{"id":4586,"date":"2023-06-29T12:45:41","date_gmt":"2023-06-29T15:45:41","guid":{"rendered":"https:\/\/lackman.com.br\/?p=4586"},"modified":"2023-06-29T13:21:44","modified_gmt":"2023-06-29T16:21:44","slug":"federico-puppi-me-expresso-mais-atraves-do-violoncelo-do-que-com-minha-voz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lackman.com.br\/index.php\/2023\/06\/29\/federico-puppi-me-expresso-mais-atraves-do-violoncelo-do-que-com-minha-voz\/","title":{"rendered":"Federico Puppi: \u201cMe expresso mais atrav\u00e9s do violoncelo do que com minha voz\u201d"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Batemos um papo-exclusivo com o virtuoso m\u00fasico que est\u00e1 dividindo cena com Vera Holtz em Fic\u00e7\u00f5es no CCBB. Voc\u00ea vai se surpreender!<\/em><\/strong><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bras\u00edlia ganhou uma <strong>bela temporada teatral<\/strong> nesses primeiros seis meses de 2023. No caso do <a href=\"https:\/\/ccbb.com.br\/brasilia\/\"><strong>Centro Cultural Banco do Brasil &#8211; CCBB<\/strong><\/a>, v\u00e1rias produ\u00e7\u00f5es encantaram os amantes dessa arte com produ\u00e7\u00f5es incr\u00edveis como <em>Moli\u00e8re<\/em>, <em>Jorge Para Sempre Ver\u00e3o<\/em>, <em>Carmen &#8211; A Grande Pequena Not\u00e1vel<\/em> e agora <strong><em>Fic\u00e7\u00f5es<\/em><\/strong>. Com ingressos esgotados, o mon\u00f3logo que traz <strong>Vera Holtz<\/strong> (Pr\u00eamio Shell de Melhor Atriz 2023) interpretando o instigante texto de Rodrigo Portella (baseado no best-seller <em>Sapiens &#8211; Uma Breve Hist\u00f3ria da Humanidade<\/em>), tem dado o que falar na cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claro que muito do <strong>burburinho<\/strong> \u00e9 sobre a \u201cfalta\u201d de ingressos diante da enorme demanda. Entretanto, enquanto n\u00e3o tivermos mais salas e o Teatro Nacional n\u00e3o for revitalizado e entregue \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, infelizmente, essa ser\u00e1 a nossa realidade, se adiantar para garantir o quanto antes um ingresso, contando com um pouco de sorte tamb\u00e9m. Dito isso, voc\u00eas devem estar se perguntando: Mas se n\u00e3o tem ingresso, e se a mat\u00e9ria sobre o espet\u00e1culo <a href=\"https:\/\/lackman.com.br\/index.php\/2023\/05\/30\/vera-holtz-traz-monologo-ficcoes-para-o-ccbb-brasilia\/\"><strong>j\u00e1 saiu aqui no site<\/strong><\/a>, por que falar sobre ela mais uma vez? Simples, porque <strong>voc\u00eas precisam conhecer Federico Puppi<\/strong>, m\u00fasico italiano que comp\u00f4s a trilha sonora da pe\u00e7a (executada ao vivo por ele em cada apresenta\u00e7\u00e3o) e que divide o palco com Holtz. Ent\u00e3o a ideia \u00e9 com este texto fazer uma introdu\u00e7\u00e3o e, depois, a internet lhes ajuda chegar a qualquer lugar. Vamos nessa?<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-4591\" src=\"http:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1585-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1585-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1585-300x200.jpg 300w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1585-768x512.jpg 768w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1585-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1585-2048x1366.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bem, o hist\u00f3rico dele, voc\u00eas podem conferir no <a href=\"https:\/\/www.federicopuppi.com\/\"><strong>site do artista<\/strong><\/a>, pois est\u00e1 tudo l\u00e1, bem bonitinho, falando que ele \u00e9 radico no Brasil; come\u00e7ou a estudar aos 4 anos na sua terra natal; se formou erudito, para se especializou em m\u00fasica moderna; desde que chegou por aqui, dez anos atr\u00e1s, <strong>trabalhou com grandes nomes da MPB<\/strong> (Gilberto Gil, Ana Carolina, P\u00e9ricles, Diogo Nogueira e outros), coproduzindo o \u00faltimo disco de Maria Gad\u00fa, <em>Guel\u00e3<\/em>, com quem tocou por 4 anos em turn\u00eas nacionais e internacionais; lan\u00e7ou dois discos autorais para l\u00e1 de elogiados, etc, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas no que se refere a <em>Fic\u00e7\u00f5es<\/em>, Federico Puppi ganhou recentemente o <strong>pr\u00eamio de melhor m\u00fasica<\/strong> na 17\u00aa edi\u00e7\u00e3o do pr\u00eamio APTR \u2013 Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Teatro. E apesar deste colunista n\u00e3o ser cr\u00edtico musical, arrisco a dizer que foi <strong>merecid\u00edssimo<\/strong>. Afinal, consegui assistir \u00e0 pe\u00e7a e considero que t\u00e3o grande quanto a atua\u00e7\u00e3o de Vera \u00e9 a contribui\u00e7\u00e3o que o m\u00fasico traz ao espet\u00e1culo, tocando virtuosamente <strong>apaixonado<\/strong> o seu violoncelo. Sabe quando voc\u00ea est\u00e1 num concerto musical e um solo te deixa <strong>hipnotizado<\/strong>? Pois bem, isso acontece diversas vezes em cena, arrancando aplausos constantes da plateia.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-4592\" src=\"http:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1539-683x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"683\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1539-683x1024.jpg 683w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1539-200x300.jpg 200w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1539-768x1151.jpg 768w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1539-1025x1536.jpg 1025w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1539-1366x2048.jpg 1366w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1539.jpg 1601w\" sizes=\"(max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E somente para quem prestigia a coluna <strong>PERAMBULANDO<\/strong> aqui no <strong>LACKMAN &amp; CO<\/strong>, Puppi teve a gentileza de responder a uma entrevista exclusiva que segue na \u00edntegra, logo abaixo. Mas n\u00e3o antes de deixar um \u00faltimo presente para voc\u00eas, o perfil do artista no Instagram para que possam segui-lo por l\u00e1 e conhece-lo melhor: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/federicopuppi\/\"><strong>@federicopuppi<\/strong><\/a>. Boa leitura!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Violoncelo n\u00e3o \u00e9 o mais popular dos instrumentos, o que te levou at\u00e9 ele a partir dos 4 anos de idade? Foi paix\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Comecei a tocar violoncelo por a caso, na verdade. Ningu\u00e9m na minha fam\u00edlia \u00e9 musico ou trabalha com arte. Eu nasci numa regi\u00e3o no norte oeste da It\u00e1lia, no meio das Alpes, e vivia num vilarejo pequenino de 1200 habitantes, chato H\u00f4ne. Na frente da minha casa tinha uma biblioteca na qual tinham v\u00e1rios cursos e um dia apareceu um de violoncelo. Minha av\u00f3, que morava no apartamento em baixo do nosso, mesmo sem saber direito o que era um violoncelo e tampouco do que se tratava, ficou curiosa e me inscreveu para eu experimentar, sendo que eu s\u00f3 tinha 4 anos de idade. Conheci Marco Branche, que se tornaria meu primeiro maestro de violoncelo, e ele me fez experimentar esse instrumento maravilhoso, num formato menor para crian\u00e7as. Alguma m\u00e1gica aconteceu naquele dia, porque essa experi\u00eancia me impactou de um jeito que eu nunca mais parei de tocar. O curso no qual minha av\u00f3 me matriculou era o come\u00e7o do m\u00e9todo Suzuki na It\u00e1lia &#8211; uma metodologia japonesa de ensino de m\u00fasica muito interessante que se baseia que ensina a linguagem musical assim como as crian\u00e7as aprendem a linguagem verbal &#8211; percurso de estudo que segui at\u00e9 meus 14 anos, quando entrei no conservat\u00f3rio.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que fez voc\u00ea ir na dire\u00e7\u00e3o da m\u00fasica popular ao inv\u00e9s da cl\u00e1ssica?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A partir da minha adolesc\u00eancia sempre tive interesse em outros estilos musicais. A m\u00fasica cl\u00e1ssica foi para mim uma base de estudo, mas nunca me expressei plenamente atrav\u00e9s dela. Eu sentia a exig\u00eancia de experimentar mais com o instrumento, de tocar algo do meu tempo. Assim comecei a tocar numa banda de rock instrumental, amplificando o violoncelo com um captador de um baixo desmontado e modificado, dentro de um amplificador de guitarra. Comecei a brincar com pedais de efeitos e um mundo novo se abriu na minha frente. Depois disso entrou na minha vida o Jazz e a improvisa\u00e7\u00e3o, lembro que a primeira vez que ouvi John Coltrane foi uma catarse e isso me estimulou a estudar o Jazz e todas suas infinitas facetas. Foi um per\u00edodo libertador, sair dos dogmas do conservat\u00f3rio e poder inventar livremente, compor minhas m\u00fasicas, tocar o violoncelo de outras formas. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-4588\" src=\"http:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1708-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1708-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1708-300x200.jpg 300w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1708-768x512.jpg 768w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1708-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1708-2048x1366.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para quem est\u00e1 a apenas 10 anos no Brasil, voc\u00ea j\u00e1 tocou com muita gente boa por aqui. Foi sorte, bons contatos, profissionalismo ou um mix de tudo isso?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Nesses 10 anos de Brasil tive muitas oportunidades incr\u00edveis e toquei com muitos artistas que admiro. O Brasil tem uma riqueza musical incompar\u00e1vel. Assim que eu me mudei pra c\u00e1, eu nem falava portugu\u00eas, n\u00e3o conhecia ningu\u00e9m ent\u00e3o foi um percurso bem sinuoso. E foi no momento mais complicado da minha vida que come\u00e7aram a se apresentar algumas situa\u00e7\u00f5es interessantes. N\u00e3o sei te dizer exatamente o que foi, mas acredito que naquela \u00e9poca, eu estava disposto a correr atr\u00e1s de qualquer possibilidade. Tocava em todo lugar: na rua, quiosques, bares, restaurantes, festas de anivers\u00e1rio\u2026 Minha regra era: vai em todos os lugares onde voc\u00ea pode fazer uma boa impress\u00e3o. E assim fiz. Isso me proporcionou bons encontros, comecei a conhecer outros m\u00fasicos, compositores, cantores, at\u00e9 um dia onde num sarau em um bar de Botafogo, no Rio, conheci a Maria Gad\u00fa. Tocamos juntos aquela noite e alguns dias depois ela me convidou para fazer parte da banda e de um projeto que ela estava criando, s\u00f3 com m\u00fasicas do Cazuza. Essa foi uma porta que se abriu na minha frente e que me permitiu conhecer mais pessoas, viajar o Brasil e ter experi\u00eancias incr\u00edveis. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tocando com grandes nomes, o m\u00fasico geralmente est\u00e1 em um papel secund\u00e1rio. No palco, em Fic\u00e7\u00f5es, voc\u00ea protagoniza ao lado de Vera Holtz. Como tem sido a experi\u00eancia? Te assustou no come\u00e7o?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O papel do musico muitas vezes \u00e9 colocado em segundo lugar dentro do pr\u00f3prio mundo da m\u00fasica, um paradoxo. \u00c9 uma vis\u00e3o que eu n\u00e3o divido, n\u00e3o compactuo e que espero esteja mudando, mas infelizmente acontece. Na minha carreira tive a sorte de ter sempre muito espa\u00e7o expressivo no palco, quando trabalhei com outros artistas sempre encontrei pessoas generosas e posso dizer que nunca vivi isso em primeira pessoa. O meu encontro com a Vera foi um reencontro, na verdade. Talvez seja o lado italiano da fam\u00edlia dela (Fraletti), mas aconteceu uma identifica\u00e7\u00e3o praticamente instantanea. Parece que a gente se conhece h\u00e1 muito tempo; a conversa flui f\u00e1cil, a troca foi imediata. N\u00e3o costumo me assustar facilmente, quando tenho a oportunidade de estar ao lado de artistas que admiro, eu procuro aprender o m\u00e1ximo poss\u00edvel. Quando tenho um mestre, ou uma \u201cmestra\u201d, ao meu lado, eu quero aprender, quero me aprimorar atrav\u00e9s da experi\u00eancia deles. Essa coisa de ficar com medo n\u00e3o leva a lugar nenhum. E a Vera em particular te coloca a vontade em 5 segundos, n\u00e3o existe barreira alguma. Ela me estimula, me provoca\u2026 para entender isso, pense que uma das frases favorita dela \u00e9: \u201cAssuma seu protagonismo!\u201d. Ela fala isso para todo mundo. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-4590\" src=\"http:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1718-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1718-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1718-300x200.jpg 300w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1718-768x512.jpg 768w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1718-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Y3A1718-2048x1366.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea comp\u00f4s a trilha da pe\u00e7a, ganhou pr\u00eamio e parece se sentir muito \u00e0 vontade no palco. \u00c9 correto dizer que voc\u00ea e o violoncelo s\u00e3o uma coisa s\u00f3? Digo, trata-se de uma rela\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica entre m\u00fasico e instrumento?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Sim, ganhei premio APTR 2023 de melhor trilha sonora original com \u201cFic\u00e7\u00f5es\u201d e \u201cEnquanto Voc\u00ea Voava, Eu criava Raizes \u201c da Cia. Dos \u00e0 Deux. Por ter come\u00e7ado a tocar com 4 anos de idade, eu praticamente n\u00e3o tenho lembran\u00e7as da minha vida antes de tocar o violoncelo. Sempre esteve comigo, nas minhas lembran\u00e7as mais antigas, eu j\u00e1 estava tocando. Existe uma simbiose, certamente. Existe uma amizade, um companheirismo. O instrumento se torna uma parte do corpo, talvez o meu mais potente meio de express\u00e3o. E talvez eu consiga me expressar mais atrav\u00e9s dele do que da minha pr\u00f3pria voz. Ao mesmo tempo, isso tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de \u201cpris\u00e3o\u201d, de limite. Por isso eu gosto de compor as vezes com um instrumento que eu n\u00e3o saiba tocar, para ver o que acontece, para ver quais ideias podem nascer sem ter todo esse controle. Para me surpreender.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<pre>Fotos: Ale Catan \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/pre>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Batemos um papo-exclusivo com o virtuoso m\u00fasico que est\u00e1 dividindo cena com Vera Holtz em Fic\u00e7\u00f5es no CCBB. Voc\u00ea vai se surpreender! Bras\u00edlia ganhou uma bela temporada teatral nesses primeiros seis meses de 2023. No caso do Centro Cultural Banco do Brasil &#8211; CCBB, v\u00e1rias produ\u00e7\u00f5es encantaram os amantes dessa arte com produ\u00e7\u00f5es incr\u00edveis como Moli\u00e8re, Jorge Para Sempre Ver\u00e3o, Carmen &#8211; A Grande Pequena Not\u00e1vel e agora Fic\u00e7\u00f5es. Com ingressos esgotados, o mon\u00f3logo que traz Vera Holtz (Pr\u00eamio Shell de Melhor Atriz 2023) interpretando o instigante texto de Rodrigo Portella (baseado no best-seller Sapiens &#8211; Uma Breve Hist\u00f3ria da Humanidade), tem dado o que falar na cidade. Claro que muito do burburinho \u00e9 sobre a \u201cfalta\u201d de ingressos diante da enorme demanda. Entretanto, enquanto n\u00e3o tivermos mais salas e o Teatro Nacional n\u00e3o for revitalizado e entregue \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, infelizmente, essa ser\u00e1 a nossa realidade, se adiantar para garantir o quanto antes um ingresso, contando com um pouco de sorte tamb\u00e9m. Dito isso, voc\u00eas devem estar se perguntando: Mas se n\u00e3o tem ingresso, e se a mat\u00e9ria sobre o espet\u00e1culo j\u00e1 saiu aqui no site, por que falar sobre ela mais uma vez? Simples, porque voc\u00eas precisam conhecer Federico Puppi, m\u00fasico italiano que comp\u00f4s a trilha sonora da pe\u00e7a (executada ao vivo por ele em cada apresenta\u00e7\u00e3o) e que divide o palco com Holtz. Ent\u00e3o a ideia \u00e9 com este texto fazer uma introdu\u00e7\u00e3o e, depois, a internet lhes ajuda chegar a qualquer lugar. Vamos nessa? Bem, o hist\u00f3rico dele, voc\u00eas podem conferir no site do artista, pois est\u00e1 tudo l\u00e1, bem bonitinho, falando que ele \u00e9 radico no Brasil; come\u00e7ou a estudar aos 4 anos na sua terra natal; se formou erudito, para se especializou em m\u00fasica moderna; desde que chegou por aqui, dez anos atr\u00e1s, trabalhou com grandes nomes da MPB (Gilberto Gil, Ana Carolina, P\u00e9ricles, Diogo Nogueira e outros), coproduzindo o \u00faltimo disco de Maria Gad\u00fa, Guel\u00e3, com quem tocou por 4 anos em turn\u00eas nacionais e internacionais; lan\u00e7ou dois discos autorais para l\u00e1 de elogiados, etc, etc. Mas no que se refere a Fic\u00e7\u00f5es, Federico Puppi ganhou recentemente o pr\u00eamio de melhor m\u00fasica na 17\u00aa edi\u00e7\u00e3o do pr\u00eamio APTR \u2013 Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Teatro. E apesar deste colunista n\u00e3o ser cr\u00edtico musical, arrisco a dizer que foi merecid\u00edssimo. Afinal, consegui assistir \u00e0 pe\u00e7a e considero que t\u00e3o grande quanto a atua\u00e7\u00e3o de Vera \u00e9 a contribui\u00e7\u00e3o que o m\u00fasico traz ao espet\u00e1culo, tocando virtuosamente apaixonado o seu violoncelo. Sabe quando voc\u00ea est\u00e1 num concerto musical e um solo te deixa hipnotizado? Pois bem, isso acontece diversas vezes em cena, arrancando aplausos constantes da plateia. E somente para quem prestigia a coluna PERAMBULANDO aqui no LACKMAN &amp; CO, Puppi teve a gentileza de responder a uma entrevista exclusiva que segue na \u00edntegra, logo abaixo. Mas n\u00e3o antes de deixar um \u00faltimo presente para voc\u00eas, o perfil do artista no Instagram para que possam segui-lo por l\u00e1 e conhece-lo melhor: @federicopuppi. Boa leitura! Violoncelo n\u00e3o \u00e9 o mais popular dos instrumentos, o que te levou at\u00e9 ele a partir dos 4 anos de idade? Foi paix\u00e3o? Comecei a tocar violoncelo por a caso, na verdade. Ningu\u00e9m na minha fam\u00edlia \u00e9 musico ou trabalha com arte. Eu nasci numa regi\u00e3o no norte oeste da It\u00e1lia, no meio das Alpes, e vivia num vilarejo pequenino de 1200 habitantes, chato H\u00f4ne. Na frente da minha casa tinha uma biblioteca na qual tinham v\u00e1rios cursos e um dia apareceu um de violoncelo. Minha av\u00f3, que morava no apartamento em baixo do nosso, mesmo sem saber direito o que era um violoncelo e tampouco do que se tratava, ficou curiosa e me inscreveu para eu experimentar, sendo que eu s\u00f3 tinha 4 anos de idade. Conheci Marco Branche, que se tornaria meu primeiro maestro de violoncelo, e ele me fez experimentar esse instrumento maravilhoso, num formato menor para crian\u00e7as. Alguma m\u00e1gica aconteceu naquele dia, porque essa experi\u00eancia me impactou de um jeito que eu nunca mais parei de tocar. O curso no qual minha av\u00f3 me matriculou era o come\u00e7o do m\u00e9todo Suzuki na It\u00e1lia &#8211; uma metodologia japonesa de ensino de m\u00fasica muito interessante que se baseia que ensina a linguagem musical assim como as crian\u00e7as aprendem a linguagem verbal &#8211; percurso de estudo que segui at\u00e9 meus 14 anos, quando entrei no conservat\u00f3rio. O que fez voc\u00ea ir na dire\u00e7\u00e3o da m\u00fasica popular ao inv\u00e9s da cl\u00e1ssica? A partir da minha adolesc\u00eancia sempre tive interesse em outros estilos musicais. A m\u00fasica cl\u00e1ssica foi para mim uma base de estudo, mas nunca me expressei plenamente atrav\u00e9s dela. Eu sentia a exig\u00eancia de experimentar mais com o instrumento, de tocar algo do meu tempo. Assim comecei a tocar numa banda de rock instrumental, amplificando o violoncelo com um captador de um baixo desmontado e modificado, dentro de um amplificador de guitarra. Comecei a brincar com pedais de efeitos e um mundo novo se abriu na minha frente. Depois disso entrou na minha vida o Jazz e a improvisa\u00e7\u00e3o, lembro que a primeira vez que ouvi John Coltrane foi uma catarse e isso me estimulou a estudar o Jazz e todas suas infinitas facetas. Foi um per\u00edodo libertador, sair dos dogmas do conservat\u00f3rio e poder inventar livremente, compor minhas m\u00fasicas, tocar o violoncelo de outras formas. Para quem est\u00e1 a apenas 10 anos no Brasil, voc\u00ea j\u00e1 tocou com muita gente boa por aqui. Foi sorte, bons contatos, profissionalismo ou um mix de tudo isso? Nesses 10 anos de Brasil tive muitas oportunidades incr\u00edveis e toquei com muitos artistas que admiro. O Brasil tem uma riqueza musical incompar\u00e1vel. Assim que eu me mudei pra c\u00e1, eu nem falava portugu\u00eas, n\u00e3o conhecia ningu\u00e9m ent\u00e3o foi um percurso bem sinuoso. E foi no momento mais complicado da minha vida que come\u00e7aram a se apresentar algumas situa\u00e7\u00f5es interessantes. N\u00e3o sei te dizer exatamente o que foi, mas acredito que naquela \u00e9poca, eu estava disposto a correr atr\u00e1s de qualquer possibilidade. 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Voc\u00ea vai se surpreender! Bras\u00edlia ganhou uma bela temporada teatral nesses primeiros seis meses de 2023. No caso do Centro Cultural Banco do Brasil &#8211; CCBB, v\u00e1rias produ\u00e7\u00f5es encantaram os amantes dessa arte com produ\u00e7\u00f5es incr\u00edveis como Moli\u00e8re, Jorge Para Sempre Ver\u00e3o, Carmen &#8211; A Grande Pequena Not\u00e1vel e agora Fic\u00e7\u00f5es. Com ingressos esgotados, o mon\u00f3logo que traz Vera Holtz (Pr\u00eamio Shell de Melhor Atriz 2023) interpretando o instigante texto de Rodrigo Portella (baseado no best-seller Sapiens &#8211; Uma Breve Hist\u00f3ria da Humanidade), tem dado o que falar na cidade. Claro que muito do burburinho \u00e9 sobre a \u201cfalta\u201d de ingressos diante da enorme demanda. Entretanto, enquanto n\u00e3o tivermos mais salas e o Teatro Nacional n\u00e3o for revitalizado e entregue \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, infelizmente, essa ser\u00e1 a nossa realidade, se adiantar para garantir o quanto antes um ingresso, contando com um pouco de sorte tamb\u00e9m. Dito isso, voc\u00eas devem estar se perguntando: Mas se n\u00e3o tem ingresso, e se a mat\u00e9ria sobre o espet\u00e1culo j\u00e1 saiu aqui no site, por que falar sobre ela mais uma vez? Simples, porque voc\u00eas precisam conhecer Federico Puppi, m\u00fasico italiano que comp\u00f4s a trilha sonora da pe\u00e7a (executada ao vivo por ele em cada apresenta\u00e7\u00e3o) e que divide o palco com Holtz. Ent\u00e3o a ideia \u00e9 com este texto fazer uma introdu\u00e7\u00e3o e, depois, a internet lhes ajuda chegar a qualquer lugar. Vamos nessa? Bem, o hist\u00f3rico dele, voc\u00eas podem conferir no site do artista, pois est\u00e1 tudo l\u00e1, bem bonitinho, falando que ele \u00e9 radico no Brasil; come\u00e7ou a estudar aos 4 anos na sua terra natal; se formou erudito, para se especializou em m\u00fasica moderna; desde que chegou por aqui, dez anos atr\u00e1s, trabalhou com grandes nomes da MPB (Gilberto Gil, Ana Carolina, P\u00e9ricles, Diogo Nogueira e outros), coproduzindo o \u00faltimo disco de Maria Gad\u00fa, Guel\u00e3, com quem tocou por 4 anos em turn\u00eas nacionais e internacionais; lan\u00e7ou dois discos autorais para l\u00e1 de elogiados, etc, etc. Mas no que se refere a Fic\u00e7\u00f5es, Federico Puppi ganhou recentemente o pr\u00eamio de melhor m\u00fasica na 17\u00aa edi\u00e7\u00e3o do pr\u00eamio APTR \u2013 Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Teatro. E apesar deste colunista n\u00e3o ser cr\u00edtico musical, arrisco a dizer que foi merecid\u00edssimo. Afinal, consegui assistir \u00e0 pe\u00e7a e considero que t\u00e3o grande quanto a atua\u00e7\u00e3o de Vera \u00e9 a contribui\u00e7\u00e3o que o m\u00fasico traz ao espet\u00e1culo, tocando virtuosamente apaixonado o seu violoncelo. Sabe quando voc\u00ea est\u00e1 num concerto musical e um solo te deixa hipnotizado? Pois bem, isso acontece diversas vezes em cena, arrancando aplausos constantes da plateia. E somente para quem prestigia a coluna PERAMBULANDO aqui no LACKMAN &amp; CO, Puppi teve a gentileza de responder a uma entrevista exclusiva que segue na \u00edntegra, logo abaixo. Mas n\u00e3o antes de deixar um \u00faltimo presente para voc\u00eas, o perfil do artista no Instagram para que possam segui-lo por l\u00e1 e conhece-lo melhor: @federicopuppi. Boa leitura! Violoncelo n\u00e3o \u00e9 o mais popular dos instrumentos, o que te levou at\u00e9 ele a partir dos 4 anos de idade? Foi paix\u00e3o? Comecei a tocar violoncelo por a caso, na verdade. Ningu\u00e9m na minha fam\u00edlia \u00e9 musico ou trabalha com arte. Eu nasci numa regi\u00e3o no norte oeste da It\u00e1lia, no meio das Alpes, e vivia num vilarejo pequenino de 1200 habitantes, chato H\u00f4ne. Na frente da minha casa tinha uma biblioteca na qual tinham v\u00e1rios cursos e um dia apareceu um de violoncelo. Minha av\u00f3, que morava no apartamento em baixo do nosso, mesmo sem saber direito o que era um violoncelo e tampouco do que se tratava, ficou curiosa e me inscreveu para eu experimentar, sendo que eu s\u00f3 tinha 4 anos de idade. Conheci Marco Branche, que se tornaria meu primeiro maestro de violoncelo, e ele me fez experimentar esse instrumento maravilhoso, num formato menor para crian\u00e7as. Alguma m\u00e1gica aconteceu naquele dia, porque essa experi\u00eancia me impactou de um jeito que eu nunca mais parei de tocar. O curso no qual minha av\u00f3 me matriculou era o come\u00e7o do m\u00e9todo Suzuki na It\u00e1lia &#8211; uma metodologia japonesa de ensino de m\u00fasica muito interessante que se baseia que ensina a linguagem musical assim como as crian\u00e7as aprendem a linguagem verbal &#8211; percurso de estudo que segui at\u00e9 meus 14 anos, quando entrei no conservat\u00f3rio. O que fez voc\u00ea ir na dire\u00e7\u00e3o da m\u00fasica popular ao inv\u00e9s da cl\u00e1ssica? A partir da minha adolesc\u00eancia sempre tive interesse em outros estilos musicais. A m\u00fasica cl\u00e1ssica foi para mim uma base de estudo, mas nunca me expressei plenamente atrav\u00e9s dela. Eu sentia a exig\u00eancia de experimentar mais com o instrumento, de tocar algo do meu tempo. Assim comecei a tocar numa banda de rock instrumental, amplificando o violoncelo com um captador de um baixo desmontado e modificado, dentro de um amplificador de guitarra. Comecei a brincar com pedais de efeitos e um mundo novo se abriu na minha frente. Depois disso entrou na minha vida o Jazz e a improvisa\u00e7\u00e3o, lembro que a primeira vez que ouvi John Coltrane foi uma catarse e isso me estimulou a estudar o Jazz e todas suas infinitas facetas. Foi um per\u00edodo libertador, sair dos dogmas do conservat\u00f3rio e poder inventar livremente, compor minhas m\u00fasicas, tocar o violoncelo de outras formas. Para quem est\u00e1 a apenas 10 anos no Brasil, voc\u00ea j\u00e1 tocou com muita gente boa por aqui. Foi sorte, bons contatos, profissionalismo ou um mix de tudo isso? Nesses 10 anos de Brasil tive muitas oportunidades incr\u00edveis e toquei com muitos artistas que admiro. O Brasil tem uma riqueza musical incompar\u00e1vel. Assim que eu me mudei pra c\u00e1, eu nem falava portugu\u00eas, n\u00e3o conhecia ningu\u00e9m ent\u00e3o foi um percurso bem sinuoso. E foi no momento mais complicado da minha vida que come\u00e7aram a se apresentar algumas situa\u00e7\u00f5es interessantes. N\u00e3o sei te dizer exatamente o que foi, mas acredito que naquela \u00e9poca, eu estava disposto a correr atr\u00e1s de qualquer possibilidade. 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Bem, o hist\u00f3rico dele, voc\u00eas podem conferir no site do artista, pois est\u00e1 tudo l\u00e1, bem bonitinho, falando que ele \u00e9 radico no Brasil; come\u00e7ou a estudar aos 4 anos na sua terra natal; se formou erudito, para se especializou em m\u00fasica moderna; desde que chegou por aqui, dez anos atr\u00e1s, trabalhou com grandes nomes da MPB (Gilberto Gil, Ana Carolina, P\u00e9ricles, Diogo Nogueira e outros), coproduzindo o \u00faltimo disco de Maria Gad\u00fa, Guel\u00e3, com quem tocou por 4 anos em turn\u00eas nacionais e internacionais; lan\u00e7ou dois discos autorais para l\u00e1 de elogiados, etc, etc. Mas no que se refere a Fic\u00e7\u00f5es, Federico Puppi ganhou recentemente o pr\u00eamio de melhor m\u00fasica na 17\u00aa edi\u00e7\u00e3o do pr\u00eamio APTR \u2013 Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Teatro. E apesar deste colunista n\u00e3o ser cr\u00edtico musical, arrisco a dizer que foi merecid\u00edssimo. Afinal, consegui assistir \u00e0 pe\u00e7a e considero que t\u00e3o grande quanto a atua\u00e7\u00e3o de Vera \u00e9 a contribui\u00e7\u00e3o que o m\u00fasico traz ao espet\u00e1culo, tocando virtuosamente apaixonado o seu violoncelo. Sabe quando voc\u00ea est\u00e1 num concerto musical e um solo te deixa hipnotizado? Pois bem, isso acontece diversas vezes em cena, arrancando aplausos constantes da plateia. E somente para quem prestigia a coluna PERAMBULANDO aqui no LACKMAN &amp; CO, Puppi teve a gentileza de responder a uma entrevista exclusiva que segue na \u00edntegra, logo abaixo. Mas n\u00e3o antes de deixar um \u00faltimo presente para voc\u00eas, o perfil do artista no Instagram para que possam segui-lo por l\u00e1 e conhece-lo melhor: @federicopuppi. Boa leitura! Violoncelo n\u00e3o \u00e9 o mais popular dos instrumentos, o que te levou at\u00e9 ele a partir dos 4 anos de idade? Foi paix\u00e3o? Comecei a tocar violoncelo por a caso, na verdade. Ningu\u00e9m na minha fam\u00edlia \u00e9 musico ou trabalha com arte. Eu nasci numa regi\u00e3o no norte oeste da It\u00e1lia, no meio das Alpes, e vivia num vilarejo pequenino de 1200 habitantes, chato H\u00f4ne. Na frente da minha casa tinha uma biblioteca na qual tinham v\u00e1rios cursos e um dia apareceu um de violoncelo. Minha av\u00f3, que morava no apartamento em baixo do nosso, mesmo sem saber direito o que era um violoncelo e tampouco do que se tratava, ficou curiosa e me inscreveu para eu experimentar, sendo que eu s\u00f3 tinha 4 anos de idade. Conheci Marco Branche, que se tornaria meu primeiro maestro de violoncelo, e ele me fez experimentar esse instrumento maravilhoso, num formato menor para crian\u00e7as. Alguma m\u00e1gica aconteceu naquele dia, porque essa experi\u00eancia me impactou de um jeito que eu nunca mais parei de tocar. O curso no qual minha av\u00f3 me matriculou era o come\u00e7o do m\u00e9todo Suzuki na It\u00e1lia &#8211; uma metodologia japonesa de ensino de m\u00fasica muito interessante que se baseia que ensina a linguagem musical assim como as crian\u00e7as aprendem a linguagem verbal &#8211; percurso de estudo que segui at\u00e9 meus 14 anos, quando entrei no conservat\u00f3rio. O que fez voc\u00ea ir na dire\u00e7\u00e3o da m\u00fasica popular ao inv\u00e9s da cl\u00e1ssica? A partir da minha adolesc\u00eancia sempre tive interesse em outros estilos musicais. A m\u00fasica cl\u00e1ssica foi para mim uma base de estudo, mas nunca me expressei plenamente atrav\u00e9s dela. Eu sentia a exig\u00eancia de experimentar mais com o instrumento, de tocar algo do meu tempo. Assim comecei a tocar numa banda de rock instrumental, amplificando o violoncelo com um captador de um baixo desmontado e modificado, dentro de um amplificador de guitarra. Comecei a brincar com pedais de efeitos e um mundo novo se abriu na minha frente. Depois disso entrou na minha vida o Jazz e a improvisa\u00e7\u00e3o, lembro que a primeira vez que ouvi John Coltrane foi uma catarse e isso me estimulou a estudar o Jazz e todas suas infinitas facetas. Foi um per\u00edodo libertador, sair dos dogmas do conservat\u00f3rio e poder inventar livremente, compor minhas m\u00fasicas, tocar o violoncelo de outras formas. Para quem est\u00e1 a apenas 10 anos no Brasil, voc\u00ea j\u00e1 tocou com muita gente boa por aqui. Foi sorte, bons contatos, profissionalismo ou um mix de tudo isso? Nesses 10 anos de Brasil tive muitas oportunidades incr\u00edveis e toquei com muitos artistas que admiro. O Brasil tem uma riqueza musical incompar\u00e1vel. Assim que eu me mudei pra c\u00e1, eu nem falava portugu\u00eas, n\u00e3o conhecia ningu\u00e9m ent\u00e3o foi um percurso bem sinuoso. E foi no momento mais complicado da minha vida que come\u00e7aram a se apresentar algumas situa\u00e7\u00f5es interessantes. N\u00e3o sei te dizer exatamente o que foi, mas acredito que naquela \u00e9poca, eu estava disposto a correr atr\u00e1s de qualquer possibilidade. 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