O design de Sergio Rodrigues reencontra Brasília

Instituto Sergio Rodrigues e Hill House lançam a reedição da Poltrona Arcos na Cerrado Cultural. O encontro entre design, memória e diplomacia marcou a manhã dessa terça-feira (4/11), na Cerrado Cultural, com o lançamento da reedição da icônica Poltrona Arcos, criada em 1968 por Sergio Rodrigues para o Palácio dos Arcos, sede do Itamaraty. A iniciativa – fruto da parceria entre o Instituto Sergio Rodrigues e a Hill House – integra o calendário de ações rumo ao centenário de nascimento do designer, em 2027, reposicionando sua obra no centro do diálogo entre arquitetura, design e cultura brasileira. Concebida em harmonia com Oscar Niemeyer, Olavo Redig de Campos e Roberto Burle Marx, a Poltrona Arcos é uma síntese da genialidade de Sergio Rodrigues: combina leveza, funcionalidade e sofisticação em uma peça que se tornou símbolo de uma era. Estrutura delgada, curvas em meia-lua e rodízios cromados compõem o desenho que conciliava ergonomia e elegância, antecipando tendências internacionais que só se afirmariam na década seguinte. Produzida originalmente apenas para o Itamaraty, a poltrona nunca chegou ao público. Agora, reeditada sob a supervisão do Instituto Sergio Rodrigues, volta a circular com o mesmo espírito experimental e refinado de seu criador. Parte das vendas será revertida ao Instituto, que desde 2017 mantém um programa dedicado à pesquisa do mobiliário diplomático brasileiro. “Estar novamente no Itamaraty é devolver à história um patrimônio do país. Sergio Rodrigues traduziu a diplomacia em design, criando uma linguagem de Estado que até hoje define o modo brasileiro de projetar-se no mundo”, afirma Afonso Luz, curador do Instituto. O happening reuniu diplomatas, arquitetos, pesquisadores, colecionadores e representantes de instituições culturais. A peça permanece em exposição pública até o dia 10 de novembro, na Cerrado Cultural. Como parte da programação, a Universidade de Brasília sedia nesta terça (5/11) o seminário “Design, Cultura e Diplomacia: uma homenagem a Sergio Rodrigues”, realizado em parceria com o Instituto Guimarães Rosa (MRE). O encontro reúne especialistas para discutir o papel da cultura material na projeção internacional do Brasil — tema que Sergio Rodrigues ajudou a desenhar com elegância e identidade própria. Confira abaixo mais alguns cliques registrados pelas lentes deste colunista/fotógrafo de alguns dos convidados que marcaram presença na ocasião: Foto: Gilberto Evangelista

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Flausino, Sideral e OFB em Cazuza Sinfônico!

A reunião entre poesia, rebeldia e emoção fazem parte do concerto que celebra o ícone do rock nacional. A energia e o lirismo de Cazuza voltam a ecoar em Brasília no dia 26 de novembro, com o espetáculo Cazuza Sinfônico, que promete uma imersão intensa na obra e na alma de um dos maiores poetas da música brasileira. A apresentação acontece no Centro de Convenções Ulysses, reunindo a Orquestra Filarmônica de Brasília e grandes nomes da música nacional em uma fusão arrebatadora entre o rock e o universo sinfônico. No palco, o ator Bruce Gomlevsky encarna Cazuza em performances que revisitam sucessos como Exagerado, Codinome Beija-Flor e O Tempo Não Para — canções que atravessam gerações e continuam pulsando com a mesma força e irreverência. A noite ganha ainda mais brilho com as participações especiais de Rogério Flausino, vocalista do Jota Quest, e de seu irmão, o multi-instrumentista Wilson Sideral, que trazem novas cores e energia a esse encontro simbólico entre épocas e estilos. “O Cazuza é quase como um alter-ego pra mim. Eu gostaria de falar as coisas que ele fala. Cantar essas músicas é como colocar pra fora tudo aquilo que a gente sente e muitas vezes não tem coragem de dizer”, ressalta Flausino. Vale lembrar que, ais do que um show, Cazuza Sinfônico é uma celebração da liberdade, da poesia e da intensidade que marcaram o artista. Uma experiência que emociona e inspira — provando que a arte de Cazuza segue viva, indomável e eterna. Em tempo, o projeto Concertos na Capital é uma realização da Oh!Artes, com patrocínio da Brasal e apoio do Ministério da Cultura e do Governo Federal, por meio da Lei Rouanet – Lei de Incentivo à Cultura.   Para rebeldes clássicos! Cazuza Sinfônico /  Centro de Convenções Ulysses / 26 de novembro (quarta-feira) – 21h / Ingressos a partir de R$ 25 (meia-entrada) – Bilheteria Digital / Informações (61)98141-1990 / (61)3554-4005 Foto: Divulgação

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Martinho da Vila no Festival Estilo Brasil

O show acontece em 31 de outubro e estão disponíveis os últimos ingressos.   O sorriso largo, o gingado inconfundível e a leveza que só ele tem — é assim que Martinho da Vila chega ao Festival Estilo Brasil para uma apresentação em 31 de outubro, no Centro de Convenções Ulysses. Com últimos ingressos à venda, o show A Voz do Coração promete uma noite de pura harmonia e emoção. Muito mais que revisitar clássicos, Martinho celebra a vida com a sabedoria musical que o consagrou como ícone do samba. No repertório, o público pode esperar sucessos eternizados na memória afetiva do brasileiro, como Canta, Canta Minha Gente, Disritmia, Devagar, Devagarinho e Mulheres — além de faixas que reafirmam a poesia e o charme inconfundível do artista. No palco, Martinho estará acompanhado por Gabriel de Aquino (violão), Alaan Monteiro (cavaco), João Rafael (baixo), Gabriel Policarpo e Bernardo Aguiar (percussão), e terá ainda o brilho das filhas Analimar e Alegria nos vocais, tornando o show um encontro afetuoso entre gerações. Os ingressos seguem disponíveis no site da Bilheteria Digital a partir de R$79,90, com parcelamento em até 6 vezes sem juros para clientes dos cartões BB Visa. Vale lembrar ainda que o Festival Estilo Brasil tem o oferecimento do Banco do Brasil Estilo e patrocínio dos cartões BB Visa, Banco do Brasil e Governo Federal. A realização é do Metrópoles e a produção da Oh! Artes. Se liga na Programação: Martinho da Vila  – 31 de outubro Tim Bernardes – 8 de novembro Paralamas do Sucesso & Dado Villa Lobos – Turnê: Celebrando 40 anos de Clássicos – 21 de novembro Caetano Veloso – 11 de dezembro Vamos curtir um som! Festival Estilo Brasil / Centro de Convenções Ulysses / 31 de outubro até 11 de dezembro – 21h30 / A partir de r$ 79,90 – Bilheteria Digital Foto: Divulgação  

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FeijoARQ do Metropolitano agita a capital

1ª edição da FeijoARQ do Metropolitano estreia em Brasília com sucesso, reunindo mais de 100 profissionais de arquitetura e decoração em torno de uma feijoada assinada pelo chef Marcelo Petrarca. O Metropolitano, maior programa de relacionamento e benefícios voltado a arquitetos, designers e decoradores do país, realizou em Brasília a 1ª edição da FeijoARQ, evento que celebrou conexões, parcerias e reconhecimento entre profissionais do setor e marcas parceiras. Realizada no último dia 30 de outubro, a FeijoARQ reuniu cerca de 50 empresas ligadas ao segmento de arquitetura e mais de 70 profissionais de destaque da capital. O encontro teve como cenário o restaurante Lago, do premiado chef Marcelo Petrarca, que assinou a feijoada completa servida durante a tarde. A trilha sonora ficou por conta da cantora Juliana Muller, que embalou o público em um clima de descontração e celebração.Com edições anteriores realizadas em cidades como Uberlândia, Uberaba, Belo Horizonte, Patos de Minas, Cuiabá, Alta Floresta, São José do Rio Preto, Palmas e Fortaleza, a chegada da FeijoARQ a Brasília consolida o evento como parte do calendário anual do Metropolitano. A edição brasiliense foi organizada pela publicitária e empreendedora Cláudia Nasser, que acaba de assumir a direção do grupo no Distrito Federal. Segundo ela, o evento marca uma nova fase para o programa na região, “Nosso objetivo é fortalecer o relacionamento entre profissionais do ARQDECOR local e as empresas parceiras, promovendo experiências que vão além dos negócios — celebrando a criatividade, o networking e a amizade”, destacou. Com boa gastronomia, música e integração, a FeijoARQ Brasília reafirmou o propósito do Metropolitano de valorizar e aproximar os protagonistas do universo da arquitetura e decoração em todo o país. Confira mais alguns cliques feitos por este colunista/fotógrafo de quem marcou presença: Fotos: Gilberto Evangelista

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Não perca a exposição Entre-lugar: Trajetórias

Mostra no Museu Vivo da Memória Candanga une arte, história e afeto ao retratar, por meio das obras de Célia Matsunaga e Nilce Eiko Hanashiro, as heranças visuais e humanas da imigração japonesa no Brasil.   A partir do dia 1º de novembro, o Museu Vivo da Memória Candanga abre as portas para um mergulho nas lembranças que ajudaram a erguer Brasília — e o país. A mostra “Entre-Lugar: Trajetórias”, com curadoria de Gladstone Menezes, reúne fotografias, objetos e instalações que revisitam a presença e a contribuição de famílias japonesas na formação da capital, por meio do olhar sensível das artistas Célia Matsunaga e Nilce Eiko Hanashiro. A exposição pode ser visitada até 20 de dezembro, de segunda a sábado, das 9h às 17h, com entrada gratuita e recursos de audiodescrição e material em braile. O projeto tem patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC-DF). Mais que um registro histórico, “Entre-Lugar: Trajetórias” é uma conversa entre o passado e o presente — entre o Japão e Brasília. As imagens, extraídas de álbuns de família das pioneiras Hanashiro e Matsunaga, formam uma narrativa de pertencimento e resistência, onde cada foto carrega fragmentos de memória, fé e identidade. “Entre-Lugar: Trajetórias propõe compartilhar lembranças que reafirmam a memória como uma das mais valiosas ferramentas de transformação e construção do futuro”, resume o curador Gladstone Menezes. As trajetórias das duas famílias caminharam em paralelo até o encontro de Nilce Eiko e Célia Matsunaga, nos anos 1990. A partir desse ponto, suas linguagens se entrelaçam em obras que falam de ancestralidade e da busca pelo que está além do visível. Em Nilce Eiko Hanashiro, a memória é chama, rito e performance. A instalação “Noivos” (1994) resgata fotografias de casamentos arranjados, revelando nas expressões e trajes dos retratados as tensões entre tradição e desejo. Já a videoinstalação “3×4”, ainda em processo, reúne cem retratos acompanhados por canções e provérbios de Okinawa gravados por Yoshiko Hanashiro — um autorretrato coletivo que celebra a diversidade de identidades nipo-brasileiras. Em “Leques” (2000), Nilce inverte o símbolo da delicadeza ao incendiá-lo, transformando o gesto em um manifesto poético sobre liberdade e gênero. Já Célia Matsunaga constrói sua poética no espaço entre a forma e o silêncio. Em suas obras, o que não se vê sustenta o que se revela — dobras, recortes e pausas que convidam o olhar à contemplação. No livro-objeto “Véu de Noiva” (2012), o papel vegetal vira cascata translúcida em mutação constante; em “Amazônia” (2017), as imagens monocromáticas recortadas sugerem a fragilidade da paisagem; em “Re-encontrar” (2012), parceria com Daniel Mira, a tipografia ilegível dialoga com traços orgânicos; e em “A Casa” (2025), páginas suspensas como bandeirolas evocam as primeiras moradias da capital, convertendo lembranças em experiência sensorial. A mostra também lança luz sobre a própria história das famílias. A saga dos Hanashiro, oriundos de Okinawa, e dos Matsunaga, de Tóquio, percorre o interior paulista até o nascimento de Brasília, onde ambos se fixaram nos anos 1950. Foram candangos, pioneiros e empreendedores — ajudaram a erguer a cidade e, com ela, suas próprias raízes. Nilce, filha caçula dos Hanashiro, costumava dizer com orgulho que era “candanga e descendente de japoneses pioneiros”. “Realizar essa exposição no Museu da Memória Candanga carrega um caráter de resgate. A memória de Brasília está se deteriorando — e lembrar é também reconstruir”, reflete Gladstone Menezes. Com imagens, objetos e gestos que atravessam gerações, “Entre-Lugar: Trajetórias” transforma o espaço expositivo em território de reencontros. É arte que narra histórias, mas também as devolve ao tempo — com a delicadeza de quem sabe que o passado, quando tocado com cuidado, ainda pulsa no presente.   Partiu expo! Entre-Lugar: Trajetórias de Célia Matsunaga e Nilce Eiko Hanashiro / Museu Vivo da Memória Candanga, Núcleo Bandeirante, Brasília-DF / 01 novembro a 20 dezembro 2025 – segunda a sábado, das 9h às 17h / Entrada franca / Livre Fotos: Divulgação

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O Admirável Sertão de Zé chega a Brasília

Com muita poesia, música e identidade nordestina, o espetáculo, que já foi visto por milhares de pessoas, presta homenagem ao multiartista paraibano A força poética e musical de Zé Ramalho ganha vida em cena no espetáculo “O Admirável Sertão de Zé Ramalho”, que chega a Brasília para uma temporada na Sala Martins Pena, do Teatro Nacional Claudio Santoro. Misturando teatro, poesia e música, a montagem propõe uma viagem pelo universo simbólico e afetivo do cantor e compositor paraibano. Com dramaturgia de Pedro Kosovski e direção de Marco André Nunes, o musical é uma celebração da arte nordestina e da pluralidade que habita o Brasil e tem ingressos gratuitos e a preços populares a partir de R$ 25, na bilheteria do teatro ou no site oficial da peça. O espetáculo, que já foi visto por mais de 15 mil pessoas em dez cidades, propõe uma encenação não biográfica, em que cada canção se transforma em um fragmento de memória, tempo e imaginação. “As músicas revelam momentos da vida desse grande artista. Tudo é carregado de simbolismo e metáforas. Montei uma estrutura textual que não disputa com as letras, mas escuta o que elas dizem. É um convite a mergulhar nas imagens que as canções evocam”, explica o dramaturgo Pedro Kosovski. Dividido em cinco módulos cênicos — Brejo do Cruz (as origens), Campina Grande (o despertar para a música), João Pessoa (o nascimento das composições), Rio de Janeiro (a luta por espaço e sobrevivência) e Popstar (a consagração) —, o espetáculo é interpretado por Duda Barata, Muato, Tiago Herz, Nizaj e Marcello Melo, que juntos constroem um retrato múltiplo e simbólico do artista. O elenco se completa com Ceiça Moreno, Cesar Werneck, Diego Zangado e Eli Ferreira, compondo um mosaico de vozes, gestos e sonoridades que cruzam as fronteiras entre música e cena, cordel e rock, tradição e modernidade. A proposta do musical nasceu de uma inquietação criativa. “Quando pensei neste espetáculo, a cena brasileira estava repleta de excelentes musicais, em sua maioria biográficos, que retratavam literalmente a vida do homenageado, quase todos já falecidos. Queria uma linguagem diferente. Queria, através da obra artística, abordar e fazer um recorte poético da trajetória de Zé Ramalho. E assim foi”, afirma o idealizador Duda Barata. Natural de Brejo do Cruz, no sertão da Paraíba, Zé Ramalho construiu uma obra que combina a poesia do cordel, a força do violão nordestino e o lirismo das canções que marcaram gerações. É o Bob Dylan do Sertão, um artista que traduz, em verso e melodia, a alma viva do Brasil. Mais do que um tributo, “O Admirável Sertão de Zé Ramalho” é uma celebração da resistência e da inventividade nordestina — um espetáculo que reafirma o sertão como território de beleza, criação e força cultural. Com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Cultural, o musical transforma o legado de Zé Ramalho em um encontro entre arte, memória e poesia. Quem vai? O Admirável Sertão de Zé Ramalho / Teatro Nacional Cláudio Santoro – Sala Martins Pena / de 29 a 2 de novembro de 2025 – quarta, quinta e sábado, às 20h – domingo, às 18h / Ingressos: Grátis (29/10), R$ 25 e R$ 50 (30/10), R$ 25 a R$ 200 (01 e 02/11) – Bilheteria local e no site oficial   Fotos: Divulgação – Priscila Prade e Noise Media

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O finde tem arte, música, ikebanas e muito mais!

Da Congada ao carimbó, do jazz ao Suassuna: opções imperdíveis para quem adora sair #PERAMBULANDO pela cidade.   Faça sol ou faça chuva, o brasiliense não pensa duas vezes em sair de casa para curtir uma boa diversão. Por isso mesmo, a Coluna #PERAMBULANDO selecionou algumas opções entre os inúmeros eventos que movimentam este fim de semana na capital federal — começando pelo show do cantor Fagner, marcado para às 21h30 desta sexta-feira (24), no Centro de Convenções Ulysses. Com ingressos disponíveis no site da Bilheteria Digital (a partir de R$ 59,25 para clientes de cartões BB Visa, parcelado em até seis vezes sem juros), o espetáculo reúne clássicos dos 50 anos de carreira do artista. Vale lembrar que a apresentação faz parte do Festival Estilo Brasil, que traz neste sábado (25) Beto Guedes e Wagner Tiso ao mesmo local, a partir das 20h30, com o mesmo valor de ingresso. Já o guitarrista Toninho Horta faz duas apresentações — sexta e sábado (24 e 25) — no Complexo Cultural do Choro, sempre às 20h30. O espetáculo celebra a carreira e a influência de um dos músicos mais respeitados da música brasileira, reconhecido por sua maestria harmônica e por construir pontes entre o jazz, a MPB e a música instrumental. Os ingressos custam R$ 50 (meia) e estão à venda na Bilheteria Digital. Ainda na sexta e no sábado (24 e 25), a partir das 19h, o CCBB Brasília recebe o show Vertentes – O Som Que Vem do Norte, protagonizado pela cantora paraense Emília Monteiro (foto acima). A performance apresenta canções do álbum autoral Cheia de Graça e um repertório que passeia por ritmos emblemáticos da cultura amazônica, como carimbó, cumbia, guitarrada e brega, além de homenagens a grandes intérpretes do Pará. Os espetáculos integram a programação paralela da exposição Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará, em cartaz no CCBB até 2 de novembro, com entrada gratuita. Os ingressos podem ser retirados um dia antes de cada show, a partir das 12h, no site oficial ou na bilheteria do local. E já que o passeio até o CCBB é sempre um programa completo, este colunista recomenda chegar mais cedo para aproveitar as outras atrações em cartaz. Entre elas, está a exposição Finca-Pé: Estórias da Terra, de Antonio Obá (foto abaixo), que reúne mais de cinquenta trabalhos entre pinturas, desenhos, instalação e filme-performance. A mostra pode ser visitada até 23 de novembro, com entrada gratuita — os ingressos estão disponíveis no site do Centro Cultural ou na bilheteria. Vale também espiar a mostra Mestras do Macabro: As Cineastas do Horror ao Redor do Mundo, uma retrospectiva inédita com 28 longas-metragens dirigidos por mulheres de diferentes nacionalidades. Em cartaz até 2 de novembro, o festival exibe, entre outros, Desejo e Obsessão (dia 24, às 19h15), Segredos Evidentes (dia 25, às 16h30) e O Babadook (dia 26, às 19h50). Confira a classificação indicativa e outras informações no site bb.com.br/cultura. Quem também está com uma programação variada e superinteressante é a CAIXA Cultural Brasília, onde acontece o espetáculo Mundo Suassuna (foto abaixo). Com direção e dramaturgia de Marcelo Romagnoli, a montagem — inspirada no universo literário de Ariano Suassuna (1927–2014) — acompanha os desatinos de um príncipe em uma viagem pelo Sertão com seu cavalo, em busca de um reino e de sua coroa perdida. É a primeira montagem voltada ao público infantojuvenil reconhecida pela Família Suassuna. O espetáculo fica em cartaz de 24 a 31 de outubro e de 1º a 2 de novembro de 2025, com sessões às quintas e sextas, às 15h; sábados, às 18h; e domingos, às 16h. Os ingressos custam R$ 15 (meia-entrada) e estão à venda na bilheteria do teatro ou no site Bilheteria Cultural. E como a CAIXA Cultural é um verdadeiro reduto artístico, vale reservar tempo para conferir as quatro exposições gratuitas em cartaz. Escultórias – Poesias da Matéria apresenta grandes obras do artista Leandro Gabriel feitas de ferro reaproveitado, revelando sua trajetória entre o desenho, a palavra e a tridimensionalidade. Nossos Brasis exibe as diferentes visões e interpretações do país pelo olhar de 50 grandes artistas — entre eles, Tarsila do Amaral, Hélio Oiticica e Adriana Varejão — num arco que vai dos modernistas dos anos 1920 aos emergentes da década de 2020. O Festival Internacional de Arte Naif (foto de capa), em cartaz até 7 de dezembro, reúne 96 obras e uma roda de conversa com o curador, reforçando o movimento de valorização da arte naïf brasileira. E Olhar Negro, Negro Olhar completa o circuito com registros de fotógrafos negros e brancos que, com suas lentes, contribuíram (e seguem contribuindo) com a história da fotografia dos povos negros baianos — uma verdadeira antologia da fotografia negra da Bahia. No sábado (25), às 15h30, o Museu Nacional da República também entra em cena com o lançamento da coleção Cadernos do Patrimônio Imaterial Brasileiro – Construindo Saberes (foto acima), uma série de doze publicações que celebram as manifestações culturais que formam o Brasil profundo. Fruto de quase dez anos de pesquisa do projeto Filhos da Terra – Diversidade e Cultura, a coleção, inspirada em O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro, traz registros do fotógrafo Eraldo Peres e percorre as matrizes formadoras do país — dos sertões e da costa atlântica à mineração e aos povos da mata — revelando rituais, tradições e modos de vida que moldam os saberes populares. Mais que um lançamento editorial, o evento será uma celebração do patrimônio imaterial, com apresentação do grupo Moçambique Mamãe do Rosário, de Catalão (GO), e uma roda de conversa entre pesquisadores, mestres e protagonistas das culturas retratadas. E para quem gosta de arte a ponto de querer botar a mão na massa, o Museu de Arte de Brasília promove uma maratona criativa com seu Ateliê do MAB. O projeto gratuito inaugurou recentemente uma agenda contínua de oficinas para todas as idades, com acessibilidade em Libras e atividades que dialogam com o acervo — como desenho, pintura, escultura, bordado e arte urbana. Com programação até o fim de novembro, o

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A última ponta: Planet Hemp em Brasília

Em apresentação única, grupo faz sua última apresentação na capital federal. Nesse sábado, 18 de outubro, o Planet Hemp sobe ao palco da Arena BRB, em Brasília, para seu último encontro com o público do Distrito Federal. A turnê de despedida “A Última Ponta” revisita mais de trinta anos de uma trajetória que uniu música, resistência, contestação e uma identidade cultural única. Mais do que encerrar um ciclo, o show celebra o impacto de uma banda que atravessou gerações, ampliou debates sobre liberdade de expressão e se tornou referência na cena musical brasileira, unindo ritmos e debates que marcaram época. A apresentação única tem ingressos a partir de R$ 82,50 (meia-entrada legal), disponíveis no site Eventim, ou na sua loja física no Brasília Shopping. Com mais de três décadas de carreira, esta turnê revisita todas as fases do Planet Hemp, incluindo faixas do mais recente JARDINEIROS (2022), disco vencedor de dois GRAMMY Latino — Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa e Melhor Interpretação Urbana em Língua Portuguesa, com a faixa “DISTOPIA”, parceria com Criolo. O título da turnê surgiu do verso “Eu continuo queimando tudo até a última ponta”, da faixa “Queimando Tudo” (Os Cães Ladram Mas a Caravana Não Pára, 1997). A frase, criada durante uma conversa entre Marcelo D2 e Marcelo Yuka (O Rappa) nos anos 1990, transcendeu a música para se tornar um lema de resistência, comunidade e afirmação política que acompanha a história do Planet Hemp. “Fizemos um belo trabalho nesses 30 anos de carreira, mas tudo tem um final. O Planet Hemp tem uma energia muito forte que não queremos que se apague”, afirma Marcelo D2. “Já namoramos essa ideia há pelo menos dois anos, mas a parceria com a 30e foi crucial para podermos realizar esta turnê. Vamos aproveitar esses últimos momentos juntos, na estrada, como banda, e nos conectarmos mais uma vez com essa galera que está nos apoiando desde o início”, completa. Formado por Marcelo D2, BNegão, Formigão, Pedro Garcia, Nobru e Daniel Ganjaman, o Planet Hemp construiu sua trajetória misturando rap, rock, hardcore, reggae, psicodelia e elementos da música brasileira, criando uma identidade única que influenciou não apenas o cenário musical, mas também debates políticos e sociais. Desde o disco de estreia Usuário (1995), a banda marcou presença com letras incisivas como “Legalize Já”, “Dig Dig Dig (Hempa)” e “Mantenha o Respeito”, manifestos contra a repressão policial e a favor da legalização da maconha. A trajetória da banda também foi marcada por momentos emblemáticos, como a prisão dos integrantes em 1997, acusados de “apologia às drogas” por conta das letras e discursos em seus shows. O episódio mobilizou artistas, imprensa e intelectuais, transformando o Planet Hemp em símbolo nacional de liberdade de expressão e resistência cultural. A turnê inclui ainda shows em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Brasília e Belo Horizonte, encerrando uma trajetória que atravessou gerações e consolidou o Planet Hemp como uma das vozes mais influentes da contracultura brasileira.   Imperdível… quem vai? Planet Hemp em A Última Ponta /  Arena BRB – Eixo Monumental – SRPN – Asa Norte, Brasília – DF / 18 de outubro de 2025 (sábado) – Abertura 19h / Ingressos a partir de R$ 82,50 (meia-entrada legal) – Eventim /  16 anos   Fotos: Fernando Schlaepfer – Divulgação / B.Maisca – Reprodução Instagram

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Cinema LGBTQIA+ gratuito em cartaz

Já está acontecendo lá no Cine Brasília o XI Festival Internacional de Cinema LGBTQIA+, que reúne 16 produções de quatro continentes, entre 10 ficções e 6 documentários. Até o dia 22 de outubro, o público é convidado a mergulhar em histórias que refletem a vitalidade e a diversidade das narrativas queer contemporâneas. Totalmente gratuita, a programação conta obras legendadas em português e que apresentam retratos potentes e variados, indo desde uma drag queen que se torna símbolo nacional de resistência, ao reencontro de irmãos separados pelo silêncio e à busca de jovens por pertencimento em sociedades que insistem em excluí-los. A iniciativa conta com o apoio das Embaixadas da Alemanha, Austrália, Bélgica e Wallonie-Bruxelles International, Canadá, Chile, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Israel, Itália, Luxemburgo, Nova Zelândia, Noruega, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Suécia e Suíça, sob coordenação conjunta das Embaixadas da Bélgica, Nova Zelândia e Países Baixos. A programação completa segue abaixo e também pode ser conferida no perfil oficial do Festival no Instagram.: 16 de outubro – Abertura (entrada gratuita) 19h45 – Orgulho & Revolução (Te Estoy Amando Locamente) – Dir. Alejandro Marín | Espanha (2023) | 107 min | 12 anos Em plena Andaluzia dos anos 1970, um jovem gay enfrenta o conservadorismo da sociedade e da própria família, descobrindo o ativismo LGBT em tempos de repressão. 17 de outubro 18h00 – Sempre Foi Eu (It’s Always Been Me) – Dir. Julie Bezerra Madsen | Dinamarca (2022) | 72 min | 14 anos Max e Bastian vivem o desafio de descobrir sua identidade de gênero durante a adolescência, refletindo sobre as urgências e incertezas da transição. 20h00 – As Gêmeas Topp: Garotas Intocáveis (The Topp Twins: Untouchable Girls) – Dir. Leanne Pooley | Nova Zelândia (2009) | 84 min | 14 anos Retrato das icônicas gêmeas lésbicas neozelandesas, cuja irreverência e ativismo transformaram o país. 18 de outubro 17h00 – Estamos Aqui (Siamo Qui) – Dir. Dario Lauritano | Itália (2024) | 41 min | 16 anos Ativistas LGBTQ+ revitalizam um espaço confiscado da Camorra, transformando-o em símbolo de convivência e regeneração social. 18h00 – Terceiro Casamento (Troisième Noces) – Dir. David Lambert | Luxemburgo (2018) | 90 min | 12 anos Um viúvo gay aceita um casamento de conveniência com uma jovem congolesa, e o que começa como farsa se transforma em afeto genuíno. 20h00 – C.R.A.Z.Y. (capa) Dir. Jean-Marc Vallée | Canadá (2005) | 127 min | 16 anos Um jovem tenta conciliar fé, identidade e aceitação paterna em meio ao conservadorismo dos anos 1960–70. 19 de outubro 14h00 – Rio (Rivière) – Dir. Hugues Hariche | Suíça (2023) | 105 min | 14 anos Manon, uma jovem rebelde, foge de casa e busca um novo começo no hóquei, enfrentando seus próprios medos. 16h00 – Tove (acima) Dir. Zaida Bergroth | Finlândia (2020) | 103 min | 12 anos A biografia da criadora dos Moomins revela a jornada de Tove Jansson por autenticidade e liberdade artística. 18h00 – Sonho Norueguês (Norwegian Dream) – Dir. Leiv Igor Devold | Noruega (2023) | 97 min | 16 anos Um jovem imigrante polonês descobre o amor e o preconceito ao se apaixonar por um colega drag queen em uma fábrica de peixes. 20h00 – Meu Nome é Agnes (abaixo) (Call Me Agnes) – Dir. Daniel Donato | Países Baixos (2024) | 94 min | Livre Agnes, mulher trans indonésia, precisa decidir se revelará sua verdadeira identidade ao reencontrar o irmão. 20 de outubro 18h00 – O Mais Belo Rapaz do Mundo (The Most Beautiful Boy in the World) – Dir. Kristina Lindström e Kristian Petri | Suécia (2021) | 93 min | 14 anos Documentário sobre Björn Andrésen, o adolescente que se tornou ícone de beleza após “Morte em Veneza”. 20h00 – As Tartarugas (Les Tortues) – Dir. David Lambert | Bélgica (2023) | 83 min | 14 anos Thom e Henri enfrentam o envelhecimento e a crise de um amor de 35 anos. 21 de outubro 18h00 – A Rainha da Irlanda (The Queen of Ireland) – Dir. Conor Horgan | Irlanda (2015) | 86 min | 15 anos A trajetória da drag queen Panti Bliss, símbolo da campanha pelo casamento igualitário na Irlanda. 20h00 – Peter von Kant Dir. François Ozon | França (2022) | 85 min | 16 anos Um diretor de cinema vive um romance turbulento com um jovem ambicioso em um drama sobre poder e dependência emocional. 22 de outubro – Encerramento 18h00 – Lar Doce (Neubau) – Dir. Johannes Maria Schmit | Alemanha (2020) | 81 min | 18 anos Markus equilibra o cuidado com as avós e o desejo de mudar para Berlim, em uma reflexão sobre transição e pertencimento. 20h00 – Garotas Como Nós (Girls Like Us) – Dir. Lee Gilat | Israel (2025) | 87 min | 16 anos Shahar encontra uma conexão intensa com uma conselheira militar, em um drama sobre juventude e superação. Fotos: Reprodução

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Imperdível: Raul Seixas Sinfônico!

Espetáculo reúne a Orquestra Filarmônica de Brasília e o ator Bruce Gomlevsky em uma homenagem grandiosa ao legado de Raulzito. O Ministério da Cultura apresenta o espetáculo Raul Seixas Sinfônico, em apresentação única nesta sexta-feira (17), no Centro de Convenções Ulysses. A apresentação integra o projeto Brasília em Concertos e celebra a genialidade de Raul Seixas, que em 2025 completaria 80 anos. Com patrocínio da Brasal por meio da Lei de Incentivo à Cultura, os ingressos ainda estão disponíveis, a partir de R$ 100 pela Bilheteria Digital. A noite promete ser inesquecível: a Orquestra Filarmônica de Brasília se une à irreverência e à força poética da obra de Raulzito em um concerto que transforma o rock em experiência sinfônica. Com arranjos inéditos, o espetáculo conduz o público a uma viagem sonora e emocional por sucessos que atravessam gerações. A apresentação terá participação especial do ator Bruce Gomlevsky (acima), que tem emocionado plateias de todo o Brasil ao incorporar Raul em uma performance intensa e visceral no espetáculo RAUL. Com direção e dramaturgia de Leonardo da Selva e direção musical de Gabriel Gabriel, o concerto mergulha na essência criativa de Raul, inspirado em manuscritos originais que revelam suas reflexões sobre música, liberdade, amor e o Brasil. “Dirigir o Raul Seixas Sinfônico é um grande desafio e também uma imensa alegria. Raul foi um artista à frente do seu tempo, um criador que unia música, pensamento e poesia de forma única. Trazer sua obra para o formato sinfônico, no ano em que ele completaria 80 anos, é não só a realização de um sonho, mas também um gesto de reconhecimento da importância cultural que ele tem para o Brasil. Esse espetáculo celebra um legado que continua vivo e inspirando novas gerações”, afirma Leonardo da Selva. Justa homenagem! Raul Sinfônico / Centro de Convenções Ulysses / 17 de outubro (sexta-feira) – 20h30 / R$ 100 – Bilheteria Digital / Informações (61)98141-1990 Fotos: Divulgação

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