinos distintos, dois séculos de história — e, ainda assim, uma chama ancestral que continua viva, pulsando na arte e na cultura dos dois lados do Atlântico. Entre os destaques contemporâneos, a exposição apresenta trabalhos inéditos de artistas como Gabriella Marinho e Gê Viana, além de obras de Simone Leigh — primeira mulher afro-americana a representar os Estados Unidos na Bienal de Veneza. Já o artista Nari Ward criou uma obra especialmente para a mostra em território brasileiro, incorporando objetos do cotidiano e reforçando esse intercâmbio criativo entre países. Outro capítulo interessante da exposição é o núcleo dedicado à Arte Africana Tradicional, com curadoria de Renato Araújo da Silva. A ideia é simples e poderosa: mostrar que a criatividade contemporânea nasce de raízes profundas, conectando tradições milenares com linguagens artísticas atuais. Depois de passar por Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador, a exposição chega a Brasília reafirmando a força desse diálogo cultural que atravessa oceanos, gerações e linguagens. Com patrocínio da BB Asset, por meio da Lei Rouanet, “Ancestral: Afro-Américas” fica em cartaz até 3 de maio. Se a abertura já foi memorável, a exposição promete continuar provocando reflexões, encontros e descobertas nas próximas semanas. Afinal, como essa mostra deixa claro logo na primeira sala: certas histórias não pertencem apenas ao passado — elas seguem vivas, reinventando o presente. Confira fotos de quem passou por lá pelas lentes deste colunista/fotógrafo: Revisitando nossas origens! Ancestral: Afro-Américas / Centro Cultural Banco do Brasil Brasília / até 3 de maio – terça a domingo das 9h às 21h (acesso às galerias até 20h40) / Entrada gratuita, mediante retirada de ingresso no site ou na bilheteria do CCBB. / Não esqueça: Vem pro CCBB – transporte gratuito de van saindo da Biblioteca Nacional para o CCBB, de quinta a domingo. Fotos: Gilberto Evangelista

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Opereta no Cerrado

Ópera Tem Palco leva lirismo e brasilidade ao coração do Cerrado. No interior de Goiás, um novo capítulo da música lírica ganha vida. No dia 5 de março de 2026, às 20h, o Teatro Marie Padille, em Alexânia (GO), será o cenário da estreia de Ópera Tem Palco – Opereta do Cerrado, um espetáculo que convida o público brasileiro a redescobrir a ópera — descomplicada, íntima e profundamente humana. Com cerca de uma hora de duração, a opereta narra a história de uma comunidade que, ao receber um teatro recém-inaugurado, encontra na música lírica um espelho afetivo de suas próprias vivências. A montagem traz um repertório que circula entre árias clássicas, elementos da Música Popular Brasileira e trilhas sonoras marcantes do cinema, criando um diálogo fluido entre tradição e contemporaneidade. O elenco reúne a Cia de Cantores Líricos, músicos e atores em performances que misturam canto e fala, sob a batuta do diretor Arnoldo Jacaúna, com colaboração de Dyego Cesar Lima. O papel central é interpretado por Valdivino Clarindo Lima, advogado e ator querido da região, reforçando o caráter comunitário e afetivo da produção concebida por Edna Pinato. Lançado no Dia Nacional da Música Clássica, o projeto celebra a arte como ponte entre diferentes universos, é uma ópera para quem nunca foi à ópera, e para quem ama a forma, mas quer vivê-la mais próxima, mais nossa. Sobre o teatro Marie Padille Inaugurado em novembro de 2025, o Teatro Marie Padille nasceu do sonho de uma família que acredita na arte como força de transformação e conexão entre as pessoas. Idealizado por Edna Pinato e Arnoldo Jacaúna, ao lado dos filhos Priscila e Henrique Pinato, o espaço foi construído com recursos próprios e priorizando a contratação de trabalhadores locais, tornando-se o primeiro teatro da região, no eixo Brasília–Anápolis. O Teatro  ultrapassa a condição de equipamento cultural e assume o papel de símbolo de identidade e desenvolvimento regional. Trata-se de um projeto inovador no interior de Goiás, concebido sob princípios ESG, que integra arte, educação, tecnologia e experiência sensorial. Em Alexânia, situada entre duas capitais e historicamente afastada dos grandes circuitos culturais, o Marie Padille se estabelece como um palco de vida, arte e esperança. Serviço: Teatro Marie Padille — Alexânia (GO) 05 de março de 2026 – 20h Ingressos: A partir de R$ 100 + taxa pelo Sympla   Com informações da Assessoria de Imprensa |Fotos: Divulgação

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Três dias de pura cultura asiática no TGS

De 6 a 8 de março, Festival Onda Coreana invade o Taguatinga Shopping com tudo sobre cultura de K-dramas e show internacional da banda 82 Major e MC Melody Durante três dias, Brasília poderá trocar o concreto pelo brilho do fenômeno global asiático. De 6 a 8 de março, o TGS recebe o Festival Onda Coreana, apresentado como o primeiro evento do país totalmente dedicado ao universo dos K-dramas — produções que ajudaram a consolidar a presença cultural da Coreia do Sul no imaginário pop contemporâneo. A proposta é transformar o mall em território de experiência. Com ingressos a partir de R$ 25 (meia-entrada) por dia, o público terá acesso a uma programação que combina música, gastronomia, moda e ativações temáticas. A lógica é clara: menos telas para uma experiência imersiva. O visitante não apenas assistirá, mas poderá circular, interagir, experimentar e compartilhar a vivência K. O sábado, 7 de março, concentra um dos momentos mais aguardados do festival: o show da banda sul-coreana 82 Major, que se apresenta na capital em performance exclusiva. A bilheteria é separada e as vendas ocorrem pela Ticketmaster. Conhecido pela energia de palco e coreografias precisas, o grupo reforça a conexão direta entre Brasília e o circuito internacional do K-pop. Inspirado na chamada Onda Hallyu, movimento que levou K-dramas, K-pop e o lifestyle sul-coreano ao topo das tendências globais, o festival aposta na força de uma indústria cultural que transformou narrativas seriadas em fandons espalhados pelo mundo. Em Brasília, a promessa é simples e ambiciosa: por alguns dias, o fã deixa a plateia e passa a ocupar o cenário. “Receber a Onda Coreana reforça nosso papel como um espaço que celebra a diversidade cultural e aproxima o público de experiências internacionais. O TGS já abriga há anos o tradicional Festival Nipo, um dos eventos mais queridos do calendário cultural brasiliense, e agora amplia esse diálogo ao abrir as portas para a cultura coreana”, afirma a gerente de marketing, Mayce Tranquillini. Ao abraçar diferentes expressões asiáticas — do Japão à Coreia do Sul — o TGS se consolida como um verdadeiro ponto de convergência cultural na capital, unindo entretenimento, convivência e troca de experiências em um mesmo espaço. Vamos à programação! Além do show internacional, o público poderá desfrutar de concursos de K-pop, desfiles de moda inspirados em K-dramas, experiências de K-Beauty, culinária típica e bate-papos com influenciadores. O evento contará com nomes de peso como Pyong Lee, Gabriel Kim, Lúcio Sincero e a querida Dona Su, referência da cultura coreana no Brasil. Na sexta-feira (6), com apresentação de Gabriel Kim como mestre de cerimônias, o festival abre contando detalhes sobre a Onda Hallyu, seguido de interação com o público e sorteios. A programação inclui concurso de K-pop, Random Play Dance, desfile de Moda dos Doramas e quiz de K-drama com Gabriel Kim, Lúcio Sincero, Kai e Aline. O dia termina em clima de celebração com show de Kyumin Lee e exibição do aftermovie de encerramento. No sábado (7), sob comando de Lúcio Sincero, o público poderá acompanhar experiências gastronômicas ao vivo, palestra com o presidente Bruno Kim, Carol Psicodrama e Eliane Kcomigo, além de momentos dedicados à K-Beauty com CeoDaCoreia e Fabio Hiro. O palco também recebe show de Kyumin Lee e encenação temática de K-drama com Songu, acompanhada de quiz interativo. O grande destaque do dia é a apresentação internacional do grupo de K-pop 82 Major, que sobe ao palco ao lado de MC Melody, em um dos momentos mais aguardados do festival. Já no domingo (8), quem assume o palco como mestre de cerimônias é Pyong Lee. A programação inclui bate-papo com Dona Su, preparação de drink ao vivo com Songu, homenagem especial pelo Dia da Mulher em parceria com a Secretaria da Mulher, além de conversa com Roberta Pazulini. O público também poderá assistir ao musical Guerreiras do K-pop, com o grupo Neia e Nando, participar de momento interativo com cena de K-drama e acompanhar bate-papo sobre relacionamento com Morena, Sun e CeoDaCoreia. A grande atração: 82 Major Os ingressos para o espetáculo são vendidos separadamente do festival e incluem setores de pista comum e pista premium, além de pacotes especiais VVIP e VVIP+, com experiências diferenciadas para os fãs. Ingressos para o show no link TicketMaster. Quer ir? Festival Onda Coreana Dias 06, 07 e 08 de março de 2026. No Estacionamento H (Piso 2) – Taguatinga Shopping. Sexta-feira (06/03): 12h às 22h Sábado (07/03): 12h às 22h Domingo (08/03): 12h às 20h Ingressos Festival: Antecipados a partir de R$ 25 (meia-entrada) nesse link via Sympla Meia-entrada social, mediante a doação de 1kg de alimento não perecível. Crianças até 7 anos não pagam. Informações: @festivalondacoreana e @taguashopping Imagens: Divulgação

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Design que Conecta Territórios

Vem aí a 4ª edição da Brasília Design Week , que acontece de 10 a 14 de junho no Memorial dos Povos Indígenas “Design que Conecta Territórios” é o tema da edição 2026 da Brasília Design Week (BDW), evento que reforça e desperta para o talento e a identidade única dos designers brasileiros, evidenciando ainda mais os da capital federal. O lançamento oficial da BDW26 aconteceu nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, no Espaço Cobogó da Arena BRB Mané Garrincha. Uma noite com a presença de secretários e representantes de Secretarias do GDF, autoridades, designers, arquitetos, artesãos e empresários. Foi uma noite para celebrar, fortalecer conexões, compartilhar propósitos e abrir caminhos para novas colaborações que impulsionam o design, a tecnologia e a economia criativa do Distrito Federal. O tema deste ano da BDW26 tem como pilar Brasília, representando o ponto de encontro, a união e representatividade da cultura e saberes do Brasil e do mundo. O evento contará com collabs com artistas e designers, artesãos e artistas. As peças produzidas na cocriação serão expostas no Memorial dos Povos Indígenas. O local abrigará também a exposição principal da Semana do Design, de 10 de junho a 12 de julho, e atividades imersivas que acontecerão de 10 a 14 de junho. Idealizado por Caetana Franarin, a BDW vem se consolidando como um dos principais eventos dedicados ao design no país. A edição do ano passado atraiu somente na exposição realizada no Museu Nacional da República 46.700 pessoas, número três vezes maior que o da edição anterior. “A Brasília Design Week consagra a cidade como a capital do design brasileiro. Uma importante vitrine para o design nacional, com troca de conhecimento e grandes conexões”, destaca Caetana Franarin, diretora-geral da BDW (foto principal). Entre as novidades desta edição, Caetana Franarin anunciou o lançamento de um portal de design brasiliense, valorizando a produção local, e a realização de uma residência com um designer de cada região do País. A edição de 2026 contará com novas ações, além das permanentes oficinas e palestras e o Circuito de Embaixadas, e marca a estreia do Circuito Brasília Design + Nesper e do guia com designers por BDW + Sebrae no DF para divulgar coletivamente a vocação de Brasília para o design. A publicação será uma vitrine que aproximará estabelecimento que tem o design como DNA, com o público consumidor. Estreando também este ano, o Experiências imersivas por BDW + Sebrae no DF propõe quatro visitas guiadas por regiões do DF, unindo o consumidor a diferentes segmentos da economia criativa e do turismo: Vinícola Brasília mais Vinhedo da Região do PAD-DF, arte urbana com street art da Ceilândia e visita a galeria mais a confecção de estandarte em Planaltina, além de um roteiro de arquitetura e design no Plano Piloto. Sobre a BDW26 A Brasília Design Week 2025 é uma realização do Instituto Desponta Brasil e do Instituto Brasil de Economia Criativa com apoio e fomento do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Sececdf) e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Sectidf), Abimóvel, ApexBrasil e Sebrae no DF. Também destacam-se como patrocinadores e parceiros a Adepro, a Adegraf, a Fecomércio-DF, por meio da Câmara Empresarial de Economia Criativa, SesiLab/CNI, Brasília Shopping e Metropolitano. HPlus é o hotel oficial do evento. Todos juntos para promover o design como expressão viva de Brasília e do Brasil: plural, potente e em constante movimento. Confira quem passou pelo evento de abertura: Para quem gosta de design “BDW26 – Design que Conecta Territórios” / De 10 a 14 de junho – Exposição principal de 10 de junho a 12 de julho / Memorial dos Povos Indígenas Fotos: Divulgação

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Dose dupla para os fãs de Pokémon

Dois encontros gratuitos reúnem fãs, colecionadores e curiosos para trocar cartas, batalhar e celebrar uma das maiores febres da cultura pop de todos os tempos. Se você cresceu soprando cartuchos, discutindo evoluções impossíveis no recreio ou simplesmente nunca resistiu ao charme de um Pikachu, saiba: chegou a sua hora. O universo de Pokémon invade Brasília em dose dupla, com dois encontros que prometem transformar shoppings da cidade em verdadeiros ginásios de treinadores – daqueles onde o prêmio não é uma insígnia, mas uma carta rara guardada como relíquia. Mais do que um jogo, Pokémon é um fenômeno cultural criado pela Nintendo em 1996 e que, desde então, atravessou gerações com a mesma facilidade de um ataque supersônico. São mais de 480 milhões de jogos vendidos, além de séries, filmes e um mercado de cartas que movimenta milhões e, sobretudo, memórias afetivas. Afinal, poucas coisas são tão universais quanto o ritual de abrir um pack novo com o coração acelerado. E neste fim de semana, Brasília será palco dessa nostalgia viva. Sábado é dia de garimpo no Pátio Brasil No sábado, o Encontro de Cartas Pokémon ocupa o piso P2 do shopping, das 10h às 19h, reunindo colecionadores experientes, iniciantes curiosos e todo mundo que entende o valor emocional (e às vezes financeiro) de uma carta bem conservada. Por lá, vale tudo dentro das regras não escritas do colecionismo: comprar, vender, trocar, avaliar e, claro, admirar. Haverá cartas raras, itens lacrados, slabs (cartas certificadas e protegidas), além de acessórios e criações personalizadas em 3D. Um verdadeiro mercado paralelo da nostalgia. O ambiente é seguro, familiar e acolhedor, organizado pela Liga Brasileira de TCG, e funciona também como ponto de encontro entre gerações que compartilham a mesma paixão do veterano que guarda cartas desde os anos 1990 ao novato que acabou de montar seu primeiro deck. Domingo é dia de batalha no Conjunto Nacional Já no domingo, a celebração ganha contornos ainda mais simbólicos com o Pokémon Day, data oficial que marca o nascimento da franquia. O encontro acontece das 15h às 18h, no Jardim Urbano, no 3º piso do shopping. Vale destacar que o clima é menos de feira e mais de arena: jogadores se enfrentam em batalhas estratégicas, trocam cartas, montam decks e compartilham histórias. Tudo isso em um ambiente onde a rivalidade é saudável e a amizade é inevitável. Quem participar, mediante cadastro no aplicativo do shopping, ainda concorre ao sorteio de novos packs. Ou seja, além da experiência, existe sempre a chance de sair de lá com aquele reforço inesperado para a coleção. Muito além das cartas O mais bonito desses encontros talvez não esteja nas cartas raras, mas no que elas representam. Pokémon nunca foi apenas sobre vencer batalhas, mas sobre jornadas, descobertas e conexões humanas — ainda que mediadas por criaturas imaginárias. Em Brasília, neste fim de semana, essa jornada continua. E o convite é simples: abra sua gaveta, resgate seu deck e vá. Porque, como todo treinador sabe, algumas batalhas não acontecem na tela, mas na vida real. Seja você um mestre veterano ou um treinador em início de jornada, a regra é clara: o importante é estar pronto. Afinal, nunca se sabe quando um encontro raro pode acontecer. Serviço: Encontro de Cartas Pokémon no Pátio Brasil / Pátio Brasil – Piso P2 / Sábado, 28 de fevereiro – 10h às 19h / Entrada gratuita – livre Encontro Pokémon BSB — Pokémon Day /  Conjunto Nacional – Jardim Urbano, 3º piso / Domingo, 1º de março – 15h às 18h / Gratuito (mediante cadastro no app do shopping) Fotos: Divulgação

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Vernissage reúne modernosos em torno das artes

Com festa e reencontros, a Cerrado Galeria celebra os “Modernismos” de Brasília em fim de tarde prestigiado pelo métier d’art brasiliense. Nessa quarta-feira, 25 de fevereiro, a Cerrado Galeria abriu suas portas para brindar o início de sua programação expositiva de 2026 com a vernissage de Modernismos: uma e muitas Brasílias. Entre taças erguidas e conversas atravessadas por memórias afetivas da cidade, cerca de 250 convidados — entre artistas, curadores, colecionadores, diretores de centros culturais e apreciadores — ocuparam o espaço para celebrar uma mostra que lança luz sobre os modernismos que ajudaram a moldar o pensamento artístico no Distrito Federal. Com curadoria de Carlos Lin, a exposição reúne 53 obras em diferentes suportes, como desenhos, pinturas, esculturas e tecelagens, compondo um recorte potente da produção realizada em Brasília, especialmente entre as décadas de 1960 e 1980. Mais do que um panorama histórico, a mostra evidencia o espírito experimental que marcou a formação artística da capital, revelando a coexistência de múltiplas linguagens e abordagens que se desenvolveram em diálogo com a própria construção simbólica da cidade — herdeira direta dos ideais de ruptura e invenção que definem o modernismo brasileiro. A noite de abertura foi também um momento de reencontro entre protagonistas dessa história. Estiveram presentes artistas como Lêda Watson e Betty Bettiol, integrantes da coletiva, além de Fernando Ribeiro, filho de Milton Ribeiro, outro nome fundamental do conjunto apresentado. Ao todo, dezoito artistas compõem a mostra, entre eles nomes centrais como Alfredo Volpi, Athos Bulcão, Bruno Giorgi, Roberto Burle Marx e Rubem Valentim, ao lado de Ailema Bianchetti, Douglas Marques de Sá, Félix Barrenechea, Glênio Bianchetti, Maciej Babinski, Marília Rodrigues, Minnie Sardinha, Paulo Iolovitch, Solange Escosteguy e Stella Maris. Muitas das obras apresentadas raramente são vistas em público, vindas de coleções privadas ou de acervos institucionais pouco acessados, o que confere à exposição um caráter ao mesmo tempo íntimo e revelador. Integrante do ciclo Raízes modernistas, que conecta iniciativas em Brasília e Goiânia, a mostra reafirma o papel da Cerrado Galeria na valorização da memória artística do Centro-Oeste e na preservação de narrativas fundamentais para a compreensão da arte brasileira fora dos grandes eixos tradicionais. A abertura marca ainda um novo momento institucional, com a chegada de Beto Osório como diretor institucional da galeria e a incorporação dos artistas José Roberto Bassul e Diego Bresani ao seu grupo de representados. Instalada no Lago Sul, a Cerrado Galeria segue com visitação gratuita e aberta ao público, convidando os visitantes a percorrerem não apenas uma exposição, mas um território simbólico onde arte, cidade e história continuam em permanente construção. Não deixe de conferir quem passou por lá em registros feitos pelas lentes de César Rebouças: Serviço:  Modernismos: uma e muitas Brasílias – Curadoria de Carlos Silva Onde: Cerrado Cultural – SHIS QI 05, Chácara 10, Lago Sul, Brasília/DF Quando: 25 de fevereiro a 18 de março – segunda a sexta: 10h às 19h; sábado: 10h às 13h Entrada gratuita / Indicação livre / Siga: @cerrado.galeria

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4 dias de folia em Brasília

Do “imperdível” ao “se der tempo eu vou”: um roteiro personalizado para viver o Carnaval 2026 sem ficar parado. Vai ser dada a largada! A partir deste sábado, o Carnaval 2026 toma conta da capital federal. Gigante, tem programação para todos os gostos, com desfiles gratuitos de dezenas de blocos de rua por diversas Regiões Administrativas e polos centrais. E, se diante de tamanha oferta você pensar: para onde eu vou? A Coluna #PERAMBULANDO tenta responder oferecendo uma curadoria dos agitos onde este colunista pretende dar o ar da graça. As sugestões virão por ordem de prioridade, ou seja, do “imperdível” até o “se der tempo eu vou”. E, se você é da turma que adora bater perna para lá e para cá, o roteiro corre o risco de te agradar em cheio. Bora lá? No sábado (14), das 14h às 22h, o Bloco da Piki vai dominar a Rua do Lazer, em Águas Claras. Reunindo um público jovem e bastante divertido, a atração já vem ganhando tradição e promete uma discotecagem que vai do axé ao pop, passando pelo sertanejo e modão, além de muito fervo e close. No final, desça até a Estação Águas Claras — ali ao lado, os bares (Porks, Santto, My Drinks e Pipa Drinks) estarão fervendo. A paquera vai rolar solta! Assim como no Bloco Rainha de Corpas, que acontece ao lado do Edifício Morro Vermelho (dentro da programação do Setor Carnavalesco Sul) onde o “multitalentos” Matt Ferreira vai abrir os trabalhos de discotecagem a partir das 14h. Outra opção massa neste dia é o Bloco do Amor, uma das seis atrações da Plataforma Monumental, ao lado do Museu Nacional da República. Marcada para acontecer das 13h às 21h, a festa celebra diversidade, liberdade e afeto. Entre os artistas que se apresentam estão BIXARTE, Anna Moura, Haynna, Letícia Helena e Tonhão Nunes. Vai rolar também sets das DJs residentes Cxxxju e Duda Pilsen, além dos convidados Umiranda e Trisal Batidão. Dançarinos, grupo circense e a mestra de cerimônias Tainá Cary completam o close. Certeza que o Bloco das Montadas, no domingo (15), a partir das 13h — na área externa do Museu Nacional da República — é um incontornável da folia candanga. A festa, organizada pelo Distrito Drag, terá ninguém menos que a cantora Gretchen como atração principal, entoando o hino “Freak Le Boom Boom”, ao lado de Lia Clark, Ane Êoketu, Igor Mirái, Pri Arêba, DJ Patty Peronti e a Banda das Montadas. Não muito longe dali, na saída do metrô da Galeria dos Estados, a partir das 15h, guitarras distorcidas, fantasias sem regra, crítica afiada e muito carnaval fora da caixinha tomam conta mais uma vez do Setor Carnavalesco Sul quando o bloco System Safadown completa cinco anos de história no carnaval de rua de Brasília. A trilha sonora fica por conta da banda System Safadown, do grupo Galinha Preta (da Madrugada) e dos DJs Telma e Selma, DJ Alira e DJ Formiga, em uma celebração gratuita que une peso, irreverência e diversidade sonora do começo ao fim. E como eu sei que a bateria de quem gosta de sair #PERAMBULANDO por aí não acaba nunca, o “estica” ideal é a Festa Garoto, que rola a partir das 21h como um dos agitos da agenda do CarnaConic, do Birosca, que terá ainda Filhos De Guetta, Pezão e Barata, Hélio Bentes e muita gente boa por ali. Além dos shows e pistas, o CarnaConic contará também com uma feira carnavalesca reunindo expositores com looks de Carnaval, acessórios e brilhos para quem quer se montar e viver a folia completa. Porém, antes de passarmos ao próximo dia, vale ressaltar que tanto o Bloco das Montadas quanto os blocos Batida do Morro, Baile Bregue, Nave Pirata e As Leis de Gaga fazem parte da Plataforma Carnaval Monumental, que levará esses seis blocos gratuitamente ao Museu Nacional da República nos quatro dias de folia, graças ao fomento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF). “Ali reunimos blocos que já são parte da memória afetiva da cidade. Ocupar a área externa do Museu Nacional durante os quatro dias de carnaval é transformar um espaço simbólico em palco da cultura popular, onde história, monumento e diversidade do nosso povo se encontram”, ressalta a agitadora cultural Ruth Venceremos. Em tempo, a programação faz parte do DF Folia 2026, que contará com três grandes territórios, entre os dias 14 e 17 de fevereiro: o Gran Folia 2026, no Quadrante 2 da Esplanada dos Ministérios; a Plataforma Monumental, no Museu Nacional da República; e o Setor Carnavalesco Sul – Circuito Brasília em Folia, no Setor Comercial Sul (quadras 5 e 3 e Via S2). Os espaços foram pensados para reunir múltiplas atrações, ampliar o acesso do público e garantir uma programação diversa, organizada e segura. O DF Folia conta com a participação de 73 blocos carnavalescos espalhados por diversas regiões administrativas. Voltando ao nosso roteiro… partiu segunda-feira (16). Esse seria um ótimo dia para ficar em casa maratonando séries, com as pernas para o ar. Mas como isso é possível se às 16h acontece o Bloco Leds Bora, no Setor Bancário Sul, trazendo luz, diversidade, música quente, ancestralidade e muito brilho para ocupar a cidade mais uma vez. Vizinho dali, na Galeria dos Estados, das 16h às 22h, também estará rolando o Bora Coisar, o Bloco Baphônico e Amazônico de Brasília que, no seu ano 10, trará delícias musicais no estilo amazônico-caribenho para colocar o folião para suar. E, como quem ama Carnaval nunca enxerga o fim da festa, que tal esticar a programação e curtir também, ali pertinho (no Setor Comercial Sul), o último dia do CarnaPipa, no E.X.T.E.R.N.A.? Sim, o agito que se autointitula como o “after de Carnaval” mais irreverente da cidade vai até o sol raiar. Dividido ao longo de três dias — da sexta (15) à segunda (17) —, o evento é regado à Bebida Oficial do Carnaval by Pipa Drinks e, no seu encerramento, contará com a participação da minha

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