{"version":"1.0","provider_name":"LACKMAN &amp; CO.","provider_url":"https:\/\/lackman.com.br","author_name":"Gilberto Evangelista - Colunista","author_url":"https:\/\/lackman.com.br\/index.php\/author\/gilberto-brito\/","title":"Fric\u00e7\u00f5es e mem\u00f3rias em mostras simult\u00e2neas - LACKMAN &amp; CO.","type":"rich","width":600,"height":338,"html":"<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"KbKLtpQthm\"><a href=\"https:\/\/lackman.com.br\/index.php\/2026\/03\/27\/friccoes-e-memorias-em-mostras-simultaneas\/\">Fric\u00e7\u00f5es e mem\u00f3rias em mostras simult\u00e2neas<\/a><\/blockquote><iframe sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" src=\"https:\/\/lackman.com.br\/index.php\/2026\/03\/27\/friccoes-e-memorias-em-mostras-simultaneas\/embed\/#?secret=KbKLtpQthm\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Fric\u00e7\u00f5es e mem\u00f3rias em mostras simult\u00e2neas&#8221; &#8212; LACKMAN &amp; CO.\" data-secret=\"KbKLtpQthm\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" class=\"wp-embedded-content\"><\/iframe><script>\n\/*! This file is auto-generated *\/\n!function(d,l){\"use strict\";l.querySelector&&d.addEventListener&&\"undefined\"!=typeof URL&&(d.wp=d.wp||{},d.wp.receiveEmbedMessage||(d.wp.receiveEmbedMessage=function(e){var t=e.data;if((t||t.secret||t.message||t.value)&&!\/[^a-zA-Z0-9]\/.test(t.secret)){for(var s,r,n,a=l.querySelectorAll('iframe[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),o=l.querySelectorAll('blockquote[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),c=new RegExp(\"^https?:$\",\"i\"),i=0;i<o.length;i++)o[i].style.display=\"none\";for(i=0;i<a.length;i++)s=a[i],e.source===s.contentWindow&&(s.removeAttribute(\"style\"),\"height\"===t.message?(1e3<(r=parseInt(t.value,10))?r=1e3:~~r<200&&(r=200),s.height=r):\"link\"===t.message&&(r=new URL(s.getAttribute(\"src\")),n=new URL(t.value),c.test(n.protocol))&&n.host===r.host&&l.activeElement===s&&(d.top.location.href=t.value))}},d.addEventListener(\"message\",d.wp.receiveEmbedMessage,!1),l.addEventListener(\"DOMContentLoaded\",function(){for(var e,t,s=l.querySelectorAll(\"iframe.wp-embedded-content\"),r=0;r<s.length;r++)(t=(e=s[r]).getAttribute(\"data-secret\"))||(t=Math.random().toString(36).substring(2,12),e.src+=\"#?secret=\"+t,e.setAttribute(\"data-secret\",t)),e.contentWindow.postMessage({message:\"ready\",secret:t},\"*\")},!1)))}(window,document);\n\/\/# sourceURL=https:\/\/lackman.com.br\/wp-includes\/js\/wp-embed.min.js\n<\/script>\n","thumbnail_url":"http:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/cerrado-galeria_foto-diego-bresani_18-scaled.jpg","thumbnail_width":2560,"thumbnail_height":1707,"description":"Com obras de Lais Myrrha e Hel\u00f4 Sanvoy, as exposi\u00e7\u00f5es &#8220;Arquiteturas do Poder&#8221; e &#8220;Eiro&#8221; prop\u00f5em um olhar cr\u00edtico sobre as bases estruturais e hist\u00f3ricas do pa\u00eds. A partir do dia 1\u00ba de abril, a galeria Cerrado Cultural, em Bras\u00edlia, transforma seus dois pavimentos em um espa\u00e7o de potente reflex\u00e3o visual e hist\u00f3rica. Localizado na QI 05, Ch\u00e1cara 10 do Lago Sul, a @cerrado.galeria inaugura, simultaneamente, as exposi\u00e7\u00f5es Arquiteturas do Poder, de Lais Myrrha, e Eiro, de Hel\u00f4 Sanvoy. Embora independentes, as mostras tecem um di\u00e1logo profundo sobre os apagamentos, as mem\u00f3rias e as rela\u00e7\u00f5es de trabalho e de poder que alicer\u00e7am o Brasil. Desse modo, \u00e9 estabelecido uma conversa entre os artistas. \u00c9 o zeitgeist, o esp\u00edrito do tempo, que se manifesta, valendo-se de materiais e linguagens t\u00e3o distintas. Suas obras convergem, quase por acaso, para as mesmas tem\u00e1ticas. Essa troca ganha ainda mais for\u00e7a com a presen\u00e7a de dois curadores de excel\u00eancia, que conduzem o p\u00fablico por essas narrativas com clareza e sensibilidade: a historiadora e cr\u00edtica de arte Ana Avelar e o pesquisador, artista e diretor art\u00edstico da Cerrado Divino Sobral. A temporada segue de portas abertas, com visita\u00e7\u00e3o gratuita, at\u00e9 o dia 9 de maio. O peso oculto da forma geom\u00e9trica No t\u00e9rreo, sob a curadoria de Ana Avelar, Lais Myrrha apresenta Arquiteturas do Poder. A artista faz de Bras\u00edlia o centro de sua investiga\u00e7\u00e3o, colocando-a como alegoria de um Estado que se projeta racional, branco e perp\u00e9tuo, mas que n\u00e3o considera a desigualdade social sobre a qual foi constitu\u00eddo. Sem buscar a invalida\u00e7\u00e3o do modernismo, mas recusando a rever\u00eancia cega, Myrrha exp\u00f5e o que as superf\u00edcies lisas e os \u00e2ngulos retos de nossas constru\u00e7\u00f5es ic\u00f4nicas tentam esconder o trabalho dos que constru\u00edram a cidade e a heran\u00e7a colonial que a capital tentou apagar. A curadora Ana Avelar destaca essa ambival\u00eancia constitutiva do modernismo nas obras da artista, onde a beleza arquitet\u00f4nica seduz, mas tamb\u00e9m silencia. S\u00e9ries como Estudo de Caso: Kama Sutra, Dupla Exposi\u00e7\u00e3o, em que edif\u00edcios modernistas se sobrep\u00f5em a pinturas hist\u00f3ricas de Debret e Portinari, e Vertebral Case, com imponentes fragmentos de colunas de concreto ca\u00eddas como ru\u00ednas \u00f3sseas, convidam o visitante a medir, com o pr\u00f3prio corpo, o tamanho dessa utopia fraturada. A mat\u00e9ria, o corpo e o trabalhador brasileiro J\u00e1 no piso superior, o p\u00fablico \u00e9 recebido por Hel\u00f4 Sanvoy em Eiro, sua primeira mostra individual na galeria Cerrado, com curadoria de Divino Sobral. Aqui, a investiga\u00e7\u00e3o afasta-se do concreto armado e debru\u00e7a-se sobre a carga hist\u00f3rica e econ\u00f4mica dos materiais cotidianos. O artista cria atritos po\u00e9ticos utilizando carv\u00e3o, p\u00f3 de pau-brasil, vidro estilha\u00e7ado, couro e copos americanos para falar sobre a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho e o corpo marginalizado pelo capital. Divino Sobral conduz o olhar do espectador para a sutileza com que Sanvoy transforma materiais em signos. O pr\u00f3prio t\u00edtulo da mostra faz refer\u00eancia ao sufixo latino &#8220;-eiro&#8221;, que constitui o nosso gent\u00edlico, originado da extra\u00e7\u00e3o explorat\u00f3ria do pau-brasil, e nomeia tantas profiss\u00f5es populares, como pedreiro, boiadeiro, coveiro, lixeiro. Destacam-se obras que v\u00e3o desde a utiliza\u00e7\u00e3o do vidro temperado estilha\u00e7ado em Lucidez difusa, at\u00e9 a inst\u00e1vel e transparente instala\u00e7\u00e3o Continente, erguida com centenas de copos americanos empilhados, equilibrando a fragilidade do material e a for\u00e7a da mem\u00f3ria coletiva. Dois olhares curatoriais Vale destacar que as mostras marcam tamb\u00e9m um encontro de vis\u00f5es curatoriais refinadas. Ana Avelar, com sua vasta experi\u00eancia acad\u00eamica e atua\u00e7\u00e3o focada na arte moderna e contempor\u00e2nea brasileira, traz uma leitura afiada e hist\u00f3rica para as provoca\u00e7\u00f5es de Lais Myrrha. J\u00e1 Divino Sobral, que tamb\u00e9m \u00e9 artista visual, empresta sua sensibilidade est\u00e9tica e po\u00e9tica para desdobrar as materialidades de Hel\u00f4 Sanvoy, construindo, juntos, uma experi\u00eancia imperd\u00edvel na capital federal. Quem \u00e9 quem? Lais Myrrha: Sua pr\u00e1tica art\u00edstica evidencia a rela\u00e7\u00e3o entre o lugar f\u00edsico e o lugar simb\u00f3lico, abordando os discursos de poder denotados por conven\u00e7\u00f5es espaciais e arquitet\u00f4nicas. Possui obras no acervo de institui\u00e7\u00f5es como Pinacoteca de S\u00e3o Paulo, Blanton Museum of Art (EUA) e Funda\u00e7\u00e3o de Serralves (Portugal). J\u00e1 exp\u00f4s em bienais de destaque, como a 32\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo e a 13\u00aa Bienal de La Habana. Hel\u00f4 Sanvoy: Artista goiano, mestre em Artes Visuais e membro do Grupo EmpreZa. Sua pesquisa transita por desenho, v\u00eddeo, performance, objeto e instala\u00e7\u00e3o, explorando as qualidades pl\u00e1sticas e pol\u00edticas de diferentes materiais. Vencedor do Pr\u00eamio Pipa (2023), possui obras em cole\u00e7\u00f5es de peso, como as do MAC-USP, Museu de Arte do Rio (MAR) e MARGS. Ana Avelar (Curadora): Historiadora da arte, curadora e professora universit\u00e1ria com foco em arte moderna, contempor\u00e2nea e cr\u00edtica curatorial. Realiza exposi\u00e7\u00f5es em museus e galerias pelo Brasil e \u00e9 conselheira do Pr\u00eamio Pipa. Divino Sobral (Curador): Pesquisador, artista visual, curador independente e diretor art\u00edstico da Cerrado Galeria. Com vasta produ\u00e7\u00e3o cr\u00edtica no Brasil e exterior, sua pr\u00e1tica cruza mem\u00f3ria, hist\u00f3ria e materialidade de maneira sens\u00edvel e po\u00e9tica, tanto em seus textos quanto em suas pr\u00f3prias obras. Sobre a Cerrado Com sedes em Bras\u00edlia e Goi\u00e2nia, a Cerrado consolidou-se como um dos principais espa\u00e7os de difus\u00e3o da arte contempor\u00e2nea no Centro-Oeste. A galeria promove a circula\u00e7\u00e3o de artistas jovens e consagrados, investe na forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablico e fomenta novas cole\u00e7\u00f5es. Sua programa\u00e7\u00e3o re\u00fane exposi\u00e7\u00f5es, debates e a\u00e7\u00f5es educativas. Pra quem curte artes-visuais! \u00a0Arquiteturas do Poder (Lais Myrrha) e Eiro (Hel\u00f4 Sanvoy) \/ Cerrado Cultural \u2013 SHIS QI 05, Ch\u00e1cara 10, Lago Sul, Bras\u00edlia-DF \/\u00a01\u00ba de abril a 9 de maio de 2026 &#8211; Segunda a sexta, das 10h \u00e0s 19h; s\u00e1bado, das 10h \u00e0s 13h \/ Gratuita &#8211; Indica\u00e7\u00e3o livre \/\u00a0Siga: @cerrado.galeria Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o"}