{"version":"1.0","provider_name":"LACKMAN &amp; CO.","provider_url":"https:\/\/lackman.com.br","author_name":"Gilberto Evangelista - Colunista","author_url":"https:\/\/lackman.com.br\/index.php\/author\/gilberto-brito\/","title":"Bras\u00edlia, a arte do planalto - LACKMAN &amp; CO.","type":"rich","width":600,"height":338,"html":"<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"u7n7WHZt00\"><a href=\"https:\/\/lackman.com.br\/index.php\/2024\/09\/28\/brasilia-a-arte-do-planalto\/\">Bras\u00edlia, a arte do planalto<\/a><\/blockquote><iframe sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" src=\"https:\/\/lackman.com.br\/index.php\/2024\/09\/28\/brasilia-a-arte-do-planalto\/embed\/#?secret=u7n7WHZt00\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Bras\u00edlia, a arte do planalto&#8221; &#8212; LACKMAN &amp; CO.\" data-secret=\"u7n7WHZt00\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" class=\"wp-embedded-content\"><\/iframe><script>\n\/*! This file is auto-generated *\/\n!function(d,l){\"use strict\";l.querySelector&&d.addEventListener&&\"undefined\"!=typeof URL&&(d.wp=d.wp||{},d.wp.receiveEmbedMessage||(d.wp.receiveEmbedMessage=function(e){var t=e.data;if((t||t.secret||t.message||t.value)&&!\/[^a-zA-Z0-9]\/.test(t.secret)){for(var s,r,n,a=l.querySelectorAll('iframe[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),o=l.querySelectorAll('blockquote[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),c=new RegExp(\"^https?:$\",\"i\"),i=0;i<o.length;i++)o[i].style.display=\"none\";for(i=0;i<a.length;i++)s=a[i],e.source===s.contentWindow&&(s.removeAttribute(\"style\"),\"height\"===t.message?(1e3<(r=parseInt(t.value,10))?r=1e3:~~r<200&&(r=200),s.height=r):\"link\"===t.message&&(r=new URL(s.getAttribute(\"src\")),n=new URL(t.value),c.test(n.protocol))&&n.host===r.host&&l.activeElement===s&&(d.top.location.href=t.value))}},d.addEventListener(\"message\",d.wp.receiveEmbedMessage,!1),l.addEventListener(\"DOMContentLoaded\",function(){for(var e,t,s=l.querySelectorAll(\"iframe.wp-embedded-content\"),r=0;r<s.length;r++)(t=(e=s[r]).getAttribute(\"data-secret\"))||(t=Math.random().toString(36).substring(2,12),e.src+=\"#?secret=\"+t,e.setAttribute(\"data-secret\",t)),e.contentWindow.postMessage({message:\"ready\",secret:t},\"*\")},!1)))}(window,document);\n\/\/# sourceURL=https:\/\/lackman.com.br\/wp-includes\/js\/wp-embed.min.js\n<\/script>\n","thumbnail_url":"https:\/\/lackman.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/BSB9.jpg","thumbnail_width":1748,"thumbnail_height":1240,"description":"FGV Arte e IDP inauguram mostra que re\u00fane mais de 300 obras de cerca de 150 artistas, sobretudo mulheres como Maria Martins, Marianne Peretti e Daiara Tukano Inaugurada na \u00faltima quarta-feira (25), no Museu Nacional da Rep\u00fablica, a exposi\u00e7\u00e3o Bras\u00edlia, a arte do planalto traz um olhar sui generis sobre a capital federal como um lugar do feminino, que parte da inspira\u00e7\u00e3o de Vera Brant, um nome que atravessa a hist\u00f3ria nacional a partir da cria\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia at\u00e9 a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica contempor\u00e2nea brasileira. Com curadoria de Paulo Herkenhoff e cocuradoria de Sara Seilert, a mostra \u00e9 realizada pela FGV Arte (espa\u00e7o experimental e de pesquisa art\u00edstica da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas), em parceria com o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), e fica aberta para visita\u00e7\u00e3o gratuita at\u00e9 o dia 24 de novembro. Segundo o curador, a escritora Vera Brant (1927-2014), mineira de Diamantina que mudou-se para Bras\u00edlia em 1960, foi tecel\u00e3 de uma importante rede social que uniu JK, Niemeyer, Athos Bulc\u00e3o, Darcy Ribeiro, Wladimir Murtinho, UnB, Gilmar Mendes, Zanine Caldas, Rubem Valentim e Galeno. \u201cEla foi o primeiro e generoso perisc\u00f3pio para enxergar Bras\u00edlia como uma rede extratemporal e extraterritorial\u201d, conta Herkenhoff. Essa mobilidade de Vera Brant por campos de a\u00e7\u00e3o t\u00e3o variados serviu como um guia para o grupo curatorial perceber que Bras\u00edlia, al\u00e9m do campo predominantemente masculino do poder, \u00e9 uma cidade feminina. \u201cA exposi\u00e7\u00e3o refor\u00e7a o feminino a partir do grupo de mulheres escultoras da capital federal, como Maria Martins, Mary Vieira e Marianne Peretti. \u00c9 interessante tamb\u00e9m como o discurso sobre a arte em Bras\u00edlia \u00e9 feito predominantemente por mulheres\u201d, instiga o curador. As obras de Maria Martins, por exemplo, estabelecem um forte di\u00e1logo com esse espa\u00e7o feminino na arte, rejeitando o papel de subservi\u00eancia e colocando a mulher em uma condi\u00e7\u00e3o de corpo desejante. Entre outras artistas presentes na exposi\u00e7\u00e3o, est\u00e3o Adriana Vignoli, Daiara Tukano, Raquel Nava, Clarice Gon\u00e7alves, Camila Soato, Maria Bonomi, Severina, Maria do Barro, Adriane Kari\u00fa, Alessandra Fran\u00e7a, Regina Pessoa e Zuleika de Souza. Bras\u00edlia, a arte do planalto expande tamb\u00e9m seu olhar para os tempos atuais e a arte que \u00e9 feita no Centro-oeste, mais especificamente nesta regi\u00e3o do planalto central brasileiro, onde h\u00e1 mais de sessenta anos foi instalada a nova capital. \u201cNa exposi\u00e7\u00e3o, n\u00f3s aproveitamos para fazer uma refer\u00eancia \u00e0s mulheres ind\u00edgenas, com suas t\u00e9cnicas tradicionais de cer\u00e2mica, porque cabia \u00e0 elas fazer cer\u00e2mica nos povos originais instalados no Centro-Oeste\u201d, diz Herkenhoff. De fato, a ideia que direcionou a mostra foi a de reproduzir uma grande festa do olhar, mostrando que a capital federal, que n\u00e3o se reduz \u00e0 sua esfera pol\u00edtica, \u00e9 intensa, ampla e surpreendente. \u201cEssa mostra significa tamb\u00e9m um encontro entre dois olhares curatoriais. Porque agora n\u00f3s unimos os olhares da Sara Seilert com o meu. Ent\u00e3o n\u00f3s buscamos produzir um olhar sobre Bras\u00edlia. Assim, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais apenas um olhar de fora\u201d, afirma o curador. Desdobramentos contempor\u00e2neos Com uma quantidade impressionante de artistas, desde os j\u00e1 consagrados no mercado da arte at\u00e9 os contempor\u00e2neos, a mostra re\u00fane mais de 300 itens. Sucedendo Bras\u00edlia, a arte da democracia, exposi\u00e7\u00e3o realizada no Rio de Janeiro de abril a agosto deste ano, a nova mostra retrata a hist\u00f3ria da cultura art\u00edstica do planalto, sua diversidade e complexidade e seus desdobramentos atuais. Enquanto a exibi\u00e7\u00e3o carioca tratava da passagem da capital federal do Rio de Janeiro para Bras\u00edlia, junto da consolida\u00e7\u00e3o das estruturas republicanas, a que est\u00e1 exposta no Museu Nacional da Rep\u00fablica aborda a dimens\u00e3o est\u00e9tica do surgimento de Bras\u00edlia, entendida como uma obra de arte coletiva. Ao mesmo tempo, p\u00f5e em destaque um elenco de agentes culturais da capital e das cidades-sat\u00e9lites. \u201cA vinda da exposi\u00e7\u00e3o para o Museu Nacional da Rep\u00fablica contou com a minha participa\u00e7\u00e3o na amplia\u00e7\u00e3o da abordagem dessa poss\u00edvel narrativa da hist\u00f3ria da arte brasiliense. Ent\u00e3o, ganhamos espa\u00e7o para a inclus\u00e3o de novos artistas e eu inclu\u00ed algumas obras do acervo do Museu Nacional da Rep\u00fablica, que \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o que cresceu e floresceu junto a essa produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica contempor\u00e2nea\u201d, avalia Sara Seilert. A exibi\u00e7\u00e3o conta com documentos hist\u00f3ricos, como o diploma de candango \u2013 conferido aos oper\u00e1rios que levantaram a nova cidade por Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil de 1955 a 1961, respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia e a transfer\u00eancia do poder do Rio de Janeiro para o planalto central; o croqui do plano piloto assinado por L\u00facio Costa; e o manuscrito de Oscar Niemeyer sobre o monumento JK.\u00a0Esse projeto representa, segundo Sara, \u201ca diversidade da arte contempor\u00e2nea do Distrito Federal\u201d, assim como o seu processo hist\u00f3rico e espont\u00e2neo. A ideia \u00e9 que, ao visitar a mostra, o p\u00fablico se sinta convidado a compreender a regi\u00e3o geogr\u00e1fica em toda a sua pot\u00eancia criativa. Veja uma pequena parcela do que a exposi\u00e7\u00e3o oferece enquanto experi\u00eancia, clicando neste link. Artistas [ordem alfab\u00e9tica]: Adriana Vignoli; Adriane Kari\u00fa; Adriano e Fernando Guimar\u00e3es; Ailton Krenak; Alberto da Veiga Guignard; Alessandra Fran\u00e7a; Alexandre Fran\u00e7a; Alfredo Ceschiatti; Alfredo Fontes; Alice Lara; Antonio Ob\u00e1; Athos Bulc\u00e3o; Ben\u00e9 Fonteles; Benjamin Silva; Bento Viana; Bernardo Figueiredo; Betty Bettiol; Bruno Faria; Bruno Giorgi; Bruno Jungmann; Caio Reisewitz; Camila Soato; Candida Hof\u00ebr; Carpio de Moraes; C\u00e9sar Becker; Chico Amaral; Christus N\u00f3brega; Cildo Meireles; Clarice Gon\u00e7alves; Dad\u00e1 do Barro; Daiara Tukano; Danyella Proen\u00e7a; Davi Almeida; Dirceu Mau\u00e9s; Edu Sim\u00f5es; Elder Rocha; Evandro Prado; Evandro Salles; Fayga Ostrower; Fernando Lindote; Francisco Galeno; Frans Krajcberg; Fred Lamego; Fulvio Roiter; Gabriela Bil\u00f3; Gaspari Di Caro; G\u00ea Orthof; Gl\u00eanio Bianchetti; Greg\u00f3rio Soares; Grupo Poro; Gu da Cei; Guy Veloso; Hal Wildson; Hassan Bourkia; Hel\u00f4 Sanvoy; Hugo Fran\u00e7a; Isabela Couto; Ismael Monticelli; Jo\u00e3o Angelini; Jo\u00e3o Trevisan; Joaquim Paiva; Jonathas de Andrade; Josaf\u00e1 Neves; Jos\u00e9 Ivacy; Jos\u00e9 Roberto Bassul; Juvenal Pereira; Kazuo Okubo; Kurt Klagsbrunn (foto de capa &#8211; Pal\u00e1cio do Alvorada, s.d.); L\u00eada Watson; Leo Tavares; Leonardo Finotti; Lina Bo Bardi; Luciana Paiva; Lucio Costa; Luiz Alphonsus; Luiz Mauro; Marcel Duchamp; Marcela Campos; Marcio Borsoi; Maria Bonomi; Maria do Barro; Maria Martins; Marianne Peretti; Mary Vieira; Miguel Rio Branco; Milan Dusek; Milton Guran; Milton"}