Não perca: Arranha-Céu Festival de Circo!
Entre os dias 5 e 8 de março, festival apresenta espetáculos solos e sessão de cinema circense no Espaço Renato Russo. O Espaço Cultural Renato Russo vai virar um grande picadeiro entre os dias 5 e 8 de março. A quarta edição do Arranha-Céu – Festival de Circo Atual apresenta ao respeitável público quatro espetáculos solos circenses, além de uma sessão de cinema com filmes desse universo mágico, oficinas e bate-papos. O mote “Solos e Picadeiros” traduz parte da complexidade da arte circense e a proposta do festival em 2026. A curadoria desta edição traz um olhar atento aos espetáculos solos como expressões potentes do circo, destacando a força do corpo como linguagem, criação e encontro. Aproveitando esta edição em formato mais intimista, o festival convida o público a se aproximar dessa dimensão mais próxima dos artistas, criando um espaço de troca mais sensível e direta com a plateia. As idealizadoras Beatrice Martins, Julia Henning e Maíra Moraes lembram que, na edição passada, o festival provocou o público sobre o lugar do circo. “Hoje, afirmamos que o lugar do circo é, antes de tudo, no corpo do artista e do público. É onde tudo começa e por onde o mundo se constrói”, assinalam as idealizadoras. “Esta edição do festival traz espetáculos solos, em que um único artista em cena reverbera o picadeiro inteiro em si e, mais perto da plateia, transforma o espetáculo numa troca ainda mais íntima e pulsante. A proposta é colocar uma lupa sobre a técnica do artista e a sua presença em cena”, completa Beatrice. Informações sobre retirada de ingressos para os espetáculos e para a sessão de cinema podem ser conferidas no site do coletivo Instrumento de Ver e no perfil do festival no Instagram. Espetáculos As apresentações serão no Teatro Galpão Hugo Rodas, no Espaço Renato Russo. Às 20h da quinta-feira (5/3) e da sexta-feira (6/6), a atriz e circense carioca Natasha Jascalevich convoca o público para participar de uma receita, revelando segredos fantásticos de sua comida ao longo do preparo. “Faminta” oferece uma experiência sensorial completa, onde a gula e a luxúria impulsionam a jornada da personagem em busca do prazer, misturando vivências pessoais com lendas afrodisíacas. O espetáculo é uma homenagem à potência feminina e ao seu poder de criação, expressos por meio de múltiplas linguagens: teatro, dança, música e um pouco de contorção. Natasha explora essas habilidades em cena, conferindo ao texto contornos ainda mais oníricos. Ainda na sexta-feira, às 19h, vestida de picadeiro e lona de circo, a baiana Lívia Mattos realiza um mini-circoncerto ambulante, com sua inseparável sanfona. Engolidora de notas e cuspidora de acordes, “A Sanfonástica Mulher-Lona” equilibra-se no fio da vida e no respiro do fole. Lívia conta que a Mulher-Lona surgiu como uma metáfora da sua pesquisa teórica e documental sobre a música no circo no Brasil. “A Sanfonástica tem esse caráter acústico para que as pessoas cheguem perto, para que seja no tête-à-tête, como um difusor de uma amálgama de múltiplas linguagens, nessa autonomia que vira o circo de uma mulher só”, explica Lívia. No sábado (7/3), às 17h, a brasiliense radicada na Noruega Luiza Adjuto experimenta no corpo diferentes estereótipos, a partir de uma pesquisa que investiga a lira acrobática, a dança e a interação com os objetos. Transitando entre a ameaça, o risco da transformação e da mobilidade, “Dita-Cuja” leva para a cena a monstruosidade e a beleza da mulher como pistas para outras possibilidades de estar no mundo. O espetáculo traz a vivência da imigração e coloca questões sobre as marcas do que chamamos de feminino, em uma construção artística poética que se conecta com diferentes públicos. No mesmo dia, às 20h, o artista carioca radicado em São Paulo, Emerson Noise, apresenta o espetáculo “Sobretudo”. Transformando a solidão em cena e a ausência em poesia, o malabarista solitário convida o público a mergulhar na fragilidade da memória e a reconhecer a força da imaginação diante daquilo que se desfez. O domingo (8/3) conta com uma segunda apresentação de “Sobretudo”, às 15h, e Dita-Cuja, às 18h. Cine-Circo O Cine Circo será exibido às 19h, na Sala Marco Antônio Guimarães. Passam na tela os filmes Entrenós, de Poema Muhlenberg (Cia Nós No Bambu/DF), Tricks of the Month, de Emerson Noise (Cia Lar Doce Lar/SP), Cobra Coral, de Jovani Almeida (Coletivo Um Café da Manhã/SP), Macacada, de Maïra de Oliveira Aggio (Bahia/França) e O Peixe, de Natasha Jascalevich (RJ). O Arranha-Céu — Festival de Circo Atual é uma idealização do Coletivo Brasiliense Instrumento de Ver, com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). Serviço: Arranha-Céu — Festival de Circo Atual Quando: 5 a 8 de março; Colóquio Pilotis: 4 de março Onde: Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul, e Cia Miragem, na Vila Telebrasília Ingressos a partir de R$ 30 pelo Sympla Com informações da Assessoria de Imprensa | Fotos: Divulgação
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