Vestir Brasília: Sebrae DF lança programa de incremento para indústria

Iniciativa voltada para empresários da indústria têxtil visa o desenvolvimento da moda no DF, melhoria da gestão empresarial e aumento de produtividade e competitividade O Sebrae no DF lançou, nessa quinta-feira (16), o projeto Vestir Brasília. O evento reuniu empreendedores do segmento têxtil que receberam orientações sobre estratégias de planejamento e como oferecer novas experiências para o consumidor, utilizando também as ferramentas digitais, que são uma tendência no mercado. O Vestir Brasília é uma iniciativa com empresas da área de confecção e foi apresentado pelo analista de moda do Sebrae, Thiago Angelo, que destacou o desenvolvimento do setor da moda através da identidade local como meio de colaboração para maior geração de empregos e relevância nacional. “Queremos incentivar as marcas autorais de Brasília para que elas ganhem mais mercado e, ao mesmo tempo, promover o consumo e a valorização das marcas locais. O desafio é exaltar a moda da capital federal para seu público, criando um sentimento de pertencimento”, aponta o analista. Thiago conta que é comum ver os brasilienses consumirem marcas que não são da cidade e a ideia é que o consumidor identifique as marcas que têm o DNA de Brasília. O projeto conta com a prática de uma economia criativa, que é onde a moda autoral está, e também com o fortalecimento das indústrias de moda mais tradicionais. “Vamos trabalhar com dois públicos: as empresas tradicionais, que têm CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas, utilizada para determinar quais atividades são exercidas por uma empresa) de indústria e varejo, e as marcas que estão começando agora. A ideia é fazer um resgate das marcas locais e dessa percepção de crescimento setorial dentro de quatro eixos principais: mercado, governança, políticas públicas e diferenciação setorial”, explica. Por meio de ações como capacitação, consultoria, eventos de acesso ao mercado e conteúdo, o Sebrae também acompanhará essas empresas. É por meio desse processo que o empresário compreende melhor o nicho no qual atua e suas peculiaridades. “Então, cada vez mais, o Sebrae oferece profissionalismo técnico para dentro da moda. Isso ocorre tanto com instruções sobre posicionamento de marca, quanto por meio de uma iniciativa que promova sustentabilidade de negócios. Essa é a nossa construção junto com o empreendedor”, garante Thiago. Dentro desse contexto, são aproximadamente 100 marcas que estarão participando do projeto, como malharias, confecções e vestuário. O Vestir Brasília tem a prospecção de aumentar o faturamento e produtividade dos empresários do segmento têxtil em torno de 5,4% para o ano de 2023. De acordo com dados do Sindiveste DF, são, aproximadamente, 5 mil empresas neste ramo em Brasília e DF. Para a presidente do Sindiveste DF, Walquíria Aires, Brasília tem potencial para ser ainda mais atrativa. “Aqui, temos a melhor renda per capita do Brasil, grandes compradores do setor vestuário e um público que consome, basicamente, tudo o que vem de fora. Logo, temos todas as condições para fazer esse segmento crescer”, assegura. O evento de lançamento também contou com a participação do gerente de coleções digitais da Renner, Akihito Hira, que destacou a importância da transformação digital na indústria da moda. Segundo o especialista, o aporte de tecnologia melhora a eficiência da empresa, atende melhor às expectativas dos consumidores, reduz o impacto ambiental, acompanha a concorrência e costuma aproveitar as novas oportunidades de negócios. Ao concordar com Akihito Hira, Walquíria acrescentou que, além da tecnologia, mais dois fatores são fundamentais para o desenvolvimento desse setor dentro do DF: a inovação e o design. A programação do Vestir Brasília contemplará a realização de ações de capacitação como: jornada de design e gestão, consultorias de desenvolvimento de coleção, branding, assim como a promoção de eventos de moda. Segundo o analista de moda do Sebrae, Thiago Angelo, com a expansão deste ramo, já existe uma iniciativa junto ao Sindiveste DF para fazer um levantamento da capacidade produtiva das malharias e confecções aptas para participar de processos licitatórios, como produção de uniformes de escolas da cidade. “Quando falamos em uniformes escolares, por exemplo, só a Secretaria de Educação consome, anualmente, R$3 milhões de peças e, este ano, essas peças estão sendo fabricadas em outros estados. Talvez porque falte ao setor a tecnologia, inovação e design como forma de tornar esse produto mais competitivo”, alerta Walquíria Aires. O empreendedor de marca autoral, Sérgio Calado, reforça essa ideia. “A tecnologia e a moda estão em constante transformação, por isso, precisamos nos atualizar. Projetos como o Vestir Brasília são esclarecedores, sobretudo, porque contemplam o todo. Pretendo participar e acho que estávamos precisando de uma iniciativa que fomente a moda e coloque a cidade no lugar que é dela, de uma cidade criativa e que tem identidade. Essa iniciativa motiva a gente, enquanto empreendedor”, conclui. O empresário que tiver interesse em aderir ao projeto, pode acessar o link a seguir e realizar sua adesão: https://forms.office.com/r/4qhebKDpY8. Texto e fotos: AIs. Comunicação e Sebrae DF

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Após reforma, Martins Pena será ícone acessível

Trabalhos se encontram na fase de proteção das obras de arte e remoção de equipamentos O barulho de marretas, pás de construção e carrinhos de mão é ininterrupto e não deixam dúvidas: as obras da ampla reforma da Sala Martins Pena, do Teatro Nacional, estão a pleno vapor. São cerca de 30 homens trabalhando no interior do espaço desde que as obras começaram, no fim de 2022. Os resultados dessa intensa movimentação já podem ser constatados nas ações de proteção das obras de arte e primeiras remoções de equipamentos e mobiliários. O secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Bartolomeu Rodrigues, realizou uma visita técnica à obra na última terça-feira (31). “Impressiona o avanço das obras de restauração da Sala Martins Pena, do Teatro Nacional, que vistoriei ao lado dos engenheiros responsáveis”, constata. “O local está, no bom sentido, irreconhecível, o que mostra a dimensão do trabalho a ser realizado. O coração bate forte e mais forte ainda diante da sensação de recuperar o tempo perdido. Viva a cultura!”, exalta o chefe da pasta. Com investimentos de R$ 49,7 milhões, em recursos diretos do GDF, a obra vem sendo executada pela construtora Porto Belo Engenharia, com a fiscalização da Novacap. De acordo com os engenheiros responsáveis, essa fase dos trabalhos corresponde à proteção das obras de artes que compõem o acervo do Teatro, como os paineis do artista plástico Athos Bulcão localizados no foyer da Sala Martins Pena, além de desmontagem e remoção de louças, cabines, poltronas, carpetes, revestimento do piso da plateia, cabines e paredes, entre outros. Por se tratar de um bem tombado como patrimônio cultural, os trabalhos de recuperação do espaço também contam com acompanhamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Trabalhamos com o objetivo de cumprir as demandas e orientações do Iphan, onde atendemos ao Parecer Técnico e todas as exigências pertinentes”, esclarece a engenheira civil da Novacap, Uyara Mendes. Os trabalhos seguem também pelos 15 camarins, com as remoções dos forros, luminárias e demolição do piso, assim como a ampliação da escada de acesso. Os engenheiros também se debruçam sobre o reconhecimento visual da área para a possível implantação do reservatório de aproximadamente 350 metros cúbicos de água. “São reestruturações físicas para atender, inclusive, as exigências do Corpo de Bombeiros na questão da acessibilidade”, explica a engenheira. Modernização e acessibilidade O início da reforma do Teatro Nacional, com os já iniciados trabalhos na Sala Martins Pena, marca um ciclo de quatro anos de grandes obras executadas pelo GDF. Em relação ao icônico espaço cultural projetado por Oscar Niemeyer, ainda em 1958, não se trata apenas de uma simples manutenção, mas de ampla obra de modernização do local com projetos bem definidos de acessibilidade, segurança, combate a incêndio e conforto. “Foram dois anos para reunir e organizar todas as plantas do Teatro, em um trabalho que envolveu pelo menos uma dezena de profissionais abnegados”, destaca o secretário. “Ver o andamento da obra não deixa de ser uma emoção à parte, uma sensação de dever cumprido para que em breve Brasília tenha de volta esse ícone cultural”, registra Bartolomeu. As obras de reforma da Sala Martins Pena incluem a reestruturação das instalações prediais, sobretudo da parte elétrica e climatização, além da recuperação de pisos e revestimentos acústico, esquadrias e de imobiliários. Também serão feitas as atualizações tecnológicas e de segurança das estruturas do espaço, assim como dos mecanismos cênicos, respeitando, sempre, os requisitos de acessibilidade. Fotos: Hugo Lira/Divulgação Texto: Ascom/Secec

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