Jurassic Safari chega a BSB e diretor Diego Biaginni conta sobre experiência do show

Após temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, que contaram com mais de 250 mil espectadores, a megaexperiência chegou a Brasília e trouxe réplicas animadas de dinossauros em tamanho real que correm ao redor dos carros com movimentos impressionantes

Jurassic Safari Experience montado no Estacionamento do Ginásio Nilson Nelson, até 15 de junho, e é opção de passeio para toda a família. O megaevento mistura interatividade, diversão e ciência em um ambiente lúdico e recheado de conhecimento, experiência e aventura. Tudo isso acontece como em um safari, ou seja, sem a necessidade de sair do carro.

Todo o conteúdo de Jurassic Safari Experience tem supervisão de um paleontólogo para que ficção e educação desempenhem a sinergia perfeita

Desde a chegada ao estacionamento, o visitante de Jurassic Safari Experience já tem a sensação de ter voltado no tempo. Os participantes percorrem em seus carros um caminho com réplicas de dinossauros em tamanho real. Ao final deste percurso, os veículos serão direcionados a um espaço em que serão estacionados em frente a uma arena para o início do show. A apresentação contará a história de um grupo de cientistas que recriou dinossauros de diversos períodos a partir do DNA de fósseis. Dinossauros que agora vivem, ali, dentro desse mundo de fantasia.

O público se surpreende com as réplicas de répteis pré-históricos animados por técnicas de manipulação humana e animatronic, que correm pelo espaço em performances e movimentos ao redor dos carros. Todo o conteúdo de Jurassic Safari Experience tem supervisão de um paleontólogo para que ficção e educação desempenhem a sinergia perfeita.

Como no sistema de transmissão drive-in, o acesso ao áudio das apresentações é feito por meio de canal FM do rádio do veículo. Outra novidade é que a compra de alimentos, bebidas e souvenires é feita via QR code no celular.

As sessões acontecerão às quintas, sextas, sábados e domingos, e os ingressos custam entre R$160 e R$210 (carro para até cinco ocupantes – independentemente da idade) pelo site www.jurassicsafari.com.br. A experiência completa, safari + show, tem duração de cerca de 55 minutos.

O diretor Diego Biaginni, é um desbravador de novidades, sejam cênicas ou musicais e criou um ambiente perfeito para interação, dentro do contexto pandêmico, conseguindo oferecer entretenimento para quem adora o mundo dos dinossauros e de quem curte uma boa novidade. Veja mais detalhes, a seguir, na entrevista que fizemos com ele.

A escolha por tratar de assuntos com dados históricos se dá por uma razão pessoal ou por entender que se trata de algo educativo ou que o público tenha amplo interesse?

Quando falamos de dinossauros falamos de animais pré-históricos que nunca ninguém viu. É do imaginário de todo mundo. Eles existiram, sim, e temos aí as pesquisas com dados históricos consolidados. Juntamos com isso a criação artística e conseguimos ter essas duas coisas no entretenimento de qualidade. Trata-se de um sistema drive, dentro do próprio carro, então, todo mundo pode assistir com total segurança. Falamos sobre um assunto histórico que existiu e oferecemos essa parte educativa, na qual temos a curadoria do Bruno Gonçalves que é o paleontólogo da USP. Logo, todas essas informações são verídicas e são consultadas por ele, então, nós mostramos como cada animal se movimenta como se eles comem, quem é o herbívoro, quem é carnívoro. A partir daí, vimos vida nesses bichos e estamos trazendo entretenimento, essa é parte divertida e interativa do show. Acredito que conseguimos com sucesso mesclar essas duas possibilidades: educar e entreter.

Diego Biaginni entre os atores que compõem o elenco do show: Rubens Farias e Daniel Almeida

O entretenimento com o público em veículos foi um impasse, uma descoberta ou uma boa forma encontrada para adaptação do espetáculo?

O sistema drive-in foi um desafio para mim logo no começo, porque as pessoas quando vão ao teatro, elas caminham até suas poltronas e é muito mais fácil você conseguir tocá-las de alguma forma. Aqui nós estamos falando de carros, então as pessoas reagem diferente. Estamos falando de uma operação de veículos na qual o público entra, daí os apontadores os posicionam para que todos fiquem estacionados de uma maneira legal, para que as pessoas de trás consigam enxergar perfeitamente. Essa operação foi desafiadora. Outro desafio foi chegar à emoção, à piada, à diversão e a interação com o público dentro do carro. Eles estão atrás de um vidro, tudo isso foi desafiador, mas conseguimos. O espetáculo é muito legal, porque os dinos passam pelos carros interagindo. O público tem a oportunidade de ver dinossauros na sua janela. Isso é muito legal! Conseguimos transformar esse desafio em algo muito bacana. Algo que nunca foi feito, nunca foi visto antes. Afinal, quando a gente fala de safari muitas pessoas já fizeram um safari para ver da elefantes, leões, e outros animais, mas dinossauros passando na sua janela isso é inédito. Conseguimos transformar esse desafio em algo mágico e tem dado super certo.

Há um misto de realidade aumentada na experiência. Isso se deve ao trabalho pesquisa feito por grandes profissionais da área. O que foi mais complexo na criação dos elementos que representam os animais?

Os personagens são reais. Tratamos de espécies que já existiram, como o Dilofossauro Estegossauro, Anquilossauro, os famosos T-rex, Triseratops. Todos os costumes, como chamamos as fantasias, são manipulados por humanos. Trouxemos de fora do Brasil e temos toda uma tecnologia. Dentro delas tem câmera, ventilação e a veracidade foi muito importante na hora de a gente criar esses personagens. Nos ensaios com os artistas-bailarinos, estudamos como cada um anda como cada um se alimenta e qual a velocidade para que a gente conseguisse chegar nessa velocidade de maneira perfeita. Existe esse misto sim, dessa realidade com o lúdico e esse trabalho se deve à pesquisa, porque os nossos personagens são reais, nossos personagens não são inventados. Eles existiram, então, temos que representá-los da melhor forma para que tudo vire algo mágico, porém, verídico.

O público se surpreende com as réplicas de répteis pré-históricos animados por técnicas de manipulação humana e animatronic

O elenco passou por quais tipos de treinamentos para suportarem o figurino e terem movimentação de corpo tão adequada à cada animal representado?

Os ensaios com o elenco duraram dois meses, quase todos os dias. Primeiramente, fizemos um estudo de todas as espécies para que eles entendessem um pouco desse mundo jurássico e sobre cada período, sobre o que eles comiam, o que eles bebiam como se movimentavam, então quando a gente colocou as roupas, fomos percebendo que movimentos que a gente faz dentro delas são diferentes dos que as pessoas vêm de fora. Então fomos fazendo estudos de como andar na frente de espelhos, e com a roupa tivemos um treinamento de resistência porque as roupas não são nada leves. Temos roupas que são dois bailarinos juntos fazendo os quadrúpedes. Eles têm que andar sincronizados, então foi todo um treinamento e todo um estudo junto com elenco. E isso foi muito bacana porque a gente foi descobrindo novos corpos, novas formas de andar, e dando vida a esses animais. Isso foi muito desafiador, muito prazeroso e muito gostoso ver o resultado que a gente conseguiu chegar.

Quer saber mais?

Acesse www.jurassicsafari.com.br ou @jurassicsafaribr.

Fotos: Camila Cara e Divulgação

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