O finde tem arte, música, ikebanas e muito mais!

Da Congada ao carimbó, do jazz ao Suassuna: opções imperdíveis para quem adora sair #PERAMBULANDO pela cidade.   Faça sol ou faça chuva, o brasiliense não pensa duas vezes em sair de casa para curtir uma boa diversão. Por isso mesmo, a Coluna #PERAMBULANDO selecionou algumas opções entre os inúmeros eventos que movimentam este fim de semana na capital federal — começando pelo show do cantor Fagner, marcado para às 21h30 desta sexta-feira (24), no Centro de Convenções Ulysses. Com ingressos disponíveis no site da Bilheteria Digital (a partir de R$ 59,25 para clientes de cartões BB Visa, parcelado em até seis vezes sem juros), o espetáculo reúne clássicos dos 50 anos de carreira do artista. Vale lembrar que a apresentação faz parte do Festival Estilo Brasil, que traz neste sábado (25) Beto Guedes e Wagner Tiso ao mesmo local, a partir das 20h30, com o mesmo valor de ingresso. Já o guitarrista Toninho Horta faz duas apresentações — sexta e sábado (24 e 25) — no Complexo Cultural do Choro, sempre às 20h30. O espetáculo celebra a carreira e a influência de um dos músicos mais respeitados da música brasileira, reconhecido por sua maestria harmônica e por construir pontes entre o jazz, a MPB e a música instrumental. Os ingressos custam R$ 50 (meia) e estão à venda na Bilheteria Digital. Ainda na sexta e no sábado (24 e 25), a partir das 19h, o CCBB Brasília recebe o show Vertentes – O Som Que Vem do Norte, protagonizado pela cantora paraense Emília Monteiro (foto acima). A performance apresenta canções do álbum autoral Cheia de Graça e um repertório que passeia por ritmos emblemáticos da cultura amazônica, como carimbó, cumbia, guitarrada e brega, além de homenagens a grandes intérpretes do Pará. Os espetáculos integram a programação paralela da exposição Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará, em cartaz no CCBB até 2 de novembro, com entrada gratuita. Os ingressos podem ser retirados um dia antes de cada show, a partir das 12h, no site oficial ou na bilheteria do local. E já que o passeio até o CCBB é sempre um programa completo, este colunista recomenda chegar mais cedo para aproveitar as outras atrações em cartaz. Entre elas, está a exposição Finca-Pé: Estórias da Terra, de Antonio Obá (foto abaixo), que reúne mais de cinquenta trabalhos entre pinturas, desenhos, instalação e filme-performance. A mostra pode ser visitada até 23 de novembro, com entrada gratuita — os ingressos estão disponíveis no site do Centro Cultural ou na bilheteria. Vale também espiar a mostra Mestras do Macabro: As Cineastas do Horror ao Redor do Mundo, uma retrospectiva inédita com 28 longas-metragens dirigidos por mulheres de diferentes nacionalidades. Em cartaz até 2 de novembro, o festival exibe, entre outros, Desejo e Obsessão (dia 24, às 19h15), Segredos Evidentes (dia 25, às 16h30) e O Babadook (dia 26, às 19h50). Confira a classificação indicativa e outras informações no site bb.com.br/cultura. Quem também está com uma programação variada e superinteressante é a CAIXA Cultural Brasília, onde acontece o espetáculo Mundo Suassuna (foto abaixo). Com direção e dramaturgia de Marcelo Romagnoli, a montagem — inspirada no universo literário de Ariano Suassuna (1927–2014) — acompanha os desatinos de um príncipe em uma viagem pelo Sertão com seu cavalo, em busca de um reino e de sua coroa perdida. É a primeira montagem voltada ao público infantojuvenil reconhecida pela Família Suassuna. O espetáculo fica em cartaz de 24 a 31 de outubro e de 1º a 2 de novembro de 2025, com sessões às quintas e sextas, às 15h; sábados, às 18h; e domingos, às 16h. Os ingressos custam R$ 15 (meia-entrada) e estão à venda na bilheteria do teatro ou no site Bilheteria Cultural. E como a CAIXA Cultural é um verdadeiro reduto artístico, vale reservar tempo para conferir as quatro exposições gratuitas em cartaz. Escultórias – Poesias da Matéria apresenta grandes obras do artista Leandro Gabriel feitas de ferro reaproveitado, revelando sua trajetória entre o desenho, a palavra e a tridimensionalidade. Nossos Brasis exibe as diferentes visões e interpretações do país pelo olhar de 50 grandes artistas — entre eles, Tarsila do Amaral, Hélio Oiticica e Adriana Varejão — num arco que vai dos modernistas dos anos 1920 aos emergentes da década de 2020. O Festival Internacional de Arte Naif (foto de capa), em cartaz até 7 de dezembro, reúne 96 obras e uma roda de conversa com o curador, reforçando o movimento de valorização da arte naïf brasileira. E Olhar Negro, Negro Olhar completa o circuito com registros de fotógrafos negros e brancos que, com suas lentes, contribuíram (e seguem contribuindo) com a história da fotografia dos povos negros baianos — uma verdadeira antologia da fotografia negra da Bahia. No sábado (25), às 15h30, o Museu Nacional da República também entra em cena com o lançamento da coleção Cadernos do Patrimônio Imaterial Brasileiro – Construindo Saberes (foto acima), uma série de doze publicações que celebram as manifestações culturais que formam o Brasil profundo. Fruto de quase dez anos de pesquisa do projeto Filhos da Terra – Diversidade e Cultura, a coleção, inspirada em O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro, traz registros do fotógrafo Eraldo Peres e percorre as matrizes formadoras do país — dos sertões e da costa atlântica à mineração e aos povos da mata — revelando rituais, tradições e modos de vida que moldam os saberes populares. Mais que um lançamento editorial, o evento será uma celebração do patrimônio imaterial, com apresentação do grupo Moçambique Mamãe do Rosário, de Catalão (GO), e uma roda de conversa entre pesquisadores, mestres e protagonistas das culturas retratadas. E para quem gosta de arte a ponto de querer botar a mão na massa, o Museu de Arte de Brasília promove uma maratona criativa com seu Ateliê do MAB. O projeto gratuito inaugurou recentemente uma agenda contínua de oficinas para todas as idades, com acessibilidade em Libras e atividades que dialogam com o acervo — como desenho, pintura, escultura, bordado e arte urbana. Com programação até o fim de novembro, o

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Cinema LGBTQIA+ gratuito em cartaz

Já está acontecendo lá no Cine Brasília o XI Festival Internacional de Cinema LGBTQIA+, que reúne 16 produções de quatro continentes, entre 10 ficções e 6 documentários. Até o dia 22 de outubro, o público é convidado a mergulhar em histórias que refletem a vitalidade e a diversidade das narrativas queer contemporâneas. Totalmente gratuita, a programação conta obras legendadas em português e que apresentam retratos potentes e variados, indo desde uma drag queen que se torna símbolo nacional de resistência, ao reencontro de irmãos separados pelo silêncio e à busca de jovens por pertencimento em sociedades que insistem em excluí-los. A iniciativa conta com o apoio das Embaixadas da Alemanha, Austrália, Bélgica e Wallonie-Bruxelles International, Canadá, Chile, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Israel, Itália, Luxemburgo, Nova Zelândia, Noruega, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Suécia e Suíça, sob coordenação conjunta das Embaixadas da Bélgica, Nova Zelândia e Países Baixos. A programação completa segue abaixo e também pode ser conferida no perfil oficial do Festival no Instagram.: 16 de outubro – Abertura (entrada gratuita) 19h45 – Orgulho & Revolução (Te Estoy Amando Locamente) – Dir. Alejandro Marín | Espanha (2023) | 107 min | 12 anos Em plena Andaluzia dos anos 1970, um jovem gay enfrenta o conservadorismo da sociedade e da própria família, descobrindo o ativismo LGBT em tempos de repressão. 17 de outubro 18h00 – Sempre Foi Eu (It’s Always Been Me) – Dir. Julie Bezerra Madsen | Dinamarca (2022) | 72 min | 14 anos Max e Bastian vivem o desafio de descobrir sua identidade de gênero durante a adolescência, refletindo sobre as urgências e incertezas da transição. 20h00 – As Gêmeas Topp: Garotas Intocáveis (The Topp Twins: Untouchable Girls) – Dir. Leanne Pooley | Nova Zelândia (2009) | 84 min | 14 anos Retrato das icônicas gêmeas lésbicas neozelandesas, cuja irreverência e ativismo transformaram o país. 18 de outubro 17h00 – Estamos Aqui (Siamo Qui) – Dir. Dario Lauritano | Itália (2024) | 41 min | 16 anos Ativistas LGBTQ+ revitalizam um espaço confiscado da Camorra, transformando-o em símbolo de convivência e regeneração social. 18h00 – Terceiro Casamento (Troisième Noces) – Dir. David Lambert | Luxemburgo (2018) | 90 min | 12 anos Um viúvo gay aceita um casamento de conveniência com uma jovem congolesa, e o que começa como farsa se transforma em afeto genuíno. 20h00 – C.R.A.Z.Y. (capa) Dir. Jean-Marc Vallée | Canadá (2005) | 127 min | 16 anos Um jovem tenta conciliar fé, identidade e aceitação paterna em meio ao conservadorismo dos anos 1960–70. 19 de outubro 14h00 – Rio (Rivière) – Dir. Hugues Hariche | Suíça (2023) | 105 min | 14 anos Manon, uma jovem rebelde, foge de casa e busca um novo começo no hóquei, enfrentando seus próprios medos. 16h00 – Tove (acima) Dir. Zaida Bergroth | Finlândia (2020) | 103 min | 12 anos A biografia da criadora dos Moomins revela a jornada de Tove Jansson por autenticidade e liberdade artística. 18h00 – Sonho Norueguês (Norwegian Dream) – Dir. Leiv Igor Devold | Noruega (2023) | 97 min | 16 anos Um jovem imigrante polonês descobre o amor e o preconceito ao se apaixonar por um colega drag queen em uma fábrica de peixes. 20h00 – Meu Nome é Agnes (abaixo) (Call Me Agnes) – Dir. Daniel Donato | Países Baixos (2024) | 94 min | Livre Agnes, mulher trans indonésia, precisa decidir se revelará sua verdadeira identidade ao reencontrar o irmão. 20 de outubro 18h00 – O Mais Belo Rapaz do Mundo (The Most Beautiful Boy in the World) – Dir. Kristina Lindström e Kristian Petri | Suécia (2021) | 93 min | 14 anos Documentário sobre Björn Andrésen, o adolescente que se tornou ícone de beleza após “Morte em Veneza”. 20h00 – As Tartarugas (Les Tortues) – Dir. David Lambert | Bélgica (2023) | 83 min | 14 anos Thom e Henri enfrentam o envelhecimento e a crise de um amor de 35 anos. 21 de outubro 18h00 – A Rainha da Irlanda (The Queen of Ireland) – Dir. Conor Horgan | Irlanda (2015) | 86 min | 15 anos A trajetória da drag queen Panti Bliss, símbolo da campanha pelo casamento igualitário na Irlanda. 20h00 – Peter von Kant Dir. François Ozon | França (2022) | 85 min | 16 anos Um diretor de cinema vive um romance turbulento com um jovem ambicioso em um drama sobre poder e dependência emocional. 22 de outubro – Encerramento 18h00 – Lar Doce (Neubau) – Dir. Johannes Maria Schmit | Alemanha (2020) | 81 min | 18 anos Markus equilibra o cuidado com as avós e o desejo de mudar para Berlim, em uma reflexão sobre transição e pertencimento. 20h00 – Garotas Como Nós (Girls Like Us) – Dir. Lee Gilat | Israel (2025) | 87 min | 16 anos Shahar encontra uma conexão intensa com uma conselheira militar, em um drama sobre juventude e superação. Fotos: Reprodução

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Imperdível: Raul Seixas Sinfônico!

Espetáculo reúne a Orquestra Filarmônica de Brasília e o ator Bruce Gomlevsky em uma homenagem grandiosa ao legado de Raulzito. O Ministério da Cultura apresenta o espetáculo Raul Seixas Sinfônico, em apresentação única nesta sexta-feira (17), no Centro de Convenções Ulysses. A apresentação integra o projeto Brasília em Concertos e celebra a genialidade de Raul Seixas, que em 2025 completaria 80 anos. Com patrocínio da Brasal por meio da Lei de Incentivo à Cultura, os ingressos ainda estão disponíveis, a partir de R$ 100 pela Bilheteria Digital. A noite promete ser inesquecível: a Orquestra Filarmônica de Brasília se une à irreverência e à força poética da obra de Raulzito em um concerto que transforma o rock em experiência sinfônica. Com arranjos inéditos, o espetáculo conduz o público a uma viagem sonora e emocional por sucessos que atravessam gerações. A apresentação terá participação especial do ator Bruce Gomlevsky (acima), que tem emocionado plateias de todo o Brasil ao incorporar Raul em uma performance intensa e visceral no espetáculo RAUL. Com direção e dramaturgia de Leonardo da Selva e direção musical de Gabriel Gabriel, o concerto mergulha na essência criativa de Raul, inspirado em manuscritos originais que revelam suas reflexões sobre música, liberdade, amor e o Brasil. “Dirigir o Raul Seixas Sinfônico é um grande desafio e também uma imensa alegria. Raul foi um artista à frente do seu tempo, um criador que unia música, pensamento e poesia de forma única. Trazer sua obra para o formato sinfônico, no ano em que ele completaria 80 anos, é não só a realização de um sonho, mas também um gesto de reconhecimento da importância cultural que ele tem para o Brasil. Esse espetáculo celebra um legado que continua vivo e inspirando novas gerações”, afirma Leonardo da Selva. Justa homenagem! Raul Sinfônico / Centro de Convenções Ulysses / 17 de outubro (sexta-feira) – 20h30 / R$ 100 – Bilheteria Digital / Informações (61)98141-1990 Fotos: Divulgação

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Agenda cultural especial Dia das Crianças

Entre lançamentos, shows, mostras e encontros criativos, a cidade reafirma seu papel de protagonista da cultura, inclusive, para a garotada.   Se você está sem ideia do que fazer neste fim de semana para comemorar o Dia das Crianças, se liga na Agenda Cultural da Coluna #PERAMBULANDO com opções que elas vão adorar. Não esqueça de ir clicando nos links (em azul) para saber mais sobre as atividades sugeridas. Então vamos começar pelo Pátio Brasil e sua programação gratuita, que acontece no Varandão do shopping, das 12h às 18h, com Banda Matrakaberta, distribuição de pipoca e algodão-doce; seguido pelo espetáculo Ciência e Mágica – Laboratório do Stitch e suas experiências divertidas. A atração principal será a peça teatral inspirada em Lilo & Stitch, encenada pelo Grupo Néia e Nando, das 16h às 17h, com sessão de fotos de souvenir. Já o Conjunto Nacional será o palco da edição especial do PicniK, festival multicultural que celebra o Dia das Crianças no domingo (12), a partir das 13h, na Praça Lúcio Costa (entre o shopping e o Teatro Nacional). Gratuita, a programação vai até as 23h, unindo música, arte, gastronomia e educação. A Área Kids garante diversão com brinquedos infláveis, pula-pula e oficinas de malabares, enquanto o Espaço Marandubinha promove rodas de leitura e biblioteca infantil. A Mini-Arena apresenta espetáculos circenses, oficinas de energia solar e ações de sustentabilidade, e o Trupé do Auto leva cortejos e oficinas de perna de pau inspiradas no cordel. Saiba mais no site do mall. Lá em Águas Claras, o DF Plaza Shopping recebe o Castelo do Dragão, atração interativa instalada na Praça Central (térreo) até 4 de novembro. Os ingressos custam R$ 50 (30 minutos) e R$ 70 (60 minutos). No fim de semana, as atividades culturais ficam por conta das ações da Livraria Leitura: no sábado (11), às 15h, haverá contação de histórias e sorteio de brindes; já no domingo (12), também às 15h, será realizada uma oficina de pintura. Siga o @dfplazashopping. O CCBB está entre os lugares preferidos da garotada em Brasília. Em sintonia com o mês em que o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília completa 25 anos, o Rolê Cultural – Educativo CCBB realiza, nos dias 12 e 25 de outubro, dois circuitos brincantes ao ar livre. No dia 12 (domingo), de 11h às 17h, réplicas de jogos africanos, ameríndios e medievais feitos à mão animam o público; e, no dia 25, de 13h às 17h, é a vez do Jogo das Heroínas, que propõe a criação coletiva de narrativas a partir de cartas conectadas visualmente, com personagens, objetos e símbolos que evocam a ancestralidade africana na formação do Brasil. A programação inclui ainda jogos populares, como pula-corda, peão e ioiô, para transformar a área externa do CCBB em um grande quintal compartilhado, onde correr, rir, inventar estratégias e imaginar novos futuros caminham juntos. Para participar, basta chegar e aguardar a sua vez de brincar. Ainda na opção outdoor, o Clube.Co convida os brasilienses para um dia de muita brincadeira, música e alegria em celebração ao Dia das Crianças. Localizada no Setor de Clubes Sul, a academia preparou uma programação especial para os pequenos, com atividades ao ar livre e entrada gratuita para crianças de até 12 anos. Vai ter torta na cara, cabo de guerra, banho de mangueira, futebol, dança das cadeiras e brincadeiras com balão. A partir do meio-dia, a diversão continua com karaokê interativo com o Clipetube, garantindo risadas e performances inesquecíveis até as 14h. Tem também o Maximus – Festival de Circo do Futuro, que será realizado de 9 a 12 de outubro, no Sesc Ceilândia, com entrada gratuita. O evento propõe um mergulho no universo circense, celebrando sua história milenar e projetando caminhos possíveis para o futuro da arte que desafia a gravidade e transforma territórios. Com o tema “Circo do Futuro”, o festival apresenta artistas do Distrito Federal, de outros estados brasileiros e convidados internacionais do Chile e do México, consolidando o intercâmbio artístico e formativo. Além das apresentações, há oficinas e muito mais no @maximus.festival. Para os fãs de teatro, vale a pena assistir a Chapeuzinho Esfarrapado, que está de volta a Brasília em sessão única no Dia das Crianças. A montagem será encenada às 16h, no Teatro Sesc Silvio Barbato (Setor Comercial Sul). O trabalho combina poesia, humor e música ao vivo para falar, de forma simples e potente, sobre autoproteção, respeito e igualdade. Livremente inspirado em conto homônimo, o enredo acompanha Conceição em uma cozinha-mundo, um espaço mágico onde ela elabora seu crescimento físico e espiritual por meio dos alimentos. Com texto da premiada dramaturga Marcia Zanelatto e direção de Camila de Sant’Anna e Lidia Olinto, a montagem aposta em uma dramaturgia não linear, que abre novas perspectivas a cada repetição. Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada) e podem ser adquiridos na Sympla. O espetáculo tem duração de 50 minutos e classificação livre. E a última dica é o Ensaio Aberto da Capela Imperial – Edição Dia das Crianças, promovido pela escola de samba Capela Imperial em parceria com o coletivo Distrito Drag. A festa começa às 14h, em frente à sede da agremiação (Setor J Norte, CNJ 01), e terá como atrações musicais o grupo Canto das Pretas e a Bateria Chapa Quente. A entrada é gratuita. Além das atrações musicais, a programação inclui apresentações do casal de mestre-sala e porta-bandeira e das passistas da Capela Imperial. A festa oferece às crianças recreação com pula-pula, piscina de bolinhas, pintura de rosto e animadores. A programação deste sábado na Capela Imperial faz parte do projeto Distrito Criativo, uma parceria do Distrito Drag com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF). Vamos #PERAMBULAR e festejar a alegria e a inocência das crianças?

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BBS Plano das Artes lança o catálogo da 4ª edição

No dia 9 de outubro, das 18h às 20h, no Espaço Oscar Niemeyer, acontece o lançamento do Catálogo da 4ª edição do BSB Plano das Artes | Festival Arte por Toda Parte. Com distribuição gratuita, a publicação traz textos sobre o evento realizado de 7 a 18 de junho de 2024, com visitas a ateliês, galerias de arte e espaços independentes dedicados às artes visuais, em rotas de visitação com vans oferecidas pelo Plano das Artes e rotas de visitação espontâneas, em que o público seguiu para esses espaços por meios próprios. O Espaço Oscar Niemeyer fica na Praça dos Três Poderes, Esplanada dos Ministérios, Brasília-DF. Cinara Barbosa, idealizadora do projeto, afirma que o lançamento do catálogo da 4ª edição do BSB Plano das Artes celebra os importantes resultados alcançados. “Somente nesta edição foram mapeados 56 espaços independentes de arte que atuam no Distrito Federal. Somadas às três edições anteriores, são mais de 100 locais, entre ateliês, galerias de arte, centros de formação, entre outros empreendedores ligados ao ecossistema das artes”, ressalta Cinara. Vale lembrar que o projeto proporcionou ainda a formação de 20 atendentes culturais (incluindo vagas para LGBTQIA+, negros e indígenas), categoria profissional lançada pelo projeto visando relacionamento e gestão de atividades de espaços, que atuaram em treinamento durante as rotas em alguns espaços. A realização da 4ª edição do BSB Plano das Artes contou com parceiros dos setores privados e públicos, como a Universidade de Brasília, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do GDF e o Correio Braziliense, e o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF). Além dos parceiros comerciais Com tiragem de 500 exemplares, o catálogo tem coordenação editorial de André Vilaron e Cinara Barbosa; projeto gráfico e diagramação de Wagner Alves; fotografias de Jean Peixoto, Isabel Lootens, Flávia Frota, Gisele Lima, André Vilaron, Alessandra França, Fernão Capelo Rocha e fotografias feitas por representantes dos espaços e pela equipe do BSB Plano das Artes. Fotos: Divulgação

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Entre gingas e toques, nasce a liberdade

No MID 2025, coreografia “Corpo Roda Outro” revela a beleza do movimento que nasce da confiança, da superação e do reencontro com o próprio corpo. Desafiando as convenções do movimento, o coreógrafo Paulo Vitor e o dançarino e capoeirista José Welson de Araújo estrelam o espetáculo “Corpo Roda Outro, Entre Gingas e Toques”. A apresentação acontece às 19h do dia 12 de outubro, no Espaço Cultural Renato Russo. Baseada em uma profunda pesquisa acadêmica sobre reabilitação e percepção corporal, a obra explora uma coreografia simbiótica entre um dançarino andante (Paulo) e um em cadeira (José Welson), celebrando a resiliência humana e a redescoberta da identidade artística após uma lesão medular. O espetáculo faz parte da programação da edição 2025 do Movimento Internacional de Dança (MID), e os ingressos custam R$ 15 (meia-entrada) e estão disponíveis no Sympla. Fruto do trabalho de conclusão de curso de Paulo Vitor em Licenciatura em Dança pelo Instituto Federal de Brasília (IFB), “Corpo Roda Outro, Entre Gingas e Toques” é a culminação de um estudo sobre como a dança atua na neuroplasticidade e na redescoberta do corpo. A coreografia transforma a pesquisa em um manifesto artístico, em que a técnica e a ciência do movimento se encontram para contar uma história de potência, diálogo e superação de barreiras imaginadas. “Esta coreografia é a materialização de anos de pesquisa sobre como o corpo pode se redescobrir. Não se trata de superar limites, mas de descobrir novas linguagens. Em cena, a cadeira de rodas não é um acessório, mas uma extensão do corpo, uma facilitadora que expande as possibilidades de diálogo e movimento. O que buscamos é uma simbiose em que a técnica e a emoção se fundem para contar uma história de potência e redescoberta”, afirma o coreógrafo Paulo Vitor. A narrativa ganha uma dimensão visceral por meio da performance de José Welson, capoeirista há mais de 25 anos que, após um acidente, encontrou na dança uma forma de continuar sua arte. Sua jornada de adaptação e redescoberta é o fio condutor emocional do espetáculo. Para ele, o processo foi uma revelação. “A dança me tirou daquele pensamento de que eu era um paciente e me trouxe para o lado artístico. Ela me ensinou a usar a cadeira como uma extensão do meu corpo, uma facilitadora para criar coisas novas. Em cena, eu sinto que o movimento é livre. Dançar é se libertar”, compartilha José. O resultado da união entre o dançarino e o capoeirista é um dueto de rara beleza e força, em que a hierarquia entre os corpos inexiste — uma peça de encantamento que seduz o público com uma coreografia que explora o contato, o peso, o equilíbrio e a confiança. Em suma, um espetáculo de linguagem única que prova que a arte não conhece limites físicos, apenas horizontes criativos — um belo exemplo do que pode ser visto até o dia 19 de outubro na programação da edição 2025 do Movimento Internacional de Dança – MID, que interliga palcos dos principais teatros do Distrito Federal, como o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e o Espaço Cultural Renato Russo, para celebrar combinações de linguagens das danças urbanas e contemporâneas, refletindo sobre identidades marginalizadas e a vitalidade dos corpos periféricos. Saiba mais acessando @movimentoid ou no site do Movimento Internacional de Dança 2025. Para os amantes da dança “Corpo Roda Outro, Entre Gingas e Toques” no Palco Aberto do Movimento Internacional de Dança (MID) / Espaço Cultural Renato Russo – CRS 508 Bloco A, Asa Sul, Brasília–DF / 12 de outubro – 19h / R$ 15 (meia-entrada) – Sympla / 12 anos Crédito Fotográfico: Luís Nova

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“Prefácio” é a nova exposiçao de Tainá Frota

Com patrocínio do Hospital Santa Lúcia, do Grupo Santa,  fotógrafa transforma retratos em manifesto pela vida e prevenção ao câncer de mamaa exposição que chega ao ParkShopping. Em meio ao Outubro Rosa, a fotógrafa Tainá Frota apresenta a exposição Prefácio, um potente encontro entre arte, afeto e conscientização. A mostra, que acontece no ParkShopping com patrocínio do Hospital Santa Lúcia/Grupo Santa, reúne retratos inéditos de 12 mulheres que enfrentaram — ou ainda enfrentam — o câncer de mama e que, por meio da imagem e da palavra, compartilham suas trajetórias de coragem, beleza e esperança. Com curadoria sensível e olhar apurado, Tainá transforma cada retrato em uma celebração da vida, destacando não apenas a força dessas mulheres, mas também a importância da autoestima no processo de cura. Mais do que uma homenagem, a exposição é um chamado à ação: todas as retratadas receberam diagnóstico precoce graças aos exames de rotina, aumentando significativamente suas chances de cura.   Além dos retratos, a exposição conta com depoimentos em vídeo das próprias pacientes — todas acompanhadas pela Dra. Patrícia Schorn, oncologista chefe do Hospital Santa Lúcia, que integra o Grupo Santa. Nos relatos, cada mulher compartilha sua vivência única, reforçando uma mensagem comum e urgente: prevenir é um gesto de amor e cuidado com a própria vida. A identidade visual da exposição também carrega simbolismos poderosos. Criada pela agência Radiola Publicidade e Design, as peças foram concebidas a partir de flores reais escaneadas, evocando exames de imagem. O resultado é um conjunto visual que ressignifica o diagnóstico com delicadeza e otimismo, revelando o florescer de vidas que se reinventam. Prefácio é, antes de tudo, um lembrete: quando a prevenção vem a tempo, ainda há tempo. De tratar. De recomeçar. De escrever novas histórias. Sobre a exposição Prefácio nasceu do encontro entre celebração e cuidado. Nos últimos anos, Tainá Frota acompanhou de perto o trabalho de profissionais de saúde e pacientes oncológicas, e dessa vivência surgiram reflexões profundas sobre a importância da autoimagem e da autoestima no processo de cura. “Como fotógrafa, a primeira coisa que percebi foi a importância do fortalecimento da autoimagem e da autoestima a partir da valorização desse corpo que assume novas formas durante o tratamento. A celebração e a representação imagética desse corpo que luta com força e afinco é algo fundamental no processo de cura”, afirma Tainá. Mais do que um projeto fotográfico, Prefácio é uma troca genuína — uma doação mútua. A fotógrafa empresta seu olhar generoso, enaltecendo com sensibilidade a beleza e a força dessas mulheres. Em contrapartida, elas compartilham relatos potentes sobre sua jornada, tocando profundamente quem visita à mostra e reforçando, acima de tudo, a importância da prevenção. “Há tempo de se tratar. Há tempo de se ter esperança. Há tempo de se curar. Há tempo de escrever novas histórias”  Tainá Frota. Sobre Tainá Frota Retratista de renome nacional, com trabalhos realizados no Brasil e no exterior, Tainá dedica-se ao registro de pessoas há quase vinte anos. É autora de inovadores projetos como Mulher Presente, Afeto Remoto e Rádio Retrato. Conhecida pelo olhar sensível e elegante, especialmente no registro de mulheres, já palestrou em eventos nacionais como o Congresso Fotografar e realizou workshops sobre o papel da fotografia como instrumento de manutenção da memória afetiva. Formada em Jornalismo, com especialização em Fotografia no Canadá, Tainá possui vasta experiência como produtora cultural e no mercado publicitário, sendo responsável pela produção de inúmeras exposições de artistas renomados, entre eles Sebastião Salgado, Adriana Varejão e Vik Muniz. Serviço – Exposição Prefácio Local: ParkShopping – 1º piso, em frente à Trousseau Abertura: Quinta-feira, 2 de outubro de 2025 Período de visitação: 3 a 31 de outubro de 2025 Horário: Horário de funcionamento do shopping Entrada gratuita Fotos: Divulgação

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Não perca: “Ficções” está de volta a Brasília!

Inspirado no best seller ‘Sapiens’, de Yuval Noah Harari, o premiado espetáculo com Vera Holtz e Federico Puppi já foi visto por mais de 150 mil espectadores no Brasil e Portugal. Depois de quase três anos de uma premiada trajetória – com temporadas de sucesso no Rio de Janeiro e em São Paulo e turnês lotadas pelo Brasil e por Portugal –, o espetáculo Ficções, estrelado por Vera Holtz, retorna a Brasília, de 2 a 5 de outubro, no Teatro Royal Tulip, comemorando mais de 350 apresentações e 150 mil espectadores desde a estreia. A peça recebeu 22 indicações e ganhou os prêmios Shell e APTR de melhor atriz para Vera Holtz e APTR de melhor música para Federico Puppi. Idealizado pelo produtor Felipe Heráclito Lima e escrito e encenado por Rodrigo Portella, Ficções teve como ponto de partida o livro Sapiens – uma breve história da humanidade, do professor e filósofo Yuval Noah Harari, que vendeu mais de 23 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Publicado em 2014, o livro de Harari afirma que o grande diferencial do homem em relação às outras espécies é sua capacidade de inventar, de criar ficções, de imaginar coisas coletivamente e, com isso, tornar possível a cooperação de milhões de pessoas – o que envolve praticamente tudo ao nosso redor: o conceito de nação, leis, religiões, sistemas políticos, empresas etc. Mas também o fato de que, apesar de sermos mais poderosos que nossos ancestrais, não somos mais felizes que esses. Partindo dessa premissa, o livro indaga: estamos usando nossa característica mais singular para construir ficções que nos proporcionem, coletivamente, uma vida melhor? “É um livro que permite uma centena de reflexões a partir do momento em que nós pensamos como espécie e que, obviamente, dialoga com todo mundo. Acho que esse é o principal mérito da obra dele.”, analisa Felipe H. Lima, que comprou os direitos para adaptar o livro para o teatro em 2019. Instigado pelas questões trazidas pelo livro e pela inevitável analogia com as artes cênicas – por sua capacidade de criar mundos e narrativas – o encenador Rodrigo Portella criou um jogo teatral em que a todo momento o espectador é lembrado sobre a ficção ali encenada: “Um dos principais objetivos é explorar o sentido de ficção em diversas direções, conectando as realidades criadas pela humanidade com o próprio acontecimento teatral”, resume. Quando foi chamado para escrever e dirigir, Rodrigo imaginou que iria pegar pedaços do livro para transformar em um espetáculo: “Ao começar a ler, entendi que não era isso. Era preciso construir uma dramaturgia original a partir das premissas do Harari que seriam interessantes para a espetáculo. Em nenhum momento, no entanto, a gente quer dar conta do livro na peça. Na verdade, é um diálogo que a gente está estabelecendo com a obra”, enfatiza. A estrutura narrativa foi outro ponto determinante no propósito do espetáculo: “Eu queria fazer uma peça que fosse espatifada, não é aquela montagem que é uma história, que pega na mão do espectador e o leva no caminho da fábula. Quis ir por um caminho onde o espectador é convidado, provocado a construir essa peça com a gente. É uma espécie de jam session. É uma performance em construção, Vera e Federico brincam com tudo, com os cenários, tem uma coisa meio in progress”, descreve. Para a empreitada, Rodrigo contou com a interlocução dramatúrgica de Bianca Ramoneda, Milla Fernandez e Miwa Yanagizawa: “Mesmo sem colaborar diretamente no texto, elas foram acompanhando, balizando a minha criação, foram conversas que me ajudaram a alinhar a direção, o caminho que daria para o espetáculo”, conta. Vera Holtz se desdobra em personagens da obra literária e em outras criadas por Rodrigo, canta, improvisa, “conversa” com Harari, brinca e instiga a plateia, interage com o músico Federico Puppi – autor e performer da trilha sonora original, com quem divide o palco. Em outros momentos, encarna a narradora, às vezes é a própria atriz falando. “Eu gosto muito desse recorte que o Rodrigo fez, de poder criar e descriar, de trabalhar com o imaginário da plateia”, destaca Vera. “O desafio é essa ciranda de personagens, que vai provocando, atiçando o espectador. Não se pode cristalizar, tem que estar o tempo todo oxigenada”, completa. Rodrigo concorda: “É um espetáculo íntimo, quem for lá vai se conectar com a Vera, ela está muito próxima, tem uma relação muito direta com o espectador”. Sinopse A partir do best-seller “Sapiens”, do escritor israelense Yuval Harari, Ficções fala da capacidade humana de criar e acreditar em ficções: deuses, dinheiro, nações… O que foi ou não inventado? Mas, apesar dessa habilidade inédita e revolucionária que alçou nossa espécie à condição de “donos” do planeta, seguimos inseguros e sem saber para onde ir. Você está satisfeito? Serviço: VERA HOLTZ em FICÇÕES Inspirada a partir do livro Sapiens – Uma breve história da humanidade, de Yuval Noah Harari Idealizada por Felipe Heráclito Lima Escrita e encenada por Rodrigo Portella Performance e Trilha Sonora Original: Federico Puppi Interlocução dramatúrgica: Bianca Ramoneda, Milla Fernandez e Miwa Yanagizawa Assistente de direção: Cláudia Barbot Cenário: Bia Junqueira Figurino: João Pimenta Iluminação: Paulo Medeiros Preparação corporal: Tony Rodrigues Preparação vocal: Jorge Maya Programação Visual: Cadão Fotos: Ale Catan Direção de produção: Alessandra Reis Gestão de projetos e leis de incentivo: Natália Simonete Produção executiva: Wesley Cardozo Administração: Cristina Leite Produção local: DECA Produções Assessoria de imprensa local: Território Comunicação Rodrigo Machado Produtores associados: Alessandra Reis, Felipe Heráclito Lima e Natália Simonete SERVIÇO Temporada | de 2 a 5 de outubro de 2025 Horário | quinta a sábado, às 20h, e domingos, às 18h Local | Teatro Royal Tulip Endereço | SHTN Trecho 1 Conjunto 1 B – Bloco C Tel | 61 3424-7018 Capacidade | 420 poltronas e 80 cadeiras extras Ingressos | a partir de R$25 Classificação indicativa | 12 anos Duração | 80min Vendas antecipadas | Belini 113 Sul sem taxas ou no Sympla Observações: recomendável ir de táxi ou Uber. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo. O teatro não faz trocas. A temporada está inserida na programação do projeto Circuito do Teatro Brasília, da DECA Produções, com patrocínio da Brasal e Ministério da Cultura   Fotos: Divulgação

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Pitágoras abre duas exposições em Goiânia

Artista consagrado abre mostras inéditas que exploram o azul, a fabulação e a força da pintura A capital goiana recebe duas mostras inéditas do artista Pitágoras, nome de referência na arte contemporânea brasileira. Na quinta (2), ele abre Fragmentos de um Diário Imaginado, no Centro Cultural da UFG, reunindo 83 obras que transitam entre fabulação, excesso cromático e o silêncio dos azuis. Já no sábado (4), é a vez de Out of the Blue, na Lud Potrich Art Gallery, onde o azul surge como campo de invenção e transcendência. Com curadoria de Paulo Duarte Feitoza, as exposições revelam a pintura como gesto vital e diário na trajetória do artista, que há mais de três décadas constrói uma obra marcada pela imaginação, disciplina e intensidade.   Autodidata, Pitágoras consolidou sua carreira fora da academia, sustentando sua produção em um mergulho contínuo no ateliê e em referências que atravessam da cultura popular à ficção científica. Suas obras já integram acervos de museus de arte moderna em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Santa Catarina e Bahia. Seja nos insetos e astronautas que povoam seu diário inventado ou na potência quase infinita do azul, o artista reafirma uma pintura que insiste em existir como ofício e como vida. Goiânia, nesta semana, se torna o espaço onde essa vitalidade transborda em duas exposições imperdíveis. Quer ver? Fragmentos de um Diário Imaginado – Centro Cultural UFG | Abertura 2/10, às 19h | Visitação até 19/11 Out of the Blue – Lud Potrich Art Gallery | Abertura 4/10, às 10h | Visitação até 19/11 Entrada gratuita. Imagens: Divulgação

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Antônio Obá estreia Finca-Pé em Brasília

De retorno a sua cidade natal, artista inaugura mostra no CCBB que reúne mais de cinquenta obras, ressaltando os vínculos entre arte, território e memória. Finalmente a exposição Finca-Pé: Estórias da terra, de Antonio Obá, chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Brasília! Depois de estrear no Rio de Janeiro e de passar por Belo Horizonte, a mostra faz temporada na cidade natal do artista, podendo ser visitada até 23 de novembro. Ao longo de sua itinerância, a mostra se aproxima dos 100 mil visitantes – foram 43.699 pessoas no CCBB Rio e 45.022 no CCBB BH –, números que atestam a força e a atualidade do trabalho de Obá, reconhecido como um dos artistas mais relevantes da cena contemporânea brasileira. Com entrada gratuita, os ingressos podem ser reservados no site oficial do centro cultural ou retirados diretamente na bilheteria do CCBB Brasília. Reunindo mais de cinquenta trabalhos, entre pinturas, desenhos, instalação e filme-performance, a exposição ganha em Brasília uma dimensão particular: o encontro entre a poética de Obá e o território que moldou sua experiência e sensibilidade. Embora se trate do mesmo conjunto de obras que percorreu as outras cidades, cada espaço imprime novos sentidos. “Por mais que seja o mesmo corpo de trabalho, nunca é a mesma exposição. O espaço físico, a cidade, as pessoas, tudo transforma o encontro com as obras. Em Brasília, há um atravessamento inevitável: é o lugar de onde vim, onde está enterrado o meu umbigo, e essa volta é também um reconhecimento íntimo que se abre para outras leituras”, afirma o artista. Para condensar o espírito da mostra em Brasília, Obá recorre ainda à lembrança de um verso recitado por Vital Farias, de autoria do poeta potiguar François Silvestre, no álbum Cantoria 1 (1984) — “só é cantador quem traz no peito o cheiro e a cor da sua terra, a marca de sangue, seus mortos e a certeza da luta de seus vivos”: uma reverência à terra natal, sem nostalgia ou literalidade, mas como campo poético em constante transformação. PERCURSO A relação com o Cerrado atravessa obras como Ka’a pora (2024), localizada na Galeria 1 do CCBB Brasília, instalação formada por 24 esculturas de pés em bronze adornados com galhos, que remete ao ciclo de resistência e renovação da paisagem depois da seca e do fogo. “É uma obra que se relaciona com a resistência, mas também com a forma como o Cerrado se renova após períodos de estiagem e queimadas, voltando ao verde com a primeira chuva. Reflete a própria natureza e como a resistência pode ser incorporada à experiência humana, renovando-se constantemente”, descreve o artista. No percurso, o visitante encontra ainda a série Crianças de Coral – nigredo/coivara (2024-2025), composta por doze retratos em carvão sobre tela. Obá reduz o carvão a pó e manipula as camadas até fazer emergir imagens densas, que parecem vibrar entre presença e desaparecimento. Em outra sala, desenhos de forte gestualidade, cadernos de estudo e experimentações com grafite, giz de cera, extrato de nós e nanquim dourado revelam o processo contínuo do artista. A mostra apresenta também Encantado, filme-performance inédito no Brasil que marca o retorno de Obá a essa linguagem. Inspirado na figura do peregrino – aquele que caminha para cumprir uma promessa – o trabalho propõe uma experiência visual e sensorial que convoca símbolos e rituais, principalmente ligados a práticas espirituais e religiosas, reafirmando a amplitude de seu campo de investigação. Para a curadora Fabiana Lopes, a exposição convida a transitar por diferentes registros e temporalidades: “A terra pode ser o chão, pode ser Cerrado, pode ser planeta, pode ser um jardim imaginário ou um jardim interior do indivíduo. A experiência de caminhar pela exposição é a de transitar por essa multiplicidade, uma fluidez que reflete o pensamento de Obá e a própria construção da mostra, que parte de um núcleo sólido e se desdobra em possibilidades imprevistas.” O diálogo com o Cerrado é ampliado pelas obras do mineiro Marcos Siqueira, artista convidado, natural da Serra do Cipó. Seus trabalhos, criados a partir da terra como matéria-prima para pigmentos e personagens, expandem o campo poético da exposição e reforçam a ideia de que a matéria e o lirismo podem se entrelaçar na construção de novas imagens e sentidos. Em Brasília, a mostra ganha ainda uma leitura própria pela forma como ocupa o edifício do CCBB, revelada em sua expografia: as salas acolhem as diferentes séries de trabalhos em diálogo com a arquitetura, criando um percurso que conduz o visitante da intimidade dos desenhos e cadernos ao impacto da instalação em bronze, passando pela densidade gráfica dos retratos e pela imersão audiovisual do filme-performance. Essa adaptação, pensada especificamente para o espaço da capital, intensifica a relação entre obra, público e território. Antônio Obá Com trajetória consolidada em instituições no Brasil, Europa e Estados Unidos, Antonio Obá se firmou como uma das vozes mais relevantes da arte contemporânea brasileira, tensionando símbolos, religiosidades e imaginários nacionais em obras que transitam entre pintura, escultura, instalação e performance. “Cada etapa de Finca-Pé recolhe histórias dos lugares por onde passa e contribui para os desdobramentos da própria mostra”, observa o artista. “É um processo que está sempre em construção.” Prata da casa… bora? Finca-Pé: Estórias da terra / Centro Cultural Banco do Brasil Brasília –  SCES Trecho 02 Lote 22 – Brasília – DF / até 23 de novembro de 2025 – terça a domingo das 09h às 21h / Livre / Ingressos gratuitos em www.bb.com.br/cultura e na bilheteria física / Siga @ccbbbrasilia   Fotos: Divulgação

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