Sonia Dias apresenta Da Terra que Somos

Noite de abertura da mostra reúne amantes das artes-plásticas no Museu Nacional da República Sonia Dias Souza Na última quinta-feira (21) aconteceu o vernissage da exposição “Da Terra que Somos”, da artista Sonia Dias Souza, reunindo convidados do eixo Brasília-São Paulo. A mostra que convida à uma reflexão sobre a transformação da natureza, a relação do homem com ela e o seu lugar no Universo está aberta para visitação gratuita até o dia 17 de fevereiro  de 2025. Artista apaixonada pela essência da vida, Sonia desenvolveu um olhar crítico alimentado por leituras cruzadas entre ciências como a Física, a Biologia, com destaque à Botânica, e mitos cosmogônicos extraídos da História das Religiões e de visões do sagrado. Ela acredita que ao abordar questões fundamentais como criação, ciclos de vida e regeneração, o espectador venha a fazer uma reflexão sobre a qualidade de sua relação com o todo. A arquitetura intrincada das peças de Sonia, aliada as suas materialidades enfáticas, abrange uma vasta gama de formas simbólicas e outras aparentadas com organismos biológicos. Suas obras, frequentemente puxadas para o marrom vivo, sangrado, e para o azul profundo, semelhante ao azul do artista francês Yves Klein, com o qual ele pretendia juntar-se ao infinito do céu, exploram ciclos, interseções, atentam para a complexidade de tudo que existe. Entre as obras expostas está “O sangue não tem cor”, composta por pequenas esferas de feltro, semelhantes a hemácias cujo ciclo de crescimento é interrompido ela alerta para a expansão vertiginosa por descontrolada do antropoceno, ao mesmo tempo em que conduz a questões centrais na discussão contemporânea sobre identidade, alteridade, raça e etnia. “Vórtice”, por sua vez, utiliza círculos de terra para formar o triângulo invertido, forma feminina arquetípica, um útero a simbolizar fecundidade e transformação. Já o quadro “Magna” reúne mais de uma centena de seios de argila negra – símbolos da nutrição e da criação, conectados a ovos vermelhos – expressão plena e proliferante do início da vida. Com curadoria e texto crítico de Agnaldo Farias, a exposição pretende, de fato, convocar a sociedade para discutir urgentemente sobre a sobrevivência da espécie humana e do planeta em um momento em que as crises climáticas se intensificam gerando medo e insegurança. Claro que você não vai perder a oportunidade de sair #PERAMBULANDO para conferir de pertinho essa poderosa mensagem no Museu Nacional da República. Não é mesmo? Aproveite para conferir quem prestigiou o evento pelas lentes de Breno Esaki:

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Brasília, a arte do planalto

FGV Arte e IDP inauguram mostra que reúne mais de 300 obras de cerca de 150 artistas, sobretudo mulheres como Maria Martins, Marianne Peretti e Daiara Tukano Inaugurada na última quarta-feira (25), no Museu Nacional da República, a exposição Brasília, a arte do planalto traz um olhar sui generis sobre a capital federal como um lugar do feminino, que parte da inspiração de Vera Brant, um nome que atravessa a história nacional a partir da criação de Brasília até a produção artística contemporânea brasileira. Com curadoria de Paulo Herkenhoff e cocuradoria de Sara Seilert, a mostra é realizada pela FGV Arte (espaço experimental e de pesquisa artística da Fundação Getulio Vargas), em parceria com o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), e fica aberta para visitação gratuita até o dia 24 de novembro. Segundo o curador, a escritora Vera Brant (1927-2014), mineira de Diamantina que mudou-se para Brasília em 1960, foi tecelã de uma importante rede social que uniu JK, Niemeyer, Athos Bulcão, Darcy Ribeiro, Wladimir Murtinho, UnB, Gilmar Mendes, Zanine Caldas, Rubem Valentim e Galeno. “Ela foi o primeiro e generoso periscópio para enxergar Brasília como uma rede extratemporal e extraterritorial”, conta Herkenhoff. Essa mobilidade de Vera Brant por campos de ação tão variados serviu como um guia para o grupo curatorial perceber que Brasília, além do campo predominantemente masculino do poder, é uma cidade feminina. “A exposição reforça o feminino a partir do grupo de mulheres escultoras da capital federal, como Maria Martins, Mary Vieira e Marianne Peretti. É interessante também como o discurso sobre a arte em Brasília é feito predominantemente por mulheres”, instiga o curador. As obras de Maria Martins, por exemplo, estabelecem um forte diálogo com esse espaço feminino na arte, rejeitando o papel de subserviência e colocando a mulher em uma condição de corpo desejante. Entre outras artistas presentes na exposição, estão Adriana Vignoli, Daiara Tukano, Raquel Nava, Clarice Gonçalves, Camila Soato, Maria Bonomi, Severina, Maria do Barro, Adriane Kariú, Alessandra França, Regina Pessoa e Zuleika de Souza. Brasília, a arte do planalto expande também seu olhar para os tempos atuais e a arte que é feita no Centro-oeste, mais especificamente nesta região do planalto central brasileiro, onde há mais de sessenta anos foi instalada a nova capital. “Na exposição, nós aproveitamos para fazer uma referência às mulheres indígenas, com suas técnicas tradicionais de cerâmica, porque cabia à elas fazer cerâmica nos povos originais instalados no Centro-Oeste”, diz Herkenhoff. De fato, a ideia que direcionou a mostra foi a de reproduzir uma grande festa do olhar, mostrando que a capital federal, que não se reduz à sua esfera política, é intensa, ampla e surpreendente. “Essa mostra significa também um encontro entre dois olhares curatoriais. Porque agora nós unimos os olhares da Sara Seilert com o meu. Então nós buscamos produzir um olhar sobre Brasília. Assim, já não é mais apenas um olhar de fora”, afirma o curador. Desdobramentos contemporâneos Com uma quantidade impressionante de artistas, desde os já consagrados no mercado da arte até os contemporâneos, a mostra reúne mais de 300 itens. Sucedendo Brasília, a arte da democracia, exposição realizada no Rio de Janeiro de abril a agosto deste ano, a nova mostra retrata a história da cultura artística do planalto, sua diversidade e complexidade e seus desdobramentos atuais. Enquanto a exibição carioca tratava da passagem da capital federal do Rio de Janeiro para Brasília, junto da consolidação das estruturas republicanas, a que está exposta no Museu Nacional da República aborda a dimensão estética do surgimento de Brasília, entendida como uma obra de arte coletiva. Ao mesmo tempo, põe em destaque um elenco de agentes culturais da capital e das cidades-satélites. “A vinda da exposição para o Museu Nacional da República contou com a minha participação na ampliação da abordagem dessa possível narrativa da história da arte brasiliense. Então, ganhamos espaço para a inclusão de novos artistas e eu incluí algumas obras do acervo do Museu Nacional da República, que é uma instituição que cresceu e floresceu junto a essa produção artística contemporânea”, avalia Sara Seilert. A exibição conta com documentos históricos, como o diploma de candango – conferido aos operários que levantaram a nova cidade por Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil de 1955 a 1961, responsável pela construção de Brasília e a transferência do poder do Rio de Janeiro para o planalto central; o croqui do plano piloto assinado por Lúcio Costa; e o manuscrito de Oscar Niemeyer sobre o monumento JK. Esse projeto representa, segundo Sara, “a diversidade da arte contemporânea do Distrito Federal”, assim como o seu processo histórico e espontâneo. A ideia é que, ao visitar a mostra, o público se sinta convidado a compreender a região geográfica em toda a sua potência criativa. Veja uma pequena parcela do que a exposição oferece enquanto experiência, clicando neste link. Artistas [ordem alfabética]: Adriana Vignoli; Adriane Kariú; Adriano e Fernando Guimarães; Ailton Krenak; Alberto da Veiga Guignard; Alessandra França; Alexandre França; Alfredo Ceschiatti; Alfredo Fontes; Alice Lara; Antonio Obá; Athos Bulcão; Bené Fonteles; Benjamin Silva; Bento Viana; Bernardo Figueiredo; Betty Bettiol; Bruno Faria; Bruno Giorgi; Bruno Jungmann; Caio Reisewitz; Camila Soato; Candida Hofër; Carpio de Moraes; César Becker; Chico Amaral; Christus Nóbrega; Cildo Meireles; Clarice Gonçalves; Dadá do Barro; Daiara Tukano; Danyella Proença; Davi Almeida; Dirceu Maués; Edu Simões; Elder Rocha; Evandro Prado; Evandro Salles; Fayga Ostrower; Fernando Lindote; Francisco Galeno; Frans Krajcberg; Fred Lamego; Fulvio Roiter; Gabriela Biló; Gaspari Di Caro; Gê Orthof; Glênio Bianchetti; Gregório Soares; Grupo Poro; Gu da Cei; Guy Veloso; Hal Wildson; Hassan Bourkia; Helô Sanvoy; Hugo França; Isabela Couto; Ismael Monticelli; João Angelini; João Trevisan; Joaquim Paiva; Jonathas de Andrade; Josafá Neves; José Ivacy; José Roberto Bassul; Juvenal Pereira; Kazuo Okubo; Kurt Klagsbrunn (foto de capa – Palácio do Alvorada, s.d.); Lêda Watson; Leo Tavares; Leonardo Finotti; Lina Bo Bardi; Luciana Paiva; Lucio Costa; Luiz Alphonsus; Luiz Mauro; Marcel Duchamp; Marcela Campos; Marcio Borsoi; Maria Bonomi; Maria do Barro; Maria Martins; Marianne Peretti; Mary Vieira; Miguel Rio Branco; Milan Dusek; Milton Guran; Milton

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Vem curtir a Brasília Design Week!

Com programação variada o evento chega à sua 2ª edição trazendo circuito para visitação do público, encontros de negócios e talks   Entre julho e agosto, o design será discutido e apresentado durante a segunda edição da Brasília Design Week (BDW 2024) e do Movimento Brasília Cidade do Design. O objetivo é colocar o Distrito Federal no calendário internacional das semanas de design, ao mesmo tempo que reafirma uma das principais características da capital federal, que integra o seleto grupo de “Cidades Criativas do Design”, segundo a Unesco. A BDW foi inaugurada na noite desta quarta-feira (3) durante um evento convidados, no Museu Nacional da República. Centenas de pessoas estiverem presentes na ocasião, entre autoridades, empresários, imprensa e formadores de opinião e amantes do design. Além de diversas obras e peças de artistas renomados, o evento contou com a exposição Jalapoeira Apurada, em parceria com o arquiteto Marcelo Rosenbaum. Veja highlights da mostra clicando neste Reel. O momento foi marcado ainda pelo desfile das peças da coleção Piracema, criada pelo estilista manauara Maurício Duarte e produzida por artesãs de Manaus e São Paulo, com artigos naturais. Esse foi o pontapé para a semana do design, que acontece de 4 a 11 de julho, quando ocorre o Circuito de Design de Brasília, uma ação coletiva inspirada na cultura da economia criativa local, em que mais de 40 indústrias de pequeno, médio e grande porte, lojas e ateliês se apresentam para entusiastas de design e profissionais do ramo. Inclusive, muitos desses estabelecimentos estarão de portas abertas para a visitação do público interessado no assunto. A programação inclui encontro de negócios, palestras e eventos. O objetivo do evento visa conectar os principais locais que propagam o design na cidade com o público consumidor, ao incentivar a circulação de pessoas pela cidade e promover os estabelecimentos participantes. O Circuito conta com lojas e ateliês no CasaPark, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Plano Piloto, Setor de Embaixadas – participam as Embaixadas do México, Índia, Argentina e República Tcheca –, Lago Norte, Lago Sul, São Sebastião, Sobradinho e Taguatinga. “Brasília inspira e expira criatividade. Não há como andar pela cidade sem se deparar com uma grande obra ou expressão artística. É preciso que nossa cidade abrace o design como caminho para seu desenvolvimento sustentável”, afirma Caetana Franarin, empreendedora responsável por idealizar o projeto. O Movimento e a 2ª edição da Brasília Design Week (2024) têm a realização do Desponta Brasil e do Instituto Brasil de Economia Criativa – IBRAEC, com apoio da Adepro, da Abimóvel, da APEX Brasil, da Fecomércio DF e sua Câmara de Economia Criativa do DF, do Sebrae no DF, do IPHAN, da Secretaria da Cultura e Economia Criativa, da Secretaria da Mulher e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Distrito Federal e do Ministério da Cultura, do Governo Federal.   Confira a lista completa de participantes:  CasaPark Líder Interiores (Loja 204) Silvia Heringer/Cerrado Chic (Loja 116) Franccino (Loja 238) Hill House (Loja 125) Breton (Loja 201A e 201B) Rede Multiétnica (Mezanino da Livraria da Travessa) SIA Claramar (Trecho 2, Lote 1050/1060) Galpão casa em movimento (Trecho 2, lote 915) Aquiles – Móveis Modernistas (Trecho 1, Lote 230, Cobertura 300) Plano Piloto Lixomania (CLN 102, bloco A, Loja 10 – Asa Norte) Amazonas Decorações (CRS 511 – W3, Asa Sul) Acervo Mobília (SCRN 710/711, Bloco D, Loja 23 – Asa Norte) Cassio Veiga (CL 7, Bloco D, Lojas 20/24 – Lago Sul) Index (SCS Qd. 1, Ed. Morro Vermelho, térreo – Asa Sul) Dane-se (CLS 210, Bloco C, Loja 6 – Asa Sul) Verdurão (CRS 506, Bloco C, Loja 1 – Asa Sul) Sama Mobiliário (SHIS QI 1, Conjunto 1, Casa 19 – Lago Sul) Embaixadas Embaixada do México (SES 805, Lote 18, Asa Sul) Embaixada da Índia (SES 805 Lote 24, Asa Sul) Embaixada da Argentina (SES 803, Lote 12, Asa Sul) Embaixada da República Tcheca (SES 805, Lote 21A, Asa Sul) Ateliês que vão receber visita Thaís Fread Design de Acessórios (SEPS 707/907 Edifício San Marino, Sala 222) Studio Ismael Ricardo Galpão Design (SIA Trecho 2, Lote 915/925) Jader Rodrigues (Grande Colorado, Cond. Vivendas Friburgo) Ateliê Mok (CSB 6, Ed. Via Bela – Taguatinga Sul) Caparelli Design (QS7, Rua 218A, Casa 14) Marja de Sá I Fabrincadeira (Quadra 1, Conjunto 2, Lote 17, Bonsucesso – São Sebastião) Danilo Vale (SIA Quadra 5C, Ed. Sia Center 1, Loja 2) Estúdio Liga (CLN 213, Bloco B, Sala 106 – Asa Norte) Pura Cerâmica Manual (SMLN Trecho 3, Núcleo Rural Jerivá B, Casa 122-B – Lago Norte) Vivil Guimarães (SHCN CL QD. 115, Bl. A, Sala 109, 1º andar) Tunico Lages (SQN 415, Bloco N) Manu Militão (SHIN QI 2, Conjunto 1, Casa 10 – Lago Norte) Moderno (SHCGN 707 Bloco Q) Quina Azulejaria (Showroom – Só Reparos – SIA e Banquinha da 207 Sul) Ateliês que não vão receber visita Azo Collab (@azocollab) Studio Lucas Caramés Design Autoral (@studio.lucascarames) Seu Barromeu (@seubarromeu) Orestes Vaz (@orestesvaz) Felipe Zorzeto (@felipezorzetodesign) Rafaela Gravia (@rafaelagravia) Lamô.Co (@lamoo.co) Choque Design (@choquedesign) Bel brand (@belbrand__) Cimentare (@cimentare) Programação do Circuito de Design de Brasília 4 a 11/7 – Circuito de Design de Brasília, em locais variados 5/7 (16h) – Manifesto Design, Arte e Cultura, na Cássio Veiga Casa (CL 7, Bloco D, Lojas 20/24, Lago Sul) 5/7 (16h às 18h) – Talk com Sérgio Matos – Identidade Regional no Design – e Marina Otte – Brasilidade, regionalidade e biofilia, no auditório CasaPark 8/7  – Encontros de Negócios – Galpão casa em movimento, no SIA (Trecho 2, Lote 915) 10/7  – Encontros de Negócios – Lider Interiores, no CasaPark (Loja 204) 10/7 (10h às 19h) – Evento Quina + Acervo, no Acervo Mobília (Asa Norte) 11/7  – Encontros de Negócios – Acervo Mobília (710/711 Norte, Bloco D, Loja 23) Partiu curtir o design pela capital federal? Brasília Design Week e Movimento Brasília Cidade do Design / julho e agosto /  @bsbdesignweek Fotos: Cristiano Costa / Cristiano Yung / Gilberto Evangelista

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Tramas em um Mundo de Transformação

Museu Nacional da República abriga exposição e desfile de moda com expoentes da arte indígena A artista Daiara Tukano e o designer Maurício Duarte trouxeram a cultura indígena para dentro das paredes ovaladas do Museu Nacional da República, obra do mestre Oscar Niemeyer que, inclusive, muito se assemelha a uma oca gigante. Ali, respectivamente, aconteceram nas últimas terça e quarta-feira (10 e 11 de outubro) a abertura da exposição da exposição “Pamuri Pati – Mundo de Transformação”, de Daiara, e o desfile de “Tramas”, última coleção de Maurício e que também marca o pré-lançamento da 16º Salão do Artesanato (programado para acontecer na cidade nos dias 15 a 19 de novembro). Representada pela Galeria Millan, Daiara Tukano – que a cada dia vem ganhando mais reconhecimento no Brasil e no exterior – emocionou a todos ao surgir tocando uma flauta na abertura dessa incrível individual (que é composta por quadros, desenhos e instalações). Ao lado de seu pai Álvaro Tukano, entou cantigos e recebeu amigos em uma verdadeira “roda de roça”, quando compartilharam histórias e vivências próprias e de seus povos. Em cartaz até o dia 26 de novembro, a mostra reúne cerca de 70 obras, entre elas, o “Espelho da Vida”, inspirado no manto Tupinambá e que foi destaque na 34ª Bienal de São Paulo. Outro destaque é a série “Kahpi Hori”, com pinturas que fazem uma alusão aos traços indígenas e “Festa no Céu”, composta por quatro grandes pinturas suspensas que representam pássaros sagrados. Arte nata   Celebrado e aplaudido em eventos como São Paulo Fashion Week e Climate Week (NY), o estilista Maurício Duarte emocionou os presentes com suas criações, que tem uma estreita ligação com o artesanato, desde sua adolescência, quando acompanhava sua mãe nas feiras, pintando camisetas com as mãos. Agora, suas roupas e adereços cheios de significados foram confeccionados em colaboração com artesãos de comunidades amazônicas. A representatividade se fez presente até mesmo na escolha do casting para o desfile de “Tramas”, onde modelos e personalidades indígenas se fizeram presentes na passarela. Entre eles, a Deputada Federal Célia Xakriabá e o publicitário Yaponã, filho de Sonia Guajajara, a Ministra dos Povos Indígenas. O happening marcou o pré-lançamento do 16º Salão do Artesanato, que movimentará o Pátio Brasil Shopping de 15 a 19 de novembro. Na ocasião, os sócios Rômulo Mendonça e Leda Simone, à frente da Rome Eventos, receberam representantes do Governo Federal, do Distrito Federal, de entidades como Sebrae, corpos diplomáticos e formadores de opinião. A artista Daiara Tukano também prestigiou Maurício Duarte com sua presença.   Serviços: Pamuri Pati – Mundo de Transformação de Daiara Tukano Onde: Museu Nacional da República Quando: até 26/11/23, de terça-feira a domingo das 9h às 18h30 Quanto: Entrada Franca Indicação: livre Siga: @daiaratukano   16o Salão do Artesanato  Onde: Pátio Brasil Shopping Quando: de 15 a 19 de novembro Quanto: Entrada Franca Indicação: livre Mais informações pelo link do evento ou  @salaodoartesanatooficial Não deixe de seguir: @mauricioduartebrand

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Coming soon: Do chão para o chão by Helena Lopes

Em exposição inédita, a artista visual Helena Lopes apresenta sua mais recente produção que reúne imagens digitais, impressões em fine art, vídeo projeção e textos, em um desdobramento de sua pesquisa sobre os processos de gravura e impressão. Anote na agenda: 21 de setembro, a partir das 19h, o Museu Nacional da República inaugura a mostra “Do chão para o chão”, de Helena Lopes com curadoria de Renata Azambuja e expografia de Gero Tavares. Na abertura, artista e curadora participam de uma roda de conversa e conduzem o público a uma visita à exposição e contará com tradução em Libras. Em exibição até o dia 19 de novembro, na Galeria 2 do Museu, a visitação é de terça a domingo, das 9h às 18h30.  A mostra é realizada com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultural do Distrito Federal (FAC-DF). A exposição deriva de questões relacionadas à viagem que Helena fez em uma reflexão sobre as suas raízes, a sua ancestralidade, sobre colocar-se no lugar do outro. Em visita a Auschwitz, em 2019, ela imaginou como deveria ter sido a vida naquelas condições. Chão craquelado, com fendas, com diversas colorações. Identificou personagens e imaginou histórias, estabeleceu paralelos com a história de sua família, que migrou para o Brasil ainda na primeira metade do século 20. Ao retornar para o Brasil e para o seu ateliê, Helena começou a ver as imagens que produziu durante a viagem. Passou a transformá-las, manipulando-as com o Photoshop. Foi alterando a experiência original e reinventando as imagens, que se conectaram com os escritos relacionados às suas visões sobre o que viu e sentiu. “Só fui entender o circuito que fiz quando cheguei em casa. Surgiram os personagens mentais que se tornaram meus guias, aos quais depois dei nomes. Trabalhei os personagens mentalmente como se eu fosse uma arqueóloga que descobriu o objeto e cautelosamente vai retirando a Terra que está ao redor”, explica. “Em ‘Do chão para o chão’, Helena Lopes reúne realidade e ficção”, afirma a curadora Renata Azambuja. “Com dois tipos de narrativas, a visual de fotografias e vídeo e a dos textos manuscritos tirados de anotações de viagem, a artista imagina e inventa as histórias sobre a família dela e inventa as imagens a partir das fotografias do chão que fotografou”, continua. Desde os anos 1970, Helena Lopes trabalha com a gravura em metal como seu meio e o papel como suporte. Nos últimos anos, ela tem explorado novas modalidades de trabalhar a imagem pela impressão. “Helena é uma artista visual que se apropria da mídia digital, do uso do computador como suporte para transformar o seu frame na imagem final”, afirma Azambuja. Programação Durante o período da mostra, serão realizadas rodas de conversa com artistas e curadores que se relacionam com a produção de Helena Lopes. No dia 21 de setembro, na abertura da mostra, Helena Lopes e Renata Azambuja realizam uma conversa seguida de uma visita à mostra. No dia 7 de outubro, a conversa acontece com Ralph Gehre, seguido de Sérgio Fingermann, 20 de outubro, e Christus Nóbrega, em 11 de novembro de 2023. Com entrada gratuita, todas a rodas de conversa terão tradução em Libras. A programação da mostra estará disponível no instagram @helenalopes, @atelierhelenalopes e @museunacionaldarepublica.     Foto: Divulgação

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Agosto, mas pode chamar de Mês da Fotografia

Com abertura de cinco exposições simultaneamente, Festival tem programação intensa para amantes da 8ª arte Foi dada a partida da 10ª Edição do Festival Mês da Fotografia, que chega neste ano com uma extensa programação, toda ela baseada no tema “Reencontros e suas Possibilidades”. Vale lembrar que, depois da pandemia, essa é a primeira vez que o evento acontece presencialmente e, como a saudade era grande, essa festa já chegou chegando com a abertura de cinco exposições ao mesmo tempo, além de uma belíssima projeção mapeada, tudo com pompa e circunstância de um vernissage in loco, na última quinta-feira (3), na Galeria Térreo do Museu Nacional da República. E se este colunista fosse resumir esse rolê em uma única palavra, diversidade seria o termo perfeito para traduzir os cliques democráticos presentes tanto da VIII Exposição Coletiva, bem como nas mostras Chão de Cores (do Coletivo Retratação); Afro Futuro (do Coletivo Jovens de Expressão); 1st Brazilian International Photography Circuit (dos Coletivos Fotoclubes); e Mosaico FotoDesejo, que ficarão abertas à visitação pública até o dia 10 de setembro. Então já pode ir PERAMBULANDO por lá a qualquer momento para conferir as mostras que, reunidas, somam mais de 120 imagens. A propósito, essas fotos foram as mesmas que fizeram parte da Projeção Mapeada que, como mostra essa reportagem, deixou a cúpula do Museu muito mais lúdica e encantadora na ocasião, magia que se repetirá na noite do próximo dia 19 de agosto, Dia Mundial da Fotografia. Então, se você perdeu esse meeting semana passada, já anota na agenda para não ficar de fora da próxima exibição. Inclusive, clicando neste link você acessa o site do Festival Mês da Fotografia e toda sua programação, que contará ainda com a abertura de outras exposições, palestras, shows, mercado de fotografia e muito mais. Este colunista classifica ainda como imperdível tudo o que está previsto para acontecer no Pavilhão Espaço da Fotografia Photo Experience + LAB, que será construído na área externa do Museu Nacional da República, com funcionamento entre os dias 16 e 20 de agosto. Por lá vão rolar os espaços FotoTEC, Mercado da Luz, Summit Experience, Art Meeting, além de bate-papos e workshops de diferentes temáticas e totalmente gratuitos. Vale destacar também alguns dos encontros como o do Igor Valter (que vai falar sobre NFTs no Mercado da Arte – 16/08); de Gilberto Lima (e o tema das Artes visuais, novas tecnologias e Inteligência Artificial – 17/08); e o do Mateus Morbeck (explicando as Artes Visuais Tecnologia e Inteligência Artificial – 18/08). Todas essas atividades se passarão no Auditório 2 do Museu Nacional. Para finalizar, anote por aí o Leilão de Fotografias com Coletivo Sebastianas, que contará com a participação da DJ Úrsula Zion, no palco principal do Pavilhão Espaço da Fotografia, no dia 20 de agosto. Essa será uma oportunidade para adquirir fotos bem legais para pendurar na parede da sua casa ou ambiente de trabalho, pois só vai ter foto linda!  Então #ficaadica e não deixe de acompanhar o perfil do Festival Mês da Foto no Instagram para dar aquela força e confira mais cliques de quem deu check na abertura das exposições com clicks exclusivos feitos por este colunista:     Fotos: Capa – Cristiano Costa / Expo e sociais – Gilberto Evangelista

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