Vem aí o Beco Elétrico 2026!

Evento gratuito integra o projeto Cidade Viva e transforma a Galeria dos Estados em um território pulsante da cena eletrônica. Atenção você que gosta de uma boa balada, pois a Coluna #PERAMBULANDO tem a dica ideal para você! Afinal, Brasília voltará a vibrar em frequência eletrônica no dia 7 de fevereiro, quando o Beco Elétrico realiza mais uma edição do seu já consagrado evento de rua. Das 20h às 6h, a Galeria dos Estados, no Setor Comercial Sul, será ocupada por uma programação intensa, gratuita e acessível, que une música eletrônica, performances, arte e cenografia imersiva — tudo dentro do projeto Cidade Viva, uma iniciativa do Instituto No Setor, com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal. Mais do que uma festa, o Beco Elétrico se afirma como uma potente manifestação cultural que escolhe o Setor Comercial Sul não por acaso. A região, não residencial, ampla e de fácil acesso, oferece o cenário ideal para grandes ocupações urbanas, permitindo que a cidade seja vivida de outra forma — aberta, plural e coletiva. O projeto funciona como uma verdadeira incubadora de intercâmbio, integração e resistência nas ruas, legitimando a música eletrônica como expressão cultural rica, diversa e inclusiva. Nesta edição, o line-up reúne nomes de destaque da cena nacional e local. Diretamente do Rio Grande do Norte, a DJ Dandarona se junta à mineira Femminino, além dos DJs residentes DJ Baladas, Cxxju, Giograng, DJ Giovanna, Lascasas, Leriss e Madamy, garantindo uma noite atravessada por diferentes estéticas e narrativas sonoras. O evento conta ainda com performances de GG Limona, Naomi Leaks, Oli e Kedineo, ampliando o diálogo entre música, corpo e presença cênica. Integrando a programação do Cidade Viva, o Beco Elétrico faz parte de um conjunto de ações que buscam dinamizar cultural e socialmente diversas regiões do Distrito Federal. O projeto realiza um programa integrado que inclui a Mostra Ballroom, no Instituto No Setor (SCS); o Distrito Sonoro, no Porks, em Ceilândia; o próprio Beco Elétrico, na Galeria dos Estados (SBS); o TransCultura, também no Instituto No Setor; e o Setor Criativo Sul, ocupando diferentes espaços do SCS. Juntas, essas iniciativas consolidam territórios criativos, democráticos, acessíveis e voltados à inovação social, promovendo arte, educação, ocupação urbana e participação coletiva como pilares de uma cidade mais justa e inclusiva. Atento às questões de acessibilidade, o evento contará com área PCD, atendimento especializado, entrada facilitada, exclusiva e sinalizada para esse público, além da distribuição de abafadores de ouvido para pessoas autistas, reafirmando o compromisso do projeto com o cuidado e a inclusão. Criado em 2018, o Beco Elétrico nasceu da colaboração entre cinco coletivos independentes de música eletrônica do Distrito Federal — LIMBO, Confronto Soundsystem, SNM, Sujo e Sintra FM. Nas duas primeiras edições, realizadas em 2018 e 2019, foram promovidas dez festas gratuitas, sempre aos sábados de junho, no Beco da CAL, também no Setor Comercial Sul. Em 2020, diante do cenário turbulento imposto pela pandemia, o festival se reinventou em formato virtual, alcançando mais de 10 mil espectadores e arrecadando R$ 13 mil, destinados a pessoas em situação de rua da região. Desde então, o projeto realizou cinco eventos com apoio do FAC, mantendo um padrão de excelência e entregas consistentes. O Beco Elétrico segue, assim, reafirmando seu papel como força criativa da cidade — ocupando, transformando e ressignificando o espaço urbano por meio da música, da arte e do encontro. Ah! E o melhor, vem agora, tem ingressos grátis aqui neste link para você! Vai ficar de fora? Farra eletrizante, bora? Beco Elétrico / Galeria dos Estados / 07 de fevereiro – 20h / Entrada gratuita / Siga @becoeletrico Fotos: Divulgação

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Menos tela, mais presença

Entre sons, texturas e paisagens invisíveis, experiências imersivas em Brasília propõem uma reconexão urgente com a natureza.   Em tempos em que tudo disputa nossa atenção por telas, algoritmos e notificações, cresce, felizmente, o desejo por experiências que nos devolvam ao essencial: o corpo presente, a escuta atenta, o contato direto com a natureza. Brasília entra forte nessa conversa com duas propostas imersivas que, cada uma à sua maneira, apostam no sensorial como caminho de reconexão: Experiência Animal, no Zoológico de Brasília, e Botânica, instalação sonora que ocupa o Parque Olhos d’Água. No Zoológico, a palavra-chave é vivência. A inédita Experiência Animal, em cartaz a partir de 11 de fevereiro, transforma a visita tradicional em um percurso interativo que estimula sentidos muitas vezes adormecidos. Sons da fauna, texturas que reproduzem pelos e penas, ambientes inspirados em ecossistemas diversos e desafios lúdicos convidam crianças e adultos a sentir, literalmente, a vida selvagem. Mais do que observar, a proposta é criar vínculo, curiosidade e consciência ambiental desde cedo. Idealizada por Bruno C. de Macedo, a exposição nasce com um propósito claro: aproximar pessoas da biodiversidade de forma sensível e acessível. Com mediação pedagógica, recursos de acessibilidade e uma metodologia baseada em pensadores como Lev Vygotsky e Mitchel Resnick, a experiência aposta no aprendizado ativo, onde tocar, ouvir e experimentar se tornam ferramentas de conhecimento. O resultado é um zoológico que se reinventa como espaço educativo, afetivo e contemporâneo – sem perder sua memória afetiva tão cara aos brasilienses. Já no Parque Olhos d’Água, a imersão acontece pelo ouvido. Botânica, obra do artista australiano Iain Mott, propõe um passeio onde o invisível ganha protagonismo. Munidos de fones de ouvido e tecnologia de rastreamento por GPS de alta precisão, os participantes caminham pelo parque enquanto descobrem uma paisagem sonora cuidadosamente composta e espacializada, que se revela de acordo com cada passo, gesto e movimento da cabeça. Descrita pelo artista como uma “fantasia sonora”, Botânica não substitui a natureza, ela se soma a ela. A tecnologia aqui é discreta, quase silenciosa, usada não para competir com o ambiente, mas para ampliar a escuta e aprofundar a relação com o espaço natural. O parque segue sendo parque; o que muda é a forma como nos colocamos nele. A obra, em cartaz de 6 de fevereiro a 1º de março de 2026, é fruto de anos de pesquisa em ambisonics e deriva do projeto Ambisonic Cerrado, reafirmando Brasília como território fértil para experimentações entre arte, ciência e paisagem. Seja pelo toque, pelo som ou pelo simples ato de caminhar com atenção, essas duas experiências nos lembram de algo fundamental: a natureza não precisa ser explicada, ela precisa ser sentida. Em comum, Experiência Animal e Botânica nos convidam a desacelerar, escutar melhor e reaprender a estar presentes. Um luxo cada vez mais raro e cada vez mais necessário. E claro, mais informações, basta acessar @experienciaanimal_ ou www.escuta.org/botanica. Serviços: Experiência Animal / Zoológico de Brasília / 11 de fevereiro a 11 de maio / Terça a domingo – 10h às 16h / Gratuita mediante ingresso regular do Zoológico / Livre / @experienciaanimal_   Botânica – um jardim de som / Parque Olhos d’Água – Quadras 413 e 414, Asa Norte, Brasília-DF / 6 de fevereiro a 1º de março / Sexta a domingo – 10h às 18h / Livre /  www.escuta.org/botanica Fotos: Divulgação

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Tá pensando que Carnaval é bagunça?

Campanha promove formação para trabalhadores do Carnaval neste ano. A campanha Folia com Respeito inicia, em 2026, uma nova etapa de mobilização junto aos blocos, bandas carnavalescas, grupos artísticos, fanfarras e plataformas de Carnaval do Distrito Federal. Até o período da folia, os coletivos poderão aderir à iniciativa por meio da assinatura da Carta Compromisso, que estabelece diretrizes para a promoção de um Carnaval seguro, inclusivo e livre de violências. Segundo Letícia Helena, fundadora da campanha, a ação busca fortalecer uma cultura de cuidado coletivo no Carnaval. “Ao promover informação, diálogo e práticas responsáveis, a campanha contribui para que o Carnaval seja um espaço mais acolhedor para todas as pessoas, valorizando o respeito, a diversidade e a convivência”, destaca. Como parte das ações, a campanha realizará treinamentos presenciais voltados a trabalhadores do Carnaval e integrantes de blocos que aderirem à campanha. As formações acontecem nos dias 3 e 10 de fevereiro, das 18h30 às 21h, na OAB/DF, e terão como foco a abordagem inclusiva, a orientação sobre situações de violência contra pessoas e o espaço público e a promoção do respeito ao consentimento e à diversidade nas festas. Para Veranne Magalhães, Presidente da Comissão de Cultura e Economia Criativa da OAB/DF, a educação é o melhor caminho para a conscientização. “A OAB-DF é parceira da campanha há 5 anos por acreditar que desrespeito e violação de direitos, como assédio e importunação sexual, não podem acontecer em nenhum dia do ano, quanto mais na maior manifestação cultural do Brasil, que é o Carnaval, e deve ser um momento de alegria e festejos que inundam todas as ruas e avenidas do DF”, ressalta. Além dos treinamentos, os blocos que assinarem a Carta Compromisso receberão um kit de comunicação, com materiais gráficos e digitais, como adesivos, cartazes, artes, fotos e vídeos, para utilização nas redes sociais e nos espaços de circulação dos foliões. A iniciativa reforça o compromisso coletivo com práticas que valorizem a segurança, o cuidado e o respeito durante o Carnaval do Distrito Federal. Folia com Respeito Criada em 2016 e implementada em 2017, a campanha chega a 2026 celebrando 10 anos de atuação contínua no DF, consolidando-se como uma das principais iniciativas de prevenção à violência, combate ao assédio e promoção dos direitos humanos nos festejos de rua da capital. À época, surgiu como resposta ao crescimento das denúncias de violência durante o Carnaval, num contexto de expansão dos blocos de rua e de maior ocupação dos espaços públicos por foliões e foliãs. Acesse a carta compromisso: forms.gle/bpAXDZMTbxVHEUNi8 Partiu festejar com responsabilidade Treinamento Folia com Respeito – Carnaval 2026 / Escola Superior da Advocacia/OAB DF, Sala 1 do Edifício Sede da OAB/DF, SEPN 516 Bloco B Lote 7, Asa Norte /  3 e 10 de fevereiro de 2026 – 18h30 às 20h30 Fotos: Divulgação

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Livro: Bloco das Montadas conta sua história

Apresentação da publicação é no dia 3 de fevereiro no Museu Nacional da República, às 19h. O coletivo Distrito Drag lança, nesta terça-feira (o3), o livro “De Salto e Leque – Memórias Carnavalescas do Bloco das Montadas”, publicação que registra a história de uma das agremiações que têm feito história no carnaval de Brasília. A publicação é apresentada ao público no auditório 2 do Museu Nacional da República, às 19h. Com um resgate da história do bloco, o livro conta a trajetória do projeto surgido em 2018 até sua edição de 2024, que reuniu 100 mil pessoas na área externa do Museu Nacional da República. Por meio de um vasto acervo fotográfico, é possível compreender toda a força do trabalho coletivo em nome da liberdade de existir e de se expressar que tornou o Bloco das Montadas um espaço querido pelo público de Brasília em sua maior festa de rua. A publicação do livro é realizada com fomento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF). A necessidade de um registro em formato de livro surgiu ao longo dos anos de crescimento da atração e pela relevância adquirida no setor cultural do DF. É o que afirma o produtor cultural  Emerson Lima, que interpreta a drag Kelly Queen. “De salto e leque a gente toma conta das ruas levando alegria, música e diversão e o público. Desde a primeira edição, o bloco só cresce e a gente fica muito feliz com o fato de ele ter ficado conhecido como o bloco do respeito, do amor”. “De Salto e Leque”, além de um livro, é um ato de celebração, de acordo com uma das fundadoras do projeto, a produtora cultural Ruth Venceremos. “O livro registra o desejo coletivo de ocupar o carnaval com orgulho, brilho e crítica, sob o protagonismo de artistas LGBTQIA+ no coração da capital do país. Porque o carnaval é, e sempre será, território de liberdade”, acredita. Pensado para celebrar Brasília, com suas diversas culturas e geografias, o Bloco das Montadas se tornou referência por fazer do carnaval uma experiência de afirmação de identidade e política “sem abrir mão do deboche, da festa e da beleza”, completa a produtora cultural. Da criação de um espaço diverso até se tornar uma das maiores atrações do carnaval de Brasília, o bloco vive de quebrar paradigmas e mostrar a força e o impacto da cultura produzida na capital. “Desde a primeira edição superamos todas as expectativas, mostrando que os foliões realmente abraçaram este bloco da diversidade”, avalia a drag queen Raykka Rica, interpretada pelo produtor cultural Gherald George, que integra a equipe fundadora do Bloco das Montadas. Reconhecimento Em 2019, 2020, 2023 e 2024, a atração foi eleita, por voto popular, como o melhor bloco pelo CB Folia, realizado pelo Correio Braziliense. Para a edição deste ano, o desafio é manter a qualidade que o faz ser um dos blocos mais queridos pelo público de Brasília. Tradicionalmente, a atração de domingo no carnaval de Brasília. Neste ano, a estrutura que abriga a agremiação recebe o público no dia 15 de fevereiro, na área externa do Museu Nacional da República. As atrações sobem ao palco a partir das 13 horas, com música, dança e performances pensadas e preparadas para terem a cara do carnaval brasileiro. Registro cinematográfico Além do livro, o bloco carnavalesco tem um registro cinematográfico, o curta-metragem “Glitter Carnavalesco”, com roteiro e direção da cineasta Marla Galdino. A obra foi lançada em 2023 na programação do 56º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, um dos mais importantes eventos audiovisuais do país. Vamos? “De Salto e Leque – Memórias Carnavalescas do Bloco das Montadas” / Museu Nacional da República (Setor Cultural Sul, Lote 2) / 3 de fevereiro, às 19h Foto: Divulgação

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Curta “Em Transe”, de graça no Cine Brasília

Curta-metragem estreia em Brasília após trajetória por festivais internacionais Depois de cruzar fronteiras e conquistar espaço em festivais fora do país, o curta-metragem brasiliense “Em Transe” finalmente chega à sua casa: Brasília. A produção estreia no Cine Brasília no dia 4 de fevereiro (quarta-feira), às 20h, em sessão gratuita que marca a primeira exibição do filme na capital. Com 24 minutos de duração, o curta percorreu um circuito internacional que incluiu exibições na Índia, Romênia (Bucareste), Argentina e Estados Unidos (Miami) — uma trajetória que evidencia a força das narrativas produzidas no Distrito Federal e sua capacidade de diálogo com diferentes culturas e públicos. Dirigido por Ilana Lara, formada em Audiovisual pela Universidade de Brasília (UnB), o filme também já tem nova parada confirmada: em maio, integra a programação do festival Red Movie Awards, na França. Ilana começou sua caminhada nos festivais em 2017, com o curta universitário “Vida Pregressa”, exibido no Museu Nacional durante o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Agora, estreia pela primeira vez na tela do Cine Brasília com uma obra que mistura pulsação e delicadeza. Entre adrenalina e ausência Em “Em Transe”, acompanhamos Sofia e Alice, duas jovens movidas pela música, pela rebeldia e pelo desejo de fuga. Em busca de dinheiro para realizar uma viagem à Disney, Sofia carrega também um sonho íntimo: conhecer o pai, que vive nos Estados Unidos. A aventura, embalada por ritmo e urgência, revela camadas emocionais marcadas pela ausência paterna — um filme de ação com respiros dramáticos e sensibilidade genuína. Cinema feito por mulheres, em família A produção é assinada por Carolina Macêdo, artista e produtora audiovisual atuante na cena cultural brasiliense. O projeto também carrega uma dimensão afetiva: Carolina e Ilana são irmãs, e juntas celebram não apenas a estreia de um trabalho conjunto, mas também o fortalecimento de um cinema de protagonismo feminino, construído a partir de vínculos, coragem e presença. “O filme circulou por diferentes países e culturas, mas apresentar esse trabalho em casa, finalmente na tela do Cine Brasília, é a melhor forma de celebrar a trajetória de ‘Em Transe’”, afirma Ilana Lara. Após a sessão, o público poderá participar de um bate-papo com a diretora, equipe técnica e elenco principal. Quer ir? Estreia do curta-metragem “Em Transe” 4 de fevereiro de 2026 (quarta-feira), 20h Cine Brasília (EQS 106/107) Entrada gratuita Classificação indicativa: recomendado para maiores de 10 anos 📲 Instagram: @curta_emtranse

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Brasília se confirmando na passarela ballroom

Mostra de Cultura Ballroom reúne 11 casas de voguing, performances e debate sobre memória e identidade neste fim de semana A quarta edição da Mostra de Cultura Ballroom é atração deste fim de semana em Brasília, no Espaço Cultural Renato Russo, às 19h. O evento reúne 11 casas de voguing, que se apresentam em seis categorias para celebrar o movimento do Distrito Federal no Ball All Black Ball. A entrada é gratuita. Além das apresentações no sábado, na sexta (30), às 19h30, é realizada a roda de conversa “Memória, Identidade e Mudança Social”, com a artista Puma Camillê, baiana reconhecida por sua relevante contribuição à cultura ballroom brasileira. O debate também é promovido no espaço cultural. O baile, no sábado (31), tem seis categorias: OTA runway, begginers performance, old way, face OTA, soft & cunt versus dramatics e house leaders performance. Na tradição dos bailes, artistas representam as casas e performam em categorias que privilegiam elementos como dança, desfile e dublagem, e recebem notas dos jurados da bancada. Com apresentação de Simone Demoqueen e participação da DJ Úrsula Zion Rattura, 11 casas de voguing se apresentam neste sábado: Casa de Laffond, Casa de Abloh (foto de capa), Casa de Ratturas, Casa de Onija, House Of HandsUp, Casa dy Luxúria, House Of Cabal, Casa de Arapô, House Of Mamba Negra, COB TV e Chanter’s. O evento tem a missão de promover mais visibilidade para as casas de voguing do Distrito Federal e oferecer um ambiente para que artistas performáticos possam ampliar seu público. O projeto integra o Distrito Criativo, uma parceria do Distrito Drag com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF). História do ballroom Nascida como uma cultura de resistência nos anos 1970, na cidade de Nova Iorque, a cultura ballroom surgiu com os bailes, realizados em guetos, como resposta à marginalização da população LGBTQIA+. Nas décadas seguintes, a cultura dos bailes se espalhou por vários países e se tornou fundamental na identidade cultural, tendo como protagonistas pessoas trans periféricas, negras e de origem latina. Em sua constituição, os bailes eram palcos para apresentações e disputas performáticas das casas, grupos de pessoas que viviam juntas em habitações coletivas e constituíam ambientes de acolhimento, fundamentais para a sobrevivência de pessoas LGBTQIA+, colocadas à margem da sociedade. Os ballrooms se tornaram ambientes em que integrantes podiam celebrar suas existências e se expressar artisticamente de maneira livre. Bora ali dar close? Mostra de Cultura Ballroom / Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul) / Roda de conversa – 30 de janeiro – 19h30 / Baile voguing – 31 de janeiro – 19h / Entrada gratuita / Mais informações @distritodrag Fotos: Divulgação

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MeMefolia: um pré-Carnaval imperdível!

Não tem samba no pé, tampouco marchinha, mas tem muito humor e alimento para a alma na segunda fase da exposição mais viral em cartaz no CCBB Brasília. Como assim você ainda não foi na exposição Meme: no Br@sil da memeficação, que está rolando lá no CCBB Brasília? Em cartaz até 1º de março, a mostra entra agora, a partir deste sábado, 31, em uma nova fase — ainda mais viva, participativa e bem-humorada — com a chegada da MeMefolia, uma programação especial que amplia o diálogo da exposição com o público por meio de conversas, oficinas e encontros gratuitos. A MeMefolia transforma a experiência da mostra em um verdadeiro espaço de troca: humor como linguagem, pensamento crítico como provocação e o meme como espelho do Brasil contemporâneo. Entre férias escolares e o clima pré-carnavalesco, o CCBB reafirma seu papel como lugar de convivência cultural, reunindo crianças, jovens e adultos em atividades que misturam reflexão e prática, riso e política, memória coletiva e cultura digital. Passam por essa programação nomes centrais do humor e da comunicação no país, como Marcelo Tas (foto abaixo), referência histórica do humor crítico na TV e na educação; Malfeitona, artista que fez do traço “malfeito” um gesto criativo potente nas redes; Viktor Chagas, pesquisador pioneiro nos estudos sobre memes, democracia e cultura digital; além de Pamella Anderson e Raquel Real, entre outros convidados. Em paralelo, oficinas convidam o público a criar memes, emojis, imagens improvisadas e até acionar memórias afetivas, reforçando o caráter lúdico, educativo e intergeracional da proposta. Tudo isso acontece dentro do universo já potente da exposição Meme: no Br@sil da memeficação, que ocupa as galerias 3 e 5 e o Pavilhão de Vidro do CCBB Brasília, reunindo mais de 800 obras de cerca de 200 artistas e produtores de conteúdo digital. Com curadoria de Clarissa Diniz e Ismael Monticelli, e colaboração do perfil @newmemeseum, a mostra investiga os memes como linguagem estética, ferramenta crítica, expressão de afetos coletivos e forma legítima de produção cultural. Organizada em cinco núcleos temáticos — Ao pé da letra, A hora dos amadores, Da versão à inversão, O eu proliferado e Combater ficção com ficção —, além de prólogo e epílogo interativos, a exposição aposta em uma cenografia imersiva e múltiplas linguagens: vídeos, esculturas, roupas, quadrinhos, pinturas, neons, instalações sonoras e experiências sensoriais que atravessam as ruas, as redes e o imaginário brasileiro. Mais do que celebrar o meme, a mostra propõe algo raro: pensar criticamente a memificação, o humor e a comédia como forças que moldam nossa forma de comunicar, de narrar o país e de lidar com a política, a ética e o cotidiano. Um território onde rir também é um ato de reflexão. Claro que este colunista já foi lá conferir. Para você que curte vídeo, clique aqui e veja o que fiz por lá com a vibe total da expo, até na trilha sonora. Com visitação gratuita, de terça a domingo, das 9h às 21h, a exposição e a MeMefolia convidam o público a olhar para os memes não apenas como entretenimento, mas como linguagem viva, coletiva e profundamente brasileira. Confira a programação completa abaixo: Bate-papos e oficinas Tatuagem de chiclete Oficina ministrada por | Malfeitona (foto abaixo) Quando | 31/01, às 15h Classificação indicativa | 14 anos + Duração | 2 horas Onde | Galeria 4 Vagas | 20 participantes Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília Inspirada nas tatuagens de chiclete que marcaram a infância e a adolescência de muita gente, esta oficina propõe uma volta divertida a esse universo. Os participantes vão criar desenhos simples, coloridos e bem-humorados para transformar em tatuagens temporárias. A ideia é brincar com o corpo como suporte, resgatar a memória afetiva dos adesivos de chiclete e explorar, de forma leve e criativa, como a arte pode nascer do improviso e da imaginação cotidiana. Vocês não estão prontos para essa conversa Bate-papo com | Malfeitona, Pamella Anderson e Viktor Chagas Quando | 31/01, às 17h30 Classificação indicativa | Livre para todos os públicos Duração | 1h30 Onde | Galeria 4 Vagas | 90 participantes Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília Em um bate-papo sobre a linguagem e a estética dos memes, Viktor Chagas, coordenador do #MUSEUdeMEMES, se reúne com as artistas plásticas Helen Fernandes (Malfeitona) e Pamella Anderson, cujas obras integram o acervo da exposição MEME: no Br@sil da memeficação. A conversa, em tom descontraído, pretende recuperar um pouco das trajetórias das convidadas e refletir sobre seu processo criativo, explorando as articulações entre o humor, a crítica social, e a experimentação artística e visual tão presentes em suas obras. O tensionamento entre as fronteiras da arte e do cotidiano é central na expressão artística de Fernandes e Anderson, e herda da cultura digital o estilo provocativo, ambivalente e exagerado.   Monte o seu meme Oficina ministrada por | Pamella Anderson Quando | 01/02, às 15h Classificação indicativa | Livre – menores de 12 anos acompanhados de responsável Duração | 1 hora e 30 minutos Onde | Galeria 4 Vagas | 20 participantes Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília Nesta oficina, o público é convidado a criar memes com papel, lápis de cera, canetinhas e colagens, etc. Crianças, jovens e adultos experimentam processos rápidos de criação, nos quais a ideia nasce do acaso e da resposta imediata ao que está à mão. Ao transportar a lógica dos memes do ambiente digital para o espaço físico, a atividade explora o humor e a potência expressiva do improviso, aproximando a prática artística da dinâmica espontânea e coletiva das redes sociais. Humor na era do coach Bate-papo com | Raquel Real, Clarissa Diniz e Ismael Monticelli Quando | 07/02, às 16h Classificação indicativa | Livre para todos os públicos Duração | 1 hora e 30 minutos Onde | Galeria 4 Vagas | 90 participantes Entrada | Gratuita, mediante retirada de ingresso no site bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília O encontro discute como memes e conteúdos humorísticos expõem as contradições do discurso da produtividade, da autoajuda e da meritocracia que circulam nas

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Artesanato e criatividade como elementos do design

Oficina faz parte da programação preparatória do II Fórum das Cidades Criativas do Design que acontecerá em março na cidade. No dia 31 de janeiro de 2026, das 9h às 12h30, o Centro de Artesanato do GDF (507 Sul) recebe a oficina “Cultura de Negócios Criativos: Conectando Saberes, Serviços e Soluções”, voltada a artesãos e profissionais criativos do Distrito Federal que desejam fortalecer sua atuação no mercado sem abrir mão da identidade, da autoria e da cultura presentes em cada criação. Com 3h30 de duração e vagas limitadas a 21 participantes, a oficina propõe uma imersão prática para quem já produz — ou deseja produzir — com mais clareza sobre os próximos passos do próprio negócio criativo. A iniciativa, que faz parte da programação preparatória do II Fórum das Cidades Criativas do Design, que acontecerá em Brasília (10 a 13/03), conecta saberes e experiências do fazer artesanal a uma visão mais estruturada de empreendedorismo, ajudando os participantes a transformar talento em soluções com maior consistência, valor percebido e sustentabilidade. Ao longo do encontro, os participantes serão convidados a refletir sobre posicionamento, comunicação de valor e tomada de decisões mais seguras para crescer, vender e se manter relevantes no mercado. A oficina também aproxima o artesanato e a criação autoral das oportunidades ligadas ao turismo, valorizando o Distrito Federal como território de cultura, identidade e produção criativa. A condução da oficina ficará a cargo dos facilitadores Andrea Judice, Marcelo Judice e Wagner Alves, com apoio de profissionais responsáveis pelas estações de trabalho temáticas: Alessandra Pinheiro, na área de Branding; Claudia Pires El-moor, com foco em Embalagem; e Eduardo Meneses, responsável pela estação de Precificação. Essa dinâmica permite que os participantes tenham contato direto com ferramentas práticas e orientações aplicáveis ao seu próprio negócio criativo. Para quem vive do fazer — e para quem deseja viver dele com mais estratégia — a proposta é uma virada de chave: olhar para o próprio trabalho com visão de futuro, com os pés no território e com a mente aberta para novas possibilidades de construção e crescimento. O projeto é uma realização do Instituto ACDD e conta com o apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal, por meio do Termo de Colaboração nº 3/2025 SETUR/DF. Informações e inscrições no @brasiliacidadecriativa. Serviço: Cultura de Negócios Criativos: Conectando Saberes, Serviços e Soluções  Local: Centro de Artesanato do GDF – 507 Sul Data: 31 de janeiro de 2026 Horário: 9h às 12h30 Duração: 3h30 Público: Artesãos e criativos do DF Vagas: 21 participantes / Entrada Franca Foto de Jocelyn Morales na Unsplash

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Silva e “As Melhores do Verão”

Parceria entre a Nova Birosca e o Lah no Bar vira grande comemoração de aniversário do agitador cultural Ricardo Lucas. Tem noites que são mais do que shows. São encontros. E o Festival de Verão do Silva, marcado para o dia 31 de janeiro, na Nova Birosca do Conic, nasce exatamente com esse espírito: celebrar a música brasileira, a energia do verão e, sobretudo, uma história construída com afeto, diversidade e ocupação cultural da cidade. No centro dessa grande ação está o cantor capixaba Silva, que traz a Brasília o show “As Melhores do Verão”, um repertório especial, com clima de carnaval, pensado para fazer o público cantar, dançar e se reconhecer nessa mistura irresistível de brasilidade. Mas o festival vai além do palco: ele marca também a comemoração dos 40 anos de vida e 20 anos de trajetória profissional de Ricardo Lucas, empresário e produtor cultural que há duas décadas ajuda a escrever capítulos fundamentais da noite e da cultura brasiliense. A festa, que tem seus ingressos disponíveis no site Shotgun, nasce de uma parceria inédita entre a Nova Birosca e o Lah no Bar, dois espaços que são símbolos da cena LGBT+ e da ocupação criativa do Conic. Juntos, eles transformam o coração da cidade em um território de celebração coletiva, com duas pistas, múltiplos ambientes, DJs e artistas da capital federal, criando uma experiência imersiva que dialoga com a estética e a liberdade já vistas em projetos como o Club Vittar. O verão pede Silva A turnê de verão de Silva chega embalada pelo sucesso do Bloco do Silva, projeto que rapidamente conquistou o país e já passou por diversas capitais ao lado de nomes como João Gomes, Alcione, Liniker, entre outros. Inspirado pela atmosfera do Carnaval, o show mistura axé, brasilidades dos anos 1990 e 2000 e homenagens à MPB em ritmo festivo, sem deixar de lado momentos mais afetivos da carreira do artista. No repertório, canções como “A Cor é Rosa”, “Fica Tudo Bem” e “Um Pôr do Sol na Praia” aparecem ao lado de faixas animadas que convidam o público a mergulhar de vez na estação mais quente do ano. Um show pensado para celebrar o agora, com leveza, emoção e aquela sensação boa de verão vivido intensamente. A abertura da noite fica por conta do grupo Elas Que Toquem, com seu pagodão cheio de identidade e tempero baiano, que ainda recebe a participação especial da cantora Ju Rodrigues, reforçando a força feminina nos palcos e a diversidade que dá o tom do festival. Uma história que se confunde com a cidade Celebrar Ricardo Lucas (foto abaixo) é, também, revisitar parte importante da história recente da cultura de Brasília. Ao longo de mais de 20 anos, ele construiu uma trajetória marcada por projetos que redefiniram a relação entre música, público e cidade. Passou pela extinta Boate Garagem, atuou em espaços como o Glow Lounge Bar, a Blue Space Brasília, e deixou uma marca definitiva à frente da Victoria Haus, que funcionou por 12 anos no SAAN e se tornou um dos espaços mais icônicos da noite brasiliense. Nesse percurso, assinou produções e parcerias com nomes como Anitta, Xuxa, Iza, Pabllo Vittar, Preta Gil, Karol Conká, Gloria Groove, Wanessa, Rouge, além de DJs e artistas da cena eletrônica e underground, no Brasil e fora dele. Hoje, à frente do Lah no Bar, conhecido como “o bar da escada mais famosa de Brasília”, Ricardo segue criando encontros. Mais do que um endereço, o Lah virou ponto de convivência afetiva, onde música, conversa, liberdade e diversidade se cruzam diariamente. Desse modo, o Festival de Verão do Silva surge como síntese dessa caminhada: um evento que celebra a música, a cidade, os encontros e a potência cultural do Conic. Um aniversário que vira festa coletiva, um show que vira experiência e uma parceria que reafirma Brasília como território vivo, pulsante e criativo. No fim das contas, é disso que se trata: gente, música, verão e histórias que continuam sendo escritas — de preferência, dançando.   Parabéns pra você! Festival de Verão do SILVA / Nova Birosca – Conic /  Sábado, 31 de janeiro – a partir das 20h30 / Ingressos: Shotgun   Fotos: Reprodução Instagram

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Quando Brasília vira diálogo

Exposição no MAB reúne obras históricas e contemporâneas em uma visita guiada que celebra arte, memória e liberdade. Na última terça-feira, 28, o Museu de Arte de Brasília (MAB) realizou uma visita guiada exclusiva para convidados à exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília”, com mediação do curador Cláudio Pereira. A atividade proporcionou um percurso aprofundado pela mostra, que reúne obras do acervo do MAB e da Coleção Brasília – Acervo Izolete e Domício Pereira, articulando arte, memória e história na construção do imaginário da capital federal.     Durante a visita, os convidados puderam conhecer os principais eixos curatoriais da exposição, que propõe uma reflexão sensível e crítica sobre a noção de liberdade em suas dimensões estética, política, poética e histórica. O percurso parte do álbum “Brasília 1960 – O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo”, de Mário Fontenelle, e estabelece diálogos com obras de artistas fundamentais para a consolidação visual da Nova Capital, como Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Athos Bulcão, Marianne Peretti, entre outros, além de produções contemporâneas. Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Cláudio Abrantes, a visita guiada reforça o papel do museu como espaço de preservação e difusão da memória da cidade. “O MAB é um espaço de celebração da arte contemporânea que conta a história da capital federal. Uma visita como essa, guiada pelo curador Cláudio Pereira, é um privilégio. Com conhecimento e sabedoria, ele nos apresenta a trajetória dessa cidade modernista, tombada como patrimônio histórico mundial”, afirmou. Já o subsecretário de Patrimônio Cultural, Felipe Ramón, destacou o momento de renovação institucional vivido pelo museu. “Essa visita marca a renovação pela qual o Museu de Arte de Brasília está passando, por meio de obras que representam a relação de Brasília com as artes visuais e o design”, ressaltou. Para o curador Cláudio Pereira, a visita representa um marco em sua trajetória no museu. “Esse momento é muito importante para o MAB, especialmente com as duas exposições que tive o privilégio de curar: ‘Diálogos da Modernidade’ e agora ‘Diálogos da Liberdade’. Contamos ainda com a doação da obra ‘Museu Imaginado’ (acima), do artista Carlos Bracher, que retrata a fachada do Museu de Arte de Brasília”, destacou. A exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília” permanece em cartaz até o dia 26 de fevereiro, reafirmando o compromisso do MAB com a preservação da memória artística, o estímulo ao pensamento crítico e a promoção de diálogos entre diferentes gerações e linguagens artísticas. Aproveita e já siga o @museudeartedebrasilia, e não deixe de conferir alguns cliques de quem participou dessa visita guiada, pelas lentes desse colunista/fotógrafo: Fotos: Gilberto Evangelista

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