Não perca o Festival de Cultura Popular!

Tradição e sustentabilidade são o foco da 12ª edição do evento que propõe a cultura popular como tecnologia ancestral e estratégia de desenvolvimento sustentável no Cerrado.

De 14 a 17 de abril, o Festival Brasília de Cultura Popular realiza sua 12ª edição ocupando o Memorial Darcy Ribeiro, na Universidade de Brasília (UnB), nos dias 14 e 15, e a região do Lago Oeste, área rural do Distrito Federal, nos dias 16 e 17. Com uma programação que reúne conferência, rodas de conversa, vivências no Cerrado, apresentações culturais, aulas-espetáculo, feira de economia criativa e gastronomia tradicional, o encontro consolida-se como uma plataforma de articulação entre cultura popular, sustentabilidade e desenvolvimento.

Mais do que um evento, o Festival propõe uma chave de leitura que reposiciona a cultura popular: não como herança estática do passado, mas como tecnologia ancestral viva e estratégica para o futuro do Cerrado. A partir dessa perspectiva, a 12ª edição adota como eixo central a relação entre Cultura Popular, Cerrado e Desenvolvimento Sustentável, defendendo que não existe desenvolvimento sustentável no bioma sem o reconhecimento e fortalecimento dos saberes tradicionais.

Em 2026, o Festival presta homenagem ao historiador Paulo Bertran, intelectual fundamental para a compreensão do Cerrado como território histórico e cultural. Sua obra contribuiu para revelar o bioma como uma paisagem cultural viva, onde natureza, modos de vida e práticas sociais se entrelaçam na construção de identidades e formas de existência.

Não existe desenvolvimento sustentável no Cerrado sem reconhecer e fortalecer os saberes tradicionais. O que o Festival faz é colocar esses conhecimentos no centro do debate público”, destaca a coordenadora do festival, Danielle Freitas.

As pessoas interessadas nas atividades ofertadas na edição, podem fazer a inscrição gratuitamente no link disponível na bio do perfil do evento.

Atividades

Ao longo de quatro dias, o Festival se organiza em dois tempos complementares. Nos dias 14 e 15, no espaço universitário, promove reflexões por meio da conferência livre sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), debates e encontros que conectam mestres da cultura popular, artistas, pesquisadores, estudantes e gestores públicos. O objetivo é inserir os saberes tradicionais no centro das discussões contemporâneas sobre desenvolvimento, em diálogo com a Agenda 2030 da ONU.

Já nos dias 16 e 17, no Lago Oeste, a proposta se desloca para o território, convidando o público a vivenciar, na prática, modos de vida sustentáveis que há gerações estruturam comunidades do Cerrado. As atividades incluem experiências com agroecologia, plantas medicinais, cultura alimentar e manejo do bioma, em parceria com iniciativas locais.

Conferência 

A Conferência livre sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) acontece como parte da programação do Festival, em 15 de abril, a partir das 9h, e se integra ao processo de formulação em âmbito nacional da Conferência Nacional dos ODS, que acontece entre 29 de junho e 02 de julho de 2026. A iniciativa propõe um debate estruturado sobre a integração da cultura popular às políticas de desenvolvimento sustentável. Reconhece os territórios culturais como protagonistas na implementação da Agenda 2030 e como espaços vivos de experimentação de soluções sociais e ambientais.

O encontro reúne mestres da tradição, lideranças, pesquisadores, gestores públicos, juventudes e representantes da sociedade civil para discutir caminhos práticos de integração entre cultura, meio ambiente e políticas públicas.

Desta etapa, será eleito um delegado para a Conferência Nacional ODS, a acontecer em junho de 2026, representando as pautas das culturas populares e dos povos e comunidades tradicionais de Brasília.

Cultura Popular 

Durante o Festival, o público poderá vivenciar a energia da capoeira com o Grupo Beribazu, conduzido pelo professor Mikhael Ael, mergulhar na mitologia cênica e simbólica do grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro, e se conectar com os ritmos do Cerrado nas apresentações de Volmir Batista – Batuques e Calangos, que evocam o Brasil profundo em suas sonoridades. E, em se tratando de cultura popular, como não poderia ser diferente, a tradicional Orquestra Alada Trovão da Mata ocupa a Universidade de Brasília com as figuras míticas do Cerrado e seu ritmo próprio, o Samba Pisado.

Ao integrar reflexão, experiência e tradição, o Festival reafirma o papel da cultura popular como tecnologia social capaz de organizar modos de produção, fortalecer relações comunitárias e sustentar práticas ambientais responsáveis,  apontando caminhos concretos para o futuro do Cerrado”, finaliza Freitas.

O Festival Brasília de Cultura Popular é realizado pela IBRANOVA e pela Pichaim Produções, com apoio da Fundação Darcy Ribeiro, da Fiocruz Brasília, por meio da Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030 (EFA), da Universidade de Brasília — via Licenciatura em Educação do Campo (LEdoC/UnB) e Diretoria de Difusão Cultural e Decanato de Extensão (DDC/DEX) — além do Sítio Floresta. O projeto conta ainda com fomento do Ministério da Cultura do Governo Federal do Brasil.

Volmi Batista

Confira a programação completa:

(sujeita a ajustes e alterações)

14 de abril – Abertura do 12º Festival Brasília de Cultura Popular

Local: Memorial Darcy Ribeiro – UnB

  • 11h — Abertura da Feira de Economia Criativa

  • 12h — Vivência: Capoeira – Corpo, Território e Resistência

  • 13h — Mesa: A Obra de Paulo Bertran e o Cerrado Vivo

  • 14h — Roda: Agroecologia e Saúde Mental no Cerrado

  • 15h — Vivência: Teatro de Terreiro

  • 16h — Roda: Agroecologia e Cannabis no Cerrado

  • 17h30 — Homenagem: O Cerrado como Civilização

  • 18h — Apresentação: Cultura Popular Tradicional

  • 19h — Apresentação: Orquestra Alada

15 de abril  — Conferência Livre de Culturas Populares e Tradicionais de Brasília sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável integra a programação

Local:  Auditório do Memorial Darcy Ribeiro – UnB

  • 09h — Credenciamento – Conferência ODS

  • 09h30 — Mesa de Abertura

  • 10h — Plenária de Abertura: Cultura Popular e Agenda 2030

  • 11h — Abertura da Feira

  • 12h — Encerramento da plenária e rodas de diálogo

  • 12h — Vivência: Sambadeiras – Corpo e Ancestralidade

  • 14h — Apresentação das propostas dos grupos

  • 14h — Mesa: A Obra de Paulo Bertran e o Cerrado Vivo

  • 15h — Debate e aprovação das propostas

  • 15h — Vivência: Seu Estrelo – Mito e Território

  • 16h — Eleição da delegação

  • 17h — Mesa de Encerramento da Conferência

  • 17h30 — Cortejo Cultural: Sambadeiras e Afoxé

16 de abril  — Vivências no Cerrado

Local:  Sítio Floresta – Lago Oeste

  • 10h00 — Acolhimento: Chegada ao Cerrado Vivo

  • 10h30 — Leitura da Paisagem: Caminhos de Bertran

  • 12h00 — Almoço: Sabores do Cerrado

  • 13h — Roda de Prosa: Agroecologia Biodinâmica

  • 14h — Vivência: Agroecologia na Prática

  • 16h30 — Encerramento do dia

17 de abril — Vivências no Cerrado

Local:  Sítio Floresta – Lago Oeste

  • 09h30 — Acolhimento Cultural

  • 10h — Vivência: Cultivo e Cuidado com a Terra

  • 12h — Almoço Comunitário

  • 14h — Farmácia do Cerrado: Plantas de Cura

  • 15h — Vivência: Sistemas Agroflorestais

  • 18h — Encerramento: Cerrado em Festa

Serviço

Festival Brasília de Cultura Popular
14 e 15/04 — Memorial Darcy Ribeiro (UnB)
16 e 17/04 — Lago Oeste (DF)
Siga @brasiliadeculturapopular

Com informações da Assessoria de Imprensa / Fotos: Divulgação
Curtiu? Compartilhe!
Rolar para cima