Fricções e memórias em mostras simultâneas

Com obras de Lais Myrrha e Helô Sanvoy, as exposições “Arquiteturas do Poder” e “Eiro” propõem um olhar crítico sobre as bases estruturais e históricas do país. A partir do dia 1º de abril, a galeria Cerrado Cultural, em Brasília, transforma seus dois pavimentos em um espaço de potente reflexão visual e histórica. Localizado na QI 05, Chácara 10 do Lago Sul, a @cerrado.galeria inaugura, simultaneamente, as exposições Arquiteturas do Poder, de Lais Myrrha, e Eiro, de Helô Sanvoy. Embora independentes, as mostras tecem um diálogo profundo sobre os apagamentos, as memórias e as relações de trabalho e de poder que alicerçam o Brasil. Desse modo, é estabelecido uma conversa entre os artistas. É o zeitgeist, o espírito do tempo, que se manifesta, valendo-se de materiais e linguagens tão distintas. Suas obras convergem, quase por acaso, para as mesmas temáticas. Essa troca ganha ainda mais força com a presença de dois curadores de excelência, que conduzem o público por essas narrativas com clareza e sensibilidade: a historiadora e crítica de arte Ana Avelar e o pesquisador, artista e diretor artístico da Cerrado Divino Sobral. A temporada segue de portas abertas, com visitação gratuita, até o dia 9 de maio. O peso oculto da forma geométrica No térreo, sob a curadoria de Ana Avelar, Lais Myrrha apresenta Arquiteturas do Poder. A artista faz de Brasília o centro de sua investigação, colocando-a como alegoria de um Estado que se projeta racional, branco e perpétuo, mas que não considera a desigualdade social sobre a qual foi constituído. Sem buscar a invalidação do modernismo, mas recusando a reverência cega, Myrrha expõe o que as superfícies lisas e os ângulos retos de nossas construções icônicas tentam esconder o trabalho dos que construíram a cidade e a herança colonial que a capital tentou apagar. A curadora Ana Avelar destaca essa ambivalência constitutiva do modernismo nas obras da artista, onde a beleza arquitetônica seduz, mas também silencia. Séries como Estudo de Caso: Kama Sutra, Dupla Exposição, em que edifícios modernistas se sobrepõem a pinturas históricas de Debret e Portinari, e Vertebral Case, com imponentes fragmentos de colunas de concreto caídas como ruínas ósseas, convidam o visitante a medir, com o próprio corpo, o tamanho dessa utopia fraturada. A matéria, o corpo e o trabalhador brasileiro Já no piso superior, o público é recebido por Helô Sanvoy em Eiro, sua primeira mostra individual na galeria Cerrado, com curadoria de Divino Sobral. Aqui, a investigação afasta-se do concreto armado e debruça-se sobre a carga histórica e econômica dos materiais cotidianos. O artista cria atritos poéticos utilizando carvão, pó de pau-brasil, vidro estilhaçado, couro e copos americanos para falar sobre a precarização do trabalho e o corpo marginalizado pelo capital. Divino Sobral conduz o olhar do espectador para a sutileza com que Sanvoy transforma materiais em signos. O próprio título da mostra faz referência ao sufixo latino “-eiro”, que constitui o nosso gentílico, originado da extração exploratória do pau-brasil, e nomeia tantas profissões populares, como pedreiro, boiadeiro, coveiro, lixeiro. Destacam-se obras que vão desde a utilização do vidro temperado estilhaçado em Lucidez difusa, até a instável e transparente instalação Continente, erguida com centenas de copos americanos empilhados, equilibrando a fragilidade do material e a força da memória coletiva. Dois olhares curatoriais Vale destacar que as mostras marcam também um encontro de visões curatoriais refinadas. Ana Avelar, com sua vasta experiência acadêmica e atuação focada na arte moderna e contemporânea brasileira, traz uma leitura afiada e histórica para as provocações de Lais Myrrha. Já Divino Sobral, que também é artista visual, empresta sua sensibilidade estética e poética para desdobrar as materialidades de Helô Sanvoy, construindo, juntos, uma experiência imperdível na capital federal. Quem é quem? Lais Myrrha: Sua prática artística evidencia a relação entre o lugar físico e o lugar simbólico, abordando os discursos de poder denotados por convenções espaciais e arquitetônicas. Possui obras no acervo de instituições como Pinacoteca de São Paulo, Blanton Museum of Art (EUA) e Fundação de Serralves (Portugal). Já expôs em bienais de destaque, como a 32ª Bienal de São Paulo e a 13ª Bienal de La Habana. Helô Sanvoy: Artista goiano, mestre em Artes Visuais e membro do Grupo EmpreZa. Sua pesquisa transita por desenho, vídeo, performance, objeto e instalação, explorando as qualidades plásticas e políticas de diferentes materiais. Vencedor do Prêmio Pipa (2023), possui obras em coleções de peso, como as do MAC-USP, Museu de Arte do Rio (MAR) e MARGS. Ana Avelar (Curadora): Historiadora da arte, curadora e professora universitária com foco em arte moderna, contemporânea e crítica curatorial. Realiza exposições em museus e galerias pelo Brasil e é conselheira do Prêmio Pipa. Divino Sobral (Curador): Pesquisador, artista visual, curador independente e diretor artístico da Cerrado Galeria. Com vasta produção crítica no Brasil e exterior, sua prática cruza memória, história e materialidade de maneira sensível e poética, tanto em seus textos quanto em suas próprias obras. Sobre a Cerrado Com sedes em Brasília e Goiânia, a Cerrado consolidou-se como um dos principais espaços de difusão da arte contemporânea no Centro-Oeste. A galeria promove a circulação de artistas jovens e consagrados, investe na formação de público e fomenta novas coleções. Sua programação reúne exposições, debates e ações educativas. Pra quem curte artes-visuais!  Arquiteturas do Poder (Lais Myrrha) e Eiro (Helô Sanvoy) / Cerrado Cultural – SHIS QI 05, Chácara 10, Lago Sul, Brasília-DF / 1º de abril a 9 de maio de 2026 – Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 13h / Gratuita – Indicação livre / Siga: @cerrado.galeria Fotos: Divulgação

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Do revival à ópera, a arte de #PERAMBULAR por Brasília

Uma curadoria especial de eventos que unem música, fotografia, inovação gastronômica e reflexões femininas para preencher a sua agenda na capital. A música clássica ganha um contorno de força e resistência com a montagem da ópera “Irmã Angélica“, do italiano Giacomo Puccini, que protagoniza um feito raro: elenco e equipe técnica inteiramente femininos. Sob a sensível direção cênica de Hyandra L., a obra reflete sobre a opressão patriarcal e as escolhas da mulher, ambientada na clausura de um convento do século XVII. O espetáculo, que emociona pela profundidade e traz Janette Dornellas revezando o papel-título, tem apresentações neste sábado (28) às 19h e domingo (29) às 17h e 19h, no Teatro Newton Rossi do Sesc Ceilândia, seguindo depois para o Teatro Paulo Gracindo do Sesc Gama entre os dias 17 e 19 de abril. A entrada para maiores de 14 anos é gratuita mediante a doação de alimentos ou materiais de limpeza para o Carmelo Nossa Senhora do Carmo, com ingressos retirados previamente pelo Sympla.    Para quem busca uma pausa acolhedora na aceleração do cotidiano, a Referência Galeria (CLN 202, Bloco B, Asa Norte) abriga até 9 de maio a belíssima exposição fotográfica “Habitar o Interlúdio“. Com curadoria de Léo Tavares, o artista Fred Lamego convida o espectador a uma imersão introspectiva através de 37 imagens inéditas capturadas em diversas partes do Brasil e do mundo, como Tóquio, Macapá e Jerusalém, criando uma atmosfera poética onde a figura humana é apenas sugerida pelo espaço. É um verdadeiro convite à meditação visual que pode ser visitado gratuitamente de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 14h, com mais detalhes no perfil @referenciagaleria. A inovação tecnológica invade a cozinha neste fim de semana, dias 28 e 29 de março, com a engenhosa competição Printer Chef 2026, que ocupa o espaço Jardim Urbano do Shopping Conjunto Nacional como parte da programação do Geek Prime. O evento é um banquete para curiosos e entusiastas, misturando a gastronomia do futuro com a cultura maker ao desafiar os participantes a criarem pratos utilizando impressoras 3D de alimentos e a obrigatoriedade de PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais) na receita. Uma excelente oportunidade para ver ao vivo como a ciência pode revolucionar a sustentabilidade alimentar, com todos os detalhes dessa imersão deliciosa disponíveis no site oficial do evento. Valorizando o fazer manual e a presença feminina nas artes, o Museu de Arte de Brasília (MAB) segue até o final de março com uma programação educativa especial e muito afetiva voltada para o Mês das Mulheres. O espaço oferece uma série de atividades acessíveis que abraçam desde bebês até adultos, destacando oficinas deliciosas como a de bordado em talagarça e a criação lúdica de vitrais “fake” usando arame e esmalte. Além de visitas mediadas que jogam luz sobre as trajetórias das artistas do acervo, o museu reforça seu compromisso com a inclusão e a acessibilidade, permitindo que escolas e grupos agendem essas experiências gratuitamente diretamente pela plataforma Conecta. Encerrando a lista com muito balanço, a febre nostálgica tomou conta da cidade e obrigou o projeto Temporaneo a abrir uma sessão extra da consagrada banda Rod Hanna, garantindo que a grande festa siga firme até este sábado (28). Conhecida por figurinos marcantes e uma performance que revisita com maestria as eras de ouro do pop, disco e dance music das décadas passadas, a banda promete transformar a AABB (Setor de Clubes Sul) em uma imensa e sofisticada pista de dança a partir das 19h30. Voltada para maiores de 18 anos, a noitada tem ingressos a partir de R$ 180 (meia-entrada) vendidos na Bilheteria Digital, além de opções de bistrô para grupos que desejam celebrar as boas memórias musicais com conforto. Fotos: Divulgação

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Não perca a “Floresta Viva” do Pontão!

Com programação especial, o complexo recebe decoração temática, oficinas infantis, espetáculos teatrais e experiências imersivas para toda a família. Até 5 de abril, o Pontão Lago Sul se transforma em um cenário mágico com a chegada da “Floresta Viva”, tema da programação especial de Páscoa de 2026. Inspirado na natureza, o espaço ganha uma ambientação lúdica e envolvente, com elementos que remetem ao universo encantado da floresta, proporcionando momentos inesquecíveis para visitantes de todas as idades. No Jardim de Eventos, uma floresta decorada com árvores cenográficas, cogumelos e coelhos em uma paleta de tons verdes e terrosos que reforçam a proposta de conexão com a natureza. O ambiente convida o público a vivenciar uma experiência sensorial acolhedora, ideal para famílias e crianças. A grande atração deste ano é a Toca Encantada, um espaço coberto e imersivo, com decoração especial e cenários instagramáveis, incluindo elementos como o guardião da floresta, árvores e ambientações mágicas. O acesso à área é exclusivo para visitantes mediante ingresso. Meia-entrada R$ 20,00 e ingresso inteiro a R$ 40,00 por pessoa. Crianças de até 8 anos tem entrada gratuita. Meia-entrada mediante a doação de 1kg de alimento a ser destinado à Vila Santa Luzia na Estrutural em parceria com o grupo Panelas Compartilhadas. Os ingressos poderão ser adquiridos na loja do Pontão situada na Floresta Viva, ou nos restaurantes e quiosques do Pontão Lago Sul participantes da ação, estes com retiradas gratuitas mediante notas fiscais com valor mínimo de consumação de R$150,00, para restaurantes, e R$50,00 para quiosques participantes. Programação cultural Além da decoração temática, o público poderá aproveitar uma programação completa com espetáculos teatrais, oficinas criativas e apresentações musicais. Entre os destaques estão as peças infantis realizadas às terças e quintas-feiras, das 18h30 às 19h30, com entrada mediante doação de 1kg de alimento não perecível (exceto sal, flocão e água potável) destinado à Vila Santa Luzia, na Estrutural, em parceria com o grupo Panelas Compartilhadas. As apresentações trazem histórias leves, educativas e interativas, abordando valores como amizade, cooperação e o verdadeiro significado da Páscoa. A programação inclui ainda o Musical Páscoa Broadway, com apresentação no dia 20 de março, às 19h30, marcando a abertura oficial do evento. 24/03 – Páscoa no Sítio No clima acolhedor do campo, personagens queridos vivem uma aventura divertida para salvar a celebração da Páscoa. Uma história leve, educativa e interativa. Apresentação grupo Starter Entretenimentos. 26/03 – O segredo da Páscoa Um casal de coelhos muito animado está preocupado com a chegada da Páscoa pois ainda falta muita coisa para arrumar. Essa dupla encantadora conta através de muita dança, música e teatro a verdadeira história da Páscoa! Apresentação grupo Oja Laió. 31/03 – O coelhinho Comilão Páscoa está chegando e a fábrica de ovos de chocolate está a todo vapor para entregar suas encomendas para as crianças. Só que parece que a produção não tem fim, alguns ovos estão sumindo. O que será que o assistente do Coelho da Páscoa está justificando? Apresentação grupo Neia e Nando. 02/04 – Fantástica Fábrica de Chocolate Uma jornada encantadora dentro de uma fábrica cheia de surpresa, músicas e personagens excêntricos. Um espetáculo grandioso, visualmente impactante e com forte apelo familiar. Apresentação grupo Starter Entretenimentos. Oficinas Para completar a experiência, as oficinas infantis acontecem diariamente, das 16h às 22h, com atividades voltadas para crianças de 3 a 14 anos. Entre as opções estão pintura em tela, customização de coelhos de gesso, slime, jardinagem e criação de um “amigo coelho” para levar para casa. As atividades têm valor de R$ 50,00 por criança. Entre as oficinas disponíveis estão: Coelho de gesso (pintura e personalização de coelhinhos de Páscoa), Pintura em tela (pequenos artistas criando suas próprias obras), Slime (oficina divertida para produzir e brincar com slime), Cria Amigo Coelho (criação de um coelhinho especial para levar para casa) e Jardinagem (plantio e cuidados com pequenas mudas). Agora confira cliques de César Rebouças de alguns dos convidados especiais do Pontão do Lago Sul que participaram da noite de abertura dessa “Floresta Viva”: Chocolate e diversão! Páscoa Floresta Viva do Pontão Lago Sul / SHIS Ql 10, Lote 1/30 Lago Sul – Brasília – DF  / 20 de março a 05 de abril / Telefone: (61) 3364-0580 / @pontaodolagosul

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CASACOR Bsb: open house prestigiado

Lançamento do masterplan da 34ª edição contou com palestras de Pedro Ariel Santana e Ana Clara Schick, além de apresentação de quarteto de cordas da OSTNCS. A CASACOR Brasília 2026 acontece no período entre 12 de agosto a 12 de outubro. E, pela segunda vez, em uma edificação que é patrimônio afetivo da capital federal, a Casa do Candango. A edição deste ano foi apresentada nesta quinta-feira,19 de março, na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Claudio Santoro, quando marcas e profissionais da arquitetura, designers de interiores e paisagistas conheceram a nova configuração da 34ª mostra. O masterplan deste ano conta com 46 ambientes inspirados no tema da CASACOR em 2026: “Mente e Coração”, que propõe uma reflexão sobre a casa como um espaço de cura, refúgio físico e psíquico em um mundo hiperconectado e acelerado. O assunto pautou as palestras do Diretor de Conteúdo e Relacionamento da CASACOR Pedro Ariel Santana e da curadora da marca, Ana Clara Escuciato Schick. Ambos discorreram sobre o tema deste ano. “É um convite à pensar a moradia com qualidade de vida, uma reflexão sobre as angústias resultantes do tempo digital. Casa é afeto”, afirmou Pedro Ariel Santana. Já Ana Clara discorreu sobre projetos que criam casas com personalidade e afeto. A tarde marcou a ainda uma apresentação musical do quarteto de cordas da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS), com a participação do maestro Claudio Cohen (violino), Lilian Raiol (violino), Márcio da Costa (viola) e Rodolpho Borges (violoncelo). Números No ano passado, a mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo encerrou a sua 33ª edição com o registro de 30 mil visitantes em seus dois meses de realização. O público pode conferir projetos que abraçaram processos sustentáveis, materiais naturais e experiências imersivas para despertar os sentidos e sugerir um momento de pausa e introspecção. Em 2025 foram 50 ambientes assinados por 67 profissionais, mergulhados no tema “Semear Sonhos”, instigando uma reflexão profunda sobre o futuro das cidades, da arquitetura e das relações humanas. Os projetos revelaram o morar afetivo, regenerativo e consciente, explorando a identidade brasiliense por meio de elementos – como a terra vermelha do Cerrado – e um design que dialoga com o artesanal, o sensorial e a contemplação. A mostra, que ocupou uma área de 5.040 m² dividida entre térreo e outros dois pavimentos do prédio, deixou um legado. Toda a estrutura da Casa do Candango foi recuperada pela CASACOR Brasília antes do evento abrir as portas para o público. A edificação de 1977 passou por recuperação das fachadas, vidros, pisos, caixas d’água e telhados e atualização das redes hidráulicas, elétricas e de águas pluviais, além da construção de estacionamento e a requalificação dos jardins. A ação reafirma o compromisso da mostra com o desenvolvimento urbano e social, além de se alinhar com o conceito deste ano “Semear Sonhos”, ao conectar à memória dos trabalhadores que ergueram Brasília ao propósito de dar novos usos aos espaços históricos da capital federal. Veja alguns dos convidados presentes ao evento pelas lentes de César Rebouças: 34ª CASACOR Brasília Quando: 12 de agosto a 12 de outubro de 2025 Special Sale: 11 e 12 de outubro Onde: Casa do Candango – SGAS 603 Visitação: de terça a sexta-feira, das 15h às 22h. Sábados e feriados, das 12h às 22h. Domingo, das 12h às 21h Classificação: livre Acessibilidade: a mostra é acessível em toda a sua extensão Informações: A CASACOR Brasília 2025 não é um evento PETFRIENDLY. Exceção para cães-guia. Nossa equipe estará em toda a mostra para te auxiliar. Não é autorizado o uso de equipamentos profissionais como, tripé, luz e acessórios para captação de imagem/foto/vídeo durante a visitação do público. Organização: A CASACOR Brasília é organizada pela EMS Eventos (Eliane Martins, Moema Leão e Sheila de Podestá) franqueada da CASACOR Promoções e Eventos, uma empresa do Grupo Abril Mais informações: www.casacor.com.br/mostras/brasilia / Siga @casacor_brasília

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Partiu teatro com três dicas imperdíveis!

Com opções diversas, inclusive para a garotada, a oferta teatral na cidade está simplesmente recheada de boas opções. Confira! Se você é do tipo que não dispensa uma boa história contada ao vivo e em cores, se liga nas três sugestões que a Coluna #PERAMBULANDO traz exclusivamente para você curtir nos palcos da capital federal neste fim de semana. Trata-se de um roteiro teatral de primeira, com opções que vão desde a genialidade poética de uma das nossas maiores escritoras, passando pela palhaçaria inteligente e chegando até a uma reflexão lúdica para toda a família. Vamos conferir? Para começar, que tal mergulhar no universo denso e fascinante de Clarice Lispector? A partir desta quinta-feira (19), o charmoso Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul, recebe a montagem “Se Eu Fosse Eu – Clarices“. Celebrando o Mês da Mulher, a peça é um mergulho profundo nas epifanias da escritora, conduzido pelas talentosas atrizes e diretoras Camila Guerra, Juliana Drummond e Rosanna Viegas. A encenação, que faz releituras de contos emblemáticos como “O ovo e a galinha” e “Miss Algrave”, traz para o palco os questionamentos íntimos da vivência feminina, tudo ambientado na intimidade de uma cozinha, espaço tão familiar ao processo criativo de Clarice. É um espetáculo intimista e provocador, perfeito para quem gosta de teatro que faz pensar. As apresentações na Sala Multiuso Túllio Guimarães rolam até domingo (22), sempre às 20h (de quinta a sábado) e às 19h no domingo. Para garantir seu lugar nessa imersão literária, basta acessar a plataforma Sympla. Os ingressos custam R$ 40 (meia), mas fica a dica de ouro: doando um pacote de absorventes, você também garante o direito à meia-entrada. A classificação é para maiores de 18 anos. Se a pedida for dar boas risadas com uma pitada de reflexão, a Mostra Teatral de Brasília traz ao palco do Teatro Brasília Shopping a estreia de “CATÁSTROFE – O Concerto“. Protagonizado pelo Palhaço Zambelê Badalo do Tuiuiú, criação magistral do veterano Zé Regino, que celebra 35 anos de palhaçaria, o espetáculo acompanha a saga de um músico desastrado tentando montar seu próprio palco. O que parece ser apenas uma sequência de trapalhadas hilárias logo se revela uma obra sensível sobre a fragilidade humana, onde o caos, no fim das contas, se transforma em poesia e partilha com a plateia. O retorno de Zé Regino ao público jovem e adulto (a classificação indicativa é de 12 anos, justamente pelas sutilezas do jogo cômico) promete ser uma catártica celebração da vida. A temporada, que começa sexta-feira (20) e vai até o dia 29 de março, com sessões de sexta a domingo, sempre às 20h. As entradas estão bem acessíveis, variando de R$ 20 a R$ 60, e você pode garantir a sua diretamente na bilheteria do teatro. Prepare-se para se tornar cúmplice dessa deliciosa bagunça! E para fechar o nosso roteiro abraçando toda a família, o CCBB Brasília continua recebendo a bem-sucedida temporada de “A Comunidade do Arco-Íris“. Com direção de Suzana Saldanha, a peça adapta o único texto infantil do icônico Caio Fernando Abreu. A trama lúdica, que tem encantado o público, acompanha brinquedos e seres mágicos (como uma sereia cansada da poluição e um soldadinho pacifista) que decidem viver longe do consumo desenfreado humano. A paz do grupo é testada com a chegada de três gatos, levantando debates super atuais sobre respeito, diferenças e convivência coletiva, tudo com aquele sarcasmo delicado típico do autor. Com um elenco afiadíssimo, cenário interativo de Sérgio Marimba e até uma participação especial em vídeo de Malu Mader, a peça é uma ode à diversidade e uma reflexão ecológica que não envelheceu um dia sequer desde que foi escrita nos anos 70. As sessões vão até o dia 29 de março, sempre às sextas (16h) e aos sábados e domingos (11h e 16h). Os ingressos, a preço popular de R$ 15 (meia-entrada), e podem ser adquiridos clicando aqui ou direto na bilheteria física do local. Um programão imperdível para todas as idades! Nos vemos nos teatros? Fotos: Divulgação

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Brasília recebe três shows da mais pura MPB!

Fábio Jr., Alice Caymmi e Ana Carolina trazem o melhor da MPB no próximo fim de semana para a capital federal. Se você gosta de música ao vivo, se liga então nessas três dicas que a Coluna #PERAMBULANDO separou para você curtir shows que acontecem na capital federal nos próximos dias. E prepare bem o coração e a garganta, porque o roteiro deste fim de semana está simplesmente imperdível, recheado de estrelas da nossa MPB e regado a muita memória afetiva. Bora conferir? Para abrir os trabalhos já nesta sexta-feira (20), quem desembarca por aqui é o eterno romântico Fábio Jr., trazendo a sua elogiada turnê “Bem Mais Que os Meus 20 e Poucos Anos“. O astro, que sempre confessa o quanto a nossa cidade faz parte de sua rota anual e afetiva, promete transformar o Centro de Convenções Ulysses em um verdadeiro mar de emoções. É aquele espetáculo bem cuidado, estruturado como uma deliciosa viagem no tempo, repassando as décadas de uma trajetória marcante que embalou, e ainda embala, muitos romances e histórias de vida por aí. E pode apostar que sucessos como “Alma Gêmea”, “Só Você” e o hino absoluto “Pai” estão garantidíssimos no setlist, prontos para fazer todo mundo cantar a plenos pulmões a partir das 20h. Mas olha, é bom correr, viu? Os ingressos já estão nas últimas unidades e podem ser arrematados a partir de R$ 180 (meia-entrada) diretamente no site Guichê Livre. Uma experiência nostálgica e elegante que, com certeza, vai render ótimas memórias. Já no sábado (21), uma pedida para lá de sofisticada é se deixar levar pela voz potente e cheia de personalidade de Alice Caymmi, que sobe ao palco do Teatro Nacional Cláudio Santoro, mais especificamente na charmosa Sala Martins Pena. Ela apresenta o tocante show “Para minha Tia Nana“, uma reverência lindíssima ao legado imortal de Nana Caymmi. A ideia da cantora é ser a ponte entre a tradição dessa família que é verdadeira realeza na nossa música e a contemporaneidade, imprimindo sua própria essência em cada acorde. Acompanhada do pianista Dudu Trentin, Alice vai nos presentear com arranjos refinadíssimos para clássicos absolutos como “Resposta ao Tempo” e “Só Louco“, em um espetáculo que começa às 21h e promete ser puro deleite para os ouvidos e para o coração. Se eu fosse você, não deixava para a última hora. As entradas estão disponíveis a partir de R$ 150 (o valor da meia) lá no site Ingresso Digital. Uma oportunidade ímpar para celebrar a poesia brasileira em sua forma mais pura! E provando que a noite de sábado (21) em Brasília vai estar disputadíssima, a nossa terceira dica traz ninguém menos que Ana Carolina, que retorna ao Ulysses Centro de Convenções com a sua aguardadíssima turnê “25 Anas”. Comemorando um quarto de século de uma carreira gigantesca e consistente, a artista entrega um passeio luxuoso por suas várias fases, indo de “Garganta” a “Quem de Nós Dois“, além de aproveitar o clima de celebração para apresentar três faixas inéditas do seu recém-lançado EP. É um show lindamente costurado, dividido de forma teatral em cinco atos não cronológicos, e que tem lotado plateias pelo Brasil afora. Com direção de Jorge Farjalla, projeções em LED quase cinematográficas e uma banda espetacular a postos, o espetáculo tem início marcado para as 21h e vai provar que o tempo só faz bem para essa potência vocal. Para não ficar de fora desse grande armazém de boas memórias e novidades, acesse o site da Bilheteria Digital e garanta seu acesso, com ingressos partindo de R$ 180 (meia-entrada). Agora é contigo, em qual dos três shows você vai #PERAMBULAR? Fotos: Divulgação

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Saúde, arquitetura e qualidade de vida

Casapark Prime realiza o bate-papo que coloca o bem-estar como uma premissa da arquitetura e da decoração. Em março, o Casapark Prime, programa de relacionamento do Casapark, retoma os encontros com especialistas de diferentes áreas do conhecimento voltados para arquitetos e designers de interiores. No dia 18 de março, às 18h30, no Espaço Casa, acontece o Casapark Prime Talk “Quando a casa ajuda a dormir”. Realizado em parceria com o a Atlas Colchões, o evento reúne profissionais da saúde, arquitetura e bem-estar para discutir como o ambiente doméstico pode influenciar a qualidade do sono e contribuir para uma vida mais saudável. Participam do encontro Aliciane Mota, Carolina Colaço, Cristiane Coelho, Danuska Tokarski, Giovanna Leal, Ruan Braga e Sérgio Leite. Voltado principalmente para arquitetos e designers de interiores, o evento também é aberto ao público interessado no tema, mediante inscrição prévia e sujeito à disponibilidade de vagas. A entrada é gratuita e o espaço tem capacidade para 200 pessoas. As inscrições são feitas pelo Sympla. Para acompanhar a programação completa, acesse @casaparkprime e @casapark.   A conversa reúne profissionais de diferentes áreas que pesquisam e atuam diretamente com o tema. Participam a otorrinolaringologista Dra. Aliciane Mota, especialista em medicina do sono; a neurologista e médica do sono Carolina Colaço, professora de Neurologia da Universidade Católica de Brasília; a psicóloga Danuska Tokarski, certificada em Psicologia do Sono pela Academia Brasileira do Sono; e o fisioterapeuta Sérgio Leite, doutor em Ciências Médicas pela UnB. Também participam da conversa a empresária Cristiane Coelho, CEO da Atlas Colchões, com mais de 30 anos de experiência no desenvolvimento de soluções voltadas ao descanso e ao bem-estar, e os arquitetos Giovanna Leal, do escritório GL Arquitetos, e Ruan Braga, à frente do Studio Ruan Braga, que trarão a perspectiva da arquitetura e do design de interiores na construção de ambientes que favoreçam o descanso. A arquitetura e a ciência do sono têm se mostrado aliadas fundamentais na promoção do bem-estar e da qualidade de vida. O modo como os ambientes domésticos são concebidos — considerando aspectos como iluminação, ventilação, escolha de materiais e organização dos espaços — pode influenciar diretamente a qualidade do descanso e a recuperação do corpo e da mente. Ao integrar princípios da arquitetura com o conhecimento científico sobre o sono, é possível projetar casas que favoreçam rotinas mais saudáveis e contribuam para noites verdadeiramente reparadoras O talk “Quando a casa ajuda a dormir” acontece durante a Semana do Sono, promovida pela Associação Brasileira do Sono (ABS). O evento tem como objetivo levar à população informações qualificadas, novidades e as pesquisas mais recentes sobre a saúde do sono. Com o lema “Durma bem: viva melhor”, a Semana do Sono é realizada em diversos estados do Brasil. Sobre os participantes Aliciane Mota – Médica formada pela UFC, com especialização em Otorrinolaringologia pela USP–Bauru. Possui título de especialista em Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial pela ABORL e formação em Medicina do Sono pela ABORL e pelo Instituto do Sono para adultos, crianças e adolescentes. É membra titular da ABORL, da IAPO (Interamerican Association of Pediatric Otorhinolaryngology) e da Sociedade Brasileira do Sono. Carolina Colaço – Neurologista formada pela UFPR, médica do sono pela USP de São Paulo, membra titular da Academia Brasileira do Sono e professora de Neurologia da Universidade Católica de Brasília. Cristiane Coelho – Empresária e CEO da Atlas Colchões, com mais de 30 anos de experiência no segmento. Lidera a pesquisa e o desenvolvimento de colchões e acessórios da marca, unindo tecnologia, inovação e princípios da medicina do sono para promover mais saúde e bem-estar. Danuska Tokarski – Psicóloga pela Universidade de Brasília (UnB), certificada em Psicologia do Sono pela Academia Brasileira do Sono (ABS) e pela Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP). É membro da Sociedade Brasileira do Sono, secretária da ABS-DF nos biênios 2022/23 e 2024/25, e possui formação em EMDR pelo IABAPT. Giovanna Leal – Arquiteta à frente do escritório GL Arquitetos, onde desenvolve projetos residenciais de alto padrão com abordagem autoral, unindo sofisticação, funcionalidade e a experiência do morar. Atua também como mentora de arquitetos, compartilhando processos e estratégias de gestão para escritórios de arquitetura. Ruan Braga – Arquiteto com mais de 20 anos de trajetória dedicada à arquitetura de alto padrão e fundador do Studio Ruan Braga. O escritório reúne um portfólio de projetos residenciais e comerciais marcados pelo equilíbrio entre estética e funcionalidade, com foco na escuta dos hábitos e da dinâmica de quem vive os espaços. Sergio Leite é fisioterapeuta formado pela UFRN, especialista em Fisioterapia Respiratória pela UnB, mestre em Ciências da Saúde pela UnB e doutor em Ciências Médicas pela mesma instituição. É também diretor da empresa Complemento SleepCare. Vamos falar de bem-estar? Casapark Prime Talks – “Quando a casa ajuda a dormir” / Com Aliciane Mota, Carolina Colaço, Cristiane Coelho, Danuska Tokarski, Giovanna Leal, Ruan Braga Sérgio Leite / Espaço Casa – Mezanino da Livraria da Travessa , Piso Superior, Casapark / Dia 18 de março – 18h30 / Ingressos no Sympla / Inscrição Gratuita / Siga: @casaparkprime e @casapark Fotos: Divulgação

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Hoje é dia de circo bebê!

Sob a lona, Brasília reencontra a magia do circo com a superprodução do Real Circo   Quem passa pelo estacionamento da Arena BRB Nilson Nelson já percebe que algo especial tomou conta do lugar. As lonas imponentes erguidas ali anunciam a chegada do Real Circo, que desembarcou em Brasília no último dia 6 de março com uma superprodução que mistura tradição circense, tecnologia de ponta e números capazes de arrancar suspiros — e alguns gritos de emoção — da plateia. Confesso: fui #PERAMBULANDO até lá para conferir de perto. E saí com aquela sensação rara de quem reviveu a magia do circo — aquela mesma que atravessa gerações e ainda consegue nos surpreender como crianças diante do picadeiro.   Reconhecido como a “Realeza Circense”, o Real Circo apresenta um espetáculo que vai muito além do modelo tradicional. Logo nos primeiros minutos, fica claro que o público está diante de uma experiência pensada para impactar: cenografia tecnológica, trilha sonora executada por banda ao vivo e um ritmo de apresentação que alterna humor, suspense e pura adrenalina. Entre os momentos mais aguardados está o impressionante Globo da Morte, conduzido por um piloto premiado internacionalmente que realiza uma façanha considerada única no mundo: o looping em pé e sem as mãos dentro da esfera metálica. Ao lado dele, a globista Raquel Brandão entra em cena com precisão e coragem, reafirmando o protagonismo feminino em um dos números mais radicais do circo contemporâneo. Como se não bastasse, o espetáculo ainda reserva um dos pontos altos da noite: as apresentações de freestyle motocross, com saltos que ultrapassam os 20 metros de altura e transformam a arena em um verdadeiro espetáculo aéreo. Outro diferencial da temporada em Brasília é a presença da banda ao vivo, que acompanha cada número em tempo real, conduzindo as emoções da plateia e ampliando a experiência sensorial de quem está ali. A estrutura também impressiona. São mais de 900 toneladas de equipamentos, quatro lonas importadas do México e um gigantesco painel de LED com mais de 120 metros quadrados, que substitui a tradicional cortina vermelha e permite criar diferentes ambientações ao longo do espetáculo. O resultado aproxima o picadeiro das grandes produções teatrais internacionais. Por trás de toda essa grandiosidade está a Família Brandão, responsável pelo Real Circo e guardiã de uma tradição que atravessa seis gerações dedicadas à arte circense. Há mais de duas décadas a companhia percorre o Brasil reinventando o picadeiro sem abandonar sua essência: humor, fantasia, emoção e aquele encontro afetivo entre artistas e público. E quem conduz essa ponte com maestria é o Palhaço Reizinho, figura central do espetáculo. Entre uma gargalhada e outra, ele cria uma cumplicidade imediata com a plateia, lembrando que o circo continua sendo, antes de tudo, um espaço de alegria compartilhada. Mais do que um espetáculo, o Real Circo oferece uma experiência completa — da recepção à grandiosidade da estrutura — transformando cada sessão em uma memória afetiva que atravessa gerações. Depois de assistir, fica fácil entender por que tanta gente sai dali sorrindo. Se depender da reação do público que encontrei por lá, o Real Circo tem tudo para conquistar Brasília. Então fica a dica: vale a pena #PERAMBULAR até o estacionamento da Arena BRB Nilson Nelson e se deixar levar por essa aventura sob a lona. Afinal, a temporada segue em cartaz na capital por tempo indeterminado, e algumas mágicas merecem ser vividas de perto. Para rir e se emocionar! Real Circo – Temporada Brasília / Estacionamento da Arena BRB Nilson Nelson / Todos os dias, exceto as quartas, às 20h; Sábados, domingos e feriados: 16h, 18h30 e 20h30 / Ingressos a partir de R$ 35 (meia-entrada) – Compre aqui ou na bilheteria física / Livre Fotos: Divulgação

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Não perca: Arranha-Céu Festival de Circo!

Entre os dias 5 e 8 de março, festival apresenta espetáculos solos e sessão de cinema circense no Espaço Renato Russo. O Espaço Cultural Renato Russo vai virar um grande picadeiro entre os dias 5 e 8 de março. A quarta edição do Arranha-Céu – Festival de Circo Atual apresenta ao respeitável público quatro espetáculos solos circenses, além de uma sessão de cinema com filmes desse universo mágico, oficinas e bate-papos. O mote “Solos e Picadeiros” traduz parte da complexidade da arte circense e a proposta do festival em 2026. A curadoria desta edição traz um olhar atento aos espetáculos solos como expressões potentes do circo, destacando a força do corpo como linguagem, criação e encontro. Aproveitando esta edição em formato mais intimista, o festival convida o público a se aproximar dessa dimensão mais próxima dos artistas, criando um espaço de troca mais sensível e direta com a plateia. As idealizadoras Beatrice Martins, Julia Henning e Maíra Moraes lembram que, na edição passada, o festival provocou o público sobre o lugar do circo. “Hoje, afirmamos que o lugar do circo é, antes de tudo, no corpo do artista e do público. É onde tudo começa e por onde o mundo se constrói”, assinalam as idealizadoras. “Esta edição do festival traz espetáculos solos, em que um único artista em cena reverbera o picadeiro inteiro em si e, mais perto da plateia, transforma o espetáculo numa troca ainda mais íntima e pulsante. A proposta é colocar uma lupa sobre a técnica do artista e a sua presença em cena”, completa Beatrice. Informações sobre retirada de ingressos para os espetáculos e para a sessão de cinema podem ser conferidas no site do coletivo Instrumento de Ver e no perfil do festival no Instagram. Espetáculos As apresentações serão no Teatro Galpão Hugo Rodas, no Espaço Renato Russo. Às 20h da quinta-feira (5/3) e da sexta-feira (6/6), a atriz e circense carioca Natasha Jascalevich convoca o público para participar de uma receita, revelando segredos fantásticos de sua comida ao longo do preparo. “Faminta” oferece uma experiência sensorial completa, onde a gula e a luxúria impulsionam a jornada da personagem em busca do prazer, misturando vivências pessoais com lendas afrodisíacas. O espetáculo é uma homenagem à potência feminina e ao seu poder de criação, expressos por meio de múltiplas linguagens: teatro, dança, música e um pouco de contorção. Natasha explora essas habilidades em cena, conferindo ao texto contornos ainda mais oníricos. Ainda na sexta-feira, às 19h, vestida de picadeiro e lona de circo, a baiana Lívia Mattos realiza um mini-circoncerto ambulante, com sua inseparável sanfona. Engolidora de notas e cuspidora de acordes,  “A Sanfonástica Mulher-Lona” equilibra-se no fio da vida e no respiro do fole. Lívia conta que a Mulher-Lona surgiu como uma metáfora da sua pesquisa teórica e documental sobre a música no circo no Brasil. “A Sanfonástica tem esse caráter acústico para que as pessoas cheguem perto, para que seja no tête-à-tête, como um difusor de uma amálgama de múltiplas linguagens, nessa autonomia que vira o circo de uma mulher só”, explica Lívia. No sábado (7/3), às 17h, a brasiliense radicada na Noruega Luiza Adjuto experimenta no corpo diferentes estereótipos, a partir de uma pesquisa que investiga a lira acrobática, a dança e a interação com os objetos. Transitando entre a ameaça, o risco da transformação e da mobilidade, “Dita-Cuja” leva para a cena a monstruosidade e a beleza da mulher como pistas para outras possibilidades de estar no mundo. O espetáculo traz a vivência da imigração e coloca questões sobre as marcas do que chamamos de feminino, em uma construção artística poética que se conecta com diferentes públicos. No mesmo dia, às 20h, o artista carioca radicado em São Paulo, Emerson Noise, apresenta o espetáculo “Sobretudo”. Transformando a solidão em cena e a ausência em poesia, o malabarista solitário convida o público a mergulhar na fragilidade da memória e a reconhecer a força da imaginação diante daquilo que se desfez. O domingo (8/3) conta com uma segunda apresentação de “Sobretudo”, às 15h, e Dita-Cuja, às 18h. Cine-Circo O Cine Circo será exibido às 19h, na Sala Marco Antônio Guimarães. Passam na tela os filmes Entrenós, de Poema Muhlenberg (Cia Nós No Bambu/DF), Tricks of the Month, de Emerson Noise (Cia Lar Doce Lar/SP), Cobra Coral, de Jovani Almeida (Coletivo Um Café da Manhã/SP), Macacada, de Maïra de Oliveira Aggio  (Bahia/França) e O Peixe, de Natasha Jascalevich (RJ). O Arranha-Céu — Festival de Circo Atual é uma idealização do Coletivo Brasiliense Instrumento de Ver, com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). Serviço: Arranha-Céu — Festival de Circo Atual  Quando: 5 a 8 de março;  Colóquio Pilotis: 4 de março Onde: Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul, e Cia Miragem, na Vila Telebrasília Ingressos a partir de R$ 30 pelo Sympla Com informações da Assessoria de Imprensa | Fotos: Divulgação

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Um Chamado Ancestral

Vernissage no CCBB Brasília celebra a força estética e política da diáspora africana em uma exposição que conecta arte, história e identidade nas Américas.   Na noite da última terça-feira (3), o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília abriu suas portas para uma celebração que foi muito além de uma simples vernissage. A inauguração da exposição “Ancestral: Afro-Américas” , que tem direção artística de Marcello Dantas, curadoria de Ana Beatriz Almeida e Renato Araújo da Silva, reuniu artistas, curadores, jornalistas e convidados em um encontro que misturou arte, música, memória e uma boa dose de emoção – daqueles eventos que lembram que a arte também é um ritual de pertencimento. A Coluna #PERAMBULANDO marcou presença no evento que, logo na chegada, já revelava que algo de muito especial pairava no ar. Graças a uma visita guiada promovida por Ana Beatriz Almeida, foi possível entender o peso simbólico da mostra para o diálogo cultural e para a valorização das heranças africanas nas Américas. Ela destacou os caminhos conceituais que estruturam a exposição: uma jornada estética que atravessa história, identidade e memória Mas como toda boa noite de arte pede também trilha sonora, o público foi brindado com um pocket show da cantora Virginia Rodrigues, acompanhada pelo músico brasiliense Alberto Salgado. A apresentação, intensa e elegante, funcionou como uma espécie de prólogo musical para a exposição: um mergulho sensível nas matrizes afro-diaspóricas que inspiram toda a mostra. Depois disso, cerca de 280 convidados seguiram para um coquetel com sabores da gastronomia afro-brasileira — um detalhe delicioso que parecia prolongar, no paladar, a narrativa cultural apresentada nas galerias. Entre os momentos mais tocantes da noite esteve a presença de familiares do artista Willy Bezerra de Mello, conhecido como OluMello, cuja obra integra a exposição. Sua viúva, Lydia Garcia, escolheu celebrar ali mesmo seu aniversário de 88 anos, transformando a ocasião em uma homenagem dupla: à vida e à arte. Carioca, OluMello chegou a Brasília ainda em 1958 para integrar a equipe de Oscar Niemeyer no planejamento arquitetônico da nova capital, um elo curioso entre a história da cidade e a exposição que agora ocupa suas paredes. E falando em paredes, prepare-se: “Ancestral: Afro-Américas” é daquelas mostras que pedem tempo, olhar atento e mente aberta. Reunindo cerca de 130 obras de artistas negros do Brasil e dos Estados Unidos, a exposição propõe um mergulho na potência estética, política e simbólica da ancestralidade africana nas Américas — um diálogo transatlântico que atravessa séculos e continua produzindo arte de tirar o fôlego. Entre os nomes presentes estão verdadeiros pesos pesados da arte moderna e contemporânea, como Abdias Nascimento, Simone Leigh, Sonia Gomes, Leonard Drew, Mestre Didi, Melvin Edwards, Lorna Simpson, Kara Walker, Arthur Bispo do Rosário, Carrie Mae Weems, Mônica Ventura e Julie Mehretu. Cada um deles, à sua maneira, ajuda a construir esse grande mosaico de histórias, resistências e reinvenções. A exposição está organizada em três núcleos temáticos — Corpo, Sonho e Espaço, que funcionam quase como capítulos de um mesmo livro visual. No núcleo Corpo, as obras questionam a forma como pessoas negras foram representadas ao longo da história da arte, reafirmando o corpo como território de identidade, resistência e afirmação. Já em Sonho, a atmosfera se torna mais contemplativa: ali, os artistas exploram memória, espiritualidade e herança cultural, expandindo os limites da abstração. Por fim, em Espaço, surgem reflexões sobre território, comunidade e pertencimento, misturando paisagens naturais, urbanas e simbólicas em narrativas que atravessam fronteiras. A narrativa curatorial também parte de uma metáfora instigante proposta por Marcello Dantas: a história imaginária de dois primos africanos separados no século XVIII, um levado para Salvador e outro para Charleston, nos Estados Unidos. Dois destinos distintos, dois séculos de história — e, ainda assim, uma chama ancestral que continua viva, pulsando na arte e na cultura dos dois lados do Atlântico. Entre os destaques contemporâneos, a exposição apresenta trabalhos inéditos de artistas como Gabriella Marinho e Gê Viana, além de obras de Simone Leigh — primeira mulher afro-americana a representar os Estados Unidos na Bienal de Veneza. Já o artista Nari Ward criou uma obra especialmente para a mostra em território brasileiro, incorporando objetos do cotidiano e reforçando esse intercâmbio criativo entre países. Outro capítulo interessante da exposição é o núcleo dedicado à Arte Africana Tradicional, com curadoria de Renato Araújo da Silva. A ideia é simples e poderosa: mostrar que a criatividade contemporânea nasce de raízes profundas, conectando tradições milenares com linguagens artísticas atuais. Depois de passar por Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador, a exposição chega a Brasília reafirmando a força desse diálogo cultural que atravessa oceanos, gerações e linguagens. Com patrocínio da BB Asset, por meio da Lei Rouanet, “Ancestral: Afro-Américas” fica em cartaz até 3 de maio. Se a abertura já foi memorável, a exposição promete continuar provocando reflexões, encontros e descobertas nas próximas semanas. Afinal, como essa mostra deixa claro logo na primeira sala: certas histórias não pertencem apenas ao passado — elas seguem vivas, reinventando o presente. Confira fotos de quem passou por lá pelas lentes deste colunista/fotógrafo: Revisitando nossas origens! Ancestral: Afro-Américas / Centro Cultural Banco do Brasil Brasília / até 3 de maio – terça a domingo das 9h às 21h (acesso às galerias até 20h40) / Entrada gratuita, mediante retirada de ingresso no site ou na bilheteria do CCBB. / Não esqueça: Vem pro CCBB – transporte gratuito de van saindo da Biblioteca Nacional para o CCBB, de quinta a domingo. Fotos: Gilberto Evangelista

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