Beirute celebra 60 anos

Único remanescente da era de ouro da 109 Sul, o “Beira” festeja seis décadas com exposição histórica, DJs, shows e preços que convidam ao brinde.

Se as paredes do Beirute falassem, elas não apenas contariam a história de Brasília, elas recitariam crônicas inteiras sobre amizade, resistência e boemia. Hoje, deixo o lado puramente jornalístico de lado para falar como alguém que viveu a efervescência da comercial da 109 Sul. Nos anos 1980 e 90, antes de o mundo estar na palma da mão via redes sociais, aquele quadrilátero era o nosso Google: a gente ia para lá para descobrir onde seria a festa da noite, quem estava com quem e para sentir o pulso da cidade. Entre o Estação 109, o Arabeske e o Bar do Luiz, o Beirute sempre foi o porto seguro, que abraça todas as tribos, juntas e misturadas em um mesmo lugar. Por essas e por outras que, com uma alegria, a Coluna #PERAMBULANDO anuncia que esse ícone está completando 60 anos! E a festa já está rolando a todo o vapor, começou na última quinta (16) e vai até este sábado (18).

A celebração está espalhada pelas duas unidades (Asa Sul e Asa Norte) e é um verdadeiro presente para quem quer matar as saudades. Na 109 Sul, a noite de ontem abriu com uma exposição histórica em parceria com o Correio Braziliense — um mergulho visual em fotos e reportagens que mostram por que o “Beira” é patrimônio afetivo da nossa capital. E a música não para: hoje, sexta-feira (17), a partir das 19h, o Beirute Sul recebe o Beira Hits com os DJs Cottonete, Louqueiroz e Marcinho Grande Brother. Já na Asa Norte, o coletivo Brasil na Pista assume o comando com as DJs La Reina e Aiure no projeto Beira Delas.

O sábado (18) promete ser aquele dia de perambular sem pressa. Na Asa Sul, a partir das 14h, rola uma Feirinha Literária com poetas locais, seguida de apresentações musicais de Rafael Tavares, Bruno Aguiar e o lendário Liga Tripa. Enquanto isso, na Asa Norte, o sábado começa com o Sambeiras às 13h30, trazendo o gogó de Karla Sangaleti e Luiza Ceolin, fechando a noite com o mestre Manollo e Eliane América, do Cult 22. É programação para reunir todas as gerações que já passaram por aquelas mesas de fórmica.

 

E como festa boa tem que ter comida, o Beirute preparou um cardápio comemorativo com preços que parecem de outra época: o chopp sai a R$ 6,60 e os clássicos kibe e esfiha a R$ 10,60. Para quem vai com o grupo de amigos, o tradicional filé à parmegiana para dois está saindo a R$ 166,60. É a oportunidade perfeita para sentar, pedir uma Original gelada e brindar à história desse lugar que, há 60 anos, nos ensina que o melhor da vida acontece ao vivo, entre um papo e outro, com o Lago Paranoá como testemunha e o Beirute como casa.

Quem aí também tem uma história inesquecível vivida em uma mesa do Beira para compartilhar?

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