Não perca: Arranha-Céu Festival de Circo!

Entre os dias 5 e 8 de março, festival apresenta espetáculos solos e sessão de cinema circense no Espaço Renato Russo. O Espaço Cultural Renato Russo vai virar um grande picadeiro entre os dias 5 e 8 de março. A quarta edição do Arranha-Céu – Festival de Circo Atual apresenta ao respeitável público quatro espetáculos solos circenses, além de uma sessão de cinema com filmes desse universo mágico, oficinas e bate-papos. O mote “Solos e Picadeiros” traduz parte da complexidade da arte circense e a proposta do festival em 2026. A curadoria desta edição traz um olhar atento aos espetáculos solos como expressões potentes do circo, destacando a força do corpo como linguagem, criação e encontro. Aproveitando esta edição em formato mais intimista, o festival convida o público a se aproximar dessa dimensão mais próxima dos artistas, criando um espaço de troca mais sensível e direta com a plateia. As idealizadoras Beatrice Martins, Julia Henning e Maíra Moraes lembram que, na edição passada, o festival provocou o público sobre o lugar do circo. “Hoje, afirmamos que o lugar do circo é, antes de tudo, no corpo do artista e do público. É onde tudo começa e por onde o mundo se constrói”, assinalam as idealizadoras. “Esta edição do festival traz espetáculos solos, em que um único artista em cena reverbera o picadeiro inteiro em si e, mais perto da plateia, transforma o espetáculo numa troca ainda mais íntima e pulsante. A proposta é colocar uma lupa sobre a técnica do artista e a sua presença em cena”, completa Beatrice. Informações sobre retirada de ingressos para os espetáculos e para a sessão de cinema podem ser conferidas no site do coletivo Instrumento de Ver e no perfil do festival no Instagram. Espetáculos As apresentações serão no Teatro Galpão Hugo Rodas, no Espaço Renato Russo. Às 20h da quinta-feira (5/3) e da sexta-feira (6/6), a atriz e circense carioca Natasha Jascalevich convoca o público para participar de uma receita, revelando segredos fantásticos de sua comida ao longo do preparo. “Faminta” oferece uma experiência sensorial completa, onde a gula e a luxúria impulsionam a jornada da personagem em busca do prazer, misturando vivências pessoais com lendas afrodisíacas. O espetáculo é uma homenagem à potência feminina e ao seu poder de criação, expressos por meio de múltiplas linguagens: teatro, dança, música e um pouco de contorção. Natasha explora essas habilidades em cena, conferindo ao texto contornos ainda mais oníricos. Ainda na sexta-feira, às 19h, vestida de picadeiro e lona de circo, a baiana Lívia Mattos realiza um mini-circoncerto ambulante, com sua inseparável sanfona. Engolidora de notas e cuspidora de acordes,  “A Sanfonástica Mulher-Lona” equilibra-se no fio da vida e no respiro do fole. Lívia conta que a Mulher-Lona surgiu como uma metáfora da sua pesquisa teórica e documental sobre a música no circo no Brasil. “A Sanfonástica tem esse caráter acústico para que as pessoas cheguem perto, para que seja no tête-à-tête, como um difusor de uma amálgama de múltiplas linguagens, nessa autonomia que vira o circo de uma mulher só”, explica Lívia. No sábado (7/3), às 17h, a brasiliense radicada na Noruega Luiza Adjuto experimenta no corpo diferentes estereótipos, a partir de uma pesquisa que investiga a lira acrobática, a dança e a interação com os objetos. Transitando entre a ameaça, o risco da transformação e da mobilidade, “Dita-Cuja” leva para a cena a monstruosidade e a beleza da mulher como pistas para outras possibilidades de estar no mundo. O espetáculo traz a vivência da imigração e coloca questões sobre as marcas do que chamamos de feminino, em uma construção artística poética que se conecta com diferentes públicos. No mesmo dia, às 20h, o artista carioca radicado em São Paulo, Emerson Noise, apresenta o espetáculo “Sobretudo”. Transformando a solidão em cena e a ausência em poesia, o malabarista solitário convida o público a mergulhar na fragilidade da memória e a reconhecer a força da imaginação diante daquilo que se desfez. O domingo (8/3) conta com uma segunda apresentação de “Sobretudo”, às 15h, e Dita-Cuja, às 18h. Cine-Circo O Cine Circo será exibido às 19h, na Sala Marco Antônio Guimarães. Passam na tela os filmes Entrenós, de Poema Muhlenberg (Cia Nós No Bambu/DF), Tricks of the Month, de Emerson Noise (Cia Lar Doce Lar/SP), Cobra Coral, de Jovani Almeida (Coletivo Um Café da Manhã/SP), Macacada, de Maïra de Oliveira Aggio  (Bahia/França) e O Peixe, de Natasha Jascalevich (RJ). O Arranha-Céu — Festival de Circo Atual é uma idealização do Coletivo Brasiliense Instrumento de Ver, com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). Serviço: Arranha-Céu — Festival de Circo Atual  Quando: 5 a 8 de março;  Colóquio Pilotis: 4 de março Onde: Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul, e Cia Miragem, na Vila Telebrasília Ingressos a partir de R$ 30 pelo Sympla Com informações da Assessoria de Imprensa | Fotos: Divulgação

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Um Chamado Ancestral

Vernissage no CCBB Brasília celebra a força estética e política da diáspora africana em uma exposição que conecta arte, história e identidade nas Américas.   Na noite da última terça-feira (3), o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília abriu suas portas para uma celebração que foi muito além de uma simples vernissage. A inauguração da exposição “Ancestral: Afro-Américas” , que tem direção artística de Marcello Dantas, curadoria de Ana Beatriz Almeida e Renato Araújo da Silva, reuniu artistas, curadores, jornalistas e convidados em um encontro que misturou arte, música, memória e uma boa dose de emoção – daqueles eventos que lembram que a arte também é um ritual de pertencimento. A Coluna #PERAMBULANDO marcou presença no evento que, logo na chegada, já revelava que algo de muito especial pairava no ar. Graças a uma visita guiada promovida por Ana Beatriz Almeida, foi possível entender o peso simbólico da mostra para o diálogo cultural e para a valorização das heranças africanas nas Américas. Ela destacou os caminhos conceituais que estruturam a exposição: uma jornada estética que atravessa história, identidade e memória Mas como toda boa noite de arte pede também trilha sonora, o público foi brindado com um pocket show da cantora Virginia Rodrigues, acompanhada pelo músico brasiliense Alberto Salgado. A apresentação, intensa e elegante, funcionou como uma espécie de prólogo musical para a exposição: um mergulho sensível nas matrizes afro-diaspóricas que inspiram toda a mostra. Depois disso, cerca de 280 convidados seguiram para um coquetel com sabores da gastronomia afro-brasileira — um detalhe delicioso que parecia prolongar, no paladar, a narrativa cultural apresentada nas galerias. Entre os momentos mais tocantes da noite esteve a presença de familiares do artista Willy Bezerra de Mello, conhecido como OluMello, cuja obra integra a exposição. Sua viúva, Lydia Garcia, escolheu celebrar ali mesmo seu aniversário de 88 anos, transformando a ocasião em uma homenagem dupla: à vida e à arte. Carioca, OluMello chegou a Brasília ainda em 1958 para integrar a equipe de Oscar Niemeyer no planejamento arquitetônico da nova capital, um elo curioso entre a história da cidade e a exposição que agora ocupa suas paredes. E falando em paredes, prepare-se: “Ancestral: Afro-Américas” é daquelas mostras que pedem tempo, olhar atento e mente aberta. Reunindo cerca de 130 obras de artistas negros do Brasil e dos Estados Unidos, a exposição propõe um mergulho na potência estética, política e simbólica da ancestralidade africana nas Américas — um diálogo transatlântico que atravessa séculos e continua produzindo arte de tirar o fôlego. Entre os nomes presentes estão verdadeiros pesos pesados da arte moderna e contemporânea, como Abdias Nascimento, Simone Leigh, Sonia Gomes, Leonard Drew, Mestre Didi, Melvin Edwards, Lorna Simpson, Kara Walker, Arthur Bispo do Rosário, Carrie Mae Weems, Mônica Ventura e Julie Mehretu. Cada um deles, à sua maneira, ajuda a construir esse grande mosaico de histórias, resistências e reinvenções. A exposição está organizada em três núcleos temáticos — Corpo, Sonho e Espaço, que funcionam quase como capítulos de um mesmo livro visual. No núcleo Corpo, as obras questionam a forma como pessoas negras foram representadas ao longo da história da arte, reafirmando o corpo como território de identidade, resistência e afirmação. Já em Sonho, a atmosfera se torna mais contemplativa: ali, os artistas exploram memória, espiritualidade e herança cultural, expandindo os limites da abstração. Por fim, em Espaço, surgem reflexões sobre território, comunidade e pertencimento, misturando paisagens naturais, urbanas e simbólicas em narrativas que atravessam fronteiras. A narrativa curatorial também parte de uma metáfora instigante proposta por Marcello Dantas: a história imaginária de dois primos africanos separados no século XVIII, um levado para Salvador e outro para Charleston, nos Estados Unidos. Dois destinos distintos, dois séculos de história — e, ainda assim, uma chama ancestral que continua viva, pulsando na arte e na cultura dos dois lados do Atlântico. Entre os destaques contemporâneos, a exposição apresenta trabalhos inéditos de artistas como Gabriella Marinho e Gê Viana, além de obras de Simone Leigh — primeira mulher afro-americana a representar os Estados Unidos na Bienal de Veneza. Já o artista Nari Ward criou uma obra especialmente para a mostra em território brasileiro, incorporando objetos do cotidiano e reforçando esse intercâmbio criativo entre países. Outro capítulo interessante da exposição é o núcleo dedicado à Arte Africana Tradicional, com curadoria de Renato Araújo da Silva. A ideia é simples e poderosa: mostrar que a criatividade contemporânea nasce de raízes profundas, conectando tradições milenares com linguagens artísticas atuais. Depois de passar por Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador, a exposição chega a Brasília reafirmando a força desse diálogo cultural que atravessa oceanos, gerações e linguagens. Com patrocínio da BB Asset, por meio da Lei Rouanet, “Ancestral: Afro-Américas” fica em cartaz até 3 de maio. Se a abertura já foi memorável, a exposição promete continuar provocando reflexões, encontros e descobertas nas próximas semanas. Afinal, como essa mostra deixa claro logo na primeira sala: certas histórias não pertencem apenas ao passado — elas seguem vivas, reinventando o presente. Confira fotos de quem passou por lá pelas lentes deste colunista/fotógrafo: Revisitando nossas origens! Ancestral: Afro-Américas / Centro Cultural Banco do Brasil Brasília / até 3 de maio – terça a domingo das 9h às 21h (acesso às galerias até 20h40) / Entrada gratuita, mediante retirada de ingresso no site ou na bilheteria do CCBB. / Não esqueça: Vem pro CCBB – transporte gratuito de van saindo da Biblioteca Nacional para o CCBB, de quinta a domingo. Fotos: Gilberto Evangelista

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Opereta no Cerrado

Ópera Tem Palco leva lirismo e brasilidade ao coração do Cerrado. No interior de Goiás, um novo capítulo da música lírica ganha vida. No dia 5 de março de 2026, às 20h, o Teatro Marie Padille, em Alexânia (GO), será o cenário da estreia de Ópera Tem Palco – Opereta do Cerrado, um espetáculo que convida o público brasileiro a redescobrir a ópera — descomplicada, íntima e profundamente humana. Com cerca de uma hora de duração, a opereta narra a história de uma comunidade que, ao receber um teatro recém-inaugurado, encontra na música lírica um espelho afetivo de suas próprias vivências. A montagem traz um repertório que circula entre árias clássicas, elementos da Música Popular Brasileira e trilhas sonoras marcantes do cinema, criando um diálogo fluido entre tradição e contemporaneidade. O elenco reúne a Cia de Cantores Líricos, músicos e atores em performances que misturam canto e fala, sob a batuta do diretor Arnoldo Jacaúna, com colaboração de Dyego Cesar Lima. O papel central é interpretado por Valdivino Clarindo Lima, advogado e ator querido da região, reforçando o caráter comunitário e afetivo da produção concebida por Edna Pinato. Lançado no Dia Nacional da Música Clássica, o projeto celebra a arte como ponte entre diferentes universos, é uma ópera para quem nunca foi à ópera, e para quem ama a forma, mas quer vivê-la mais próxima, mais nossa. Sobre o teatro Marie Padille Inaugurado em novembro de 2025, o Teatro Marie Padille nasceu do sonho de uma família que acredita na arte como força de transformação e conexão entre as pessoas. Idealizado por Edna Pinato e Arnoldo Jacaúna, ao lado dos filhos Priscila e Henrique Pinato, o espaço foi construído com recursos próprios e priorizando a contratação de trabalhadores locais, tornando-se o primeiro teatro da região, no eixo Brasília–Anápolis. O Teatro  ultrapassa a condição de equipamento cultural e assume o papel de símbolo de identidade e desenvolvimento regional. Trata-se de um projeto inovador no interior de Goiás, concebido sob princípios ESG, que integra arte, educação, tecnologia e experiência sensorial. Em Alexânia, situada entre duas capitais e historicamente afastada dos grandes circuitos culturais, o Marie Padille se estabelece como um palco de vida, arte e esperança. Serviço: Teatro Marie Padille — Alexânia (GO) 05 de março de 2026 – 20h Ingressos: A partir de R$ 100 + taxa pelo Sympla   Com informações da Assessoria de Imprensa |Fotos: Divulgação

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Design que Conecta Territórios

Vem aí a 4ª edição da Brasília Design Week , que acontece de 10 a 14 de junho no Memorial dos Povos Indígenas “Design que Conecta Territórios” é o tema da edição 2026 da Brasília Design Week (BDW), evento que reforça e desperta para o talento e a identidade única dos designers brasileiros, evidenciando ainda mais os da capital federal. O lançamento oficial da BDW26 aconteceu nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, no Espaço Cobogó da Arena BRB Mané Garrincha. Uma noite com a presença de secretários e representantes de Secretarias do GDF, autoridades, designers, arquitetos, artesãos e empresários. Foi uma noite para celebrar, fortalecer conexões, compartilhar propósitos e abrir caminhos para novas colaborações que impulsionam o design, a tecnologia e a economia criativa do Distrito Federal. O tema deste ano da BDW26 tem como pilar Brasília, representando o ponto de encontro, a união e representatividade da cultura e saberes do Brasil e do mundo. O evento contará com collabs com artistas e designers, artesãos e artistas. As peças produzidas na cocriação serão expostas no Memorial dos Povos Indígenas. O local abrigará também a exposição principal da Semana do Design, de 10 de junho a 12 de julho, e atividades imersivas que acontecerão de 10 a 14 de junho. Idealizado por Caetana Franarin, a BDW vem se consolidando como um dos principais eventos dedicados ao design no país. A edição do ano passado atraiu somente na exposição realizada no Museu Nacional da República 46.700 pessoas, número três vezes maior que o da edição anterior. “A Brasília Design Week consagra a cidade como a capital do design brasileiro. Uma importante vitrine para o design nacional, com troca de conhecimento e grandes conexões”, destaca Caetana Franarin, diretora-geral da BDW (foto principal). Entre as novidades desta edição, Caetana Franarin anunciou o lançamento de um portal de design brasiliense, valorizando a produção local, e a realização de uma residência com um designer de cada região do País. A edição de 2026 contará com novas ações, além das permanentes oficinas e palestras e o Circuito de Embaixadas, e marca a estreia do Circuito Brasília Design + Nesper e do guia com designers por BDW + Sebrae no DF para divulgar coletivamente a vocação de Brasília para o design. A publicação será uma vitrine que aproximará estabelecimento que tem o design como DNA, com o público consumidor. Estreando também este ano, o Experiências imersivas por BDW + Sebrae no DF propõe quatro visitas guiadas por regiões do DF, unindo o consumidor a diferentes segmentos da economia criativa e do turismo: Vinícola Brasília mais Vinhedo da Região do PAD-DF, arte urbana com street art da Ceilândia e visita a galeria mais a confecção de estandarte em Planaltina, além de um roteiro de arquitetura e design no Plano Piloto. Sobre a BDW26 A Brasília Design Week 2025 é uma realização do Instituto Desponta Brasil e do Instituto Brasil de Economia Criativa com apoio e fomento do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Sececdf) e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Sectidf), Abimóvel, ApexBrasil e Sebrae no DF. Também destacam-se como patrocinadores e parceiros a Adepro, a Adegraf, a Fecomércio-DF, por meio da Câmara Empresarial de Economia Criativa, SesiLab/CNI, Brasília Shopping e Metropolitano. HPlus é o hotel oficial do evento. Todos juntos para promover o design como expressão viva de Brasília e do Brasil: plural, potente e em constante movimento. Confira quem passou pelo evento de abertura: Para quem gosta de design “BDW26 – Design que Conecta Territórios” / De 10 a 14 de junho – Exposição principal de 10 de junho a 12 de julho / Memorial dos Povos Indígenas Fotos: Divulgação

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Dose dupla para os fãs de Pokémon

Dois encontros gratuitos reúnem fãs, colecionadores e curiosos para trocar cartas, batalhar e celebrar uma das maiores febres da cultura pop de todos os tempos. Se você cresceu soprando cartuchos, discutindo evoluções impossíveis no recreio ou simplesmente nunca resistiu ao charme de um Pikachu, saiba: chegou a sua hora. O universo de Pokémon invade Brasília em dose dupla, com dois encontros que prometem transformar shoppings da cidade em verdadeiros ginásios de treinadores – daqueles onde o prêmio não é uma insígnia, mas uma carta rara guardada como relíquia. Mais do que um jogo, Pokémon é um fenômeno cultural criado pela Nintendo em 1996 e que, desde então, atravessou gerações com a mesma facilidade de um ataque supersônico. São mais de 480 milhões de jogos vendidos, além de séries, filmes e um mercado de cartas que movimenta milhões e, sobretudo, memórias afetivas. Afinal, poucas coisas são tão universais quanto o ritual de abrir um pack novo com o coração acelerado. E neste fim de semana, Brasília será palco dessa nostalgia viva. Sábado é dia de garimpo no Pátio Brasil No sábado, o Encontro de Cartas Pokémon ocupa o piso P2 do shopping, das 10h às 19h, reunindo colecionadores experientes, iniciantes curiosos e todo mundo que entende o valor emocional (e às vezes financeiro) de uma carta bem conservada. Por lá, vale tudo dentro das regras não escritas do colecionismo: comprar, vender, trocar, avaliar e, claro, admirar. Haverá cartas raras, itens lacrados, slabs (cartas certificadas e protegidas), além de acessórios e criações personalizadas em 3D. Um verdadeiro mercado paralelo da nostalgia. O ambiente é seguro, familiar e acolhedor, organizado pela Liga Brasileira de TCG, e funciona também como ponto de encontro entre gerações que compartilham a mesma paixão do veterano que guarda cartas desde os anos 1990 ao novato que acabou de montar seu primeiro deck. Domingo é dia de batalha no Conjunto Nacional Já no domingo, a celebração ganha contornos ainda mais simbólicos com o Pokémon Day, data oficial que marca o nascimento da franquia. O encontro acontece das 15h às 18h, no Jardim Urbano, no 3º piso do shopping. Vale destacar que o clima é menos de feira e mais de arena: jogadores se enfrentam em batalhas estratégicas, trocam cartas, montam decks e compartilham histórias. Tudo isso em um ambiente onde a rivalidade é saudável e a amizade é inevitável. Quem participar, mediante cadastro no aplicativo do shopping, ainda concorre ao sorteio de novos packs. Ou seja, além da experiência, existe sempre a chance de sair de lá com aquele reforço inesperado para a coleção. Muito além das cartas O mais bonito desses encontros talvez não esteja nas cartas raras, mas no que elas representam. Pokémon nunca foi apenas sobre vencer batalhas, mas sobre jornadas, descobertas e conexões humanas — ainda que mediadas por criaturas imaginárias. Em Brasília, neste fim de semana, essa jornada continua. E o convite é simples: abra sua gaveta, resgate seu deck e vá. Porque, como todo treinador sabe, algumas batalhas não acontecem na tela, mas na vida real. Seja você um mestre veterano ou um treinador em início de jornada, a regra é clara: o importante é estar pronto. Afinal, nunca se sabe quando um encontro raro pode acontecer. Serviço: Encontro de Cartas Pokémon no Pátio Brasil / Pátio Brasil – Piso P2 / Sábado, 28 de fevereiro – 10h às 19h / Entrada gratuita – livre Encontro Pokémon BSB — Pokémon Day /  Conjunto Nacional – Jardim Urbano, 3º piso / Domingo, 1º de março – 15h às 18h / Gratuito (mediante cadastro no app do shopping) Fotos: Divulgação

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Maru Poke abre suas portas em Brasília

Recém-inaugurado na Asa Norte, o Maru Poke combina personalização, sofisticação acessível e a leveza da culinária havaiana em uma experiência que traduz o apetite contemporâneo da capital. Brasília, mais especificamente a Asa Norte, ficou ainda mais saborosa com a chegada do Maru Poke, restaurante especializado na iguaria havaiana que conquistou o mundo com sua combinação irresistível de frescor, leveza e personalidade. Nascido no Havaí como uma refeição simples de pescadores, o poke rapidamente atravessou o oceano, ganhou status gastronômico na Califórnia e, de lá, se espalhou pelos grandes centros urbanos do planeta. No Brasil, assim como o sushi em seu momento de ascensão, o poke encontrou terreno fértil, especialmente entre o público jovem, que se identifica com sua proposta saudável, prática e cheia de sabor, construída a partir do contraste harmônico entre ingredientes diversos. Inaugurada recentemente no Plaza Norte, ali entre as quadras 111 e 110 Norte, a casa é um charme à primeira vista. Por aqui, há duas formas de aproveitar a experiência Maru. A primeira é montar o seu próprio bowl, criando uma combinação personalizada a partir das suas preferências. Tudo começa pela escolha da base — arroz japonês, folhas ou quinoa. Em seguida, entra a proteína, com opções que vão do salmão, ceviche de tilápia e atum ao camarão, frango, mix de cogumelos e até filé mignon. Depois, é hora de selecionar de duas a cinco opções de acompanhamentos, entre eles guacamole, manga, edamame e tomate-cereja, além de escolher até três itens crocantes e coberturas, como ervilha com wasabi, nori, granola salgada e gengibre em conserva. Para finalizar, o toque decisivo: o molho, que pode ser caramelo missô, maionese spice, tare, entre outros, arrematando o bowl com identidade e equilíbrio. A segunda maneira de se deliciar nesse templo do sabor é optar por uma das receitas autorais sugeridas no cardápio, com preços que variam entre R$ 32 e R$ 52. Prático, nutritivo e surpreendentemente acessível, o Maru Poke se apresenta como uma escolha inteligente para quem busca uma refeição leve sem abrir mão da sofisticação. Todas as receitas levam a assinatura do chef Marcos Akaki, especialista em cozinha japonesa e responsável pela consultoria gastronômica da casa. Entre os destaques está o Poke de Ceviche, preparado com mix de folhas e quinoa, ceviche de tilápia, chips de raízes, milho crocante, cebola roxa, tomate e nori. Já o exclusivo Poke de Filé surpreende ao unir a suculência da carne temperada com molho teriyaki a cogumelos grelhados e outros elementos que reforçam a proposta contemporânea da casa. Uma grata e memorável surpresa. Embora as sobremesas ainda estejam em fase de desenvolvimento, o Maru já apresenta entradinhas charmosas elaboradas a partir das mesmas proteínas que compõem os pokes, com valores entre R$ 12 e R$ 35. É o caso do Tataki de Salmão, servido em cubos com molho ponzu — uma delicada combinação de shoyo, óleo de gergelim e cebolete. Para acompanhar, a sugestão é investir nas bebidas leves e refrescantes, como kombuchas ou os sucos naturais produzidos pelo tradicional Marietta, que complementam perfeitamente a experiência. O cuidado também se revela no ambiente. O projeto assinado pelo arquiteto Bruno Carvalho acerta em cheio ao apostar em uma atmosfera praiana contemporânea, onde a simplicidade elegante é protagonista. Tons de turquesa, laranja e off-white compõem a paleta cromática, criando um espaço acolhedor e visualmente marcante. O grande destaque é o mural com peixes que parecem nadar em direção a uma grande tigela, além das luminárias de palha, que reforçam a sensação de frescor e descontração. Vale destacar que o Maru Poke é a mais nova iniciativa do grupo Marietta, que há 43 anos faz parte da memória afetiva gastronômica da capital e que também assina empreendimentos como a hamburgueria Marvin. “Apesar de ser uma grande novidade, o Maru Poke já nasce com selo de tradição, fruto de um desejo genuíno de inovar e surpreender nossa clientela”, afirma o empresário Edson Costacurta. O entusiasmo se reflete nos planos de expansão: “A aceitação do público foi tão boa e imediata que, já no mês de março, vamos inaugurar uma filial na praça de alimentação do Iguatemi Shopping Brasília”, revela. Um movimento que confirma não apenas a força da marca, mas também o apetite do brasiliense por experiências gastronômicas frescas, autorais e conectadas com o espírito do nosso tempo. Pois é, este colunista já foi e recomenda! Se tiver coragem e quiser ficar com mais vontade ainda de ir lá conhecer, clique aqui e assista ao vídeo que fiz por lá! Mas já aviso, as imagens são terrivelmente sedutoras, de dar água na boca! Para quem ama comida havaiana! Maru Poke / Plaza Norte – SHCN EQN 110/111 Loja 25 – Asa Norte, Brasília – DF / Todos os dias da semana Fotos: Divulgação

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Vernissage reúne modernosos em torno das artes

Com festa e reencontros, a Cerrado Galeria celebra os “Modernismos” de Brasília em fim de tarde prestigiado pelo métier d’art brasiliense. Nessa quarta-feira, 25 de fevereiro, a Cerrado Galeria abriu suas portas para brindar o início de sua programação expositiva de 2026 com a vernissage de Modernismos: uma e muitas Brasílias. Entre taças erguidas e conversas atravessadas por memórias afetivas da cidade, cerca de 250 convidados — entre artistas, curadores, colecionadores, diretores de centros culturais e apreciadores — ocuparam o espaço para celebrar uma mostra que lança luz sobre os modernismos que ajudaram a moldar o pensamento artístico no Distrito Federal. Com curadoria de Carlos Lin, a exposição reúne 53 obras em diferentes suportes, como desenhos, pinturas, esculturas e tecelagens, compondo um recorte potente da produção realizada em Brasília, especialmente entre as décadas de 1960 e 1980. Mais do que um panorama histórico, a mostra evidencia o espírito experimental que marcou a formação artística da capital, revelando a coexistência de múltiplas linguagens e abordagens que se desenvolveram em diálogo com a própria construção simbólica da cidade — herdeira direta dos ideais de ruptura e invenção que definem o modernismo brasileiro. A noite de abertura foi também um momento de reencontro entre protagonistas dessa história. Estiveram presentes artistas como Lêda Watson e Betty Bettiol, integrantes da coletiva, além de Fernando Ribeiro, filho de Milton Ribeiro, outro nome fundamental do conjunto apresentado. Ao todo, dezoito artistas compõem a mostra, entre eles nomes centrais como Alfredo Volpi, Athos Bulcão, Bruno Giorgi, Roberto Burle Marx e Rubem Valentim, ao lado de Ailema Bianchetti, Douglas Marques de Sá, Félix Barrenechea, Glênio Bianchetti, Maciej Babinski, Marília Rodrigues, Minnie Sardinha, Paulo Iolovitch, Solange Escosteguy e Stella Maris. Muitas das obras apresentadas raramente são vistas em público, vindas de coleções privadas ou de acervos institucionais pouco acessados, o que confere à exposição um caráter ao mesmo tempo íntimo e revelador. Integrante do ciclo Raízes modernistas, que conecta iniciativas em Brasília e Goiânia, a mostra reafirma o papel da Cerrado Galeria na valorização da memória artística do Centro-Oeste e na preservação de narrativas fundamentais para a compreensão da arte brasileira fora dos grandes eixos tradicionais. A abertura marca ainda um novo momento institucional, com a chegada de Beto Osório como diretor institucional da galeria e a incorporação dos artistas José Roberto Bassul e Diego Bresani ao seu grupo de representados. Instalada no Lago Sul, a Cerrado Galeria segue com visitação gratuita e aberta ao público, convidando os visitantes a percorrerem não apenas uma exposição, mas um território simbólico onde arte, cidade e história continuam em permanente construção. Não deixe de conferir quem passou por lá em registros feitos pelas lentes de César Rebouças: Serviço:  Modernismos: uma e muitas Brasílias – Curadoria de Carlos Silva Onde: Cerrado Cultural – SHIS QI 05, Chácara 10, Lago Sul, Brasília/DF Quando: 25 de fevereiro a 18 de março – segunda a sexta: 10h às 19h; sábado: 10h às 13h Entrada gratuita / Indicação livre / Siga: @cerrado.galeria

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Atenção ao combustível da folia!

Confira um roteiro saboroso para se alimentar, hidratar e sair #PERAMBULANDO pelo Carnaval com energia de sobra. Glitter no rosto, pochete atravessada, leque na mão… mas e o combustível do corpo, já garantiu? Em meio à maratona de bloquinhos e esticadas que atravessam o dia e invadem a madrugada, se alimentar bem e manter a hidratação em dia deixam de ser detalhe e viram regra básica para quem quer sair #PERAMBULANDO sem perder o fôlego. Antes de ganhar a rua, vale lembrar que ninguém sustenta horas de folia de estômago vazio. “Nos dias de bloquinho, opte por alimentos nutritivos e leves antes de sair, nada de ir pro Carnaval de estômago vazio”, afirma a nutricionista do Ernesto Cafés Especiais e consultora da Qualifica, Raysa Sanches. Proteínas ajudam na saciedade e na manutenção da disposição; carboidratos de qualidade garantem energia constante; fibras equilibram o funcionamento do corpo. “Uma refeição com carboidratos de qualidade, proteínas e fibras ajuda a manter a energia ao longo do dia, dá mais saciedade e reduz o risco de mal-estar durante a folia”, recomenda a especialista. E, claro, hidratação é palavra de ordem: água mineral ou água de coco antes, durante e depois da festa. Então, para quem quer sair de casa já abastecido, o Ernesto oferece um cardápio prático e equilibrado. A casa aposta em opções como a salada de frutas (R$ 13,00 a pequena e R$ 16,00 a grande), rica em vitaminas e minerais; o iogurte com granola, banana e mel (R$ 16,00), combinação certeira de proteínas e carboidratos naturais; e a omelete com queijo e peito de peru (R$ 28,00), excelente fonte proteica. Para quem prefere algo mais substancioso, há o sanduíche de frango (R$ 39,00) ou de filé (R$ 49,00), além do Combinado Ernesto  (R$ 70,00 – foto de capa) e da Salada Quintal (R$ 42,00), opções completas para garantir energia sem pesar. Se a ideia for reunir a família entre um bloco e outro, a Fazenda Churrascada surge como alternativa robusta, com cortes nobres como Wagyu, French Rack e Tomahawk, além dos clássicos pão de alho, farofa e mandioca. Durante o Carnaval, a casa investe também em programação infantil com oficinas, pintura de rosto e brincadeiras ao som de marchinhas, enquanto os adultos aproveitam apresentações musicais ao vivo ao longo do feriado. Aqueles que preferem uma folia mais contemplativa, mas ainda animada, a Vinícola Brasília propõe música, vinho e experiências ao ar livre. A parceria com o Bloco Eduardo & Mônica rende rótulos temáticos exclusivos, enquanto o domingo de Carnaval (15) ganha clima especial com DJ, taça personalizada inclusa no ingresso e wine bar com drinks autorais. Nos tours realizados durante o feriado, os visitantes ainda ganham uma taça extra de espumante. O Mercadito também entra na programação com música ao vivo e menu especial da Brasília Restaurant Week, oferecendo jantar completo por R$ 74,90, com entrada, prato principal e sobremesa, como a Bruschetta (com tomates confitados e manjericão), o Risoto de Shimeji com Tomate Confit (vegetariano) e o Profiteroles (com sorvete de creme e calda de chocolate), por exemplo. Uma ótima pedida para quem quer repor as energias sem abrir mão do clima festivo. Já no Rio Brasa Churrascaria, os amantes de carne encontram cortes nobres, frutos do mar e buffet variado. Entre as delícias servidas, destacam-se a vasta variedade de frutos do mar frescos, costela no bafo, picanha uruguaia, bife de ancho, assado de tira, paleta de cordeiro, picanha borboleta, RB steak, entre os cortes nobres. Além disso, o buffet oferece uma seleção variada de saladas, comida japonesa, queijos e carpaccio, garantindo opções para todos os paladares. As sobremesas e os pães são 100% fabricação própria da casa.  Em promoção especial, a cada dois rodízios, por mais R$ 26,00 por pessoa, o cliente recebe uma garrafa de vinho argentino Los Olivos Malbec, rótulo que no cardápio custa R$ 230,00. Uma boa oportunidade para transformar o almoço de Carnaval em experiência completa. E para quem prefere leveza e praticidade — inclusive no esquema Take Out — o Noru Sushi aposta na culinária japonesa como aliada da folia. Entre as sugestões estão o Shimeji Batayaki (R$ 53,81), a porção de Guioza (R$ 41,81) e o Uramaki Spicy Tuna (R$ 49,81 – P), enrolado com gergelim e recheado com tartar de atum com pimenta Sriracha. Para compartilhar, o Sashimi Kaisen (R$ 199,81) traz uma seleção do chef com peixes e frutos do mar do dia. Já entre os pratos quentes, o Katsudon (R$ 69,81), com lombo suíno crocante e molho tonkatsu agridoce, e o Noru Yakimeshi (R$ 79,81), arroz japonês com camarões salteados na manteiga, garantem sabor e sustança na medida certa. No fim das contas, a regra é simples: glitter combina com responsabilidade. Dá para curtir intensamente — desde que o corpo esteja abastecido e hidratado. Porque Carnaval bom é aquele que começa com energia… e termina com boas histórias para contar. Se for sair, já sabe: alimente-se, hidrate-se e siga #PERAMBULANDO. Fotos: Reprodução Instagram

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4 dias de folia em Brasília

Do “imperdível” ao “se der tempo eu vou”: um roteiro personalizado para viver o Carnaval 2026 sem ficar parado. Vai ser dada a largada! A partir deste sábado, o Carnaval 2026 toma conta da capital federal. Gigante, tem programação para todos os gostos, com desfiles gratuitos de dezenas de blocos de rua por diversas Regiões Administrativas e polos centrais. E, se diante de tamanha oferta você pensar: para onde eu vou? A Coluna #PERAMBULANDO tenta responder oferecendo uma curadoria dos agitos onde este colunista pretende dar o ar da graça. As sugestões virão por ordem de prioridade, ou seja, do “imperdível” até o “se der tempo eu vou”. E, se você é da turma que adora bater perna para lá e para cá, o roteiro corre o risco de te agradar em cheio. Bora lá? No sábado (14), das 14h às 22h, o Bloco da Piki vai dominar a Rua do Lazer, em Águas Claras. Reunindo um público jovem e bastante divertido, a atração já vem ganhando tradição e promete uma discotecagem que vai do axé ao pop, passando pelo sertanejo e modão, além de muito fervo e close. No final, desça até a Estação Águas Claras — ali ao lado, os bares (Porks, Santto, My Drinks e Pipa Drinks) estarão fervendo. A paquera vai rolar solta! Assim como no Bloco Rainha de Corpas, que acontece ao lado do Edifício Morro Vermelho (dentro da programação do Setor Carnavalesco Sul) onde o “multitalentos” Matt Ferreira vai abrir os trabalhos de discotecagem a partir das 14h. Outra opção massa neste dia é o Bloco do Amor, uma das seis atrações da Plataforma Monumental, ao lado do Museu Nacional da República. Marcada para acontecer das 13h às 21h, a festa celebra diversidade, liberdade e afeto. Entre os artistas que se apresentam estão BIXARTE, Anna Moura, Haynna, Letícia Helena e Tonhão Nunes. Vai rolar também sets das DJs residentes Cxxxju e Duda Pilsen, além dos convidados Umiranda e Trisal Batidão. Dançarinos, grupo circense e a mestra de cerimônias Tainá Cary completam o close. Certeza que o Bloco das Montadas, no domingo (15), a partir das 13h — na área externa do Museu Nacional da República — é um incontornável da folia candanga. A festa, organizada pelo Distrito Drag, terá ninguém menos que a cantora Gretchen como atração principal, entoando o hino “Freak Le Boom Boom”, ao lado de Lia Clark, Ane Êoketu, Igor Mirái, Pri Arêba, DJ Patty Peronti e a Banda das Montadas. Não muito longe dali, na saída do metrô da Galeria dos Estados, a partir das 15h, guitarras distorcidas, fantasias sem regra, crítica afiada e muito carnaval fora da caixinha tomam conta mais uma vez do Setor Carnavalesco Sul quando o bloco System Safadown completa cinco anos de história no carnaval de rua de Brasília. A trilha sonora fica por conta da banda System Safadown, do grupo Galinha Preta (da Madrugada) e dos DJs Telma e Selma, DJ Alira e DJ Formiga, em uma celebração gratuita que une peso, irreverência e diversidade sonora do começo ao fim. E como eu sei que a bateria de quem gosta de sair #PERAMBULANDO por aí não acaba nunca, o “estica” ideal é a Festa Garoto, que rola a partir das 21h como um dos agitos da agenda do CarnaConic, do Birosca, que terá ainda Filhos De Guetta, Pezão e Barata, Hélio Bentes e muita gente boa por ali. Além dos shows e pistas, o CarnaConic contará também com uma feira carnavalesca reunindo expositores com looks de Carnaval, acessórios e brilhos para quem quer se montar e viver a folia completa. Porém, antes de passarmos ao próximo dia, vale ressaltar que tanto o Bloco das Montadas quanto os blocos Batida do Morro, Baile Bregue, Nave Pirata e As Leis de Gaga fazem parte da Plataforma Carnaval Monumental, que levará esses seis blocos gratuitamente ao Museu Nacional da República nos quatro dias de folia, graças ao fomento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF). “Ali reunimos blocos que já são parte da memória afetiva da cidade. Ocupar a área externa do Museu Nacional durante os quatro dias de carnaval é transformar um espaço simbólico em palco da cultura popular, onde história, monumento e diversidade do nosso povo se encontram”, ressalta a agitadora cultural Ruth Venceremos. Em tempo, a programação faz parte do DF Folia 2026, que contará com três grandes territórios, entre os dias 14 e 17 de fevereiro: o Gran Folia 2026, no Quadrante 2 da Esplanada dos Ministérios; a Plataforma Monumental, no Museu Nacional da República; e o Setor Carnavalesco Sul – Circuito Brasília em Folia, no Setor Comercial Sul (quadras 5 e 3 e Via S2). Os espaços foram pensados para reunir múltiplas atrações, ampliar o acesso do público e garantir uma programação diversa, organizada e segura. O DF Folia conta com a participação de 73 blocos carnavalescos espalhados por diversas regiões administrativas. Voltando ao nosso roteiro… partiu segunda-feira (16). Esse seria um ótimo dia para ficar em casa maratonando séries, com as pernas para o ar. Mas como isso é possível se às 16h acontece o Bloco Leds Bora, no Setor Bancário Sul, trazendo luz, diversidade, música quente, ancestralidade e muito brilho para ocupar a cidade mais uma vez. Vizinho dali, na Galeria dos Estados, das 16h às 22h, também estará rolando o Bora Coisar, o Bloco Baphônico e Amazônico de Brasília que, no seu ano 10, trará delícias musicais no estilo amazônico-caribenho para colocar o folião para suar. E, como quem ama Carnaval nunca enxerga o fim da festa, que tal esticar a programação e curtir também, ali pertinho (no Setor Comercial Sul), o último dia do CarnaPipa, no E.X.T.E.R.N.A.? Sim, o agito que se autointitula como o “after de Carnaval” mais irreverente da cidade vai até o sol raiar. Dividido ao longo de três dias — da sexta (15) à segunda (17) —, o evento é regado à Bebida Oficial do Carnaval by Pipa Drinks e, no seu encerramento, contará com a participação da minha

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Modernismo revisitado na Cerrado Galeria

Mostra reúne obras de dezoito artistas ligados à formação do pensamento artístico brasiliense. Dando início ao programa expositivo da Cerrado Galeria em 2026, a exposição Modernismos: uma e muitas Brasílias, com curadoria de Carlos Lin, é inaugurada no dia 25 de fevereiro 2026, propondo um recorte da produção artística vinculada à formação de Brasília, com foco nas obras realizadas na cidade entre as décadas de 1960 e 1970. A mostra tem visitação gratuita, nos horários de funcionamento do espaço, e reúne trabalhos de dezoito artistas, como Alfredo Volpi, Roberto Burle Marx, Athos Bulcão, Lêda Watson, Glênio Bianchetti, Betty Bettiol, Stella Maris, entre outros, que contribuíram para a constituição do pensamento artístico modernista brasiliense e para a diversidade de linguagens e procedimentos do período. Com obras em desenho, gravura, pintura, objeto, escultura e tecelagem, a exposição  evidencia o alto grau de experimentalismo do período e a coexistência de múltiplos modernismos no Distrito Federal. Mais do que um panorama fechado, a mostra propõe um recorte possível dentro de um campo artístico amplo e complexo. Modernismos: uma e muitas Brasílias integra o ciclo “Raízes modernistas“, realizado simultaneamente em Brasília e Goiânia. Em Goiânia, o diretor artístico da galeria, Divino Sobral, assina a curadoria da exposição intitulada Um modernismo no Oeste, a ser inaugurada no dia 14 de março. O projeto parte dos processos de formação dos circuitos artísticos locais, vinculados à modernização do interior do país. “Brasília é herdeira do princípio da ruptura que, de certo modo, define o Moderno”, destaca o curador Carlos Lin. Muito antes de sua inauguração oficial, Brasília já existia como projeto político, urbano e simbólico, afirmando-se como um dos principais experimentos do modernismo no Brasil. O Plano Piloto de Lúcio Costa, os edifícios de Oscar Niemeyer, os cálculos de Joaquim Cardozo, o paisagismo de Roberto Burle Marx e os painéis de Athos Bulcão integraram arte, arquitetura e cidade. O Modernismo no Planalto Central resultou do trabalho coletivo de agentes de diversas regiões do país e do mundo, que contribuíram para a transformação contínua do território. Por outro lado, a formação artística local teve papel central nesse processo com a Universidade de Brasília consolidando-se, ao longo dos anos, como polo de ensino e difusão cultural, enquanto ateliês e espaços independentes, como os de Félix Alejandro Barrenechea e o Centro de Criatividade da 508 Sul, ampliaram os circuitos de produção e debate estético e político. Dessa forma, a Cerrado Galeria assume a imagem das raízes do cerrado para reafirmar seu compromisso com a valorização da história da arte no Centro-Oeste e com a construção da memória cultural da região. Sobre o curador Carlos Lin Carlos Lin (1963) vive e trabalha em Brasília. Graduado em História pela UnB, com especialização em Educação e Linguagens Artísticas e mestrado em Artes, é artista visual, curador independente, teórico e crítico de arte. Atuou como professor no Departamento de Artes Visuais da UnB, dirigiu a Galeria A Capitu e a Galeria Casa e integrou o Conselho de Cultura do Distrito Federal. Participa do circuito das artes visuais no Distrito Federal e no país, desenvolvendo pesquisa e curadorias no cruzamento entre arte e educação. Sobre a Cerrado Com sedes em Brasília e Goiânia, a Cerrado Galeria consolidou-se como um dos principais espaços de difusão da arte contemporânea no Centro-Oeste. A galeria promove a circulação de artistas jovens e consagrados, investe na formação de público e fomenta novas coleções. Sua programação reúne exposições, debates e ações educativas. Serviço: Modernismos: uma e muitas Brasílias – Curadoria de Carlos Lin Onde: Cerrado Cultural – SHIS QI 05, Chácara 10, Lago Sul, Brasília/DF Quando: 25 de fevereiro a 18 de março – segunda a sexta: 10h às 19h; sábado: 10h às 13h Artistas participantes: Ailema Bianchetti, Alfredo Volpi, Athos Bulcão, Betty Bettiol, Bruno Giorgi, Douglas Marques de Sá, Félix Barrenechea, Glênio Bianchetti, Lêda Watson, Maciej Babinski, Marília Rodrigues, Milton Ribeiro, Minnie Sardinha, Paulo Iolovich, Roberto Burle Marx, Rubem Valentim, Solange Escosteguy e Stella Maris. Entrada gratuita / Indicação livre / Siga: @cerrado.galeria Fotos: Divulgação

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