{"version":"1.0","provider_name":"LACKMAN &amp; CO.","provider_url":"https:\/\/lackman.com.br","author_name":"Gilberto Evangelista - Colunista","author_url":"https:\/\/lackman.com.br\/index.php\/author\/gilberto-brito\/","title":"Um Chamado Ancestral - LACKMAN &amp; CO.","type":"rich","width":600,"height":338,"html":"<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"f4mTSPJyZy\"><a href=\"https:\/\/lackman.com.br\/index.php\/2026\/03\/05\/um-chamado-ancestral\/\">Um Chamado Ancestral<\/a><\/blockquote><iframe sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" src=\"https:\/\/lackman.com.br\/index.php\/2026\/03\/05\/um-chamado-ancestral\/embed\/#?secret=f4mTSPJyZy\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Um Chamado Ancestral&#8221; &#8212; LACKMAN &amp; CO.\" data-secret=\"f4mTSPJyZy\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" class=\"wp-embedded-content\"><\/iframe><script>\n\/*! This file is auto-generated *\/\n!function(d,l){\"use strict\";l.querySelector&&d.addEventListener&&\"undefined\"!=typeof URL&&(d.wp=d.wp||{},d.wp.receiveEmbedMessage||(d.wp.receiveEmbedMessage=function(e){var t=e.data;if((t||t.secret||t.message||t.value)&&!\/[^a-zA-Z0-9]\/.test(t.secret)){for(var s,r,n,a=l.querySelectorAll('iframe[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),o=l.querySelectorAll('blockquote[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),c=new RegExp(\"^https?:$\",\"i\"),i=0;i<o.length;i++)o[i].style.display=\"none\";for(i=0;i<a.length;i++)s=a[i],e.source===s.contentWindow&&(s.removeAttribute(\"style\"),\"height\"===t.message?(1e3<(r=parseInt(t.value,10))?r=1e3:~~r<200&&(r=200),s.height=r):\"link\"===t.message&&(r=new URL(s.getAttribute(\"src\")),n=new URL(t.value),c.test(n.protocol))&&n.host===r.host&&l.activeElement===s&&(d.top.location.href=t.value))}},d.addEventListener(\"message\",d.wp.receiveEmbedMessage,!1),l.addEventListener(\"DOMContentLoaded\",function(){for(var e,t,s=l.querySelectorAll(\"iframe.wp-embedded-content\"),r=0;r<s.length;r++)(t=(e=s[r]).getAttribute(\"data-secret\"))||(t=Math.random().toString(36).substring(2,12),e.src+=\"#?secret=\"+t,e.setAttribute(\"data-secret\",t)),e.contentWindow.postMessage({message:\"ready\",secret:t},\"*\")},!1)))}(window,document);\n\/\/# sourceURL=https:\/\/lackman.com.br\/wp-includes\/js\/wp-embed.min.js\n<\/script>\n","thumbnail_url":"http:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/DSCF4232.jpg","thumbnail_width":1417,"thumbnail_height":945,"description":"Vernissage no CCBB Bras\u00edlia celebra a for\u00e7a est\u00e9tica e pol\u00edtica da di\u00e1spora africana em uma exposi\u00e7\u00e3o que conecta arte, hist\u00f3ria e identidade nas Am\u00e9ricas. &nbsp; Na noite da \u00faltima ter\u00e7a-feira (3), o Centro Cultural Banco do Brasil Bras\u00edlia abriu suas portas para uma celebra\u00e7\u00e3o que foi muito al\u00e9m de uma simples vernissage. A inaugura\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o \u201cAncestral: Afro-Am\u00e9ricas\u201d , que tem dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Marcello Dantas, curadoria de Ana Beatriz Almeida e Renato Ara\u00fajo da Silva, reuniu artistas, curadores, jornalistas e convidados em um encontro que misturou arte, m\u00fasica, mem\u00f3ria e uma boa dose de emo\u00e7\u00e3o &#8211; daqueles eventos que lembram que a arte tamb\u00e9m \u00e9 um ritual de pertencimento. A Coluna #PERAMBULANDO marcou presen\u00e7a no evento que, logo na chegada, j\u00e1 revelava que algo de muito especial pairava no ar. Gra\u00e7as a uma visita guiada promovida por Ana Beatriz Almeida, foi poss\u00edvel entender o peso simb\u00f3lico da mostra para o di\u00e1logo cultural e para a valoriza\u00e7\u00e3o das heran\u00e7as africanas nas Am\u00e9ricas. Ela destacou os caminhos conceituais que estruturam a exposi\u00e7\u00e3o: uma jornada est\u00e9tica que atravessa hist\u00f3ria, identidade e mem\u00f3ria Mas como toda boa noite de arte pede tamb\u00e9m trilha sonora, o p\u00fablico foi brindado com um pocket show da cantora Virginia Rodrigues, acompanhada pelo m\u00fasico brasiliense Alberto Salgado. A apresenta\u00e7\u00e3o, intensa e elegante, funcionou como uma esp\u00e9cie de pr\u00f3logo musical para a exposi\u00e7\u00e3o: um mergulho sens\u00edvel nas matrizes afro-diasp\u00f3ricas que inspiram toda a mostra. Depois disso, cerca de 280 convidados seguiram para um coquetel com sabores da gastronomia afro-brasileira \u2014 um detalhe delicioso que parecia prolongar, no paladar, a narrativa cultural apresentada nas galerias. Entre os momentos mais tocantes da noite esteve a presen\u00e7a de familiares do artista Willy Bezerra de Mello, conhecido como OluMello, cuja obra integra a exposi\u00e7\u00e3o. Sua vi\u00fava, Lydia Garcia, escolheu celebrar ali mesmo seu anivers\u00e1rio de 88 anos, transformando a ocasi\u00e3o em uma homenagem dupla: \u00e0 vida e \u00e0 arte. Carioca, OluMello chegou a Bras\u00edlia ainda em 1958 para integrar a equipe de Oscar Niemeyer no planejamento arquitet\u00f4nico da nova capital, um elo curioso entre a hist\u00f3ria da cidade e a exposi\u00e7\u00e3o que agora ocupa suas paredes. E falando em paredes, prepare-se: \u201cAncestral: Afro-Am\u00e9ricas\u201d \u00e9 daquelas mostras que pedem tempo, olhar atento e mente aberta. Reunindo cerca de 130 obras de artistas negros do Brasil e dos Estados Unidos, a exposi\u00e7\u00e3o prop\u00f5e um mergulho na pot\u00eancia est\u00e9tica, pol\u00edtica e simb\u00f3lica da ancestralidade africana nas Am\u00e9ricas \u2014 um di\u00e1logo transatl\u00e2ntico que atravessa s\u00e9culos e continua produzindo arte de tirar o f\u00f4lego. Entre os nomes presentes est\u00e3o verdadeiros pesos pesados da arte moderna e contempor\u00e2nea, como Abdias Nascimento, Simone Leigh, Sonia Gomes, Leonard Drew, Mestre Didi, Melvin Edwards, Lorna Simpson, Kara Walker, Arthur Bispo do Ros\u00e1rio, Carrie Mae Weems, M\u00f4nica Ventura e Julie Mehretu. Cada um deles, \u00e0 sua maneira, ajuda a construir esse grande mosaico de hist\u00f3rias, resist\u00eancias e reinven\u00e7\u00f5es. A exposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 organizada em tr\u00eas n\u00facleos tem\u00e1ticos \u2014 Corpo, Sonho e Espa\u00e7o, que funcionam quase como cap\u00edtulos de um mesmo livro visual. No n\u00facleo Corpo, as obras questionam a forma como pessoas negras foram representadas ao longo da hist\u00f3ria da arte, reafirmando o corpo como territ\u00f3rio de identidade, resist\u00eancia e afirma\u00e7\u00e3o. J\u00e1 em Sonho, a atmosfera se torna mais contemplativa: ali, os artistas exploram mem\u00f3ria, espiritualidade e heran\u00e7a cultural, expandindo os limites da abstra\u00e7\u00e3o. Por fim, em Espa\u00e7o, surgem reflex\u00f5es sobre territ\u00f3rio, comunidade e pertencimento, misturando paisagens naturais, urbanas e simb\u00f3licas em narrativas que atravessam fronteiras. A narrativa curatorial tamb\u00e9m parte de uma met\u00e1fora instigante proposta por Marcello Dantas: a hist\u00f3ria imagin\u00e1ria de dois primos africanos separados no s\u00e9culo XVIII, um levado para Salvador e outro para Charleston, nos Estados Unidos. Dois destinos distintos, dois s\u00e9culos de hist\u00f3ria \u2014 e, ainda assim, uma chama ancestral que continua viva, pulsando na arte e na cultura dos dois lados do Atl\u00e2ntico. Entre os destaques contempor\u00e2neos, a exposi\u00e7\u00e3o apresenta trabalhos in\u00e9ditos de artistas como Gabriella Marinho e G\u00ea Viana, al\u00e9m de obras de Simone Leigh \u2014 primeira mulher afro-americana a representar os Estados Unidos na Bienal de Veneza. J\u00e1 o artista Nari Ward criou uma obra especialmente para a mostra em territ\u00f3rio brasileiro, incorporando objetos do cotidiano e refor\u00e7ando esse interc\u00e2mbio criativo entre pa\u00edses. Outro cap\u00edtulo interessante da exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 o n\u00facleo dedicado \u00e0 Arte Africana Tradicional, com curadoria de Renato Ara\u00fajo da Silva. A ideia \u00e9 simples e poderosa: mostrar que a criatividade contempor\u00e2nea nasce de ra\u00edzes profundas, conectando tradi\u00e7\u00f5es milenares com linguagens art\u00edsticas atuais. Depois de passar por Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador, a exposi\u00e7\u00e3o chega a Bras\u00edlia reafirmando a for\u00e7a desse di\u00e1logo cultural que atravessa oceanos, gera\u00e7\u00f5es e linguagens. Com patroc\u00ednio da BB Asset, por meio da Lei Rouanet, \u201cAncestral: Afro-Am\u00e9ricas\u201d fica em cartaz at\u00e9 3 de maio. Se a abertura j\u00e1 foi memor\u00e1vel, a exposi\u00e7\u00e3o promete continuar provocando reflex\u00f5es, encontros e descobertas nas pr\u00f3ximas semanas. Afinal, como essa mostra deixa claro logo na primeira sala: certas hist\u00f3rias n\u00e3o pertencem apenas ao passado \u2014 elas seguem vivas, reinventando o presente. Confira fotos de quem passou por l\u00e1 pelas lentes deste colunista\/fot\u00f3grafo: Revisitando nossas origens! Ancestral: Afro-Am\u00e9ricas \/ Centro Cultural Banco do Brasil Bras\u00edlia \/ at\u00e9 3 de maio &#8211; ter\u00e7a a domingo das 9h \u00e0s 21h (acesso \u00e0s galerias at\u00e9 20h40) \/ Entrada gratuita, mediante retirada de ingresso no site ou na bilheteria do CCBB. \/ N\u00e3o esque\u00e7a: Vem pro CCBB &#8211; transporte gratuito de van saindo da Biblioteca Nacional para o CCBB, de quinta a domingo. Fotos: Gilberto Evangelista"}