{"id":12604,"date":"2026-05-24T20:12:14","date_gmt":"2026-05-24T23:12:14","guid":{"rendered":"https:\/\/lackman.com.br\/?p=12604"},"modified":"2026-05-24T20:38:15","modified_gmt":"2026-05-24T23:38:15","slug":"gustavo-silvestre-exposicao-autoral-desacelera-o-olhar-entre-fios-e-silencios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lackman.com.br\/index.php\/2026\/05\/24\/gustavo-silvestre-exposicao-autoral-desacelera-o-olhar-entre-fios-e-silencios\/","title":{"rendered":"Gustavo Silvestre: exposi\u00e7\u00e3o autoral desacelera o olhar"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Na exposi\u00e7\u00e3o Aracnaliza\u00e7\u00e3o, o estilista ressignifica t\u00e9cnicas ancestrais em instala\u00e7\u00f5es escult\u00f3ricas que unem mem\u00f3ria, sofistica\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia no espa\u00e7o intimista da galeria de Carlos Penna<\/strong><\/em><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na exposi\u00e7\u00e3o <strong>Aracnaliza\u00e7\u00e3o<\/strong>, o estilista <span style=\"color: #000000;\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/silvestregustavo\/\"><strong>Gustavo Silvestre<\/strong><\/a><\/span> transforma o croch\u00ea em arquitetura sens\u00edvel. As obras ocupam a <span style=\"color: #000000;\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/carlospenna.design\/\"><strong>Galeria de Carlos Penna<\/strong><\/a><\/span> como organismos suspensos, entre sombras, tens\u00f5es e delicadezas que <strong>parecem redesenhar o espa\u00e7o ao redor<\/strong>. H\u00e1, nas pe\u00e7as, uma dimens\u00e3o quase ritual\u00edstica: fios que deixam de cumprir fun\u00e7\u00e3o decorativa para assumir estado escult\u00f3rico, instaurando um sil\u00eancio raro em tempos marcados pela <strong>velocidade e pelo excesso visual da moda contempor\u00e2nea<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O artesanal, aqui, n\u00e3o surge como nostalgia, mas como discurso de perman\u00eancia. <strong>Gustavo costura mem\u00f3ria<\/strong>, tempo e mat\u00e9ria em instala\u00e7\u00f5es que <strong>evocam afetos dom\u00e9sticos<\/strong> \u2014 a lembran\u00e7a das m\u00e3os, da casa, da heran\u00e7a t\u00eaxtil \u2014 enquanto projeta o croch\u00ea para um territ\u00f3rio futurista, sofisticado e radicalmente contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-12605\" src=\"http:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/GustavoSilvestre@GaleriaCarlosPenna_Foto-Danilo-Sorrino-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/GustavoSilvestre@GaleriaCarlosPenna_Foto-Danilo-Sorrino-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/GustavoSilvestre@GaleriaCarlosPenna_Foto-Danilo-Sorrino-300x200.jpg 300w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/GustavoSilvestre@GaleriaCarlosPenna_Foto-Danilo-Sorrino-768x512.jpg 768w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/GustavoSilvestre@GaleriaCarlosPenna_Foto-Danilo-Sorrino-100x67.jpg 100w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/GustavoSilvestre@GaleriaCarlosPenna_Foto-Danilo-Sorrino-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/GustavoSilvestre@GaleriaCarlosPenna_Foto-Danilo-Sorrino-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A trajet\u00f3ria de Gustavo Silvestre acompanha esse mesmo gesto de <strong>reposicionamento cultural.<\/strong> Reconhecido por transformar t\u00e9cnicas manuais em linguagem de moda autoral e arte contempor\u00e2nea, o estilista construiu uma carreira marcada pela valoriza\u00e7\u00e3o do fazer coletivo, da sustentabilidade e da <strong>intelig\u00eancia ancestral presente nos fios<\/strong>. Seu trabalho desafia a l\u00f3gica descart\u00e1vel da ind\u00fastria ao defender o tempo como elemento criativo e pol\u00edtico. Em vez de acelerar processos, Gustavo desacelera o olhar: faz do ponto repetido uma forma de resist\u00eancia est\u00e9tica e humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre res\u00edduos, tramas e narrativas marginalizadas,<strong> sua obra reafirma que tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o pertence ao passado<\/strong> \u2014 ela pode ser ferramenta de inven\u00e7\u00e3o, luxo e futuro. A exposi\u00e7\u00e3o segue at\u00e9 o final de maio de 2026 na Galaeria Carlos Penna (R. Mateus Grou, 610 &#8211; Pinheiros, S\u00e3o Paulo &#8211; SP) Confere a entrevista que Gustavo nos concedeu:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O croch\u00ea, na sua exposi\u00e7\u00e3o, ganha um novo f\u00f4lego como linguagem art\u00edstica e apresenta\u00e7\u00e3o apurada de obras de arte. O que te fez escolher essa t\u00e9cnica ancestral para essa narrativa contempor\u00e2nea?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O croch\u00ea sempre me interessou pela pot\u00eancia humana que existe nele. \u00c9 uma t\u00e9cnica ancestral, constru\u00edda ponto a ponto pelas m\u00e3os, pelo tempo e pela repeti\u00e7\u00e3o, mas que ainda carrega uma capacidade infinita de transforma\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O que me move \u00e9 justamente deslocar essa linguagem do lugar onde ela foi historicamente colocada, muitas vezes dom\u00e9stico ou decorativo, e apresent\u00e1-la como mat\u00e9ria de arte, de pesquisa e de constru\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Atrav\u00e9s do croch\u00ea, eu consigo falar sobre tempo, mem\u00f3ria, resist\u00eancia, coletividade e sobre sofistica\u00e7\u00e3o. Existe uma intelig\u00eancia estrutural muito grande nessa t\u00e9cnica. Ent\u00e3o, para mim, usar o croch\u00ea hoje \u00e9 quase um gesto de reposicionamento cultural.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A galeria do Carlos Penna \u00e9 um espa\u00e7o que dialoga com o p\u00fablico de forma intimista e at\u00e9 pessoal. Como voc\u00ea acredita que a Aracnaliza\u00e7\u00e3o se transmutou nesse espa\u00e7o, ganhando uma dimens\u00e3o quase cerimonial sobre o seu trabalho?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A galeria do Carlos tem uma atmosfera muito particular, quase silenciosa, e isso permitiu que a exposi\u00e7\u00e3o respirasse de uma maneira muito sensorial.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A Aracnaliza\u00e7\u00e3o fala sobre tecer espa\u00e7os, criar presen\u00e7as, quase como organismos vivos ocupando a arquitetura. Quando essas obras entram na galeria, elas deixam de ser apenas objetos e passam a criar uma experi\u00eancia de perman\u00eancia e contempla\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Existe algo de ritual nesse encontro entre mat\u00e9ria, tempo e corpo. As pe\u00e7as pendem, se expandem, criam sombras, tens\u00f5es e delicadezas. \u00c9 quase como entrar dentro de uma teia. E isso conversa muito com o trabalho do Carlos, porque ele tamb\u00e9m entende a mat\u00e9ria de uma forma muito emocional e escult\u00f3rica.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-12607 \" src=\"http:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Gustavo-Silvestre-_Foto-Danilo-Sorrino-1-682x1024.jpeg\" alt=\"\" width=\"472\" height=\"709\" srcset=\"https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Gustavo-Silvestre-_Foto-Danilo-Sorrino-1-682x1024.jpeg 682w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Gustavo-Silvestre-_Foto-Danilo-Sorrino-1-200x300.jpeg 200w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Gustavo-Silvestre-_Foto-Danilo-Sorrino-1-768x1152.jpeg 768w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Gustavo-Silvestre-_Foto-Danilo-Sorrino-1-100x150.jpeg 100w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Gustavo-Silvestre-_Foto-Danilo-Sorrino-1-1024x1536.jpeg 1024w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Gustavo-Silvestre-_Foto-Danilo-Sorrino-1-1365x2048.jpeg 1365w, https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Gustavo-Silvestre-_Foto-Danilo-Sorrino-1.jpeg 1706w\" sizes=\"(max-width: 472px) 100vw, 472px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Existe uma dimens\u00e3o de resist\u00eancia no croch\u00ea, uma forma de reinventar o tempo e o espa\u00e7o. Como voc\u00ea v\u00ea essa pr\u00e1tica dialogando com o ritmo acelerado da moda e da vida urbana em que estamos inseridos hoje?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Eu vejo o croch\u00ea quase como um contraponto ao excesso de velocidade que vivemos hoje. A l\u00f3gica do artesanal exige presen\u00e7a. N\u00e3o existe acelera\u00e7\u00e3o poss\u00edvel quando voc\u00ea trabalha com as m\u00e3os. Cada ponto carrega tempo, corpo e aten\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Na moda e na vida contempor\u00e2nea, muitas vezes tudo acontece de forma muito descart\u00e1vel e imediata. O croch\u00ea me permite trazer uma outra reflex\u00e3o sobre valor, perman\u00eancia e processo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>N\u00e3o \u00e9 sobre nostalgia. \u00c9 sobre imaginar futuros mais humanos, onde o fazer manual possa coexistir com inova\u00e7\u00e3o, arte e tecnologia sem perder sua ess\u00eancia.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ao olhar para as pe\u00e7as, quais mem\u00f3rias ou afetos voc\u00ea deseja evocar no espectador, e que tipo de di\u00e1logo voc\u00ea gostaria de criar entre o seu pensamento criativo, o passado artesanal e o futuro da moda?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Eu gosto da ideia de que as pessoas reconhe\u00e7am algo familiar, mas ao mesmo tempo n\u00e3o consigam definir exatamente o que \u00e9. O croch\u00ea ativa mem\u00f3rias muito afetivas e coletivas: a casa, a av\u00f3, o cuidado, o tempo lento. Mas eu tento deslocar essas refer\u00eancias para um lugar inesperado, mais contempor\u00e2neo, mais escult\u00f3rico e at\u00e9 futurista.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Meu desejo \u00e9 criar uma ponte entre ancestralidade e inven\u00e7\u00e3o. Mostrar que tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa algo parado no passado. Pelo contr\u00e1rio: ela pode ser um territ\u00f3rio extremamente radical e inovador quando revisitamos essas t\u00e9cnicas com outro olhar.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por fim, se seu trabalho fosse uma narrativa, qual seria o ponto, desfecho ou o convite silencioso que voc\u00ea deixaria para quem visualiza ou deseja suas obras?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Talvez o convite seja desacelerar o olhar. Entender que existe beleza no tempo das coisas, na constru\u00e7\u00e3o manual, na delicadeza e tamb\u00e9m na imperfei\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Meu trabalho fala muito sobre transforma\u00e7\u00e3o. Sobre como fios, res\u00edduos, materiais esquecidos e at\u00e9 hist\u00f3rias marginalizadas podem ganhar novos significados atrav\u00e9s das m\u00e3os.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ent\u00e3o, se existe um desfecho, talvez ele esteja justamente nessa possibilidade de reconectar as pessoas com algo mais humano, sens\u00edvel e essencial.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<pre><strong>Imagens incr\u00edveis cedidas por Danilo Sorrino<\/strong><\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na exposi\u00e7\u00e3o Aracnaliza\u00e7\u00e3o, o estilista ressignifica t\u00e9cnicas ancestrais em instala\u00e7\u00f5es escult\u00f3ricas que unem mem\u00f3ria, sofistica\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia no espa\u00e7o intimista da galeria de Carlos Penna Na exposi\u00e7\u00e3o Aracnaliza\u00e7\u00e3o, o estilista Gustavo Silvestre transforma o croch\u00ea em arquitetura sens\u00edvel. As obras ocupam a Galeria de Carlos Penna como organismos suspensos, entre sombras, tens\u00f5es e delicadezas que parecem redesenhar o espa\u00e7o ao redor. H\u00e1, nas pe\u00e7as, uma dimens\u00e3o quase ritual\u00edstica: fios que deixam de cumprir fun\u00e7\u00e3o decorativa para assumir estado escult\u00f3rico, instaurando um sil\u00eancio raro em tempos marcados pela velocidade e pelo excesso visual da moda contempor\u00e2nea. O artesanal, aqui, n\u00e3o surge como nostalgia, mas como discurso de perman\u00eancia. Gustavo costura mem\u00f3ria, tempo e mat\u00e9ria em instala\u00e7\u00f5es que evocam afetos dom\u00e9sticos \u2014 a lembran\u00e7a das m\u00e3os, da casa, da heran\u00e7a t\u00eaxtil \u2014 enquanto projeta o croch\u00ea para um territ\u00f3rio futurista, sofisticado e radicalmente contempor\u00e2neo. A trajet\u00f3ria de Gustavo Silvestre acompanha esse mesmo gesto de reposicionamento cultural. Reconhecido por transformar t\u00e9cnicas manuais em linguagem de moda autoral e arte contempor\u00e2nea, o estilista construiu uma carreira marcada pela valoriza\u00e7\u00e3o do fazer coletivo, da sustentabilidade e da intelig\u00eancia ancestral presente nos fios. Seu trabalho desafia a l\u00f3gica descart\u00e1vel da ind\u00fastria ao defender o tempo como elemento criativo e pol\u00edtico. Em vez de acelerar processos, Gustavo desacelera o olhar: faz do ponto repetido uma forma de resist\u00eancia est\u00e9tica e humana. Entre res\u00edduos, tramas e narrativas marginalizadas, sua obra reafirma que tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o pertence ao passado \u2014 ela pode ser ferramenta de inven\u00e7\u00e3o, luxo e futuro. A exposi\u00e7\u00e3o segue at\u00e9 o final de maio de 2026 na Galaeria Carlos Penna (R. Mateus Grou, 610 &#8211; Pinheiros, S\u00e3o Paulo &#8211; SP) Confere a entrevista que Gustavo nos concedeu: O croch\u00ea, na sua exposi\u00e7\u00e3o, ganha um novo f\u00f4lego como linguagem art\u00edstica e apresenta\u00e7\u00e3o apurada de obras de arte. O que te fez escolher essa t\u00e9cnica ancestral para essa narrativa contempor\u00e2nea? O croch\u00ea sempre me interessou pela pot\u00eancia humana que existe nele. \u00c9 uma t\u00e9cnica ancestral, constru\u00edda ponto a ponto pelas m\u00e3os, pelo tempo e pela repeti\u00e7\u00e3o, mas que ainda carrega uma capacidade infinita de transforma\u00e7\u00e3o. O que me move \u00e9 justamente deslocar essa linguagem do lugar onde ela foi historicamente colocada, muitas vezes dom\u00e9stico ou decorativo, e apresent\u00e1-la como mat\u00e9ria de arte, de pesquisa e de constru\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea. Atrav\u00e9s do croch\u00ea, eu consigo falar sobre tempo, mem\u00f3ria, resist\u00eancia, coletividade e sobre sofistica\u00e7\u00e3o. Existe uma intelig\u00eancia estrutural muito grande nessa t\u00e9cnica. Ent\u00e3o, para mim, usar o croch\u00ea hoje \u00e9 quase um gesto de reposicionamento cultural. A galeria do Carlos Penna \u00e9 um espa\u00e7o que dialoga com o p\u00fablico de forma intimista e at\u00e9 pessoal. Como voc\u00ea acredita que a Aracnaliza\u00e7\u00e3o se transmutou nesse espa\u00e7o, ganhando uma dimens\u00e3o quase cerimonial sobre o seu trabalho? A galeria do Carlos tem uma atmosfera muito particular, quase silenciosa, e isso permitiu que a exposi\u00e7\u00e3o respirasse de uma maneira muito sensorial. A Aracnaliza\u00e7\u00e3o fala sobre tecer espa\u00e7os, criar presen\u00e7as, quase como organismos vivos ocupando a arquitetura. Quando essas obras entram na galeria, elas deixam de ser apenas objetos e passam a criar uma experi\u00eancia de perman\u00eancia e contempla\u00e7\u00e3o. Existe algo de ritual nesse encontro entre mat\u00e9ria, tempo e corpo. As pe\u00e7as pendem, se expandem, criam sombras, tens\u00f5es e delicadezas. \u00c9 quase como entrar dentro de uma teia. E isso conversa muito com o trabalho do Carlos, porque ele tamb\u00e9m entende a mat\u00e9ria de uma forma muito emocional e escult\u00f3rica. &nbsp; Existe uma dimens\u00e3o de resist\u00eancia no croch\u00ea, uma forma de reinventar o tempo e o espa\u00e7o. Como voc\u00ea v\u00ea essa pr\u00e1tica dialogando com o ritmo acelerado da moda e da vida urbana em que estamos inseridos hoje? Eu vejo o croch\u00ea quase como um contraponto ao excesso de velocidade que vivemos hoje. A l\u00f3gica do artesanal exige presen\u00e7a. N\u00e3o existe acelera\u00e7\u00e3o poss\u00edvel quando voc\u00ea trabalha com as m\u00e3os. Cada ponto carrega tempo, corpo e aten\u00e7\u00e3o. Na moda e na vida contempor\u00e2nea, muitas vezes tudo acontece de forma muito descart\u00e1vel e imediata. O croch\u00ea me permite trazer uma outra reflex\u00e3o sobre valor, perman\u00eancia e processo. N\u00e3o \u00e9 sobre nostalgia. \u00c9 sobre imaginar futuros mais humanos, onde o fazer manual possa coexistir com inova\u00e7\u00e3o, arte e tecnologia sem perder sua ess\u00eancia. Ao olhar para as pe\u00e7as, quais mem\u00f3rias ou afetos voc\u00ea deseja evocar no espectador, e que tipo de di\u00e1logo voc\u00ea gostaria de criar entre o seu pensamento criativo, o passado artesanal e o futuro da moda? Eu gosto da ideia de que as pessoas reconhe\u00e7am algo familiar, mas ao mesmo tempo n\u00e3o consigam definir exatamente o que \u00e9. O croch\u00ea ativa mem\u00f3rias muito afetivas e coletivas: a casa, a av\u00f3, o cuidado, o tempo lento. Mas eu tento deslocar essas refer\u00eancias para um lugar inesperado, mais contempor\u00e2neo, mais escult\u00f3rico e at\u00e9 futurista. Meu desejo \u00e9 criar uma ponte entre ancestralidade e inven\u00e7\u00e3o. Mostrar que tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa algo parado no passado. Pelo contr\u00e1rio: ela pode ser um territ\u00f3rio extremamente radical e inovador quando revisitamos essas t\u00e9cnicas com outro olhar. Por fim, se seu trabalho fosse uma narrativa, qual seria o ponto, desfecho ou o convite silencioso que voc\u00ea deixaria para quem visualiza ou deseja suas obras? Talvez o convite seja desacelerar o olhar. Entender que existe beleza no tempo das coisas, na constru\u00e7\u00e3o manual, na delicadeza e tamb\u00e9m na imperfei\u00e7\u00e3o. Meu trabalho fala muito sobre transforma\u00e7\u00e3o. Sobre como fios, res\u00edduos, materiais esquecidos e at\u00e9 hist\u00f3rias marginalizadas podem ganhar novos significados atrav\u00e9s das m\u00e3os. Ent\u00e3o, se existe um desfecho, talvez ele esteja justamente nessa possibilidade de reconectar as pessoas com algo mais humano, sens\u00edvel e essencial. 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As obras ocupam a Galeria de Carlos Penna como organismos suspensos, entre sombras, tens\u00f5es e delicadezas que parecem redesenhar o espa\u00e7o ao redor. H\u00e1, nas pe\u00e7as, uma dimens\u00e3o quase ritual\u00edstica: fios que deixam de cumprir fun\u00e7\u00e3o decorativa para assumir estado escult\u00f3rico, instaurando um sil\u00eancio raro em tempos marcados pela velocidade e pelo excesso visual da moda contempor\u00e2nea. O artesanal, aqui, n\u00e3o surge como nostalgia, mas como discurso de perman\u00eancia. Gustavo costura mem\u00f3ria, tempo e mat\u00e9ria em instala\u00e7\u00f5es que evocam afetos dom\u00e9sticos \u2014 a lembran\u00e7a das m\u00e3os, da casa, da heran\u00e7a t\u00eaxtil \u2014 enquanto projeta o croch\u00ea para um territ\u00f3rio futurista, sofisticado e radicalmente contempor\u00e2neo. A trajet\u00f3ria de Gustavo Silvestre acompanha esse mesmo gesto de reposicionamento cultural. 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Mateus Grou, 610 &#8211; Pinheiros, S\u00e3o Paulo &#8211; SP) Confere a entrevista que Gustavo nos concedeu: O croch\u00ea, na sua exposi\u00e7\u00e3o, ganha um novo f\u00f4lego como linguagem art\u00edstica e apresenta\u00e7\u00e3o apurada de obras de arte. O que te fez escolher essa t\u00e9cnica ancestral para essa narrativa contempor\u00e2nea? O croch\u00ea sempre me interessou pela pot\u00eancia humana que existe nele. \u00c9 uma t\u00e9cnica ancestral, constru\u00edda ponto a ponto pelas m\u00e3os, pelo tempo e pela repeti\u00e7\u00e3o, mas que ainda carrega uma capacidade infinita de transforma\u00e7\u00e3o. O que me move \u00e9 justamente deslocar essa linguagem do lugar onde ela foi historicamente colocada, muitas vezes dom\u00e9stico ou decorativo, e apresent\u00e1-la como mat\u00e9ria de arte, de pesquisa e de constru\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea. Atrav\u00e9s do croch\u00ea, eu consigo falar sobre tempo, mem\u00f3ria, resist\u00eancia, coletividade e sobre sofistica\u00e7\u00e3o. Existe uma intelig\u00eancia estrutural muito grande nessa t\u00e9cnica. Ent\u00e3o, para mim, usar o croch\u00ea hoje \u00e9 quase um gesto de reposicionamento cultural. A galeria do Carlos Penna \u00e9 um espa\u00e7o que dialoga com o p\u00fablico de forma intimista e at\u00e9 pessoal. Como voc\u00ea acredita que a Aracnaliza\u00e7\u00e3o se transmutou nesse espa\u00e7o, ganhando uma dimens\u00e3o quase cerimonial sobre o seu trabalho? A galeria do Carlos tem uma atmosfera muito particular, quase silenciosa, e isso permitiu que a exposi\u00e7\u00e3o respirasse de uma maneira muito sensorial. A Aracnaliza\u00e7\u00e3o fala sobre tecer espa\u00e7os, criar presen\u00e7as, quase como organismos vivos ocupando a arquitetura. Quando essas obras entram na galeria, elas deixam de ser apenas objetos e passam a criar uma experi\u00eancia de perman\u00eancia e contempla\u00e7\u00e3o. Existe algo de ritual nesse encontro entre mat\u00e9ria, tempo e corpo. As pe\u00e7as pendem, se expandem, criam sombras, tens\u00f5es e delicadezas. \u00c9 quase como entrar dentro de uma teia. E isso conversa muito com o trabalho do Carlos, porque ele tamb\u00e9m entende a mat\u00e9ria de uma forma muito emocional e escult\u00f3rica. &nbsp; Existe uma dimens\u00e3o de resist\u00eancia no croch\u00ea, uma forma de reinventar o tempo e o espa\u00e7o. Como voc\u00ea v\u00ea essa pr\u00e1tica dialogando com o ritmo acelerado da moda e da vida urbana em que estamos inseridos hoje? Eu vejo o croch\u00ea quase como um contraponto ao excesso de velocidade que vivemos hoje. A l\u00f3gica do artesanal exige presen\u00e7a. N\u00e3o existe acelera\u00e7\u00e3o poss\u00edvel quando voc\u00ea trabalha com as m\u00e3os. 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As obras ocupam a Galeria de Carlos Penna como organismos suspensos, entre sombras, tens\u00f5es e delicadezas que parecem redesenhar o espa\u00e7o ao redor. H\u00e1, nas pe\u00e7as, uma dimens\u00e3o quase ritual\u00edstica: fios que deixam de cumprir fun\u00e7\u00e3o decorativa para assumir estado escult\u00f3rico, instaurando um sil\u00eancio raro em tempos marcados pela velocidade e pelo excesso visual da moda contempor\u00e2nea. O artesanal, aqui, n\u00e3o surge como nostalgia, mas como discurso de perman\u00eancia. Gustavo costura mem\u00f3ria, tempo e mat\u00e9ria em instala\u00e7\u00f5es que evocam afetos dom\u00e9sticos \u2014 a lembran\u00e7a das m\u00e3os, da casa, da heran\u00e7a t\u00eaxtil \u2014 enquanto projeta o croch\u00ea para um territ\u00f3rio futurista, sofisticado e radicalmente contempor\u00e2neo. A trajet\u00f3ria de Gustavo Silvestre acompanha esse mesmo gesto de reposicionamento cultural. Reconhecido por transformar t\u00e9cnicas manuais em linguagem de moda autoral e arte contempor\u00e2nea, o estilista construiu uma carreira marcada pela valoriza\u00e7\u00e3o do fazer coletivo, da sustentabilidade e da intelig\u00eancia ancestral presente nos fios. Seu trabalho desafia a l\u00f3gica descart\u00e1vel da ind\u00fastria ao defender o tempo como elemento criativo e pol\u00edtico. Em vez de acelerar processos, Gustavo desacelera o olhar: faz do ponto repetido uma forma de resist\u00eancia est\u00e9tica e humana. Entre res\u00edduos, tramas e narrativas marginalizadas, sua obra reafirma que tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o pertence ao passado \u2014 ela pode ser ferramenta de inven\u00e7\u00e3o, luxo e futuro. A exposi\u00e7\u00e3o segue at\u00e9 o final de maio de 2026 na Galaeria Carlos Penna (R. Mateus Grou, 610 &#8211; Pinheiros, S\u00e3o Paulo &#8211; SP) Confere a entrevista que Gustavo nos concedeu: O croch\u00ea, na sua exposi\u00e7\u00e3o, ganha um novo f\u00f4lego como linguagem art\u00edstica e apresenta\u00e7\u00e3o apurada de obras de arte. O que te fez escolher essa t\u00e9cnica ancestral para essa narrativa contempor\u00e2nea? O croch\u00ea sempre me interessou pela pot\u00eancia humana que existe nele. \u00c9 uma t\u00e9cnica ancestral, constru\u00edda ponto a ponto pelas m\u00e3os, pelo tempo e pela repeti\u00e7\u00e3o, mas que ainda carrega uma capacidade infinita de transforma\u00e7\u00e3o. O que me move \u00e9 justamente deslocar essa linguagem do lugar onde ela foi historicamente colocada, muitas vezes dom\u00e9stico ou decorativo, e apresent\u00e1-la como mat\u00e9ria de arte, de pesquisa e de constru\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea. Atrav\u00e9s do croch\u00ea, eu consigo falar sobre tempo, mem\u00f3ria, resist\u00eancia, coletividade e sobre sofistica\u00e7\u00e3o. Existe uma intelig\u00eancia estrutural muito grande nessa t\u00e9cnica. Ent\u00e3o, para mim, usar o croch\u00ea hoje \u00e9 quase um gesto de reposicionamento cultural. A galeria do Carlos Penna \u00e9 um espa\u00e7o que dialoga com o p\u00fablico de forma intimista e at\u00e9 pessoal. Como voc\u00ea acredita que a Aracnaliza\u00e7\u00e3o se transmutou nesse espa\u00e7o, ganhando uma dimens\u00e3o quase cerimonial sobre o seu trabalho? A galeria do Carlos tem uma atmosfera muito particular, quase silenciosa, e isso permitiu que a exposi\u00e7\u00e3o respirasse de uma maneira muito sensorial. A Aracnaliza\u00e7\u00e3o fala sobre tecer espa\u00e7os, criar presen\u00e7as, quase como organismos vivos ocupando a arquitetura. Quando essas obras entram na galeria, elas deixam de ser apenas objetos e passam a criar uma experi\u00eancia de perman\u00eancia e contempla\u00e7\u00e3o. Existe algo de ritual nesse encontro entre mat\u00e9ria, tempo e corpo. As pe\u00e7as pendem, se expandem, criam sombras, tens\u00f5es e delicadezas. \u00c9 quase como entrar dentro de uma teia. E isso conversa muito com o trabalho do Carlos, porque ele tamb\u00e9m entende a mat\u00e9ria de uma forma muito emocional e escult\u00f3rica. &nbsp; Existe uma dimens\u00e3o de resist\u00eancia no croch\u00ea, uma forma de reinventar o tempo e o espa\u00e7o. Como voc\u00ea v\u00ea essa pr\u00e1tica dialogando com o ritmo acelerado da moda e da vida urbana em que estamos inseridos hoje? Eu vejo o croch\u00ea quase como um contraponto ao excesso de velocidade que vivemos hoje. A l\u00f3gica do artesanal exige presen\u00e7a. N\u00e3o existe acelera\u00e7\u00e3o poss\u00edvel quando voc\u00ea trabalha com as m\u00e3os. Cada ponto carrega tempo, corpo e aten\u00e7\u00e3o. Na moda e na vida contempor\u00e2nea, muitas vezes tudo acontece de forma muito descart\u00e1vel e imediata. O croch\u00ea me permite trazer uma outra reflex\u00e3o sobre valor, perman\u00eancia e processo. N\u00e3o \u00e9 sobre nostalgia. \u00c9 sobre imaginar futuros mais humanos, onde o fazer manual possa coexistir com inova\u00e7\u00e3o, arte e tecnologia sem perder sua ess\u00eancia. Ao olhar para as pe\u00e7as, quais mem\u00f3rias ou afetos voc\u00ea deseja evocar no espectador, e que tipo de di\u00e1logo voc\u00ea gostaria de criar entre o seu pensamento criativo, o passado artesanal e o futuro da moda? Eu gosto da ideia de que as pessoas reconhe\u00e7am algo familiar, mas ao mesmo tempo n\u00e3o consigam definir exatamente o que \u00e9. O croch\u00ea ativa mem\u00f3rias muito afetivas e coletivas: a casa, a av\u00f3, o cuidado, o tempo lento. Mas eu tento deslocar essas refer\u00eancias para um lugar inesperado, mais contempor\u00e2neo, mais escult\u00f3rico e at\u00e9 futurista. Meu desejo \u00e9 criar uma ponte entre ancestralidade e inven\u00e7\u00e3o. Mostrar que tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa algo parado no passado. Pelo contr\u00e1rio: ela pode ser um territ\u00f3rio extremamente radical e inovador quando revisitamos essas t\u00e9cnicas com outro olhar. Por fim, se seu trabalho fosse uma narrativa, qual seria o ponto, desfecho ou o convite silencioso que voc\u00ea deixaria para quem visualiza ou deseja suas obras? Talvez o convite seja desacelerar o olhar. Entender que existe beleza no tempo das coisas, na constru\u00e7\u00e3o manual, na delicadeza e tamb\u00e9m na imperfei\u00e7\u00e3o. Meu trabalho fala muito sobre transforma\u00e7\u00e3o. Sobre como fios, res\u00edduos, materiais esquecidos e at\u00e9 hist\u00f3rias marginalizadas podem ganhar novos significados atrav\u00e9s das m\u00e3os. 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