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<oembed><version>1.0</version><provider_name>LACKMAN &amp; CO.</provider_name><provider_url>https://lackman.com.br</provider_url><author_name>Gilberto Evangelista - Colunista</author_name><author_url>https://lackman.com.br/index.php/author/gilberto-brito/</author_url><title>Um Chamado Ancestral - LACKMAN &amp; CO.</title><type>rich</type><width>600</width><height>338</height><html>&lt;blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="Bp0GRT0dvW"&gt;&lt;a href="https://lackman.com.br/index.php/2026/03/05/um-chamado-ancestral/"&gt;Um Chamado Ancestral&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;iframe sandbox="allow-scripts" security="restricted" src="https://lackman.com.br/index.php/2026/03/05/um-chamado-ancestral/embed/#?secret=Bp0GRT0dvW" width="600" height="338" title="&#x201C;Um Chamado Ancestral&#x201D; &#x2014; LACKMAN &amp; CO." data-secret="Bp0GRT0dvW" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" class="wp-embedded-content"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script&gt;
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A inaugura&#xE7;&#xE3;o da exposi&#xE7;&#xE3;o &#x201C;Ancestral: Afro-Am&#xE9;ricas&#x201D; , que tem dire&#xE7;&#xE3;o art&#xED;stica de Marcello Dantas, curadoria de Ana Beatriz Almeida e Renato Ara&#xFA;jo da Silva, reuniu artistas, curadores, jornalistas e convidados em um encontro que misturou arte, m&#xFA;sica, mem&#xF3;ria e uma boa dose de emo&#xE7;&#xE3;o &#x2013; daqueles eventos que lembram que a arte tamb&#xE9;m &#xE9; um ritual de pertencimento. A Coluna #PERAMBULANDO marcou presen&#xE7;a no evento que, logo na chegada, j&#xE1; revelava que algo de muito especial pairava no ar. Gra&#xE7;as a uma visita guiada promovida por Ana Beatriz Almeida, foi poss&#xED;vel entender o peso simb&#xF3;lico da mostra para o di&#xE1;logo cultural e para a valoriza&#xE7;&#xE3;o das heran&#xE7;as africanas nas Am&#xE9;ricas. Ela destacou os caminhos conceituais que estruturam a exposi&#xE7;&#xE3;o: uma jornada est&#xE9;tica que atravessa hist&#xF3;ria, identidade e mem&#xF3;ria Mas como toda boa noite de arte pede tamb&#xE9;m trilha sonora, o p&#xFA;blico foi brindado com um pocket show da cantora Virginia Rodrigues, acompanhada pelo m&#xFA;sico brasiliense Alberto Salgado. A apresenta&#xE7;&#xE3;o, intensa e elegante, funcionou como uma esp&#xE9;cie de pr&#xF3;logo musical para a exposi&#xE7;&#xE3;o: um mergulho sens&#xED;vel nas matrizes afro-diasp&#xF3;ricas que inspiram toda a mostra. Depois disso, cerca de 280 convidados seguiram para um coquetel com sabores da gastronomia afro-brasileira &#x2014; um detalhe delicioso que parecia prolongar, no paladar, a narrativa cultural apresentada nas galerias. Entre os momentos mais tocantes da noite esteve a presen&#xE7;a de familiares do artista Willy Bezerra de Mello, conhecido como OluMello, cuja obra integra a exposi&#xE7;&#xE3;o. Sua vi&#xFA;va, Lydia Garcia, escolheu celebrar ali mesmo seu anivers&#xE1;rio de 88 anos, transformando a ocasi&#xE3;o em uma homenagem dupla: &#xE0; vida e &#xE0; arte. Carioca, OluMello chegou a Bras&#xED;lia ainda em 1958 para integrar a equipe de Oscar Niemeyer no planejamento arquitet&#xF4;nico da nova capital, um elo curioso entre a hist&#xF3;ria da cidade e a exposi&#xE7;&#xE3;o que agora ocupa suas paredes. E falando em paredes, prepare-se: &#x201C;Ancestral: Afro-Am&#xE9;ricas&#x201D; &#xE9; daquelas mostras que pedem tempo, olhar atento e mente aberta. Reunindo cerca de 130 obras de artistas negros do Brasil e dos Estados Unidos, a exposi&#xE7;&#xE3;o prop&#xF5;e um mergulho na pot&#xEA;ncia est&#xE9;tica, pol&#xED;tica e simb&#xF3;lica da ancestralidade africana nas Am&#xE9;ricas &#x2014; um di&#xE1;logo transatl&#xE2;ntico que atravessa s&#xE9;culos e continua produzindo arte de tirar o f&#xF4;lego. Entre os nomes presentes est&#xE3;o verdadeiros pesos pesados da arte moderna e contempor&#xE2;nea, como Abdias Nascimento, Simone Leigh, Sonia Gomes, Leonard Drew, Mestre Didi, Melvin Edwards, Lorna Simpson, Kara Walker, Arthur Bispo do Ros&#xE1;rio, Carrie Mae Weems, M&#xF4;nica Ventura e Julie Mehretu. Cada um deles, &#xE0; sua maneira, ajuda a construir esse grande mosaico de hist&#xF3;rias, resist&#xEA;ncias e reinven&#xE7;&#xF5;es. A exposi&#xE7;&#xE3;o est&#xE1; organizada em tr&#xEA;s n&#xFA;cleos tem&#xE1;ticos &#x2014; Corpo, Sonho e Espa&#xE7;o, que funcionam quase como cap&#xED;tulos de um mesmo livro visual. No n&#xFA;cleo Corpo, as obras questionam a forma como pessoas negras foram representadas ao longo da hist&#xF3;ria da arte, reafirmando o corpo como territ&#xF3;rio de identidade, resist&#xEA;ncia e afirma&#xE7;&#xE3;o. J&#xE1; em Sonho, a atmosfera se torna mais contemplativa: ali, os artistas exploram mem&#xF3;ria, espiritualidade e heran&#xE7;a cultural, expandindo os limites da abstra&#xE7;&#xE3;o. Por fim, em Espa&#xE7;o, surgem reflex&#xF5;es sobre territ&#xF3;rio, comunidade e pertencimento, misturando paisagens naturais, urbanas e simb&#xF3;licas em narrativas que atravessam fronteiras. A narrativa curatorial tamb&#xE9;m parte de uma met&#xE1;fora instigante proposta por Marcello Dantas: a hist&#xF3;ria imagin&#xE1;ria de dois primos africanos separados no s&#xE9;culo XVIII, um levado para Salvador e outro para Charleston, nos Estados Unidos. Dois destinos distintos, dois s&#xE9;culos de hist&#xF3;ria &#x2014; e, ainda assim, uma chama ancestral que continua viva, pulsando na arte e na cultura dos dois lados do Atl&#xE2;ntico. Entre os destaques contempor&#xE2;neos, a exposi&#xE7;&#xE3;o apresenta trabalhos in&#xE9;ditos de artistas como Gabriella Marinho e G&#xEA; Viana, al&#xE9;m de obras de Simone Leigh &#x2014; primeira mulher afro-americana a representar os Estados Unidos na Bienal de Veneza. J&#xE1; o artista Nari Ward criou uma obra especialmente para a mostra em territ&#xF3;rio brasileiro, incorporando objetos do cotidiano e refor&#xE7;ando esse interc&#xE2;mbio criativo entre pa&#xED;ses. Outro cap&#xED;tulo interessante da exposi&#xE7;&#xE3;o &#xE9; o n&#xFA;cleo dedicado &#xE0; Arte Africana Tradicional, com curadoria de Renato Ara&#xFA;jo da Silva. A ideia &#xE9; simples e poderosa: mostrar que a criatividade contempor&#xE2;nea nasce de ra&#xED;zes profundas, conectando tradi&#xE7;&#xF5;es milenares com linguagens art&#xED;sticas atuais. Depois de passar por Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador, a exposi&#xE7;&#xE3;o chega a Bras&#xED;lia reafirmando a for&#xE7;a desse di&#xE1;logo cultural que atravessa oceanos, gera&#xE7;&#xF5;es e linguagens. Com patroc&#xED;nio da BB Asset, por meio da Lei Rouanet, &#x201C;Ancestral: Afro-Am&#xE9;ricas&#x201D; fica em cartaz at&#xE9; 3 de maio. Se a abertura j&#xE1; foi memor&#xE1;vel, a exposi&#xE7;&#xE3;o promete continuar provocando reflex&#xF5;es, encontros e descobertas nas pr&#xF3;ximas semanas. Afinal, como essa mostra deixa claro logo na primeira sala: certas hist&#xF3;rias n&#xE3;o pertencem apenas ao passado &#x2014; elas seguem vivas, reinventando o presente. Confira fotos de quem passou por l&#xE1; pelas lentes deste colunista/fot&#xF3;grafo: Revisitando nossas origens! Ancestral: Afro-Am&#xE9;ricas / Centro Cultural Banco do Brasil Bras&#xED;lia / at&#xE9; 3 de maio &#x2013; ter&#xE7;a a domingo das 9h &#xE0;s 21h (acesso &#xE0;s galerias at&#xE9; 20h40) / Entrada gratuita, mediante retirada de ingresso no site ou na bilheteria do CCBB. / N&#xE3;o esque&#xE7;a: Vem pro CCBB &#x2013; transporte gratuito de van saindo da Biblioteca Nacional para o CCBB, de quinta a domingo. Fotos: Gilberto Evangelista</description></oembed>
