Na Casa Quadra, o Nordestesse aproxima criação, território e memória em uma curadoria que atravessa autoralidade para presentear no Dia das Mães
Existe algo de muito particular quando o Nordeste encontra Brasília. Talvez pela maneira como essas criações conseguem transformar memória em matéria — no crochê, na madeira pintada, nos tecidos que carregam textura e território. Entre os dias 6 e 9 de maio, o Festival Nordestesse chega à Casa Quadra, no Lago Sul, com uma edição dedicada ao Dia das Mães, reunindo moda, acessórios, joalheria e gastronomia artesanal em uma curadoria que privilegia autoria e afeto.

Entre os destaques está a estreia da joalheira baiana Bia Machado, que apresenta peças em madeira pintada e ouro 18k inspiradas em santos, orixás e flores. A cearense Amares Brasil retorna ao festival com bolsas, resort wear e homewear produzidos em diálogo com grupos de artesãos do Ceará e da Bahia. Já o estilista potiguar George Azevedo volta à cidade após apoteótico desfile no Metrópoles Catwalk, aqui em Brasília com a coleção Segunda Pele, revisitando os grafismos de onça que marcaram sua trajetória em versões mais sofisticadas, dominadas pelo preto e branco.
Vejam alguns cliques do primeiro dia de Nordestesse + Quadra:
Também participam desta edição a Catarina Mina, com suas já reconhecidas bolsas de crochê e peças apresentadas recentemente na São Paulo Fashion Week, além da Cearensy, comandada por Synara Leal, que aposta em crochês elaborados e silhuetas fluidas pensadas tanto para o inverno brasiliense quanto para o verão europeu. O festival ainda reúne marcas como Almacor e Sau, ambas com novas coleções voltadas para um público que busca peças autorais sem abrir mão de versatilidade.
A experiência se expande para a gastronomia, com uma seleção de produtos artesanais que inclui geleias de cajá com cachaça, picles de maxixe e quiabo e os premiados queijos de cabra da Fazenda Carnaúba, da família de Ariano Suassuna. Mais do que um evento de compras, o Nordestesse reafirma um movimento cada vez mais forte na moda brasileira: o de valorizar criação com identidade, tempo e história.
Conheça as marcas que desembacaram na capital do país:

- Almacor (BA)
Com estreia marcada na passarela do DFB Festival, em junho, a marca de roupas e objetos autorais transforma ilustrações de jovens neurodivergentes em estampas cheias de identidade. Design e inclusão se encontram como extensões de uma galeria de arte. - Amares Brasil (CE)
Fundada por Amanda Medrado em parceria com artesãos do Ceará e da Bahia, a Amares une moda resort, acessórios e homewear com forte valorização de matérias-primas naturais. Suas coleções equilibram sofisticação, manualidade e design brasileiro. - B.Design (AL)
Criada por Bianca Theotonio, a B.Design trabalha joias em prata reciclada e pedras brutas com produção slow e tiragens limitadas. Peças carregadas de memória, natureza e narrativa afetiva moldam o DNA da marca. - Bia Machado (BA)
As joias de Bia Machado unem ouro 18k, madeira de demolição e pedras naturais em criações inspiradas na cultura baiana e afro-brasileira. Fé, arte popular e sofisticação aparecem traduzidas em peças feitas à mão. - Bossa de Maria (BA)
Com foco em linho, tricoline e modelagens fluidas, a Bossa de Maria veste mulheres que buscam elegância sem abrir mão do conforto. A marca mistura alfaiataria tropical, crochê e delicadeza artesanal em peças atemporais. - Catarina Mina (CE)
Referência nacional em crochê contemporâneo, a Catarina Mina transforma técnicas manuais nordestinas em bolsas e roupas urbanas e sofisticadas. A marca integra o line-up da São Paulo Fashion Week e simboliza uma moda autoral conectada à tradição. - Cearensy (CE)
Com direção criativa de Synara Leal, a Cearensy atualiza o crochê artesanal com estética sofisticada e sensual. Suas peças transitam entre praia, resort e gala com acabamento inspirado na alta-costura. - George Azevedo Art (RN)
O estilista George Azevedo traduz referências do Nordeste em roupas marcadas por estampas artísticas e pintura manual. Em suas coleções, elementos como onças, cajueiros e símbolos populares ganham leitura urbana e contemporânea. - Milá (RJ)
Criada em 2020, a Milá aposta em tricôs leves feitos com fios naturais e modelagens pensadas para o estilo da mulher brasiliense. A marca combina conforto, minimalismo e sofisticação casual. - Palma (BA)
Inspirada pelo litoral baiano, a Palma transforma vidros lapidados pelo mar em joias orgânicas combinadas a ouro e pedras preciosas. Suas coleções exploram o universo marítimo por uma ótica sofisticada e nada óbvia. - Sau (CE)
Conhecida inicialmente pela moda praia de alta performance, a Sau expandiu seu universo para peças resort sofisticadas e versáteis. Com modelagens elaboradas e tons neutros, a marca transita do pós-praia à vida urbana com naturalidade.
Quer ir?
NORDESTESSE + CASA QUADRA
Na SHIS QI 15, Conjunto 03, Casa 23
De quarta a sexta, das 11h às 20h e sábado, das 10h às 17h.
Imagens: Divulgação Nordestesse



