Arte sob as estrelas com Paulinho da Viola
Brasília Museu Aberto encerra 2025 com noite histórica ao som de Paulinho da Viola e a cúpula do Museu da República transformada em arte viva. Brasília viveu na última terça-feira 909), uma daquelas noites que imediatamente entram para a memória afetiva da cidade. Cerca de 2.500 pessoas se reuniram no Museu da República para assistir ao show “Quando o Samba Chama”, de Paulinho da Viola, atração principal da segunda edição do Brasília Museu Aberto – Edição Brasilidades. E, como já é a marca registrada do projeto, a música encontrou a arte de forma grandiosa: a cúpula do museu virou tela, palco e poema visual, iluminada por projeções mapeadas que celebraram o modernismo, a fotografia, a poesia e a produção contemporânea da capital. A apresentação de Paulinho — serena, elegante e cheia de afeto — trouxe clássicos que atravessam gerações, como Foi um Rio que Passou em Minha Vida, Argumento, Onde a Dor Não Tem Razão e Pecado Capital. Foi o tipo de encontro raro, em que voz, história e repertório parecem conversar diretamente com o coração da cidade. O público acompanhou em silêncio, sorriso e canto, lembrando por que Paulinho é uma das figuras mais reverenciadas da música brasileira. Antes e depois do show, o DJ Edy embalou o clima da Esplanada com sets dançantes, enquanto as projeções transformavam Brasília em galeria a céu aberto. Entre os homenageados estavam nomes essenciais para o imaginário visual do país, como Orlando Brito, Wladimir Carvalho e a Coleção Brasília, além de artistas que hoje dão nova fisionomia à cena cultural brasiliense — Antonio Obá, Nicolas Behr, Zuleika de Souza, Clarice Gonçalves, Stuckert, Delei, entre outros. Uma costura que uniu tradição, experimentação e o orgulho de ver o patrimônio público pulsando vida. Idealizado por Danielle Athayde, o Brasília Museu Aberto tem como essência reinventar o uso dos espaços monumentais de Brasília, aproximando arte e comunidade de forma acessível e democrática. Desde 2020, o projeto vem ocupando prédios simbólicos da capital com projeções mapeadas, obras de grandes nomes como Siron Franco, Tarsila do Amaral e Burle Marx, além de artistas contemporâneos do DF. Nesta edição, novamente com apoio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, o projeto reafirmou que cultura viva se faz assim: na rua, em diálogo com a cidade e sua gente. O fato é que, a noite com Paulinho cantando sob o céu da Esplanada e a cúpula convertida em arte viva encerrou 2025 com a poesia que Brasília merece — e com a certeza de que o Museu Aberto já ocupa um lugar definitivo no calendário afetivo e cultural do Distrito Federal. Confira quem passou por lá: Fotos: Divulgação
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