Casa de Chá, a força da gastronomia na Praça dos Três Poderes

Reaberta no coração de Brasília, a construção de Niemeyer vira café-escola do Senac-DF, misturando sabores brasileiros que já conquistou locais e turistas   Brasília completa 65 anos este mês e eu te pergunto: onde você gostaria de comemorar o aniversário da capital federal? De tanto perambular para lá e para cá, a Casa de Chá da Praça dos Três Poderes – onde funciona o Café Escola do Senac-DF – certamente é um dos melhores spots para festejar a data. E não sou eu quem confirma a sugestão, e sim os mais de 100 mil visitantes que o lugar recebeu desde a sua reabertura, em 26 de junho de 2024. A impressionante marca confirma que um dos pontos mais emblemáticos de Brasília estava mesmo precisando desse projeto, que une gastronomia, cultura e educação. Inclusive, vale destacar que o cardápio da Casa de Chá foi elaborado pelo renomado chef brasiliense Gil Guimarães, que introduziu o conceito de representatividade brasileira em cada prato. Incorporando elementos dos diversos biomas do Brasil, o cardápio reflete a rica diversidade do país. Além disso, os nomes de pratos e bebidas prestam homenagem à cultura, geografia e personalidades marcantes de Brasília. Ah! E tem vinhos e cervejas Made in Bsb para deixar tudo ainda mais gostoso. A partir desse norte, o local passou a funcionar como um verdadeiro laboratório prático de ensino, onde alunos do Senac colocam em ação os conhecimentos adquiridos em sala de aula, atuando no preparo dos pratos e no atendimento ao público. A proposta vai além da formação profissional, transformando a experiência gastronômica em uma vivência cultural e educativa. E quem ganha com isso é o visitante, seja ele local ou turista, pois na Casa de Chá é possível desfrutar desde o café da manhã, passando pelo almoço, brunch, chá da tarde, até o happy hour — já que seu horário de funcionamento é de quarta a domingo, das 10h às 19h30. Este colunista mesmo teve uma ótima experiência almoçando por lá. Quer saber como foi? Clique aqui e assista ao vídeo dessa visita. Nele, tem até imagens do Menu de Páscoa que já está “em cartaz” por lá — mas por “curta temporada”. De acordo com o diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa, o sucesso imediato que se traduz no número expressivo de visitantes é um reflexo direto do impacto positivo do projeto. “A Casa de Chá é um ambiente de aprendizado, excelência e troca de experiências. Ver mais de 100 mil pessoas passando pelo café-escola é a prova do impacto positivo que geramos na comunidade e na formação de profissionais da gastronomia”, afirma. Arquitetura, design e modernismo Projetada por Oscar Niemeyer entre 1965 e 1966, a Casa de Chá foi pensada como um espaço de convivência na monumental Praça dos Três Poderes. Semienterrada, com janelas que oferecem visão livre do horizonte, a construção é tombada pelo Iphan e representa um marco do modernismo brasileiro. A marca visual do espaço foi desenvolvida a partir da própria caligrafia de Niemeyer, e o mobiliário, criado por designers de Brasília em parceria com a Adepro-DF, completa a ambientação com peças autorais e modernas — incluindo poltronas originais de Jean Gillon, cedidas pela Aquiles Gallery. Inclusive, para quem se apaixonar pelo décor, tem um catálogo para você comprar as peças que mais lhe chamarem a atenção e deixar sua casa com a cara de Brasília.   Vai um pouco de história e gastronomia? Casa de Chá / Praça dos Três Poderes, Brasília – DF / Café-escola: quarta a domingo — 10h30 às 19h30 / Visitação: todos os dias — mesmo horário / Siga @casadechasenacdf Fotos: Divulgação

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Ópera Pepito de Offenbach na Martins Pena

Montagem é a primeira do gênero a entrar em cartaz no Teatro Nacional depois de sua reabertura e será será encenada nos dias 11, 12 e 13 de abril, cantada em português Brasília celebra em grande estilo o mês de abril, quando a cidade completa 65 anos, com uma montagem inédita da opereta Pepito, do compositor francês Jacques Offenbach (1819-1880). Esta obra rara, nunca apresentada na capital e sem registros de exibição no Brasil, marca a estreia de uma nova temporada na Sala Martins Pena do Teatro Nacional, sendo a primeira ópera apresentada no local após sua reabertura no final do ano passado. Conhecido principalmente pela incompleta Os Contos de Hoffman e pela famosa “ária da boneca”, Offenbach era, na verdade, um apaixonado compositor de operetas, tendo escrito mais de 100 obras desse gênero em um período de menos de 20 anos. Pepito é uma das suas primeiras produções, e para resgatar essa obra e sua importância como precursora do teatro musical moderno, a diretora de cena Hyandra Ello e o maestro e diretor musical Rafael de Abreu Ribeiro comandam um elenco de três cantores e uma pequena orquestra de cinco músicos. A adaptação de Pepito para o cenário brasileiro é uma criação da diretora artística Hyandra Ello, que escolheu ambientar a história em um esquecido vilarejo nordestino na década de 1970, época de auge do gênero musical Brega, singularmente brasileiro. A tradução e adaptação do texto foram feitas por Janette Dornellas, e o enredo traz a história de Vertigo, um senhor dono de uma pousada (interpretado pelo baixo Hugo Lemos), que tenta conquistar Manuelita, dona de outra pousada vizinha (interpretada pela soprano Isabel Quintela). No entanto, Manuelita aguarda o retorno de seu amado Pepito, que se alistou no exército. Eles têm a inesperada chegada de Miguel (interpretado pelo tenor Roger Vieira), um jovem que é do vilarejo e estava morando na capital. Ao longo da trama, repleta de reencontros, decepções e surpresas, a estética do Brega brasileiro é incorporada, conferindo um tom divertido e emocional ao espetáculo. Além disso, vale destacar que a ópera Pepito será cantada em português, oferecendo uma imersão ainda mais acessível e intimista para o público brasileiro. O maestro Rafael de Abreu Ribeiro comenta sobre a proposta: “A ideia deste projeto é criar um espetáculo móvel, que possa ser montado rapidamente em uma variedade de espaços diferentes, como pequenos auditórios ou até pátios de escola. Optamos por uma mini-orquestra de cinco músicos para manter a sonoridade original com um número reduzido de instrumentistas. Isso resulta em um espetáculo ágil e intimista, com uma interação única entre os cantores e a orquestra, que farão parte da cena, caracterizados como moradores do vilarejo.” Hyandra Ello, por sua vez, enfatiza a importância do exercício de se conectar com o momento e os personagens: “O grande exercício na Opereta Pepito é viver o agora com os três personagens. De forma leve e descontraída, propus uma direção que visa a diversão, a aceitação do caos e o compromisso de criar uma obra colorida e cheia de vivacidade. O amor entre os personagens é brega, e essa é a nossa maior inspiração para trazer a alegria dessa história ao público. Queremos que as pessoas se divirtam e, ao mesmo tempo, parem para refletir sobre a vida em um ritmo acelerado, com a música envolvente de Offenbach.”   Vamos à ópera? Pepito de Jacques Offenbach / Sala Martins Pena do Teatro Nacional Claudio Santoro / 11 a 13 de abril – 19h / R$ 20,00 (inteira) / Mais informações e ingressos antecipados / Livre / 50 minutos   Fotos: Divulgação

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Prêmio Jorge Laffond reconhece trabalhos humanos e sociais

Noite memorável marca a entrega dos trofeus para quem faz diferença em prol do publico LGBTQIAPN+ Aproveitando que hoje, 10 de abril é uma quinta-feira, a Coluna #PERAMBULANDO quer fazer uma matéria estilo #tbt, para enaltecer o Prêmio Jorge Laffond, uma iniciativa do coletivo Distrito Drag, que visa reconhecer e homenagear personalidades, grupos e projetos que se destacam na promoção da cultura e dos direitos da comunidade LGBTQIA+. O prêmio leva o nome de Jorge Lafond, artista brasileiro conhecido por sua contribuição à arte transformista e por seu papel como a icônica personagem Vera Verão. A primeira edição do prêmio ocorreu em 2019, durante o lançamento do “Calendário Drag 2020″, um projeto do Distrito Drag que aborda temas sociais por meio da arte drag. Desde então, o evento tem sido realizado anualmente, ampliando seu alcance e reconhecimento. Ao longo de suas edições, o Prêmio Jorge Laffond tem celebrado diversas personalidades e iniciativas como Maria Gadú, Erika Hilton, Bianca Dellafancy, Marcinha do Corintho, Keila Simpson, Ivan Baron, Symmy Larrat, Margareth Menezes, Diego Martins e Amaury Lorenzo. Na 4ª edição, realizada em março de 2024, por exemplo, o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, foi um dos homenageados na categoria Políticas Públicas. Já nesta 5ª edição, foram reconhecidos nomes como as cantoras Liniker e Leci Brandão, o escritor Raphael Montes e o advogado, o ativista Renan Quinalha e o editor-chefe do site, Fernando Lackman por sua atuação de destaque no setor da moda e beleza brasiliense. O prêmio não apenas celebra conquistas individuais, mas também reforça a importância da luta pelos direitos LGBTQIA+ e a valorização da cultura e da arte dentro dessa comunidade. Além das premiações, o evento inclui performances artísticas e apresentações que destacam a diversidade e a criatividade da cultura LGBTQIA+. O Distrito Drag, responsável pela organização do prêmio, é um coletivo criado em 2017 com o objetivo de produzir e difundir a cultura LGBTQIA+ por meio da arte transformista, promovendo a auto-organização e formação de artistas, além de preservar a memória e história da comunidade. Registrar a memória LGBBTQIA+ por meio do reconhecimento a quem contribui diretamente para a cultura, política e outras áreas é o que motiva a produção do prêmio. “Para nós, o Prêmio Jorge Laffond é uma forma não somente de agradecer aos premiados por seus incríveis trabalhos prestados, como também de incentivar que mais artistas, ativistas e entidades se empenhem em lutar por causas relevantes”, definiu Victor Baliane, responsável pela direção artística do prêmio. Vale destacar ainda que nesta edição, a premiação segue com a missão de potencializar a luta e as conquistas da população LGBTQIA+, expressa em vertentes artísticas, políticas e de visibilidade. “Jorge Laffond foi um dos nossos que contribuiu muito com sua força artística e de resistência. Inspirados por ele, queremos ver mais e mais pessoas LGBTQIA+ e aliadas com suas trajetórias reconhecidas e celebradas”, destacou Ruth Venceremos, uma das diretoras do Distrito Drag.   Veja a lista dos homenageados do Prêmio Jorge Laffond 2025: Arte transformista: Ginger Mc.Gaffney (DF) Cultura Ballroom: Ursula (DF) Narrativas dissidentes: Renan Quinalha (SP) Cinema e Audiovisual: Raphael Montes (RJ) Artes Visuais: Rafael da Escóssia (DF) Comunicação: Daniel Adjuto (DF) Orgulho: Leci Brandão (RJ) História e Memória: Documentário: Um Salto Alto – A História da Arte Transformista do Distrito Federal Militância LGBTQIA+: Lucci Laporta (DF) Moda e Beleza: Fernando Lackman (DF) Música: Liniker (SP) Parlamentar aliado/a: Max Maciel (DF) Parlamentar LGBTQIA+: Daiana Santos (RS) Produção Cultural: Ava Scherdien (DF) Iniciativa Cultural: Bloco Baile da Piki (DF) Quem vê close não vê corre: Pagodão Delas (DF) Políticas Públicas: Governo do Estado do Ceará Drag revelação: GG Limona (DF) Faz a diferença: Luís Roberto Barroso (PB) Promoção e Defesa dos Direitos Humanos: Macaé Evaristo (MG) Consultoria em Diversidade e Inclusão: Ricardo Sales (SP) Fotos: Gilberto Evangelista 

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Papo de Capoeira tem ginga, história e inclusão

Terceira edição do evento une tradição e transformação social em dois dias de celebração da capoeira como símbolo de luta, arte e diversidade. Nos dias 11 e 12 de abril de 2025, o Salão Múltiplas Funções, localizado na Região Administrativa do Guará – DF, será palco da terceira edição do evento “Papo de Capoeira”. Com uma programação intensa, que inclui workshops, rodas de capoeira e apresentações artísticas, o evento visa destacar as múltiplas facetas dessa expressão cultural e reafirmar a importância da capoeira para a sociedade brasileira e mundial. Desde sua primeira edição, em 2021, o “Papo de Capoeira” se consolidou como um espaço de resistência e valorização da cultura afro-brasileira, promovendo o fortalecimento da identidade negra, a inclusão social e o enfrentamento do preconceito. Organizado em parceria com o Ministério da Igualdade Racial, o evento se propõe a democratizar o acesso à cultura, ao lazer e ao esporte, incentivando a participação de grupos historicamente marginalizados, como mulheres, negros, pessoas com deficiência (PCDs) e a comunidade LGBTQIA+. O reconhecimento da Roda de Capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, em 2014, é um marco fundamental para o evento. A capoeira, que nasceu no Brasil no século XVII como símbolo de resistência no período escravista, continua sendo um dos maiores ícones da cultura nacional. A Roda de Capoeira é um espaço de aprendizado, cooperação e celebração da herança africana, sendo praticada atualmente em mais de 160 países. Esse reconhecimento reforça a capoeira não apenas como uma manifestação cultural, mas como um verdadeiro símbolo de luta e solidariedade. Com 150 vagas gratuitas para workshops, participação nas rodas e outras atividades, o evento visa não apenas promover o intercâmbio entre capoeiristas, mas também fortalecer a capoeira do Distrito Federal em âmbito nacional e internacional. Idealizado por Michelle Santos Lima, conhecida como mestre Michelinha nas rodas de capoeira, e pela produtora Karla Aragão, o evento aborda todos os aspectos relativos à capoeira, como a dança, a arte, a cultura e a luta. “O evento é inclusivo e está aberto a todos os públicos, desde crianças até idosos. Contaremos com a participação de palestrantes de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, além da presença de capoeiristas e amantes dessa arte vindos de todas as partes do Brasil”, afirma Michelle. A iniciativa também contribui para a formação cultural dos participantes e gera emprego e renda para educadores e trabalhadores autônomos ligados à cultura. Além das atividades programadas, o evento será aberto ao público, permitindo que todos possam vivenciar a riqueza da capoeira e suas contribuições para a sociedade. Com a inclusão como um de seus pilares, o “Papo de Capoeira” celebra a diversidade e a força da cultura negra, buscando sempre fortalecer as linguagens da dança, da música e das práticas corporais coletivas. O evento contará com interpretação em Libras e tem sua programação completa em @papodecapoeiraoficial   Paranauê Paraná! III Papo de Capoeira / Salão Múltiplas Funções – Guará / 11 da- 18h às 22h e 12 – 8h45 às 22h / 150 vagas gratuitas / Siga @papodecapoeiraoficial   Fotos: Divulgação

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Tem galeria de Bsb no Portas para a Arte

Galeria José Maciel.Art estreia no Portas para a Arte com a exposição “Ecos da Memória” O projeto Portas para a Arte, promovido pela Fundação Bienal do Mercosul, chega à sua segunda edição com o objetivo de transformar Porto Alegre em uma grande galeria a céu aberto durante a 14ª Bienal do Mercosul, que acontece na capital gaúcha de 27 de março a 1º de junho. A novidade desta vez é que a organização do evento amplia sua representatividade ao convidar duas galerias de Santa Catarina e uma de Brasília para integrar a programação fora do Rio Grande do Sul. E a representante da capital federal não poderia ser outra senão a Galeria José Maciel.Art, que estreia no prestigiado evento com a exposição “Ecos da Memória”, a ser inaugurada no dia 3 de abril, na Chácara 71 da QI 05, no Lago Sul. Quem for #PERAMBULANDO por lá verá uma seleção de obras de José Maciel, artista e fundador da galeria, que explora de forma singular as memórias pessoais e coletivas, conectando passado e presente por meio da arte. Com curadoria de Cláudio Pereira e Danielle Athayde, a exposição apresenta obras inéditas criadas especialmente para o projeto, incluindo pinturas, desenhos e peças com seixos rolados, refletindo a profunda conexão do artista com sua trajetória e suas recordações. José Maciel, que além de artista plástico é advogado, celebrou sua participação no evento: “Como gaúcho, é uma grande honra integrar o Portas para a Arte – Fundação Bienal do Mercosul. A inclusão de Brasília na programação deste ano torna minha participação ainda mais especial“, confessou o artista. Sobre o artista Além de advogado, José Maciel construiu uma trajetória artística marcada por um vínculo profundo com a arte. Desde jovem, teve a oportunidade de conviver com grandes mestres, como Iberê Camargo, cuja influência moldou seu olhar artístico. Sua obra é reconhecida por uma expressividade singular, conectando o pessoal ao universal. Maciel já expôs em espaços renomados, como o Espaço Oscar Niemeyer, o CasaPark e o Instituto Pernambuco Porto, em Portugal. Em setembro de 2024, inaugurou seu atelier-galeria em Brasília, um espaço dedicado à sua criação, além de lançar seu site oficial (www.josemaciel.art), ampliando o acesso às suas obras e consolidando sua presença no mercado de arte. Portas Para a Arte em Brasília Ecos da Memória / Galeria JoséMaciel.Art/ SHIS QI 05, Chácara 71, Lago Sul / até 01 de junho 2025  – visitação com horário marcado / Whatsapp (61) 99265-7678 Foto: Divulgação

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Marco Nanini em Traidor na CAIXA Cultural

Escrito e dirigido por Gerald Thomas, especialmente para o ator, a obra transita entre a tragédia e o humor, o otimismo e o pessimismo Há 19 anos, estreava ‘Um Circo de Rins e Fígados’, montagem que reuniu pela primeira vez os talentos de Marco Nanini e Gerald Thomas. O trabalho rendeu uma bem-sucedida trajetória, com direito aos principais prêmios da época e diversas temporadas. Quase duas décadas depois, o encontro desses dois ícones do teatro brasileiro resultou em mais um espetáculo: ‘TRAIDOR’, que estreou em São Paulo com uma temporada de lotação máxima, feito que se repetiu em toda a turnê. Após todo esse imenso sucesso, TRAIDOR vem a Brasília para temporada de 10 sessões no Teatro da CAIXA Cultural, entre 3 e 13 de abril. Produzido por Fernando Libonati, o trabalho foi criado ao longo de 2023, a partir de uma intensa troca de mensagens entre o trio Nanini, Gerald e Libonati. Entre as estreias de ‘Um Circo de Rins e Fígados’ e ‘TRAIDOR’, o mundo sofreu transformações irreversíveis, como o trauma pós-pandêmico, a incontornável revolução digital, com o virtual substituindo o mundo real, e a ruptura democrática sofrida em diversas escalas mundo afora. O texto da atual peça foi criado sob influência deste caldeirão contemporâneo, no estilo que consagrou Gerald Thomas. E o ponto de partida foi justamente o espetáculo anterior, que é retomado em algumas cenas, ainda que todo o mote agora seja outro. Desta vez, Nanini está isolado em uma ilha, é acusado de algo que ele não cometeu e dialoga com a própria consciência, com seus fantasmas e suas reflexões sobre o passado, o presente e o futuro, materializadas no elenco formado por Hugo Lobo, Ricardo Oliveira, Romulo Weber e Wallace Lau. É como se toda a ação se passasse dentro de sua cabeça: ‘Se houvesse um cruzamento entre Kafka e Shakespeare, então esse seria ‘TRAIDOR’, uma espécie de híbrido entre o Joseph K, de ‘O Processo’, e Próspero, de ‘A Tempestade’, cuja mente renascentista olha para o futuro da civilização, perdoa seus detratores e os absolve’, resume o diretor. A montagem traz a concepção visual do próprio Gerald Thomas, com figurinos de Antonio Guedes, iluminação de Wagner Pinto e a cenografia de Fernando Passetti. ‘TRAIDOR’ marca ainda a volta de Nanini ao teatro, depois da pandemia e um período em que emendou trabalhos no audiovisual. Reconhecido pela meticulosa construção de cada personagem e o apreço pelos ensaios, Nanini reconhece que o teatro segue sendo um oxigênio vital e indispensável, o que é reiterado por Gerald: “Nanini é o ator mais intenso que conheço. Digo isso como diretor, mas também como autor. Como eu dirijo em pé, a um metro de distância dele, ouço cada respiração. Chego no hotel e continuo ouvindo a sua voz. Volto a ler o texto, faço a revisão e a voz. A voz do Nanini. Lá está, a voz. Cada respiração dele. Que prazer é, mesmo que só de 18 em 18 anos, escrever pra ele e dirigi-lo, ter Marco Nanini pela frente é tudo”, celebra o diretor. Vamos ao teatro? Traidor com Marco Nanini / CAIXA Cultural Brasília – SBS Quadra 4 Lotes 3/4 / 3 a 13 de abril de 2025 – quintas e sextas – 20h, sábados – 17h e 20h, domingos – 19h / Sessões de sexta-feira, 4 e 11/4 – tradução em Libras / R$ 15 (meia para clientes CAIXA e casos previstos em lei) / Compre no site da CAIXA Cultural ou na Bilheteria https://bilheteriacultural.com.br/ / 55 minutos / 16 anos / Siga @caixaculturalbrasilia Fotos: Divulgação

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Quer saber onde vai ser a CASACOR 2025?

Apresentação do masterplan da edição de 33 anos da mostra no Museu Nacional da República revela novo local, novidades com happening festivo   A CASACOR Brasília completa 33 anos em 2025 com novidades e em novo local. Depois de três edições na Arena BRB do Estádio Mané Garrincha, este ano a Casa do Candango será o novo palco da mostra com realização prevista para o período de 13 de agosto a 12 de outubro. Serão 47 ambientes inspirados no tema “Semear Sonhos”. A apresentação do masterplan aconteceu nesta quarta-feira, 26, com brunch para diversos convidados no Museu Nacional da República. As empresárias à frente da CASACOR Brasília, Eliane Martins, Moema Leão e Sheila Podestá revelaram o universo proposto por “Semear Sonhos“. O tema desta edição fundamenta-se em três eixos: sonhos coletivos, ecossistemas em cooperação e confluência de saberes. O primeiro eixo é um convite à reflexão sobre a capacidade de sonhar coletivamente e criar um futuro sustentável, que guie as ações humanas com harmonia e colaboração com a natureza. O segundo pilar destaca a integração entre o urbano e o natural, promovendo cidades como ecossistemas vivos que desafiam a separação entre o ambiente construído e a natureza. A proposta é criar cidades que funcionem como florestas. Já o terceiro eixo enfatiza a colaboração entre diversas disciplinas e culturas. A transdisciplinaridade é apresentada como essencial para desenvolver soluções inovadoras e sustentáveis que conectem áreas como arquitetura, engenharia, biologia e ciências sociais. “A escolha da Casa do Candango, uma construção histórica, se conecta diretamente ao tema de 2025.  Após três edições na Arena BRB Mané Garrincha, essa mudança representa um reencontro com a natureza e um ambiente mais aberto, ampliando a experiência dos visitantes e profissionais”, destacou Eliane Martins. “O local, que carrega a memória dos trabalhadores que ergueram Brasília, terá um de seus prédios revitalizado pelo evento, garantindo um novo uso para o espaço após a mostra”, completou Moema Leão. Já para Sheila de Podestá, “a CASACOR Brasília reafirma com a edição na Casa do Candango, o seu compromisso com a valorização da cultura, da memória e do desenvolvimento sustentável”. Para a presidente da Casa do Candango, Margarida Kalil, a realização da mostra deste ano no espaço é a concretização de um desejo antigo, a revitalização de um prédio histórico que foi relevante à cidade. “Um sonho que se concretizou. Não poderíamos estar mais felizes de voltar a receber nessa construção um espaço para desenvolvimento de projetos e oficinas à comunidade”. Lucas Caramés e Victor Grimaldi, respectivamente presidente e vice-presidente da Associação de Designers de Produto do Distrito Federal (ADEPRO) observaram a importância da CASACOR Brasília para o mercado do design brasiliense. “É um vitrine para para as criações brasilienses que já ganhou importância internacional, tal a criatividade e qualidade do produto”, destacaram que também estará entregando um prêmio ao profissional que melhor usar produtos brasilienses em seu projeto. Este jornalista esteve presente ao lançamento e, claro, fez um Reels bem modernex e exclusivo para você que acompanha a Coluna #PERAMBULANDO. Clique aqui e assista já! De quebra, veja mais alguns cliques do fotógrafo César Rebouças do alguns dos vários presentes ao evento: Fotos: César Rebouças / Capa: Gilberto Evangelista

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Encontro da arte com o design

Hoje, a Coluna #PERAMBULANDO destaca uma experiência interessante, que pode servir de exemplo de relacionamento para empresários em geral. O Casapark Prime tem, como parte de seu projeto, a realização de visitas culturais a diferentes espaços de cultura, design, arquitetura e bem-estar. Na última quinta-feira (20), cerca de 60 arquitetos e designers de interiores, membros do programa de relacionamento do Casapark, visitaram a exposição “A História que o Brasil Não Conta”, do artista plástico Vinícios Vaz, em cartaz na Mercato Galeria. Pertencente à etnia Pataxó, Vaz produziu pinturas em grandes e médios formatos que celebram personagens e narrativas pouco exploradas na história oficial do Brasil, tudo isso a partir de uma referência à arte sacra. Durante o evento, Carol Valença, gerente de marketing do Casapark, ressaltou a qualidade do galerista Antonio Aversa, que abriu as portas da Mercato para o grupo. Aversa, que também é colecionador de arte e mobiliário, destacou o quanto é interessante e natural receber esse público na galeria, especialmente por estar situada em um local tão icônico e querido pelos brasilienses: o Edifício Eldorado, no Setor de Diversões Sul. “Esse tipo de visita é muito importante para a galeria, porque nos permite mostrar um pouco da cultura local e do trabalho dos artistas contemporâneos que representamos, enriquecendo culturalmente todos os profissionais envolvidos”, avaliou Antonio. Ele apresentou a exposição em cartaz e também o acervo da galeria, que reúne obras de arte produzidas no Brasil desde os anos 1950 até os dias atuais. Entre os artistas representados estão Rubem Valentim, Pitágoras Lopes, Fernando Luchesi, Júlio Cesar Lopes, Chico da Silva e Cícero Dias. Aproveite e confira alguns registros da visita pelos cliques de César Rebouças:

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Da botica ao império do bem-estar

30Exposição da Granado no SESI Lab entra na reta final, mas ainda dá tempo para você fazer descobertas dessa empresa que exala Brasil pelos poros   Se você ainda não visitou a exposição “Design e Indústria – A História da Tradicional Botica Granado“, essa é a sua chance! Em cartaz no SESI Lab, a mostra está em seus últimos dias, encerrando sua temporada em Brasília no dia 30 de março. Então aproveita essa dica da Coluna #PERAMBULANDO para revisitar a trajetória dessa icônica marca brasileira que é a Granado. Certeza que todo mundo vai se encantar com essa montagem belíssima, repleta de história e curiosidades. Com mais de 300 itens, a exposição – que já foi vista até então por mais de 30 mil pessoas na capital federal – convida o visitante a mergulhar na evolução da Granado, que há mais de 150 anos inova no setor de cosméticos e medicamentos. Rótulos, embalagens, propagandas antigas e produtos icônicos ajudam a contar como a botica cresceu e se tornou um símbolo de qualidade e pioneirismo, desde o famoso Polvilho Antisséptico, de 1903, até os luxuosos sabonetes glicerinados que conquistam gerações. A mostra também revela a influência da Granado no desenvolvimento da indústria farmacêutica nacional 4230e seu compromisso com a sustentabilidade, por meio do uso de extratos vegetais nativos, embalagens recicláveis e práticas livres de testes em animais. Além do conteúdo histórico e informativo, a montagem da exposição é um espetáculo à parte: interativa, bem cuidada e pensada para proporcionar uma experiência imersiva e nostálgica. Para os apaixonados por design, beleza e tradição, é um convite irresistível. Então corre, pois ainda dá tempo de explorar essa viagem no tempo de descobrir como a Granado ajudou a construir parte da identidade cultural do Brasil. A visitação é gratuita e acontece no SESI Lab, ao lado da Rodoviária do Plano Piloto. Spoiler: todo visitante pode levar para casa um brinde de recordação bem bacana, além de poder mandar de presente para pessoas queridas mundo afora. Quer saber qual é o mimo? Clique aqui e descubra já assistindo ao vídeo que este colunista fez em sua visita! Sinta a essência do Brasil! “Design e Indústria – A História da Tradicional Botica Granado” / SESI Lab, ao lado da rodoviária do Plano Piloto, Brasília-DF / Até 30 de março de 2025 – terça a sexta-feira – 9h às 18h; sábado, domingo e feriados – 10h às 19h / Siga @sesi.lab e @granado Fotos: Reprodução / Instagram  

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A força do teatro negro feminino

Em cartaz neste final de semana, duas produções teatrais, protagonizadas por mulheres, destacam a importância da memória ancestral, enquanto promovem a inclusão e a diversidade no cenário artístico   Em Brasília, o teatro negro floresce como um espaço celebração da cultura afro-brasileira. Duas produções recentes, Baraúna Boi Valente e Joana, exemplificam essa expressão artística, que não apenas conta histórias, mas também resgata memórias, desafia estereótipos e fortalece a identidade de um povo. Ambas as obras, idealizadas e protagonizadas por mulheres, destacam a força feminina e a importância da preservação de tradições. Baraúna Boi Valente (foto de capa), idealizado e interpretado pela atriz Aline Marcimiano, sob a direção de Hugo Rodrigues, é uma narrativa épica que mergulha nas raízes da cultura popular brasileira. A história de Baraúna, uma força ancestral feminina, é um chamado à celebração da vida, da cultura e da resistência. A personagem atravessa o tempo e o espaço, testemunha as dores da escravidão, lidera rebeliões e celebra a autonomia feminina. A obra, dividida em sete atos, é uma jornada mítica que resgata saberes ancestrais e vinga a violência contra mulheres negras. Com uma linguagem poética e imagética, Baraúna Boi Valente convida o público a refletir sobre a importância de preservar as tradições e honrar as memórias que nos constituem. As sessões de estreia são dia 21 de março, no Complexo Cultural da Samambaia, às 20h, e 22, sábado, no Salão da Administração do Riacho Fundo I, também às 20h. Já Joana, do Grupo Embaraça, revive a emblemática figura de Joana d’Arc em um contexto contemporâneo, onde a intolerância e o esquecimento são as fogueiras a serem enfrentadas. Com direção de Fernanda Jacob e atuação de Tuanny Araujo, a peça usa a força das palavras e da imaginação como escudo contra a opressão. A personagem, interpretada por Tuanny, desafia as convenções sociais e mesmo em um cenário de ruínas, acredita na construção de um mundo novo através da força dos livros. A obra, que estreou em novembro do ano passado, retorna desta vez no palco do SESC Estação 504 Sul nos dias 21, 22 e 23 de março. Ambas as produções são exemplos do poder transformador do teatro negro, que não apenas entretém, mas também educa, inspira e empodera. A idealização e atuação feminina em Baraúna Boi Valente e Joana destacam o papel central das mulheres negras na preservação e renovação da cultura afro-brasileira. Aline Marcimiano e Tuanny Araujo, cada uma à sua maneira, encarnam personagens que desafiam o status quo e reafirmam a importância da memória coletiva e da resistência cultural. Além das peças, o Seminário de Dramaturgia e Teatro Negro, promovido pelo Grupo Embaraça, reforça o compromisso com a formação e o incentivo à produção teatral negra. Com a participação de figuras renomadas como Cristiane Sobral e Meimei Bastos, o seminário busca impulsionar novas criações cênicas e fortalecer a presença de artistas negros no cenário cultural brasileiro. Em um momento em que a luta por representatividade e igualdade ganha cada vez mais força, o teatro negro em Brasília se consolida como um espaço de resistência e celebração. Através de obras como Baraúna Boi Valente e Joana, e iniciativas como o Seminário de Dramaturgia, a cultura afro-brasileira é não apenas preservada, mas também reinventada, garantindo que suas raízes continuem a florescer e inspirar as gerações futuras. Serviços: Espetáculo Baraúna Boi Valente Onde e Quando: Complexo Cultural da Samambaia: 21 de março, às 20h / Salão da Administração do Riacho Fundo 1: 22 de março, às 20h Quanto: Entrada franca, mediante retirada de ingresso em https://linktr.ee/raizesdoencanto Classificação indicativa: não recomendado para menores de 10 anos Observações: As sessões terão acessibilidade física, intérprete de Libras e audiodescrição. Este projeto é realizado com fomento da Lei Paulo Gustavo do Distrito Federal Mais informações: https://www.instagram.com/raizesdoencanto/ Espetáculo Joana Onde: SESC Estação 504 Sul Quando: sexta e sábado, 21 e 22/3, às 20h, e domingo, 23, às 19h Quanto: R$ 20 (meia-entrada), no Sympla Classificação indicativa: não recomendado para menores de 14 anos Observações: Duração de 1h10 / Temporada realizada com fomento do edital Funarte Retomada Mais informações: https://www.instagram.com/grupoembaraca/   Seminário: Dramaturgia e Teatro Negro Onde: SESC Estação 504 Sul Quando: terça-feira, 25/3, das 19h às 21h Quanto: entrada gratuita Classificação indicativa: não recomendado para menores de 14 anos Observações: seminário realizado com fomento da Lei Paulo Gustavo do Distrito Federal   Fotos: Divulgação

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